Analista da Ideia fala sobre “voto útil” dos eleitores de Ciro a Lula no 1° turno

Foto: Divulgação

Vídeo: Maurício Moura, diretor do Ideia, analisa cenário eleitoral

Por Redação

16 de janeiro de 2022 : 11h25

O instituto Ideia finalmente divulgou o relatório completo de sua última pesquisa eleitoral, cujos números principais foram divulgados na última sexta pela revista Exame.

Vamos relembrar os dados mais importantes e trazer novidades.

Comecemos pela espontânea.

Ela mostra uma liderança sólida de Lula, que cresceu 6 pontos em relação a última pesquisa, a estagnação de Bolsonaro, além da irrelevância (até o momento) da terceira via.

Na estimulada, Lula tem 41%, o que é apenas um pouco menos do que a soma de todos os outros.

Bolsonaro tem 24%. Sérgio Moro ainda está muito longe de oferecer ameaça a Bolsonaro. Já Ciro Gomes derreteu para 7%, perto de um empate técnico com João Doria.

Taí uma novidade que ainda não havia sido divulgada antes: um gráfico com o nível de conhecimento dos candidatos. É impressionante o percentual de “conhece muito bem” do ex-presidente Lula.

Outra novidade: 64% dos entrevistados responderam que Bolsonaro “NÃO merece ser reeleito”. Sensatos.

Por fim, assistam a esse vídeo com análise do próprio diretor do Ideia, Maurício Moura. Resumo do que ele diz: Lula ganha, Bolsonaro perde, terceira via não vingou. Assista!

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2 comentários

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EdsonLuíz.

17 de janeiro de 2022 às 13h15

Vou acertar o que a memória, misturando duas músicas de Sílvio Rodriguez, confundiu:

Na música ‘Playa Giron’, Silvio Rodriguez homenageia pescadores que colaboraram com os revolucionários, fingindo pescarem e mantendo vigílhia para informarem os movimentos de invasão da ilha. Mas desta vez a vigílhia foi sobre os dissidentes cubanos que tentaram a invasão de Cuba pela Baía dos Porcos.

Ouçam a música ‘Playa Giron’! Ouçam sem preconceitos. Eu acho linda! E ouçam também, do mesmo Sílvio Rodriguez, ‘Mi Unicornio Azul’ e ‘El Breve Espacio Em Que No Estás’. Muitos vão gostar!

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EdsonLuíz.

16 de janeiro de 2022 às 17h52

Então! Vemos aqui neste post que é possível fazer jornalimo sem neutralidade, mas com isenção.

Feito assim, o post, a ‘página’, não é transformada em um panfleto.

O compositor Sílvio Rodrigues, do movimento musical pró-revolução Nova Trova Cubana, é autor de várias canções laudatórias da ditadura de seu país.

Sendo artista e, por boemia ser quase um modo de ser de artistas, Sílvio Rodrigues, sendo boêmio, vive muito a noite cubana, e sempre misturado, claro, com outros artistas.

Arrtísta, ainda mais que outros profissionais, precisam de autonomia para exercerem seu ofício com maior brilho. A conquista e o exercício de autonomia, essa categoria progressista de individuação, depende de liberdade. Assim, artista costuma ser a categoria de trabalhadores com maior presença de contestadores de autoritarismos e de suas restrições. Tem até a máxima muito repetida: “Todo artista é um contestador”. Nem tanto! Como em toda posição, há vários artistas adesistas a interesses corporativistas, ideológicos e eleitorais ligados a populistas e autoritários. Como uma prática ensinada por doutrinadores ideológicos a esses artistas arrivistas ou doutrinados é constranger aqueles que pensam de forma livre, especialmente se o que pensam e defendem é contrário aos interesses de quem quer impor ideologias, esses agentes constrangedores, mesmo vivendo no meio artístico, onde a liberdade e autonomia é ainda mais crucial para que o trabalho evolua, usam diversas táticas, desde falas, tons de voz e cancelamento de relações até assédios e constrangimentos diretos aos que não entregam sua independência e autonomia à causa que os seguidistas de doutrinadores querem impor.

Melhor que o exercício da política fosse um exercício de liberdade, mas muitas vezes não é assim. Sempre, em todos os lugares, há militantes de ideias de ultra-esquerda e de ultra-direita constrangendo a liberdade e impondo mordaças, isso mesmo em escolas e junto ao meio artístico.

