O embaixador do Irã em Moscou, Kazem Jalali, declarou que a República Islâmica está pronta para dialogar, mas também preparada para defender sua soberania caso seja provocada.
Em entrevista ao portal RT, Jalali afirmou que Teerã jamais abandonou a diplomacia, mesmo após sucessivas agressões e rupturas de acordos por parte dos Estados Unidos.
Segundo o diplomata, a política do governo iraniano é clara: se houver disposição para negociar, o Irã negociará. Se houver intenção de guerra, o país lutará.
Jalali ressaltou que Teerã nunca traiu compromissos nem se retirou da mesa de negociações. Ele destacou o rompimento unilateral do acordo nuclear JCPOA, durante o primeiro mandato de Donald Trump, como exemplo do comportamento oposto por parte de Washington.
O embaixador lembrou que mesmo durante períodos de diálogo, Washington promoveu ataques contra o Irã. Essa conduta comprova, segundo ele, a falta de compromisso dos Estados Unidos com a paz.
Jalali afirmou que, se essa postura continuar, o Irã responderá com firmeza. Caso exista vontade genuína de negociar, Teerã está disposto a conduzir tratativas sistemáticas, com garantias sólidas para assegurar uma paz duradoura.
O presidente Masoud Pezeshkian e o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, divulgaram declarações coordenadas sobre a unidade nacional. Ambos rejeitaram a ideia de divisões internas e afirmaram que todos os iranianos estão comprometidos com a defesa da soberania do país.
O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, reforçou a mensagem de coesão entre as instituições do Estado. Araghchi apontou que o campo de batalha e a diplomacia representam frentes integradas na luta pela soberania iraniana.
As declarações surgem em um momento de elevada tensão entre Teerã e Washington. A abordagem iraniana combina abertura ao diálogo com preparação robusta para a defesa nacional, visando dissuadir qualquer agressão externa.
Jalali transmitiu uma mensagem clara aos interlocutores internacionais: o Irã não aceitará imposições e defenderá sua soberania por todos os meios legítimos ao seu dispor.
Com informações de RT.
Leia também: Trump cobra proposta unificada do Irã enquanto Teerã reforça coesão nacional
📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho
Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.


Beto Engenheiro
24/04/2026
Falar em diálogo é bonito, mas o que pesa mesmo são ações concretas. Enquanto o Irã e os outros ficam nesse jogo de palavras, o mundo precisa de investimento real em infraestrutura e estabilidade. Sem estrada, energia e transporte funcionando, não tem soberania que se sustente.
Mariana Ambiental
24/04/2026
Beto, infraestrutura é importante, mas soberania não se constrói só com asfalto e turbina — se fosse assim, o agronegócio predatório já teria libertado o país. Sem justiça ambiental e autonomia popular, a tal “estabilidade” vira só dependência disfarçada.
Eduardo C.
24/04/2026
Diplomacia e defesa não são opostos, são variáveis do mesmo sistema. O problema é quando a equação desequilibra: muito discurso e pouca transparência nos números reais de forças e gastos. Sem dados concretos, qualquer “prontidão” vira retórica.
Lurdinha Deus Acima de Todos
24/04/2026
Eduardo, tu fala bonito mas parece que nunca viu um tanque de guerra de perto, né? 🇧🇷🙏
Zizi
24/04/2026
Interessante observar como o Irã, tantas vezes pintado como vilão pelos noticiários ocidentais, se apresenta ao mundo com um discurso de soberania e disposição para o diálogo. A história nos ensina, meus caros, que nenhum povo aceita ser tutelado por potências estrangeiras — e o caso iraniano não é diferente. Desde o golpe de 1953, orquestrado pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido para derrubar o governo democraticamente eleito de Mossadegh, o Irã aprendeu, à duras penas, o custo de confiar nas promessas de “cooperação” que vêm de fora. É natural, portanto, que o país mantenha uma postura de firmeza diante das ameaças e sanções que sofre há décadas.
Os meninos mal-educados das potências liberais gostam de se apresentar como defensores da paz, mas suas ações sempre cheiram a petróleo e a interesses econômicos. Quando o Irã fala em defender sua soberania, está, na verdade, ecoando um sentimento que todos os povos do Sul global conhecem bem: o de resistir à imposição de modelos políticos e econômicos que só servem aos mais ricos. A diplomacia, para esses países, só é aceita quando garante submissão — e é justamente por isso que o discurso iraniano incomoda tanto.
