Mais de 70% dos eleitores já estão decididos sobre o voto presidencial, diz DataFolha

Foto: Reprodução

DataFolha: Bolsonaro é visto como o candidato que mais ataca as mulheres

Por Redação

11 de setembro de 2022 : 12h00

O levantamento do DataFolha também revela que 51% dos entrevistados avaliam Jair Bolsonaro (PL) como o candidato à Presidência da República que mais centra fogo contra as mulheres. Já o ex-presidente Lula é visto dessa forma por apenas 12% das respostas.

Outros 24% não souberam responder a pesquisa. No caso de Ciro Gomes, o índice é ainda menor, 4%. Entre as mulheres que participaram da pesquisa, 54% afirmaram que Bolsonaro é o candidato que mais as ataca.

O DataFolha ouviu 2.676 eleitores em 191 municípios de todas as regiões do Brasil. A pesquisa foi contratada pela Folha e pela TV Globo e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-07422/2022. A margem de erro é de dois pontos.

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8 comentários

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Alexandre Neres

11 de setembro de 2022 às 20h29

Todos sabemos que vivemos em uma sociedade em que quem manda é o patriarcado, a ponto de que homens velhos, sujos e malvados não tiveram o menor pudor em tirar da presidência por meio de golpe jurídico-parlamentar a primeira mulher que ocupou tal lugar, sem contar sequer com a ajuda das mulheres, inclusive de uma senadora que se autoproclama feminista e primeira candidata à presidência, que compactuaram com discursos grosseiros e sexistas, enaltecendo a figura de torturadores que submetiam as mulheres a sevícias inomináveis.

Todos sabemos que as mulheres que executam os mesmos serviços que um homem recebem um elevado percentual a menos, mesmo que desempenhem a mesma função. Não raro, depois do trabalho, ainda empreendem jornada dupla, quiçá tripla.

O número de crimes praticados pelo fato de a vítima ser mulher aumentou sobremaneira nos últimos anos, partindo sobretudo de companheiros que não aceitam o sucesso profissional ou o término de uma relação em que a mulher quer sair de uma relação abusiva.

Aí leio os comentários abaixo. Fica fácil de entender porque Bolsonaro é o presidente da República. Como nessa altura do campeonato naturaliza-se a conduta de um contumaz depreciador da mulher, que profere discursos toscos e carregados de uma masculinidade tóxica, que toda vez que é indagado por uma repórter se sente afrontado e dá um piti. Tristes trópicos!

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Kleiton

11 de setembro de 2022 às 19h22

Os brasileiros fingem prefirir o politcamente correto, a hipocrisia, a retórica…. são idiotas e assim devem ser tratados.

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Kleiton

11 de setembro de 2022 às 19h17

Uma cagada de pombo com diarréia é mais útil que Datafolha.

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EdsonLuíz.

11 de setembro de 2022 às 15h53

Neste país, com as mulheres ocorre o mesmo que com todos: ou privilégios ou injustiças; não poucas vezes as duas coisas com a mesma pessoa.

Na questão previdenciária, como o Paulo observou abaixo, o privilégio de integralizarem menor tempo de contribuição ao sistema para terem direito à aposentadoria confere um privilégio às mulheres; já em outras necessidades elas são as mais injustiçadas.

A principal consequência da manutenção do privilégio de conceder às mulheres aposentadoria precoce não é a exigência de maior tempo de contribuição dos homens para ter recursos para isso, não; a principal consequência de manter esse privilégio para as mulheres é usar recursos para pagar as aposentadorias antecipadas, sendo que esses recursos deveriam estar alocados em várias necessidades onde tecnicamente o gasto se justificaria.

As mulheres, para ficar em uma das necessidades delas, são as que arcam com o maior desgaste com filhos, da gravidez aos cuidados, ficando sobrecarregadas por muitos anos com essa tarefa político-social.

É nesse momento dos cuidados com os filhos e sua educação inicial, antes da creche e da escola, que a mulher mais precisa do apoio do estado e da sociedade. No entanto, nesse momento delicadíssimo para ela e para a criança o estado mal confere alguns poucos meses de licença-maternidade, porque faltam recursos para esse programa ser ampliado. Está em conceder às mulheres aposentadorias com menor tempo de contribuição os recursos para custear a extensão de tempo desse auxílio para cuidados com os filhos.

