Analista da Ideia fala sobre “voto útil” dos eleitores de Ciro a Lula no 1° turno

Imagem: Divulgação / Kremlin

Pesquisador avalia que Putin venceu a guerra no contexto geopolítico

Por Redação

02 de março de 2022 : 15h21

Nesta quarta-feira, 2, o pesquisador e educador, Daniel Cara, fez uma avaliação do conflito entre a Rússia e a Ucrânia e declarou que, no contexto geopolítico, o presidente russo, Vladmir Putin, já ganhou a guerra. 

“O Putin está tentando construir aquilo que eu chamo de ferradura, ele está tentando isolar o norte ao sul do país fazendo uma ponte por Kiev, passando por Belarus, até Odessa, aniquilando a saída por mar da Ucrânia”, apontou em entrevista a Fórum.

“Ele consegue fazer uma fronteira naval de guerra com a OTAN. A dúvida agora é como a Rússia responde aos efeitos das sanções econômicas, até agora está segurando com a mão forte”, prossegue.

“Mas, concretamente, em termos geopolíticos, o Putin já ganhou o conflito, diferente do que pensam alguns intelectuais alinhados com o Ocidente, o Putin demonstrou que ele pode fazer uma agressão e consegue ser bem-sucedido”, completa.

O estudioso também lembrou o fato de que o governo da Ucrânia está armando os cidadãos comuns e que isso pode desembocar em uma guerra civil. 

“O Zelensky [presidente da Ucrânia] está investindo em um cenário de guerra civil e é conivente com o neonazismo ucraniano e coloca o povo da Ucrânia da em risco”, alertou.

Veja a entrevista na íntegra!

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9 comentários

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E

22 de março de 2022 às 23h40

Putin já ganhou e os usa não aceitam .. perdedores.

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HELDER VALADARES

04 de março de 2022 às 23h05

Vote no danilo gentilli……

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Paul

03 de março de 2022 às 09h21

É inacreditável que haja quem apoie esse Putin maldito e essa incursão descabida sobre um país livre, soberano, democrático e pacífico como a Ucrânia. Malditos todos os que compactuam com esse crime!

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EdsonLuiz.

02 de março de 2022 às 21h25

Faço uma solicitação: ao final de minha resposta há uma sobra de texto que era um rascunho que sobrou sem ser apagado e acabou por ser transmitido junto com a resposta. O ponto em que a resposta acaba você vai perceber; favor desconsiderar a sobra ao final e me desculpe.

EdsonLuiz.

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William

02 de março de 2022 às 19h47

Fazer o fortão com os maís fracos também sou capaz.

Putin sabe bem que nenhum país atirarà uma sequer bala na Rússia pois a guerra em 2022 não interessa a ninguém, o Ocidente hoje está mais preocupado em saber se quem nasce com pinto no meio das pernas é homem ou mulher.

Com Trump do outro lado do oceano no lugar da múmia, Putin hoje estaria pescando salmões e não atirando bombas na Ucrânia.

Deixar o poder nas mãos da mesma pessoa por muito tempo é um problema, uma hora ou outra fazem asneiras.

Torcemos que após a imundícia produzida pelo PT e comparsas os brasileiros tenham apreendido a lição e não entreguem o poder nas mãos das mesmas pessoas por mais que 2 mandatos.

Responder

EdsonLuiz.

02 de março de 2022 às 19h42

GUERRA CIVIL.

O ‘pesquisador e educador’ diz que o presidente da Ucrânia está armando o povo e investindo em um cenário de guerra civil.

Destaque-se e reserve-se essas duas afirmações do ‘pesquisador e educador’, de que i) armar civis na Ucrânia está sendo uma decisão de seu presidente e ii) o objetivo do presidente da Ucrânia é investir em um cenário de guerra civil.

O principal em um conceito de Guerra Civil está no próprio termo qualificador de guerras dessa natureza: ‘CIVIL’. Guerra Civil é uma guerra entre forças cidadãs dentro do mesmo Estado-nação.

