A China começou a construção de uma usina solar de alta altitude no Planalto Tibetano, marcando um passo significativo em sua busca por inovação em energia renovável sob condições extremas.
O projeto, localizado no condado de Dangxiong, na região autônoma do Tibete, teve sua escavação preparatória iniciada no dia 6 de abril de 2026, conforme noticiado pela Xinhua.
Com capacidade fotovoltaica de 400 megawatts, a usina está prevista para entrar em operação plena até 2027.
A iniciativa utiliza tecnologia de calha parabólica com óleo de transferência de calor, abrangendo uma área de 242 mil metros quadrados dividida em 68 circuitos coletores.
Destes, oito circuitos contam com calhas de 8,6 metros de largura, desenvolvidas internamente pela China, sendo as maiores já aplicadas em projetos comerciais de energia solar térmica no mundo.
Esse avanço tecnológico destaca a capacidade do país de adaptar soluções energéticas a ambientes desafiadores como o de alta altitude do Tibete.
A usina faz parte de um plano mais amplo do governo chinês para expandir a infraestrutura de energia renovável, conectando áreas remotas à rede elétrica nacional.
Autoridades locais informaram que o objetivo é criar uma rede de ultra-alta tensão baseada em linhas principais de 500 quilovolts, complementada por sub-redes coordenadas para assegurar maior estabilidade e flexibilidade no fornecimento de energia.
Esse esforço busca atender à crescente demanda por fontes limpas em meio a pressões globais por redução de emissões.
O projeto no Tibete reforça a posição da China como um dos líderes mundiais em energia renovável, com investimentos contínuos em tecnologias que permitem a exploração de locais antes considerados inviáveis para geração de energia.
A iniciativa contribui ainda para a diversificação da matriz energética do país, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis em um contexto de mudanças climáticas e aumento do consumo energético.
A construção dessa usina solar representa um marco na estratégia chinesa de combinar desenvolvimento econômico com metas ambientais.
A localização em uma região de condições extremas também serve como teste para tecnologias que podem ser replicadas em outros territórios desafiadores, ampliando o alcance de soluções renováveis no futuro.
Com informações de scmp.com.


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