A exigência de tempo e valor de contribuição previdenciária precisa se ater à recomendação técnica. Para decisões nessa área são inteiramente as soluções encontradas nos complexíssimos cálculos dos autuários que deveriam ser implementadas, sem sequer passar pelo congresso para aprovação, porque essa é decisão de caráter tão técnico que nela não cabe nenhuma interferência política parlamentar e de partidos.

A autuária é uma profissão que mistura estatística, matemática e geografia. Há pouquíssimos cursos de graduação em atuária no Brasil. São tão pouco os profissionais autuários que eu, que circulo às vezes onde poderia encontrar algum, não conheço nenhum.

Os populistas e fisiológicos, nas suas irresponsabilidades e busca de conquista de poder, abarcam para si e politizam eleitoralmente as decisões que só caberiam aos profissionais de autuária. O gado de fisiológicos e populistas os acompanha no barulho que a eles interessa eleitoralmente e por causa disso as reformas previdenciárias necessárias exatamente para abrir espaço fiscal para atender aos que mais precisam do estado são demonizadas em favor de interesses venais. ..

…mas se dizendo interesses populares e progressistas.

É a essas coisas que Fernando Henrique Cardoso se refere quando ironiza dizendo serem ELITES DO ATRASO os que demonizam as reformas necessárias para o Brasil, porque quem precisa dessas reformas é exatamente o povo mais pobre, que a parte da esquerda séria quer defender, mas é impedida por seguidores de populistas ou por gente cuja alegria e gozo mórbidos é fazer discurso de ultra-esquerda e empastar a voz para dizer que é “de esquerda” e “progressista”.

Estes que impedem as reformas necessárias são a ELITE DO ATRASO de que fala Fernando Henrique.

Mas, como sempre, são esses atrasados que se apropriam da fala e a usam como querem, com sua burrice de sempre (desculpem essa minha fala arrogante).

Edson Luiz Pianca.

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Paulo

11 de setembro de 2022 às 13h50

Bolsonaro tem coragem, ao atacar mais da metade do eleitorado. Mas o faz pelas razões erradas e com extremos de mau gosto. As mulheres tem que ser contrastadas, sim, mas nunca, jamais, por serem mulheres, obviamente, e sim pelos muitos privilégios que ostentam e por tantos outros que reivindicam. Poderia citar o maior deles: aposentadoria mais cedo que os homens. Há um tempo atrás, estimei, por pura observação empírica, que havia 3 mulheres aposentadas para cada homem nessa condição. Recentemente, tive a oportunidade de confirmar isso, através de dados fornecidos pela Previdência. É justo dizer, no ponto em que nos encontramos, que os homens pagam para que as mulheres se aposentem. Fora outros privilégios e benefícios legais. E sabem qual é o pior ponto disso tudo: os homens estão indefesos, pois as mulheres têm um grande espírito de corpo, no Parlamento, e os homens, apesar de serem maioria, são covardes ou alienados, quando não oportunistas que não querem melindrar o eleitorado feminino…

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EdsonLuíz.

11 de setembro de 2022 às 13h41

Xingar é a força imbrochável que ele tem com mulheres. Será que para elas não contarem a verdade do que acontece às escondidas ele as paga com dinheiro-vivo?

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carrlos

11 de setembro de 2022 às 13h41

Hoje em dia as mulheres lutam por direitos iguais aos dos homens a não existência dessa coisa chamada estrutural, apenas isso por isso a mulher tem que estar onde ela quiser não é o fato de ser mulher que ela não possa ser repórter de um jogo de futebol que aliás deu muito pano pra manga no jogo do flamengo em que um torcedor premeditou um beijo na repórter é por isso que um psicopata se acha no direito de fazer tbm,não confundir trabalho com futebol e ofensa moral. Independente de ser mulher.

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carlos

11 de setembro de 2022 às 12h18

Ex a razão pela qual as as mulheres o rejeitam, é o velho complexo de vira lata as mulheres são aparentemente frágeis elas querem apenas serem respeitadas com igualdade sem conformismo sem subserviência.

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