Uma equipe internacional de astrônomos liderada pelo Instituto Max Planck de Física Extraterrestre revelou a provável origem das misteriosas nuvens de gás que orbitam o centro da Via Láctea. As observações e simulações indicam que uma estrela binária massiva próxima ao buraco negro supermassivo Sagitário A gera esses aglomerados compactos conhecidos como nuvens G, conforme reportagem do portal Phys.org.
O coração da nossa galáxia constitui uma região densa e turbulenta. Nela, o buraco negro Sagitário A interage com estrelas, poeira e gás sob forças gravitacionais extremas, formando um laboratório natural para estudar o comportamento da matéria e a alimentação do buraco negro ao longo do tempo.
Nos últimos 20 anos, astrônomos detectaram várias nuvens compactas denominadas G1, G2 e G2t, que seguem trajetórias alongadas ao redor de Sagitário A. A nuvem G2 foi identificada em 2012 e apresenta massa equivalente a algumas Terras, enquanto emite luz típica de gases quentes de hidrogênio e hélio.
Estudos posteriores revelaram que G1 e G2 compartilham características bastante semelhantes. Esses objetos integram o fluxo G1-2-3, que parece formar um corredor de matéria se deslocando em direção ao centro galáctico.
Cálculos indicam que a queda de uma nuvem com massa próxima à da Terra a cada década seria suficiente para sustentar a atividade atual do buraco negro. Compreender a origem e a dinâmica dessas estruturas torna-se, portanto, essencial para explicar o funcionamento do objeto compacto.
Os pesquisadores utilizaram os espectrógrafos infravermelhos SINFONI e ERIS, equipados com óptica adaptativa de alta precisão, para investigar a fonte. A análise das linhas de emissão de hidrogênio permitiu reconstruir as órbitas das nuvens e mostrou que todas compartilham praticamente a mesma orientação e forma.
A probabilidade de coincidência aleatória entre três objetos com trajetórias tão semelhantes é extremamente baixa. Isso reforça fortemente a hipótese de que possuem uma origem comum no centro da Via Láctea.
Ao rastrear o movimento do fluxo de gás em sentido inverso, a equipe identificou a estrela binária de contato IRS 16SW como a provável fonte. Localizada no disco de estrelas jovens que orbita Sagitário A, essa dupla estelar massiva apresenta ventos poderosos que colidem e geram choques compressores de gás.
Simulações hidrodinâmicas realizadas pelo grupo confirmaram que, nessas condições, o material se acumula e eventualmente se desprende, criando as nuvens compactas. O mecanismo explica de forma coerente a formação e o movimento observados em G1, G2 e G2t.
Os resultados foram publicados na revista Astronomy & Astrophysics e indicam que ventos estelares de estrelas massivas próximas ao centro atuam como mecanismo contínuo de alimentação do buraco negro. A descoberta conecta de maneira inédita a evolução estelar, a dinâmica do gás e o crescimento de buracos negros.
Compreender esse ciclo ajuda a elucidar como a atividade nuclear das galáxias é sustentada. O estudo reforça ainda a importância de observações infravermelhas de alta resolução associadas a simulações numéricas avançadas.
Leia também: Cientistas descobrem o buraco negro mais brutal da Via Láctea e que fica próximo da Terra
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Lurdinha Deus Acima de Todos
23/04/2026
Ih minha gente, até no céu tem confusão agora! 😱🙏🇧🇷
Francisco de Assis
23/04/2026
Ô Lurdinha, confusão não, minha filha — é a ciência desvendando o que antes era mistério! Enquanto uns olham pro céu com medo, o Brasil olha pra frente com conhecimento e soberania.
Alice T.
23/04/2026
Impressionante como a ciência consegue decifrar até o que acontece no coração da galáxia, enquanto aqui na Terra tem bilionário achando que vai “salvar o universo” com foguete privado. Esses pesquisadores sim estão expandindo fronteiras — sem precisar explorar ninguém pra isso.
Tonho Patriota
23/04/2026
ESSA HISTÓRIA DE BURACO NEGRO É PAPO PRA ENGANAR O POVO, TERRA É PLANA E O SOL TÁ PERTO, FAZ O L AÍ!
Clarice Historiadora
23/04/2026
Tonho, se a Terra fosse plana, o eclipse já teria revelado a borda do disco — e não um espetáculo esférico de sombras. Recomendo começar pelo básico: Aristóteles já explicava isso há 2.300 anos, muito antes do “L” te confundir.