Uma variante dessa definição pode envolver guerra entre duas nações que coexistem sob o mesmo Estado.

Uma outra definição ainda pode ser: Guerra entre povos que anteriormente estiveram formando uma única nação, mas cujo Estado foi desmembrado em dois e disso resultou em duas nações separadas que alguém contrariado quer reunificar.
-destaque-se e reserve-se este canceito também.

UM CENÁRIO DE GUERRA

Um cenário de guerra civil é aterrador e se dá pela perda da função do Estado de manter seu funcionamento e de impor seu poder de polícia por não mais dispor de força suficiente para afirmar seu poder.

Buscando um pouco da definição do pai da ciência política, Nicolau Maquiavel, ‘poder é força’. A força de um príncipe, seja esse príncipe um líder democrático ou autocrata e seja ele o presidentezinho do timinho de bolinhas de gude ou o presidentezão de um país militarmente poderoso, armado com as mais amaldiçoadas e psicopatas das máquinas de matar e aterrorizar, para Maquiavel a força do líder vem das qualidades desse líder e dos meios de que ele dispõe para afirmar e manter seu poder, e essas qualidades e recursos constituem sua força para liderar.

Maquiavel fala que o poder do líder depende de ele ter VIRTÙ e FORTUNA. A fortuna é circunstancial e dependente dos acontecimentos; fortuna é um conceito que pode ser, de certo modo, assimilado a sorte: o inesperado da eclosão de uma epidemia, por exemplo, pode ocupar as atenções e causar distração suficiente para se tornar uma fortuna para algum interesse, se para o líder for vantagem essa distração de algum povo. Já virtù se refere às qualidades do líder. Muitos se apressam a associar a virtù do líder de que fala Maquiavel a virtudes no sentido de virtude cristã. Virtù do líder não se trata da virtude cristã. Virtù nada têm de virtude no sentido cristão. Nicolau Maquiavel via a Igreja de forma realista, identificando a Igreja por aquilo que a Igreja era de fato: uma instituição com um corpo burocrático e de doutrina e com inserção e ascendência no tecido social com objetivos de poder. A Igreja, para Nicolau Maquiavel, era de fato uma FORÇA POLÍTICA; mais uma, dentre as diversas forças políticas na sociedade. Como Maquiavel era defensor do republicanismo e por consequência era defensor de um regime republicano, ele combatia incansavelmente a igreja por ver a Igreja como sendo atrasada e obscurantista e por a Igreja defender a forma de governo monárquico, em oposição ao que Maquiavel defendia. Portanto, o conceito de virtù de Maquiavel nada têm a ver com o conceito cristão de virtude.

No sentido de virtude que Maquiavel trabalha, e com o realismo que ele aplica para pensar, uma virtude do líder pode ser sua plena maldade para atingir o inimigo sem remorso e assim conseguir sucesso em seu objetivo. ‘o fim justifica o meio’. A maldade plena de Putin, por exemplo, que mata, envenena e submete sem sentir culpa, pode ser vista como uma sua virtude para conquistar o poder!

No mesmo sentido de virtude empregado por Maquiavel, a coragem do líder da Ucrânia, o Zelenski, pode ser vista como uma sua virtude para conservar o poder para o seu povo!

É bom verificar que Maquiavel estava ali pelo período do primeiro renascimento, e foi do que é chamado de renascentismo da cultura clássica que se intensificou as transformações internas ao Regime Feudal e início da transição desse regime para o Regime Capitalista , primeiro com o mercantilismo e o bulionismo, e posteriormente com o iluminismo, que levaria a desembocar em um disruptivo avanço tecnológico que elevou a produtividade do trabalho e incremento revolucionário de renda, resultou em uma nova forma social, que deixou de ser a relação do ser humano com a terra, que era a forma social que vigorava no Modo de Produção Feudal, para se transformar em uma relação em que a forma social passou a ser o salário, com as novas relações se dando de forma direta entre trabalhadores e contratantes de mão de obra em um mercado “livre”, com as relações sociais se revelando em forma de mercadoria e de um seu sinônimo: o ‘capital’.

