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Imagem: Divulgação

Livro aborda relação entre capitalismo e escravidão no Brasil

Por Redação

01 de setembro de 2022 : 08h07

O sociólogo Wagner Miquéias Damasceno discute a associação entre opressão racista e exploração da mão de obra, as ideologias de dominação e a participação dos negros e negras no mercado de trabalho

O contexto de crise global econômica (e sanitária) que atinge o mundo tem sido o catalisador de intensas discussões sobre as relações entre racismo e capitalismo, tendo em vista principalmente o fato de que a população negra está entre as mais vulnerabilizadas.

Com previsão de lançamento para o início de setembro, o livro “Racismo, escravidão e capitalismo: uma abordagem marxista”, do sociólogo Wagner Miquéias Damasceno, lança bases sólidas para essa reflexão e avança no debate à medida que recorre a dados atuais dos institutos de pesquisa para configurar a classe trabalhadora negra em suas condições de vida e trabalho no Brasil contemporâneo.

O autor se insere no cenário de uma nova intelectualidade negra que busca resgatar a perspectiva marxista no debate das opressões, em particular do racismo. Embora nasça como fruto de uma tese de doutorado (pela Unicamp), seu livro rompe os limites acadêmicos para contribuir com a formação não só de pesquisadores como também de ativistas, militantes e do público em geral.

Damasceno divide a obra em quatro capítulos, abordando a escravidão negra e suas relações com a acumulação primitiva do capital, as ideologias racistas no Brasil, as relações entre cor/raça da população brasileira e trabalho e o marxismo diante questão racial, passando por temas como a Guerra Civil dos Estados Unidos e a revolução no Haiti.

A questão da formação social brasileira também é discutida. Entre outros aspectos, a obra denuncia a ideologia do branqueamento no pensamento de autores como Sílvio Romero, João Batista Lacerda, Oliveira Vianna e Nina Rodrigues, apresentando as convergências e divergências entre eles. Sobre o abolicionismo e seus desdobramentos, coloca na berlinda ninguém menos que Joaquim Nabuco. Acerca do mito da democracia racial, revisa as análises de Gilberto Freyre. E não se furta à discussão com autores contemporâneos.

O sociólogo Ricardo Antunes, orientador de Damasceno e uma das maiores autoridades brasileiras na Sociologia do Trabalho, assinala: “é exatamente desse ponto central que o livro parte: o racismo, impregnado que está na pragmática da burguesia predadora que aqui existe e persiste, não foi responsável pela criação do capitalismo. Ao contrário, trata-se do exato inverso: foi o capitalismo gestado no processo de exploração colonial que criou e fez expandir o racismo”. É dele o texto de orelha do livro. A apresentação é assinada por Cláudia Durans, doutora em Serviço Social e docente do Curso de Serviço Social da Universidade Federal do Maranhã (UFMA), onde também integra o Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas.

“Racismo, escravidão e capitalismo: uma abordagem marxista” está com desconto especial de pré-venda até dia 30 de agosto, de R$ 65,00 por R$ 50,00, somente no site da Mireveja (www.editoramireveja.com).

Sobre o autor

Wagner Miquéias Damasceno é militante do movimento negro e socialista. É professor no Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) e doutor em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Lançamentos previstos:

Rio de Janeiro:

1 de setembro, 19h

UNIRIO (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro)

Auditório Paulo Freire – Av. Pasteur, 458, Centro de Ciências Humanas e Sociais (CCH), Urca.

São Paulo:

16 de setembro, 18h

Livraria Martins Fontes

Rua Dr. Vila Nova, 309 – Vila Buarque

17 de setembro, 17h (palestra e lançamento)

Centro de Pesquisa e Formação do SESC (CPF)

Rua Dr. Plínio Barreto, 285 – 4º andar – Bela Vista

Racismo, escravidão e capitalismo: uma abordagem marxista

Autor: Wagner Miquéias Damasceno

Projeto gráfico: Cíntia Belloc

Capa: Wlad Pieroni

Editora Mireveja

320 páginas • 14 x 21 cm • 1a edição, 2022 • ISBN 978-65-86638-26-4• R$ 65,00

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1 comentário

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Paulo

03 de setembro de 2022 às 22h34

Que capitalismo? O do século XVI?

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