Um relatório divulgado pela agência iraniana Tasnim mapeou detalhadamente a rede de cabos submarinos de internet e a infraestrutura de computação em nuvem que atravessam o Golfo Pérsico.
O documento expõe o estreito de Ormuz como ponto crítico que concentra vulnerabilidades tanto para o transporte de energia quanto para a conectividade digital global. A passagem marítima abriga pelo menos sete cabos principais que conectam os países do Golfo.
Entre eles estão o FALCON, o AAE-1, o Gulf Bridge International, o Tata TGN-Gulf, o SEA-ME-WE 5, o 2Africa e o POI. Juntos, esses cabos sustentam mais de 90% da conectividade digital da costa sul do Golfo.
Os países diretamente afetados incluem os Emirados Árabes Unidos, o Catar, o Barém, o Kuwait e a Arábia Saudita. O relatório indica que o Irã depende de apenas 30 a 40% dessas rotas marítimas, privilegiando conexões terrestres pelo norte e pelo oeste do país.
Essa configuração confere ao Irã maior resiliência diante de eventuais interrupções no estreito de Ormuz. Os vizinhos do sul do Golfo apresentam dependência muito mais elevada das vias submarinas, conforme o mapeamento.
O estudo também identifica forte concentração de centros de dados e serviços de nuvem nos países do sul do Golfo. Operadores como AWS, Azure e Google Cloud mantêm polos regionais especialmente nos Emirados Árabes Unidos e no Barém.
Essas estruturas atuam como hubs importantes para a gestão de dados internacionais na região. Tal centralização transforma esses locais em potenciais pontos sensíveis em cenários de escalada militar ou cibernética.
O estreito de Ormuz responde por cerca de um quinto do petróleo transportado mundialmente. O relatório da Tasnim demonstra que o mesmo corredor representa ativo igualmente vital para as comunicações digitais globais.
Cabos submarinos carregam mais de 95% de todo o tráfego internacional de dados. O documento reforça a importância estratégica da passagem para a economia global e para a estabilidade da informação.
Conforme apontou o portal RT, o relatório serve como alerta sobre os riscos da excessiva concentração de infraestrutura digital. Analistas consideram que o estreito de Ormuz consolida-se como instrumento geopolítico de grande relevância no domínio cibernético.
O mapeamento evidencia a interligação entre poder territorial e domínio digital na era contemporânea. A vulnerabilidade revelada pela agência Tasnim sublinha a necessidade de diversificar as rotas de cabos submarinos em escala mundial.
Com informações de ACTUALIDAD.
Leia também: Al Jazeera revela como o Irã transformou o estreito de Ormuz em instrumento de dissuasão geopolítica
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Marcos Conservador
22/04/2026
Mais um exemplo de como regimes autoritários vivem obcecados por controle e poder. O Irã mapeando cabos submarinos é só mais uma tentativa de vigiar o mundo e ameaçar a liberdade. Aposto que tem gente que vai achar isso “resistência ao imperialismo”… comunismo disfarçado de geopolítica!
Vanessa Silva
22/04/2026
Marcos, o mapeamento de cabos não é sobre ideologia, é sobre infraestrutura crítica — qualquer país que queira soberania digital faz isso. Transformar tudo em disputa entre “liberdade” e “comunismo” só atrapalha o entendimento do que realmente move a geopolítica das redes.
Mariana Ambiental
22/04/2026
Enquanto o noticiário foca no jogo geopolítico, pouca gente fala da dependência absurda que temos de uma infraestrutura digital concentrada em poucas mãos. É o mesmo padrão do agronegócio: poder centralizado, vulnerável e controlado por interesses privados. Precisamos de soberania tecnológica e de redes descentralizadas, não de mais disputas por cabos e dados.
Celio Fazendeiro
22/04/2026
Mariana, essa história de “soberania tecnológica” é papo bonito pra seminário de ONG. No mundo real, quem investe e mantém esses cabos são justamente as grandes empresas que geram riqueza — não dá pra querer internet livre e barata sem aceitar o peso do capital que a sustenta.
Renato Professor
22/04/2026
Interessante notar como o Irã entende que, no século XXI, a soberania também passa pelos cabos de dados. Enquanto uns ainda acham que poder é ter tanque e míssil, outros percebem que quem controla a informação controla o mundo.