Do desenvolvimento das forças produtivas no sistema feudal surgiram novas formas de relações sociais que foram disputadas por diferentes visões de como estabelecer a ordem jurídico-política e ideológica que as estabilizaria. Havia dentre as diversas visões em disputa as i) ideias utópicas de maior igualdade social e; ii) ideias de maior liberdade individual.

As sociabilidades são fenômenos quase naturais, surgidos da experiência humana, que filtra as vivências mais vantajosas para o momento histórico e as forças produtivas de cada tempo. Entre as visões em disputa para decidir que regulariza o novo Modo de Produção, venceu o Sistema Capitalista.

CAPITALISMO X SOCIALISMO – UMA ETAPA DA DISPUTA.

Por um período, da Revolução Leninistas na Rússia até a dissolução da União Soviética, foi buscado artificialmente a construção de uma alternativa ao Capitalismo. Foi o tempo do chamado Socialismo Real. Essa experiência econômica e social envolveu em torno de cinquenta países e resultou em imenso fracasso e hoje, insistindo na aplicação desse modelo na economia, restaram apenas os experimentos de Cuba e da Coréia do Norte, os dois igualmente fracassados, com Cuba neste momento estando a ensaiar uma transição inicial de sua economia ao capitalismo.

O que o covarde presidente da Rússia Vladimir Putin busca com a invasão absurda de um país soberano e democrático como a Ucrânia, mas que esteve subjugado por décadas pela Rússia no seu tempo de líder da totalitária e fracassada União Soviética, com cerceamento das possibilidades de uma vida livre e progressista para os ucranianos que a democrática Europa pode possibilitar, é remontar as velhas e fracassadas estruturas totalitárias daquela experiência totalitária. Putin já conseguiu, pela força e ameaça, ressubmeter a Geórgia, a Chechênia, Belarrus, a Criméia, e tenta agora uma cartada mais forte para recapitular e resubmeter à força, inclusive atômica, um país que é o segundo maior território da Europa e com uma população de quarenta e cinco milhões de habitantes, a Ucrânia.

Para assustar a população e minar-lhe a resistência, Putin explode bombas em creches, escolas e hospitais, mas seu objetivo real não é atingir civis; seu objetivo real inicial é destruir aquilo que em um Estado moderno e democrático constitui de fato a força com que conta o líder e lhe dá pider para manter o país: o aparelho de Estado: suas estruturas burocráticas, seus centros de pesquisa, sua infra-estrutura e logística de estradas, pontes, aeroportos, edifícios públicos e estruturas de caráter militar. Assim Putin planejou para fazer do Estado da Ucrânia um Estado destruído.

Vladimir Putin é um destruidor! O que ele quer é destruir o que hoje é a Ucrânia para anexar a Ucrânia e retomar a fracassada experiência de construir artificialmente uma alternativa ao Sistema Capitalista. Para capturar a Ucrânia ele precisa destruir o Estado da Ucrânia.

A única chance que Putin tem de conseguir capturar a Ucrânia é estabelecer o caos naquele Estado, caos que vai resultar da destruição das estruturas de Estado e de sua infra-estrutura, o que levará ao desmoronamento da legitimidade do poder da atual força controladora, por não mais haver Estado a ser liderado e, portanto, não haver mais nenhuma ordem a ser obedecida.

É Putin, e não Zelenski, que está constituindo intencionalmente na Ucrânia um cenário de guerra civil!

