Mais de 70% dos eleitores já estão decididos sobre o voto presidencial, diz DataFolha

Reprodução/twitter

Cid e Ivo participam de ato de campanha de Camilo Santana em Sobral

Por Cleber Lourenço

23 de setembro de 2022 : 09h27

Não é segredo para ninguém as coisas andam difíceis para a família Ferreira Gomes no Ceará, base política da família.

A escolha de Roberto Cláudio para a disputa ao governo do estado desagradou Cid e Ivo Gomes, os irmãos de Ciro Gomes que defendiam a candidatura de Izolda Cela, então vice-governadora do Ceará pelo PDT. O comportamento cesarista de Ciro Gomes não apenas fraturou o próprio partido como também a própria família.

Segundo informações do jornalista Donizete Arruda, Camilo Santana, candidato cearense ao senado pelo Partido dos Trabalhadores foi recebido na casa do prefeito de Sobral, Ivo Gomes e seu irmão, Cid Gomes onde ele recebeu apoio de ambos para usa campanha ao senado. Quem também prestigiou esse encontro foi o marido da governadora Izolda Cela, Veveu Arruda.

Camilo é candidato ao senado na chapa de Elmano de Freitas, que foi lançado como candidato ao governo do Ceará após a insistência de Ciro Gomes em Roberto Cláudio rachar a aliança que PT e PDT tinham no estado.

Durante o encontro os irmão de Ferreira Gomes tiraram fotos com o adesivo da campanha petista ao senado. Vale lembrar que Ciro Gomes já chamou Camilo de traidor.

Ivo Gomes, também postou a foto do encontro nas suas redes sociais apoiando a aliança com Camilo:

Depois do encontro Camilo Santana fez uma caminhada em Sobral ao lado de Cid Gomes (PDT) e Ivo Gomes (PDT). O PDT apoia Érika Amorim (PSD) ao Senado.

Cleber Lourenço

Defensor intransigente da política, do Estado Democrático de Direito e Constituição. | Colunista no Brasil de Fato e O Cafézinho e roteirista do canal Galãs Feios com passagens pelo Congresso em Foco e Revista Fórum | Nas redes: @ocolunista_

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1 comentário

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Alexandre Neres

23 de setembro de 2022 às 10h26

Os ciristas precisam reconhecer. Linha auxiliar do bolsonarismo não dá. Ciro fez uma campanha desastrada, queimou o filme com mais de meio mundo. Coloca as questões pessoais à frente da nação e faz a alegria de Serjo Morto, Danilo Gentili e dos grupos de zapzap bolsonaristas.

Hoje quem tratou do assunto foi a colunista da Folha Mariliz Pereira Jorge, que pode ser acusada de tudo nessa vida, menos de ser petista:

Mariliz Pereira Jorge – Ciro cava o próprio fim
sexta-feira, 23 de setembro de 2022 – 00:00:00

Jornal Folha de S. Paulo | Opinião | Mariliz Pereira Jorge

‘O PT, se você deixar, bate a sua carteira. . ‘. É uma fala típica de Jair Bolsonaro, mas foi dita por Ciro Gomes em entrevista ao apresentador Ratinho. Na mesma ocasião, o candidato do PDT botou parte da culpado problema da violência e do tráfico de drogas do país na ‘esquerda caviar’: ‘o burguês lá da zona sul do Rio falando de combater o fascismo tá cheirando cocaína desbragadamente’.

O tom bolsonarista adotado por Ciro tem funcionado tanto quanto enxugar gelo. Quanto mais ele bate no PT e em Lula, mais derrete. A virada esperada jamais veio. A eleição se aproxima e quem se aproxima de Ciro é Simone Tebet. A única coisa que cresce na campanha de Ciro é a rejeição e a antipatia por ele. O que ele faz? Diz que antigos apoiadores, como Caetano e Tico Santa Cruz, vão de Lula porque estão com a vida ganha.

Ou Ciro não entendeu nada ou se faz de doido. Nenhuma estratégia deu certo. O discurso antipetista é retórica surrada e, mesmo partindo de Bolsonaro, mostra que o alcance minguou. Com Ciro se traduz em ressentimento, mágoa e desequilíbrio emocional à medida que Lula consolida sua posição de favorito.

O ‘Cirão da massa'” de 2018 chegou sem fôlego a 2022 e o comando de sua campanha parece perdido, com ações datadas e desconexas, deixando o candidato virar motivo de chacota. Ele, por sua vez, é incapaz de reconhecer que não é opção no momento e parece estar numa cruzada para enterrar seu futuro político.

Às vezes, o que a pessoa precisa é de um amigo para mandar a real – ‘olha, você tá bem louco”-, não de um marqueteiro. Resta saber se Ciro Gomes consegue controlar o seu gênio indomável e entender que já passou da hora de se recolher. Do contrário, corre o risco de terminar essa eleição menor que um Aécio. Lembram do Aécio? Quase se elegeu presidente e agora, quando muito, viverá como cacique de partido.

Ciro tem se tornado tão radioativo que talvez nem isso.

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