O Brasil de Lula, que tem buscado reconstruir pontes diplomáticas e reafirmar a autonomia da política externa, pode e deve olhar com atenção para esse cenário. A defesa da soberania é um princípio universal, e não privilégio de uns poucos. Quando um país do Oriente Médio diz que quer negociar, mas não se ajoelhar, ele está reivindicando o mesmo direito que nós, latino-americanos, sempre buscamos: o de decidir nosso próprio destino.
Em tempos de manipulação midiática e fake news fabricadas para justificar guerras, é essencial que mantenhamos o olhar crítico e o coração solidário. O povo iraniano, como o brasileiro, quer paz, dignidade e respeito. E é dever de todos nós, que acreditamos na autodeterminação dos povos, lembrar aos meninos mal-educados das potências que soberania não se negocia — se defende.
Francisco de Assis
24/04/2026
Zizi, você matou a charada, companheira. Esses impérios vivem de tutelar os outros, mas o mundo tá mudando — e o Brasil, com Lula de novo no timão, mostra que soberania e diálogo podem andar juntos sem abaixar a cabeça pra ninguém.
Pedro
24/04/2026
Falou bonito, Zizi, mas enquanto eles brigam por petróleo e soberania, eu aqui sigo brigando pra encher o tanque e pagar o IPVA. No fim das contas, cada um defende o que consegue — uns o país, outros o bolso.
Evelyn Olavo
24/04/2026
É curioso ver o Irã tentando equilibrar diplomacia e firmeza militar num cenário tão volátil. A retórica de “pronto para negociar, mas também para se defender” mostra que ninguém quer parecer fraco, mas também não pode se isolar. O problema é que esse jogo de palavras vira combustível para mais tensão.
Miriam
24/04/2026
Concordo, Evelyn. No fim das contas, todo mundo quer mostrar força sem sujar as mãos — mas é justamente essa encenação que emperra o funcionamento real da diplomacia.
Zé Trovãozinho
24/04/2026
Ah, Evelyn, esse papo de “equilíbrio” é bonito no papel, mas na prática é só desculpa pra manter o jogo geopolítico rodando. O Irã fala em soberania, mas o Ocidente só entende soberania quando é conveniente pra ele.
Jeferson da Silva
24/04/2026
Enquanto o Irã fala em soberania, aqui no Brasil tem trabalhador que nem sabe o que é isso mais, com patrão fazendo o que quer e governo fingindo que não vê. Diplomacia é importante, mas sem respeito e dignidade pro povo, vira só discurso bonito pra inglês ver.
Tadeu
24/04/2026
Jeferson, soberania é importante, claro, mas o que pega mesmo pro trabalhador é quando o salário não acompanha a inflação. Governo, empresa, diplomacia… no fim, o que manda é o poder de compra.
Silvia D.
24/04/2026
Tadeu, sem dúvida o poder de compra pesa, mas sem soberania e estabilidade política, nem economia nem salário se sustentam. Saúde, segurança e renda caminham juntas.
Luciana
24/04/2026
Tadeu, é isso mesmo: no fim das contas, a conversa toda sobre soberania perde o sentido se o povo não consegue encher o carrinho do mercado. Política boa é a que cabe no bolso.
Marcos Conservador
24/04/2026
Esses países autoritários sempre falam em “soberania” pra justificar qualquer coisa. No fundo é o mesmo discurso de sempre: querem poder sem prestar contas. E tem gente que ainda cai nessa conversa, achando que é resistência ao “imperialismo”.
Augusto Silva
24/04/2026
Marcos, curioso como “prestar contas” sempre significa se submeter aos interesses de Washington, né? Defender soberania não é autoritarismo — é o mínimo que qualquer país digno faz pra não virar colônia de novo.
Rubens O Pescador
24/04/2026
Marcos, poder sem prestar contas é o que os Estados Unidos fazem há décadas, meu caro. Aqui no interior a gente aprendeu que soberania é não deixar o gringo mandar no nosso feijão e no nosso petróleo.
Maura Santos
24/04/2026
Marcos, engraçado você falar em “prestar contas” quando a turma que você defende meteu o país num apagão de corrupção, fake news e destruição ambiental. Soberania não é desculpa, é o mínimo pra não virar colônia de novo.
Tonho Patriota
24/04/2026
ISSO AÍ, QUEM TEM SOBERANIA NÃO FAZ O L! COMUNISMO NÃO PASSARÁ!
Alice T.
24/04/2026
Tonho, soberania de verdade não é gritar slogan, é garantir que o povo tenha voz e dignidade — e isso passa bem longe dos bilionários que você defende achando que são patriotas.