Cientistas utilizaram um tomógrafo computadorizado equipado com detector de contagem de fótons para examinar múmias egípcias com mais de 2.300 anos.
As análises ocorreram no Centro de Imagem Médica da Universidade Semmelweis e produziram imagens de alta resolução do interior dos restos mortais.
O exame permitiu avaliar com detalhe os dentes e as suturas cranianas de duas cabeças mumificadas. Esses registros abrem caminho para reconstruções faciais em 3D e para determinação mais precisa da idade dos indivíduos.
A tecnologia também resolveu uma dúvida antiga sobre um pacote de restos mortais do acervo. O material, antes classificado como possível cabeça humana ou ave, revelou-se um pé de adulto.
As imagens mostraram as camadas de ataduras e suas características estruturais. A investigação alcançou também membros inferiores de outros artefatos do conjunto.
Um dos membros pertencia a um jovem. Outro indivíduo apresentou sinais compatíveis com osteoporose.
Os pesquisadores buscam agora definir se a condição óssea decorre de idade avançada ou de processo infeccioso. A médica Ibolya Dudás chefia o grupo de trabalho de imagens pós-morte e afirma que o propósito é mapear estruturas internas e técnicas de preservação sem destruir o material.
A museóloga Krisztina Scheffer observou que a tecnologia de imagem oferece novas perspectivas para a pesquisa histórica. O método extrai informações de artefatos milenares sem causar danos físicos aos objetos, conforme aponta publicação no portal phys.org.
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