O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil respondeu de forma proporcional à decisão dos Estados Unidos de ordenar a saída do delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo de Carvalho do território norte-americano.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, o chefe do Executivo elogiou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, pela retirada das credenciais diplomáticas de um agente de imigração dos EUA que atuava na sede da corporação em Brasília.
A medida segue o princípio da reciprocidade nas relações internacionais. “Eles fizeram conosco, a gente vai fazer com eles, esperando que eles estejam dispostos a voltar a conversar e as coisas voltarem à normalidade”, declarou Lula ao lado de Rodrigues e do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski.
O gesto brasileiro ocorre após Washington determinar a saída do delegado Marcelo Ivo de Carvalho, que participou da prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem na Flórida. O Itamaraty comunicou oficialmente à embaixada dos EUA que adotaria o mesmo tratamento em relação ao agente norte-americano.
O Ministério das Relações Exteriores informou que a representante da embaixada americana foi notificada sobre a decisão. A medida americana não foi precedida de qualquer pedido de esclarecimento ou tentativa de diálogo, contrariando o acordo bilateral de cooperação na área policial.
O comunicado ressaltou que a atitude dos EUA não observou as boas práticas diplomáticas entre nações amigas. O Itamaraty lembrou os mais de 200 anos de relações entre os dois países.
O delegado brasileiro atuava com base em um memorando de entendimento firmado entre os dois governos. Esse documento prevê o intercâmbio de oficiais de ligação em temas de segurança pública.
O Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental dos EUA anunciou a saída de um funcionário brasileiro do país. A publicação indicava tratar-se de Marcelo Ivo de Carvalho, envolvido na prisão de Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência.
Alexandre Ramagem foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 16 anos de prisão por participação em uma trama golpista. O ex-deputado perdeu o mandato parlamentar e fugiu para os Estados Unidos, onde residia desde então.
Em dezembro de 2025, o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes determinou o envio de um pedido formal de extradição do ex-deputado. A Polícia Federal informou que a prisão de Ramagem na cidade de Orlando foi resultado de uma cooperação internacional entre as autoridades brasileiras e americanas.
O ex-deputado é considerado foragido da Justiça brasileira e responde por acusações que incluem organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado democrático de direito. No mesmo vídeo, Lula anunciou a contratação de mil novos agentes da Polícia Federal.
O reforço visa ampliar a presença da corporação em portos, aeroportos e fronteiras, fortalecendo o combate ao crime organizado. A iniciativa também busca melhorar o controle de entrada e saída de pessoas e mercadorias no país.
O episódio marca um momento de tensão diplomática entre Brasília e Washington. O governo brasileiro reforça que a decisão segue estritamente o princípio da reciprocidade para restabelecer o equilíbrio nas relações bilaterais.
Segundo a Agência Brasil, Lula reiterou que o país espera retomar o diálogo em bases de respeito mútuo. O presidente reafirmou a soberania nacional e a independência da política externa brasileira.
Leia também: Lula apoia reciprocidade após EUA expulsarem delegado da Polícia Federal
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Beto Engenheiro
23/04/2026
Diplomacia é assim mesmo: se mandaram o nosso embora, tem que mandar o deles também. O que me preocupa é se essa briga traz algum prejuízo prático pra projetos de infraestrutura ou investimentos conjuntos. Se não afetar obra, segue o baile.
Pedro
23/04/2026
Enquanto isso a gasolina continua nas alturas e o IPVA chegando pra pesar mais no bolso. Essa briga diplomática até pode fazer sentido lá em cima, mas aqui embaixo o motorista tá é preocupado em conseguir rodar o dia inteiro sem o lucro evaporar no tanque.
Silvia D.
23/04/2026
Achei correta a postura do governo. Relações internacionais também precisam de equilíbrio e respeito mútuo. O Brasil não pode aceitar tratamento desigual, ainda mais quando há servidores públicos envolvidos. Reciprocidade é parte da diplomacia séria.
Vanessa Silva
23/04/2026
Faz sentido o Brasil agir com reciprocidade — relações internacionais funcionam com equilíbrio, não com submissão. Mas espero que esse episódio não atrapalhe parcerias técnicas importantes entre os dois países, especialmente em temas de segurança e desenvolvimento urbano.
Zé Trovãozinho
23/04/2026
Olha aí, mais uma cortina de fumaça pra distrair o povo enquanto o país afunda. Lula brincando de diplomacia, achando que é o herói do eixo Venezuela-Cuba, enquanto o Brasil vira a nova Cuba do Norte. STF calado, mídia batendo palma, e o brasileiro pagando a conta.
Tadeu
23/04/2026
Sinceramente, esse tipo de briga diplomática não muda nada na vida de quem está tentando pagar o boleto no fim do mês. Enquanto o governo perde tempo com “reciprocidades”, a inflação e os juros continuam aí, apertando o bolso de quem investe e de quem só quer sobreviver.
Eduardo C.
23/04/2026
Reciprocidade é princípio básico nas relações internacionais — nada mais lógico que agir na mesma medida. O equilíbrio se mantém quando as regras valem pros dois lados. Agora quero ver os números: quantos casos semelhantes já ocorreram entre Brasil e EUA nos últimos 20 anos?
Celio Fazendeiro
23/04/2026
Mais uma bravata diplomática pra enganar trouxa. Lula adora fazer pose de estadista, mas vive ajoelhado pra esses mesmos gringos quando convém. Enquanto isso, o agro continua pagando a conta dessa palhaçada ideológica.
