Um novo estudo publicado na revista Philosophical Transactions of the Royal Society A revela que os cenários mais otimistas de aumento do nível do mar podem estar fora de alcance. A pesquisa, destacada pelo Phys.org, mostra que o ritmo atual de aquecimento global e derretimento das geleiras empurra o planeta para elevações superiores a meio metro até o final do século.
Há cerca de 20 mil anos, durante a última era glacial, a Terra era aproximadamente 5 graus Celsius mais fria. O nível do mar se encontrava então 130 metros abaixo do atual.
O aquecimento posterior derreteu as grandes camadas de gelo da América do Norte e da Europa, redesenhando os litorais mundiais. O mesmo processo, impulsionado agora pela queima de combustíveis fósseis, ameaça novamente as costas habitadas do planeta.
Desde 1850, a concentração de gases de efeito estufa alcançou níveis sem precedentes em mais de três milhões de anos. A temperatura média global subiu quase 1,5 grau Celsius e o nível médio do mar já aumentou mais de 20 centímetros.
Metade desse aumento foi registrada apenas nas últimas três décadas. O derretimento acelerado das calotas da Groenlândia e da Antártida contribui atualmente mais para a elevação dos oceanos do que o aquecimento da água.
A perda de massa de gelo na Antártida é hoje seis vezes maior do que há trinta anos. Essa transformação é crítica porque o derretimento de todas as geleiras menores elevaria o mar em cerca de 24 centímetros.
O colapso total das calotas polares, por sua vez, elevaria os oceanos em mais de 65 metros. Regiões vulneráveis como o setor do mar de Amundsen, na Antártida Ocidental, e as margens da Groenlândia já apresentam sinais de retração irreversível.
O estudo indica que o planeta está comprometido com vários metros de elevação do nível do mar a longo prazo. A velocidade e a magnitude dessa mudança ainda dependem das ações humanas nas próximas décadas.
O nível do mar atual segue as projeções médias a altas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas. Isso torna os cenários mais otimistas praticamente inalcançáveis.
Uma elevação superior a meio metro até 2100 traria consequências devastadoras para as populações costeiras. Milhões de pessoas enfrentariam deslocamentos em massa e o abandono de áreas urbanas inteiras.
Os custos econômicos e sociais seriam imensos, mas ainda podem ser mitigados com uma rápida transição para economias de baixo carbono. O aquecimento global cessa quase imediatamente após o atingimento do nível líquido zero de emissões.
Uma descarbonização acelerada permitiria desacelerar o derretimento das geleiras e daria tempo para a adaptação de cidades, portos e ecossistemas. As metas atuais dos governos, no entanto, colocam o planeta em trajetória de aquecimento de cerca de 3 graus Celsius.
Esse aquecimento provocaria a perda irreversível da camada de gelo da Groenlândia, que ocorre entre 1,7 e 2,3 graus Celsius. Os pesquisadores concluem que o debate agora se concentra na velocidade e na magnitude da elevação dos mares.
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Zé Trovãozinho
24/04/2026
Ah pronto, mais uma catástrofe fabricada pela turma do alarmismo climático. Querem meter medo pra empurrar imposto verde e controle estatal, igualzinho fizeram em Cuba e na tal “Cuba do Norte”. Enquanto isso, o STF e os globalistas aplaudem.
Rubens O Pescador
24/04/2026
Ô Zé Trovãozinho, tu fala de imposto verde mas esquece que sem chuva e sem lavoura o povo do campo passa fome. Na época do Lula o arroz e o feijão não faltavam, hoje o que falta é juízo pra cuidar da terra que sustenta nós tudo.
Francisco de Assis
24/04/2026
Zé, meu irmão, tu anda vendo fantasma demais. O planeta tá derretendo na tua frente e tu preocupado com “imposto verde”? Acorda, homem, soberania também é cuidar da nossa casa antes que ela afunde.
Maura Santos
24/04/2026
Zé, alarmismo foi o apagão que a turma “anti-Estado” deixou quando cortou verba de fiscalização ambiental e fingiu que desmatamento não afeta clima. Agora que o mar vai bater na canela, querem culpar o STF?
Evelyn Olavo
24/04/2026
É assustador ver que mesmo os cenários “otimistas” já não são tão otimistas assim. A cada ano perdido em promessas vazias, o preço sobe — e não é só financeiro, é civilizacional. Parece que só vão agir quando a água literalmente bater na porta.
Renato Professor
24/04/2026
Perfeito, Evelyn — é o velho vício humano de achar que a conta nunca chega. Mas a física não negocia com ideologia: quanto mais adiamos, mais cara fica a fatura ecológica e social.
Clarice Historiadora
24/04/2026
Evelyn, você tem toda razão — e o pior é que quando a água bater na porta, ainda vai ter gente dizendo que é “ideologia globalista”. A história mostra que civilizações inteiras ruíram por negar a própria responsabilidade diante da natureza.