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Imagem: Divulgação

Tasso Jereissati e Roberto Cláudio – E agora Chiquinho Feitosa?

Por Gabriel Barbosa

03 de agosto de 2022 : 08h33

O senador Tasso Jereissati aceitou o processo da real política da sobrevivência do seu legado administrativo-parlamentar, em detrimento do PSDB estadual

Tasso Jereissati definiu o seu apoio à candidatura do ex-prefeito fortalezense, Roberto Cláudio (PDT), a sucessão da governadora do Ceará, Izolda Cela, no pleito eleitoral de 2022. O diretório estadual do PSDB simplesmente se tornou uma extensão política-institucional do grupo tucano tassista. O preço é muito alto para essa agremiação partidária. 

O ex-governador, Tasso Jereissati, não participou ativamente do pleito eleitoral de 2012, na capital cearense. Tasso Jereissati literalmente desapareceu da campanha tucana, com a seguinte chapa majoritária: Marcos Cals (Prefeito) e Fernando Hugo (Vice-Prefeito). O fracasso eleitoral tucano foi muito redundante, porém, ainda havia o capital político reserva do tassismo, para o pleito eleitoral de 2014.

A candidatura de Tasso Jereissati, para o cargo de senador, já era algo dado como com certeza de vitória, nas eleições de 2014, no Ceará. O PSDB seção cearense somente elegeria naquele pleito eleitoral dois parlamentares: Raimundo Gomes de Matos (Deputado Federal) e Carlos Matos (Deputado Estadual). 

O senador Tasso Jereissati esteve na frente partidária pró-Capitão Wagner (PR), no pleito eleitoral de 2016, para o cargo de prefeito de Fortaleza. O grupo wagnerista apoiou a candidatura tassista-tucana, no pleito eleitoral de 2018, para o Governo Estadual.

Tasso Jereissati começou um processo rápido de reaproximação com o grupo político do ex-ministro Ciro Gomes (PDT), em detrimento dos principais quadros tucanos: Roberto Pessoa (Deputado Federal), Lúcio Alcântara (Ex-governador), Nelinho (Deputado Estadual), Fernanda Pessoa (Deputado Estadual), Danilo Forte (Deputado Federal) e Carlos Matos (Deputado Estadual). Nenhum desses quadros permaneceu no PSDB do Ceará. 

O atual presidente estadual do PSDB, o empresário Chiquinho Feitosa, já traçou o seu provável destino político-eleitoral, nas eleições de 2022, no Ceará. Chiquinho Feitosa é muito grande como liderança regional, para simplesmente ser líder de um subgrupo do tassista-tucano que é um subgrupo do cirismo-robertista. Este é um papel terceirizado ou pequeno demais para o presidente estadual do PSDB.

O senador Tasso Jereissati mantém o seu papel como aliado primordial do ex-ministro Ciro Gomes, já o presidente do diretório regional tucano, Chiquinho Feitosa, é um aliado histórico do ex-governador Camilo Santana (PT), nos últimos oito anos. 

Luiz Cláudio Ferreira Barbosa é gerente-executivo da Consultoria LCFB 

Gabriel Barbosa

Jornalista com passagens pelo Grupo de Comunicação O POVO (Ceará), RedeTV! e Band News FM. Pós-graduando em Comunicação e Marketing Político.

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