Sgt Bruno 🇧🇷
23/04/2026
Tá certo o presidente mostrar que o Brasil não é capacho de ninguém. Selva! Os comunistas adoram se ajoelhar pros gringos, mas agora sentiram o gosto da firmeza. Quem manda aqui é o Brasil, não Washington!
Marcos Conservador
23/04/2026
Mais uma vez o governo petista querendo posar de valente, mas no fundo é só teatro pra plateia. Lula adora criar conflito com os EUA pra bancar o anti-imperialista, enquanto o país afunda em problemas reais. Isso é o que dá quando a ideologia vem antes da diplomacia.
Augusto Silva
23/04/2026
Marcos, reciprocidade diplomática não é ideologia, é protocolo básico de soberania — coisa que o Brasil aprendeu a exercer depois de décadas de subserviência. E convenhamos: defender a dignidade nacional não afunda país nenhum, pelo contrário, é o que faz ele se erguer.
Adalberto Livre
23/04/2026
ATÉ QUE ENFIM FEZ ALGUMA COISA CERTA, MAS APOSTO QUE FOI SEM QUERER!!!
Maura Santos
23/04/2026
Adalberto, se até quando o governo age com soberania você acha que é “sem querer”, imagina quando a turma do apagão diplomático voltasse — aí sim era tudo sem noção.
Karina Libertária
23/04/2026
Ah, pronto, mais uma vez o Lula querendo bancar o tough guy nas relações internacionais. Enquanto ele finge que tá defendendo o Brasil, o povo continua dependendo de bolsa e sem aprender a investir fora. Aqui em Miami a gente vê como o mundo real funciona, não esse teatro de Brasília.
Alice T.
23/04/2026
Karina, o “mundo real” que você diz ver em Miami é sustentado por exploração global e subsídios bilionários. Aqui a gente tenta garantir que o povo não morra de fome enquanto os “investidores” brincam de meritocracia com o dinheiro dos outros.
Rick Ancap
23/04/2026
Diplomacia de boteco: um socialista brincando de macho alfa com o tio Sam.
Tonho Patriota
23/04/2026
FAZ O L AÍ AGORA, COMUNISTADA! QUEM MANDA NO BRASIL É A MAMÃE EUA, ACORDA!
Clarice Historiadora
23/04/2026
Tonho, parece que você parou de ler história em 1964. O Brasil já não é quintal de ninguém — e se Lula aplica reciprocidade, é justamente pra lembrar aos “patriotas” que soberania não se terceiriza.
Evelyn Olavo
23/04/2026
Finalmente uma resposta à altura. O Brasil precisa se fazer respeitar no cenário internacional, e reciprocidade é o mínimo quando tentam nos humilhar. Chega de submissão disfarçada de diplomacia.
Rubens O Pescador
23/04/2026
Falou bonito, Evelyn! É isso mesmo, chega de abaixar a cabeça pra gringo — quando o Brasil se impõe, eles lembram rapidinho que aqui não é quintal de ninguém.
Renato Professor
23/04/2026
Perfeito, Evelyn. É curioso como só quando o Brasil age com soberania é que certos “liberais” começam a gritar — talvez porque confundam diplomacia com servilismo.
Francisco de Assis
23/04/2026
Perfeito, Evelyn! Quando o Brasil reage com firmeza, o pessoal lá de fora começa a entender que não somos mais colônia. É soberania na prática, e isso incomoda muita gente alienada da cabeça.
Lurdinha Deus Acima de Todos
23/04/2026
Agora sim, Lula mostrou que o Brasil não é quintal de ninguém! 🇧🇷💪🙏
Mariana Ambiental
23/04/2026
Pois é, Lurdinha! Quando o Brasil se impõe lá fora, dá até pra ver o desespero dos “patriotas” de planilha que só sabem bater continência pros EUA.
Zizi
23/04/2026
Lurdinha, minha filha, fico feliz de ver esse entusiasmo patriótico, porque é disso que o Brasil precisa: gente que entende que soberania não se negocia. Durante muito tempo, o nosso país foi tratado como se fosse um quintal, mesmo — sempre de cabeça baixa diante dos interesses do Norte. Quando Lula reage à altura, aplicando a mesma medida que os Estados Unidos aplicaram contra o delegado brasileiro, ele está apenas lembrando que respeito se conquista com firmeza. Diplomacia não é subserviência, é diálogo entre iguais. E igual só é quem se faz respeitar.
Mas é bom a gente lembrar também que esse gesto não é bravata. É política externa com dignidade, coisa que o Itamaraty sempre soube fazer quando não está amordaçado por governos que se ajoelham perante Washington. O Brasil é um país continental, com voz, com povo, com cultura. Não precisa de aval estrangeiro pra decidir o que é melhor pra si. Lula está resgatando justamente essa tradição de independência, que foi jogada no lixo pelos meninos mal-educados que confundem soberania com submissão.
Então, Lurdinha, comemore mesmo. Mas comemore com consciência do que isso representa: é o Brasil voltando a andar com as próprias pernas, sem medo de desagradar os poderosos. E é também um recado claro de que nossa diplomacia não se guia por ideologia de ocasião, mas por princípios de respeito mútuo e autodeterminação. Isso é patriotismo de verdade — não aquele de camiseta e corrente de zap, mas o que se constrói com dignidade e amor ao povo.
Jeferson da Silva
23/04/2026
É isso aí, Lurdinha! Quando o Brasil se impõe lá fora, é sinal de que tem governo de verdade, não capacho de gringo. Respeito se conquista, não se pede de joelhos.