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Cuba aprova decreto que permite investimentos da diáspora na economia nacional

15 Comentários🗣️🔥 Bandeira de Cuba tremula em frente à orla de Havana, com prédios ao fundo. (Foto: © Adalberto Roque / AFP) O governo de Cuba aprovou um decreto que institui um status migratório especial para cidadãos da diáspora interessados em investir na economia do país. A medida permite que cubanos residentes no exterior e […]

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Bandeira de Cuba tremula em frente à orla de Havana, com prédios ao fundo. (Foto: © Adalberto Roque / AFP)

O governo de Cuba aprovou um decreto que institui um status migratório especial para cidadãos da diáspora interessados em investir na economia do país.

A medida permite que cubanos residentes no exterior e seus descendentes possuam e administrem empresas na ilha — inclusive aqueles que vivem nos Estados Unidos. O Conselho de Estado tomou a decisão após a Assembleia Nacional do Poder Popular endossar a proposta, conforme reportou a RFI.

A iniciativa ocorre em meio à grave crise econômica que afeta a ilha há anos. Desde 2021, a legislação cubana autoriza a criação de pequenas e médias empresas privadas, conhecidas como mypimes.

Até então, cidadãos não residentes no país estavam impedidos de participar desse modelo de negócio. O arquipélago, com cerca de 9,6 milhões de habitantes, enfrenta uma das piores crises desde o fim da União Soviética.

O bloqueio econômico mantido pelos Estados Unidos desde 1962 intensificou as dificuldades, especialmente no setor energético e no transporte. Restrições adicionais impostas por Washington agravaram a escassez de combustíveis, provocando paralisações frequentes em diversos setores produtivos.

O governo cubano tem respondido com reformas destinadas a flexibilizar a economia nacional. Em fevereiro, as autoridades encerraram o monopólio estatal na importação de combustíveis e permitiram compras diretas por empresas privadas.

Em março, Havana autorizou a formação de sociedades mistas entre o setor público e companhias privadas. Essas mudanças ampliaram o espaço para a iniciativa privada dentro do sistema econômico cubano.

As mypimes, legalizadas há cinco anos, consolidaram-se como relevante fonte de emprego e renda na ilha. Antes dessas reformas, cerca de 80% da atividade econômica dependia de empresas estatais em um sistema centralizado.

O novo status migratório busca atrair capital, conhecimento técnico e experiência da comunidade cubana no exterior. A medida visa dinamizar setores estratégicos como agricultura, finanças e energia com recursos da diáspora.

A decisão representa um esforço para reconectar o Estado cubano com milhões de expatriados. Havana pretende canalizar investimentos produtivos que gerem empregos e reduzam a dependência de importações.

A abertura reforça a estratégia de Cuba de buscar soluções internas para superar as limitações impostas pelo bloqueio. O país mantém o foco no fortalecimento da capacidade produtiva nacional por meio de sua própria comunidade.


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Miriam

19/04/2026

Enfim uma medida prática e sensata, sem aquele barulho ideológico de sempre. A diáspora é parte do país, e se pode ajudar a girar a economia, melhor ainda. Menos discurso, mais resultado — é disso que Cuba e qualquer administração pública precisa.

Vanessa Silva

19/04/2026

Finalmente um passo pragmático de Cuba para destravar sua própria economia. Quando a diáspora é vista como parceira e não ameaça, o capital e o conhecimento circulam melhor. Resta saber se o ambiente regulatório vai acompanhar essa abertura – sem isso, o decreto vira só um gesto simbólico.

Tadeu

19/04/2026

Legal pra quem é da diáspora e quer ajudar o país, mas sinceramente, duvido que isso mude muito a vida de quem tá lá. O problema de Cuba é estrutural, e sem estabilidade econômica de verdade, nenhum investimento segura. Eu olho é pros meus rendimentos aqui, não pra decreto em Havana.