Clarice Historiadora
22/04/2026
Perfeito, Renato — e é curioso ver como certos patriotas de WhatsApp ainda sonham com o “poder militar” enquanto o verdadeiro campo de batalha já é digital. O Irã entendeu o que muita gente por aqui ainda confunde com teoria da conspiração.
Maura Santos
22/04/2026
Pois é, Clarice, enquanto o pessoal do zap ainda sonha com tanque e farda, o mundo real tá travando guerra por fibra ótica. E depois reclamam do “apagão” — mas não entendem nem de energia nem de informação.
Tonho Patriota
22/04/2026
CLARICE, VAI ESTUDAR GEOGRAFIA PRIMEIRO, O IRÃ NEM TEM MAR PRA ISSO, FAZ O L!
Augusto Silva
22/04/2026
Interessante notar como o tabuleiro geopolítico está migrando do petróleo para os dados. O estreito de Ormuz virou uma tomada de energia digital: quem controla os cabos, controla a informação. E enquanto isso, tem gente achando que geopolítica é só briga por barril de óleo…
Fernando O.
22/04/2026
Perfeito, Augusto. O pessoal ainda discute petróleo como se estivéssemos nos anos 70, mas hoje o ouro negro é o fluxo de dados — e quem não entendeu isso já ficou pra trás.
Zizi
22/04/2026
Ah, meus queridos, o Estreito de Ormuz sempre foi um daqueles pontos onde o mundo inteiro prende a respiração. Desde os tempos em que o petróleo era o ouro negro, até agora, quando os dados e a informação são o novo motor das guerras e das economias. O Irã, ao mapear a vulnerabilidade dos cabos submarinos, está apenas mostrando que compreende o novo campo de batalha do século XXI: não é mais a trincheira de areia e sangue, mas sim a fibra óptica e o algoritmo. É a guerra invisível, onde quem controla o fluxo da informação controla também o destino dos povos.
Os meninos mal-educados lá do Norte — aqueles que vivem de impor sanções e espalhar medo — fingem surpresa, mas eles mesmos têm seus próprios mapeamentos, suas agências e suas Big Techs vigiando o mundo inteiro. Quando o Irã faz o mesmo, isso vira “ameaça à segurança global”. Ora, é o mesmo jogo, só que com outros jogadores. E no fundo, o que está em disputa não é só tecnologia, é soberania. É o direito de um país decidir o que passa por seu território, seja petróleo, seja dado digital.
Do ponto de vista histórico, é fascinante ver como o poder se desloca. Antes, quem dominava os mares dominava o comércio; agora, quem domina as redes domina as consciências. Por isso é que os impérios modernos investem tanto em controle de narrativas e desinformação. E é aí que entra a nossa responsabilidade, como cidadãos e como povos: entender que a independência verdadeira não é só econômica, mas também informacional.
Em tempos em que o Brasil tenta retomar uma política externa soberana e solidária, é bom observar esses movimentos com atenção. O Irã, com todas as suas contradições, está dizendo ao mundo que não aceita ser espectador. E nós, que já fomos colônia e sabemos o preço da submissão, deveríamos aprender com isso. Informação é poder — e o poder, meus caros, só é justo quando está a serviço do povo.
Jeferson da Silva
22/04/2026
Zizi, você matou a pau quando fala de soberania — mas o problema é que enquanto os cabos do mundo definem o poder global, aqui no chão de fábrica o trabalhador ainda tá lutando pra não virar cabo de vassoura de patrão disfarçado de “empreendedor”.
Eduardo C.
22/04/2026
Jeferson, você tem razão ao lembrar do chão de fábrica — mas sem entender quem controla os cabos, a gente continua operando na ponta errada da equação. Poder global também se calcula.
Zé Trovãozinho
22/04/2026
Jeferson, esse papo de “patrão disfarçado” é o discurso pronto de sempre — culpa o empreendedor, mas esquece que é o Estado inchado e o STF mandando em tudo que sufocam quem quer produzir de verdade.
Sgt Bruno 🇧🇷
22/04/2026
Selva! Esses ai do Irã tão de olho em tudo, hein? Se fosse o Brasil, já tinham deixado comunista meter a mão nesses cabos todos. Tem que ter patriotismo e defesa firme, não esse papinho de globalismo frouxo.
Tadeu
22/04/2026
Relaxa, Bruno. Patriotismo é bonito, mas não paga a conta de luz nem segura a inflação. Quero ver é quem vai proteger o bolso quando o dólar disparar por causa dessas brigas.