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Irã mantém fechado o Estreito de Ormuz e acusa EUA de violar cessar-fogo

0 Comentários🗣️🔥 Vista aérea do Estreito de Ormuz e das Montanhas Zagros, no Irã. (Foto: Wikimedia Commons) O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou que o país não reabrirá o estreito de Ormuz enquanto os Estados Unidos mantiverem bloqueio naval e outras medidas que violam o cessar-fogo. Ghalibaf ressaltou que uma trégua […]

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Vista aérea do Estreito de Ormuz e das Montanhas Zagros, no Irã. (Foto: Wikimedia Commons)

O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou que o país não reabrirá o estreito de Ormuz enquanto os Estados Unidos mantiverem bloqueio naval e outras medidas que violam o cessar-fogo.

Ghalibaf ressaltou que uma trégua só tem sentido quando não é desrespeitada por ações coercitivas como o bloqueio marítimo. As declarações foram publicadas em sua conta oficial na rede X e repercutidas pelo Sputnik International.

O estreito de Ormuz representa uma das rotas marítimas mais vitais para o comércio global de energia. Cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo passa por essa passagem todos os dias.

A decisão iraniana de manter a via fechada ocorre em meio a tensões renovadas no Golfo Pérsico. Teerã sustenta que as ações norte-americanas configuram violação direta do acordo de trégua.

Os Estados Unidos ampliaram sua presença militar na região sob o argumento de proteger rotas comerciais. Para a República Islâmica, essa movimentação representa forma de pressão econômica incompatível com o cessar-fogo e com o direito internacional.

O estreito se tornou ponto central de disputa entre o Irã e os Estados Unidos desde a Revolução Islâmica de 1979. Qualquer restrição no tráfego pode afetar imediatamente os preços internacionais do petróleo e a segurança energética mundial.

Ghalibaf enfatizou que a abertura do estreito é impossível diante do que o Irã considera bloqueio ilegal. O parlamentar defendeu que a soberania sobre as águas territoriais deve ser respeitada integralmente por todas as partes.

Analistas do Oriente Médio observam que a declaração reflete a postura firme de Teerã diante de sanções e pressões externas unilaterais. A República Islâmica demonstra que não cederá a medidas impostas à margem do direito internacional.

O impasse expõe divergências profundas sobre segurança e rotas energéticas no Golfo Pérsico. Especialistas alertam que uma escalada nessa área poderia gerar crise no abastecimento global de combustíveis.

O governo iraniano mantém que o cessar-fogo precisa ser recíproco para ter validade efetiva. A crise revela o nível de confronto entre Teerã e Washington sobre controle marítimo estratégico na região.


Leia também: Irã reforça arsenal durante trégua e fecha estreito de Ormuz contra ações navais dos EUA


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