Renato Professor

19/04/2026

Enfim, um passo racional dentro da lógica da economia solidária: abrir espaço para a diáspora é reconhecer que o capital não precisa ser predatório para ser produtivo. Enquanto a direita grita “comunismo falido” sem ler um parágrafo de economia, Cuba ensaia um modelo híbrido que pode ensinar muito a quem ainda confunde soberania com isolamento.

Rick Ancap

19/04/2026

Olha só, até o paraíso socialista precisando de grana da galera que fugiu do comunismo. Quando o Estado quebra, corre pedir ajuda do “capital estrangeiro” que tanto demonizava. No fim, o mercado sempre vence — mesmo em Havana.

    Jeferson da Silva

    19/04/2026

    Rick, quem foge de país bloqueado por 60 anos e depois manda dinheiro pra ajudar a família não tá “vencendo o mercado”, tá mostrando que solidariedade e soberania valem mais que especulação. O que quebra mesmo é país que entrega tudo pros tubarões e chama isso de liberdade.

Fernando O.

19/04/2026

Finalmente um passo pragmático de Cuba pra tentar destravar a economia. O país precisa desesperadamente de capital e know-how, e a diáspora pode ser uma ponte real. Só espero que não virem isso num jogo ideológico — o que importa agora são resultados concretos, não discursos.

Sgt Bruno 🇧🇷

19/04/2026

Ah pronto, comunista agora quer o dinheiro do povo que fugiu da ilha! Selva! Esses regimes falidos sempre acabam pedindo socorro pra quem produz de verdade. Melancia pura: verde por fora, vermelha por dentro, e no fim o povo continua na miséria.

    Maura Santos

    19/04/2026

    Sgt Bruno, engraçado ver gente falando de “regime falido” quando o apagão econômico e social aqui foi justamente na época em que a turma liberal mandava cortar tudo. Cuba busca investimento sem vender o país — já o Brasil quase vendeu até a Eletrobras por troco de pinga.

Lurdinha Deus Acima de Todos

19/04/2026

Ahhh meu Deus, agora até Cuba tá chamando o povo de volta pra pôr dinheiro 😳🇨🇺 Será que é o fim dos tempos mesmo? Daqui a pouco vão querer cobrar dízimo dos que moram fora também 🙏🇧🇷

    Rubens O Pescador

    19/04/2026

    Ô Lurdinha, se até Cuba tá tentando trazer o povo pra investir, imagina se o Brasil cuidasse do seu povo com o mesmo carinho em vez de vender tudo pros gringo? Aqui o dízimo é pra banco, não pra nação.

Karina Libertária

19/04/2026

Ah, agora eles querem o money dos que fugiram do comunismo? Please, né! Primeiro tiram a liberdade, depois fazem pose de abertos ao “investimento”. Melhor investir aqui fora, onde o governo não mete a mão em tudo e o retorno é real.

    Mariana Ambiental

    19/04/2026

    Karina, curioso que você fale em “governo que mete a mão”, mas defenda modelos onde corporações estrangeiras mandam mais que qualquer Estado. Cuba tenta manter soberania econômica sem vender o país a preço de banana — isso também é liberdade, só que coletiva.

Tonho Patriota

19/04/2026

AH PRONTO, AGORA ATÉ OS CUBANOS TÃO QUERENDO DINHEIRO DO “CAPITALISMO MALVADO”! FAZ O L AÍ PRA VER SE O COMUNISMO TE DÁ INVESTIMENTO! ISSO É TUDO PLANO PRA TRAZER O NIÓBIO BRASILEIRO PRA ILHA, TÔ AVISANDO!

    Zizi

    19/04/2026

    Ô Tonho, meu filho, estuda um pouquinho de história antes de sair gritando “nióbio” por aí. Cuba tá buscando formas de fortalecer sua economia sem entregar o país pros tubarões — coisa que o Brasil devia aprender, viu?


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