O que Vladimir Putin pretende é desenhar a Rússia e a Ucránia como um país único e uma única nação, partindo da elaboração de que as duas já estiveram unidas como nação e sob um mesmo Estado. Puti acrescentará a esse desenho os já capturados Chechênia, Criméia, Geórgia e Belarus, e anunciará está arquitetura como o resurgimento do império da União de repúblicas que era a União Soviética, retomando o projeto artificial de ter uma alternativa ao capitalismo.

Putin fracassará, não sem antes provocar tanta dor quanto a força bruta da antiga União Soviética provocou em tantos povos e em todo o mundo!

O Sistema Capitalista mais alguns séculos à frente será superado! Todo sistema social é histórico e se transforma. Pode ser que o novo sistema que surgirá do capitalismo, para o qual não podemos ter sequer um nome por ainda não termos nem vislumbre do que ele será, não acabe com todas as características do capitalismo, o que aconteceu no caso do fim do Sistema Feudal para o surgimento do Sistema Capitalista, do qual, como disse Karl Marx no Manifesto Comunista, “não restou pedra sobre pedra”. Mas certamente o novo Sistema Econômico e Social que surgir do capitalismo e sua Ordem Mundial jurídico-política e ideológica estabilizadora não se dará de experiência artificial e muito menos imposta à força.

Um novo sistema econômico e social surge da revolução de suas forças produtivas e essa revolução necessita de mais liberdade e não de menos liberdade. Um dos fatores que levou ao desmoronamento da antiga experiência do Socialismo Real foi a perda de produtividade do trabalho por super burocratização e por falta de liberdade e premiação de mérito.

Um sistema em substituição ao capitalismo vai surgir quando forem esgotadas as possibilidades de as forças produtivas do capitalismo continuarem a se desenvolver. Portanto, o novo surgirá do velho; outro sistema surgirá do próprio capitalismo e após o pleno desenvolvimento do capitalismo, quando a atual ordem jurídica e ideológica envelhecer e começar a ser empecilho para a continuação da história. Se alguém quer que o capitalismo seja superado, e assim sejam superadas suas contradições, deve contribuir para o pleno desenvolvimento do próprio capitalismo. Querer à força impor experiências fracassadas só levará a novo fracasso, e a mais atraso.

Seja progressista! Não cometa uma impostura se dizendo progressista e, no entanto, defendendo abusos contra a autodeterminação e soberania de outros povos para submetê-los! Condene com veemência a barbárie, o abuso e a violência, condene a abusado Rússia e seu abusado presidente Vladimir Putin!

Viva a democracia!
Viva o progressismo!
Viva a progressista União Europeia!
Viva o corajoso Zelenski!

.eravirtú nada têm a ver de virtude cristã.

contar com apoio na sociedade civil e não dispor dos meios e força nece

política pelas forças de representação das diversas visões ideológicas internas a um mesmo Estado. Com a perda de legitimidade das forças, o exercício da política fica sem sua função de mediar divergências e de coordenar e pactuar entendimentos e acordos, levando a um rompimento da ordem por não mais haver poder com reconhecimento e aceitação mínima da sociedade que dê respaudo e legitimidade a nenhuma das esferas de governo, nem executivo, nem legislativo ou judiciário. Deixa de existir uma sociedade civil

Responder

    Jones

    02 de março de 2022 às 23h36

    De tanta bobagem que vc escreveu talvez a globo news te contrate para fazer algum comentário.

    Responder

    Paulo Werneck

    03 de março de 2022 às 14h06

    O seu texto, denso e bem escrito, apresenta todavia uma falha. Esquece-se do desrespeito sistemático por Kiev dos acordos de Minsk e da opressão, durante oito anos, aos falantes de russo residentes na Ucrãnia nas duas regiões que se declararam independentes.  Esquece também da incorpodação de milícuas neonazistas ao exército regular da Ucrânia. Por fim esquece-se dos protestos russos ao avanço da OTAN no seu entorno.

    Responder

Fanta

02 de março de 2022 às 19h40

Queriam que fosse qual a opinião de um troglodita esquerdoide ?

Responder

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