Sílvio Rodrigues, esse cantor e compositor estupendo, por ser e viver entre artistas, mas estar aderido ao regime cubano, experimenta conflitos pessoais. Muitas vezes, em momentos de maior tensão, com prisão de colegas e com imposição de exílio a artistas pelo regime, Sílvio Rodrigues faz escaramuças de independência, se vê vigiado nas ruas por jagunços do regime ao frequentar a noite cubana, mas os outros colegas artístas sempre reclamam que ele nunca faz nada para mudar aquela realidade de repressão na ilha.

Uma coisa preciosa a que eu não renunciei, mesmo quando menino, mesmo quando fui mais ativo no movimento político de contestação à ditadura militar, foi não renunciar à minha liberdade e autonomia. Isso de não renunciar à minha autonomia e liberdade me deu a riqueza de apreciar a divergência fundamentada e me deu a liberdade de preferir ler, ouvir e frequentar quem de mim discorda. Isso foi ficando cada vez mais difícil aqui no Brasil e parece que está ficando assim em todo o mundo. Como não renuncio à minha independência e não adiro a uma posição política fechada e também não faço a concessão de me calar para evitar ser agredido e constrangido por esses imbecis (desculpem!) e canalhas (novas desculpas!), vou vendo o espaço de convivência se estreitando e tenho me planejado para me afastar do Brasil. Me alertam que em outro lugar esse quadro vai se repetir. Pois mesmo assim eu penso em sair! Sufocado por truculências, leviandades, imbecilidades mesmas, tolices, e vendo o país ser capturado cada vez mais por forças políticas e forças econômicas muito atrasadas, incompetentes e corruptas, preciso tentar uma fuga existencial a essa altura das coisas. Trabalhei, atuei, não fui vadio, mas no Brasil tem sempre vencido o atraso, que é tão encardido que se atreve a vestir a fantasia de progressista, em uma impostura talvez sem comparação. Nos dias de hoje, até na imprensa, na ‘nova imprensa’ de blogs e seus ‘jornalistas’, vemos leviandades, manipulações, distorções e imposturas.

E imprensa independente é o mais fundamental para o progresso da civilidade! Sem imprensa independente não há progressismo. Toda a democracia começa com uma imprensa indepedente!

Citei o cantor e compositor cubano Sílvio Rodrigues, que, selecionadas as músicas, eu ouço muito – ouço até as suas músicas políticas tendenciosas, embora prefira as românticas – por ele, mesmo sendo adesista ao regime autoritário de seu país, ao contrário do seu parceiro, também cantor e compositor, Pablo Milanez e do escritor Leonardo Padura; mesmo com toda submissão de Silvio Rodrigues à causa antiprogressista do regime que apoia, mostrar alguma preocupação ética estética nas suas músicas.

Me refiro à canção “Playa Giron”.

Nessa canção Sílvio Rodrigues ao compor quis render sua homenagem aos pescadores daquela praia, que, fingindo pescarem, fizeram vigílias e deram estrutura improvisada ao desembarque dos revolucionários de Fidel na ilha.

Na letra dessa música, Sílvio Rodrigues pergunta como pode falar desses trabalhadores da pesca, herois do movimento revolucionário, ou do que ele pensa ser revolucionário, sem que a música soe como um panfleto.

Este post publicado acoma, nesse tempo em que este jornal ‘ocafezinho.com’ aderiu completamente à candidatura de Lula, com todo o direito que tem de aderir, aliás – quem sou eu para reprimir? – mas, na minha opinião, ao aderir passou a diversas práticas diversionistas e até distorsivas de conceitos e categorias civilizatórias importantes, como a de ‘progressismo’, mostra com este post que é possível não ser neutro, que é possível se posicionar política e eleitoralmente, sem que o trabalho jornalístico soe um panfleto, como ocorre na totalidade da imprensa impostora e antiprofissional como ‘Carta Capital’, ‘brasil247’ e nos blogues bolsonaristas, igualando os doi populismos bolsonarista e lulista nas suas práticas a tiprogressistas de comunicação.

EdsonLuiz.
Edsonmaverick@yahoo.com.br

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