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Milhares de iraquianos condenam duramente agressão de EUA e Israel ao Irã

0 Comentários🗣️🔥 No dia 4 de abril de 2026, milhares de iraquianos saíram às ruas de Bagdá e de outras cidades do país para repudiar a escalada militar de Israel e dos EUA contra o Irã. A mobilização reuniu apoiadores do líder xiita Muqtada al-Sadr e cidadãos comuns que ocuparam pontos simbólicos como a Praça […]

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Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 11/04/2026 22:41

No dia 4 de abril de 2026, milhares de iraquianos saíram às ruas de Bagdá e de outras cidades do país para repudiar a escalada militar de Israel e dos EUA contra o Irã.

A mobilização reuniu apoiadores do líder xiita Muqtada al-Sadr e cidadãos comuns que ocuparam pontos simbólicos como a Praça Tahrir, na capital iraquiana. Os manifestantes, incluindo muitas mulheres, carregavam bandeiras nacionais e entoavam palavras de ordem como «Não, não a Israel» e «Não, não a América».

Os participantes atribuíram a Washington e a Tel Aviv a responsabilidade por uma campanha que, segundo eles, extrapola alvos militares e atinge civis de forma desnecessária. O iraquiano Dhirgham Samir, de cerca de 40 anos, descreveu a ação como «uma guerra sem sentido».

Muqtada al-Sadr havia convocado o ato como resposta pacífica para condenar a «agressão sionista-americana» e demandar a imediata restauração da paz na região.

O manifestante Ali al-Fartousi aproveitou o momento para denunciar a interferência externa constante no Oriente Médio e conclamou a comunidade internacional a resistir à arrogância global promovida pelos EUA e por Israel. Conforme reportou o portal da Al Jazeera, as imagens das ruas lotadas revelam um sentimento popular unificado de rejeição à guerra.

O Iraque encontra-se cada vez mais exposto aos efeitos colaterais do conflito. Milícias atuantes em seu território acusam Washington e Tel Aviv de executarem bombardeios que mataram ou feriram dezenas de combatentes dentro de suas fronteiras.

Autoridades do governo iraquiano emitiram apelos explícitos para que o país preserve sua soberania e evite ser arrastado para o centro dessa escalada regional.

Em meio aos protestos, surgiu também uma dimensão prática de solidariedade. O Irã anunciou a isenção do Iraque das restrições impostas no Estreito de Ormuz, medida que deve aliviar os custos do comércio exterior iraquiano e proteger receitas essenciais do Estado.

Famílias iraquianas em diferentes regiões organizaram ainda campanhas de doações destinadas a civis iranianos afetados pelos ataques, em atendimento ao chamado do Grande Aiatolá Ali al-Sistani.

Os atos ocorrem enquanto ataques americanos e israelenses, junto com a resposta defensiva iraniana, se intensificam, atingindo bases militares dos EUA e posições de facções alinhadas a Teerã no Iraque ou em áreas próximas. Essa conjuntura eleva o risco concreto de uma escalada ainda maior que comprometa diretamente a segurança e a estabilidade iraquianas.

A magnitude da mobilização demonstra frustração profunda com o envolvimento involuntário do Iraque em conflitos promovidos por potências externas. A população expressa de forma clara sua defesa do princípio de não-ingerência e do direito à autodeterminação regional.

Os protestos não representam apenas indignação passageira, mas sim uma condenação estrutural aos custos humanos e à instabilidade gerada por ações militares impostas de fora. Muqtada al-Sadr e os manifestantes reforçam o apelo por uma paz duradoura que respeite a soberania dos países do Oriente Médio sem imposições externas.

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