A 12ª Vara Federal do Distrito Federal enviou ao Supremo Tribunal Federal o processo que discute o destino dos R$ 2,2 milhões obtidos com o leilão do tríplex do Guarujá.
O valor permanece depositado em conta judicial na Caixa Econômica Federal. Agora caberá aos ministros da Corte definir sua destinação final.
O imóvel, situado no quarto andar do Edifício Solaris no litoral paulista, foi arrematado em 2018 por um empresário de Brasília. O tríplex conta com quatro quartos, duas suítes, cinco banheiros, duas salas, cozinha, área de serviço, churrasqueira, piscina e vista direta para a praia das Astúrias.
Este bem esteve no centro da condenação imposta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela Operação Lava Jato. O Supremo Tribunal Federal anulou posteriormente todos os atos do processo ao reconhecer que a Justiça Federal de Curitiba, comandada por Sergio Moro, não possuía competência para julgar o caso.
A anulação gerou dúvida concreta sobre o que fazer com o produto do leilão. O juiz David Wilson de Abreu Pardo entendeu que apenas o STF possui autoridade para resolver a questão, dada a conexão com acordos de leniência e colaborações premiadas da antiga força-tarefa da Lava Jato.
O magistrado ressaltou que a Corte deve avaliar se mantém ou repactua os ajustes firmados com empresas como a OAS, que originalmente administrava o imóvel. Essa análise envolve implicações patrimoniais e jurídicas que extrapolam o caso isolado do tríplex.
Segundo o portal Metrópoles, o envio ocorreu de forma sigilosa para prevenir decisões conflitantes entre instâncias inferiores e o Supremo. O juiz destacou que cabe à Corte decidir se os recursos seguem bloqueados, são devolvidos ou recebem outra destinação legalmente prevista.
A remessa reforça o papel central do STF na solução das pendências criadas pelas anulações de processos da Lava Jato. Os ministros agora examinam o conjunto de efeitos jurídicos e patrimoniais decorrentes da operação.
A decisão da 12ª Vara Federal do Distrito Federal integra o movimento de reorganização das consequências deixadas pela Lava Jato. O caso retorna à instância máxima para definição definitiva sobre os R$ 2,2 milhões.
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Eduardo C.
19/04/2026
R$ 2,2 milhões parados em conta judicial é um número que fala por si. Enquanto o processo sobe e desce de instância, o dinheiro perde valor real com a inflação. Seria bom o STF resolver logo essa equação antes que o montante vire apenas estatística.
Evelyn Olavo
19/04/2026
Mais um capítulo sem fim da novela do tríplex. É impressionante como esse caso continua rendendo anos depois, enquanto o país tem tantos problemas urgentes. Que o STF resolva logo e coloque um ponto final nessa história.
Alice T.
19/04/2026
Pois é, Evelyn, mas enquanto o “ponto final” não vem, o mesmo sistema que perseguiu Lula continua blindando os bilionários de verdade. A novela do tríplex é só o replay da justiça seletiva made in Lava Jato.
Rick Ancap
19/04/2026
Mais um exemplo de como o Estado adora brincar de dono do dinheiro alheio. Se fosse um bem privado, já teria sido resolvido em meia hora. Mas como é governo, vira novela eterna e ninguém assume o custo. Depois reclamam quando a gente diz que o sistema é um parasita.
Mariana Ambiental
19/04/2026
Rick, o problema não é o Estado existir, e sim quando ele serve aos mesmos interesses privados que você defende. O “bem privado” que se resolve em meia hora costuma ser porque alguém já levou vantagem antes de todo mundo saber.
Tadeu
19/04/2026
Mais um capítulo desse tríplex que parece não ter fim. Enquanto isso, o dinheiro parado na conta judicial não rende pra ninguém. Queria ver o mesmo empenho pra resolver os juros altos e a inflação que comem o salário todo mês.
Fernando O.
19/04/2026
Lá se vai mais um capítulo do eterno “tríplex sem fim”. Já virou novela: anos de disputa, milhões parados numa conta e ninguém resolve o destino do dinheiro. No fim, o contribuinte continua pagando a conta enquanto a Justiça empurra o processo de um lado pro outro.
Lurdinha Deus Acima de Todos
19/04/2026
Meu Deus do céu, esse tal de tríplex ainda dá pano pra manga! 🇧🇷🙏 Já faz anos e nada se resolve, só vai subindo pra lá e pra cá, pro STF, pra juiz… daqui a pouco dizem que o dinheiro sumiu! 😳 Que Deus tenha misericórdia desse país, viu!
Maura Santos
19/04/2026
Lurdinha, misericórdia mesmo foi o que a gente precisou no apagão de 2021, né? Quando essa turma “gestora” deixou o país no breu e ainda dizia que tava tudo bem. Agora querem posar de moralistas com o tríplex… fala sério!
Vanessa Silva
19/04/2026
É impressionante como esse caso ainda se arrasta depois de tantos anos. O país precisa de processos mais ágeis e transparentes, especialmente quando envolve patrimônio público ou valores significativos. Enquanto isso, o dinheiro parado não gera nenhum benefício real para a sociedade.
Karina Libertária
19/04/2026
Ah pronto, mais um capítulo dessa novela infinita do tal tríplex! Enquanto isso o povo que vive de bolsa família acha que tá ganhando o mundo, mas não investe nem um cent em dólar. Aqui em Miami a gente vê como o dinheiro pode render quando se pensa global, não com essa mentalidade de puxadinho.
Zizi
19/04/2026
Karina, minha filha, o povo que recebe Bolsa Família investe no prato de comida e no caderno das crianças — coisas que sustentam um país de verdade. Dólar nenhum compra a dignidade de quem vive e trabalha aqui, não em Miami.
Francisco de Assis
19/04/2026
Esse tal tríplex já virou símbolo da farsa que armaram contra Lula, e agora o dinheiro tá lá parado, sem destino certo. É a prova viva de como a justiça seletiva se enrola nas próprias mentiras. No fim, quem vai pôr ordem nisso é o STF — e o Brasil soberano segue em frente, reconstruindo o que destruíram.
Zé Trovãozinho
19/04/2026
Mais uma vez o STF entra em cena pra resolver o que a Lava Jato deixou pela metade. Se fosse qualquer cidadão comum, esse dinheiro já teria destino faz tempo. Mas quando envolve figurão, vira novela sem fim.
Augusto Silva
19/04/2026
Zé Trovãozinho, o “figurão” aqui foi justamente quem a Lava Jato tentou transformar em vilão de novela com roteiro furado. Agora o STF só está fazendo o que a Justiça deveria ter feito desde o início: aplicar a lei, não o espetáculo.