O ecoturismo em parques nacionais brasileiros registra expansão neste semestre com a organização de trilhas voltadas para quedas d’água de grande porte. A Cachoeira da Fumaça, localizada na Chapada Diamantina, na Bahia, concentra parte da visitação em sua queda livre de 380 metros de altura. O acesso ao topo do desfiladeiro exige uma caminhada de seis quilômetros a partir do Vale do Capão.
Em Minas Gerais, o Parque Natural Municipal do Tabuleiro controla o fluxo de turistas na terceira maior queda do país, com 273 metros. Segundo registros da prefeitura de Conceição do Mato Dentro, a travessia até o poço principal demanda preparo físico e uso de calçados específicos para a aderência. A administração local recomenda a contratação de guias credenciados para minimizar riscos de acidentes nos paredões rochosos.
Mapeamento geológico e diversificação de biomas
O turismo de natureza também monitora formações geológicas atípicas na região Sul do país neste ano. O Salto do Yucumã, no Parque Estadual do Turvo, no Rio Grande do Sul, apresenta uma fenda longitudinal de 1.800 metros ao longo do leito do Rio Uruguai. A visualização das quedas depende da estiagem regional, com maior estabilidade de fluxo e exposição das rochas entre os meses de março e outubro.
O catálogo das operadoras de turismo aponta outros destinos fluviais com infraestrutura de conservação ativa em diferentes estados. Entre os locais com regras de controle de acesso e limite de capacidade, constam:
- Cachoeira do Buracão: Situada no município de Ibicoara, na Bahia, exige flutuação obrigatória com coletes salva-vidas em um cânion para o alcance da queda de 100 metros.
- Cataratas do Iguaçu: Localizadas em Foz do Iguaçu, no Paraná, reúnem um complexo de 275 quedas distribuídas em quase três quilômetros na fronteira com a Argentina.
- Cachoeira do Caracol: Posicionada no parque estadual homônimo em Canela, no Rio Grande do Sul, conta com uma escadaria de 927 degraus construída até a base de seus 131 metros.
As diretrizes dos órgãos de proteção ambiental exigem a remoção integral de resíduos sólidos e restringem a interação humana com a fauna endêmica. O uso de veículos com tração nas áreas de cerrado, como o percurso em direção à Cachoeira do Formiga, no Tocantins, obedece a vias previamente delimitadas pelas prefeituras. A regra estabelecida pelas secretarias de meio ambiente visa conter a erosão do solo e preservar as matas ciliares nos arredores das nascentes.


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