Fundador do Instituto Ideia vê chance de Lula vencer no 1° turno

Foto: Divulgação

Análise: Simone Tebet e o bloco MDB, PSDB e Cidadania

Por Gabriel Barbosa

22 de maio de 2022 : 12h09

Por Luiz Cláudio Ferreira Barbosa

A pré-candidatura da senadora emedebista, Simone Tebet (MS), para o cargo de presidente da República, não é simplesmente um projeto alternativo à postulação do presidenciável, João Doria (PSDB); e sim um projeto via ex-presidente Michel Temer (MDB).

O próprio Michel Temer e o presidente nacional do MDB, o deputado federal Baleia Rossi (SP), no decorrer de 2021, recriaram o projeto “Ponte para o Futuro 2”, embrião da candidatura presidencial emedebista de Tebet. Existe um projeto político-eleitoral e econômico na coligação majoritária, para a sucessão do presidente Jair Bolsonaro (PL): MDB, Cidadania e PSDB.  

O ex-governador tucano paulista, Joao Doria (2019-2022), não compreendeu a dimensão do projeto emedebista, para o pleito eleitoral de 2022, com o título de “Ponte para o Futuro 2”, pois esse projeto foi planejado pelo ex-secretário estadual paulista, o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles, no biênio de 2017-2018.

A nova roupagem do projeto (Ponte para o Futuro 2) presidencial do MDB, de 2022, sem dúvida foi absorvida pelas seguintes agremiações partidárias: Cidadania e PSDB. A frente partidária do Centro Democrático sempre teve um projeto político-eleitoral e econômico, porém, não conseguia absorver o projeto individualista do João Doria, como uma espécie de pós-liberalismo sem apoio na sociedade civil. 

O ex-presidente da República, Michel Temer, não tinha espaço no palanque presidencial do ex-presidente Lula (PT), e muito menos no palanque de reeleição do atual chefe do Governo Federal.

Com isso, Temer se reaproximou da velha guarda do tucanato que já pertenceu aos quadros do PMDB nacional. O presidente nacional do Cidadania, o ex-senador Roberto Freire, e os militantes históricos neocomunistas foram da antiga agremiação rival da Arena-PDS, no período da ditadura militar.

A coligação majoritária para presidente da República tem o DNA emedebista, não adaptável ao estilo de fazer aliança política do presidenciável tucano, João Doria, neste pleito eleitoral.   

A cúpula nacional do MDB sempre foi a principal adversária da candidatura presidencial do João Doria (PSDB), pois já havia um projeto de terceira via, com um arcabouço ideológico de cunho econômico liberal social.

A senadora emedebista, Simone Tebet (MS), é uma espécie de candidatura presidencial tardia do legado político-administrativo do ex-presidente Michel Temer (MDB) ou da agenda pós-liberal da federação partidária PSDB e Cidadania. 

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa é sociólogo e gerente-executivo da Consultoria LCFB  

Gabriel Barbosa

Jornalista com passagens pelo Grupo de Comunicação O POVO (Ceará), RedeTV! e Band News FM. Pós-graduando em Comunicação e Marketing Político.

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1 comentário

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carlos

23 de maio de 2022 às 17h46

Se a nobre senadora, contasse com o projeto de lei partidária, em que existisse a fidelidade partidária, e que o partido detém o mandato do candidato, aí seria uma boa, mas o MDB os partidos que a apoia seria um grande avanço pra alcançar um 2° turno.

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