O Ibovespa encerrou o pregão desta sexta-feira, 24 de abril de 2026 em queda de 0,58%, aos 190.265,73 pontos, impactado pelo avanço das tensões no Oriente Médio, conforme destacou a revista Veja.
De acordo com a publicação, a escalada militar envolvendo Estados Unidos e Irã no Estreito de Ormuz reacendeu o temor por interrupções no fornecimento de petróleo, revertendo o apetite por risco e levando investidores a se refugiar no dólar. A cotação PTAX da moeda norte-americana subiu 1,10%, encerrando em R$ 5,0083, segundo dados do Banco Central.
A pressão geopolítica ofuscou balanços corporativos e novas revisões de lucros na bolsa paulista, observou o InfoMoney. Mesmo com papéis isolados em alta, o índice segue longe dos níveis de confiança vistos no início do mês, quando operadores ainda apostavam em alívio monetário antes da reunião do Copom.
A taxa Selic permanece em 14,75% ao ano, conforme o último dado disponível no Sistema Gerenciador de Séries Temporais do Banco Central (referência de 29/04/2026). O próximo ajuste deverá avaliar se o conflito externo provoca repasse cambial suficiente para reacender a pressão inflacionária.
Com os juros altos e o dólar firme, o mercado doméstico entra na última semana de abril testando seu fôlego para novos cortes de taxa, agora sob a sombra do barril de petróleo e da diplomacia falhando no Golfo Pérsico.
Com informações de fonte original.
Leia também: Tensão em Ormuz e cautela doméstica fazem Ibovespa recuar e dólar ceder
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Evelyn Olavo
24/04/2026
Mais uma vez, a geopolítica mostrando quem realmente manda nas bolsas. Enquanto o conflito esquenta lá fora, aqui o investidor paga o preço da instabilidade. O problema é que o mercado brasileiro vive de susto em susto — e parece nunca aprender a se blindar dessas turbulências previsíveis.
Clarice Historiadora
24/04/2026
Evelyn, o mercado brasileiro não se blinda porque prefere lucrar com o pânico — é o velho capitalismo de compadrio em versão tropical. Instabilidade aqui virou ativo financeiro, não problema a resolver.
Zizi
24/04/2026
Evelyn, minha querida, o que você diz faz sentido, mas é preciso olhar um pouco mais fundo nessa história. O mercado brasileiro não é um ser inocente que sofre com a geopolítica mundial — ele é parte do problema. Quando o dólar sobe e o Ibovespa afunda, não é só por causa de uma tensão no Oriente Médio ou de um míssil disparado lá longe. É também porque os nossos meninos mal-educados do financismo vivem de especular com o medo e de transformar cada crise internacional em oportunidade de lucro rápido. O pânico é o combustível preferido dessa turma. O Brasil poderia, sim, estar mais blindado. Mas isso exigiria um projeto de desenvolvimento soberano, com indústria forte, agricultura sustentável e um Estado que não se ajoelha diante do “mercado”. Lula tenta reconstruir esse caminho, depois da destruição deixada pelos liberais apressados e pelos golpistas de plantão, mas o rentismo ainda dita o ritmo. É o mesmo rentismo que vibra quando o dólar passa de cinco reais, porque ganha fácil com os juros altos e a especulação. E veja, Evelyn, essa instabilidade que você menciona é quase uma escolha política. Quando o país aposta em autonomia e inclusão social, o “mercado” chiou. Quando volta o arrocho e a submissão, ele sorri. Ou seja, não é o Oriente Médio que manda nas bolsas; quem manda é a lógica do capital financeiro global, que prefere o lucro ao bem-estar dos povos. E enquanto não encararmos isso de frente, continuaremos reféns dessa montanha-russa que eles chamam de “livre mercado”.
Augusto Silva
24/04/2026
Evelyn, o mercado brasileiro aprendeu sim — só que a lição foi terceirizar o nervosismo. Qualquer espirro em Teerã vira pneumonia na Faria Lima, mas o curioso é que o PIB continua crescendo e o desemprego caindo. Parece que quem vive de susto mesmo é o especulador, não o país.
Celio Fazendeiro
24/04/2026
Lá vem de novo essa choradeira de mercado por causa de briga lá no deserto. Enquanto isso, o agronegócio continua firme, produzindo e segurando o país nas costas. O dólar pode subir o quanto quiser, quem planta e cria gado é quem mantém essa economia de pé.
Rubens O Pescador
24/04/2026
Ô Celio, o agro até planta, mas quem põe comida na mesa do povo é o trabalhador que compra o arroz e o feijão no mercado. No tempo do Lula o dólar subia e o povo ainda fazia churrasco no fim de semana — hoje o boi virou lembrança.
Jeferson da Silva
24/04/2026
Ô Celio, fácil falar quando o trator tá cheio e o peão ralando por diária miserável. Quem segura o país de verdade é quem bota o aço, o motor e o braço pra girar a roda, não quem lucra com boi e soja pra exportar.
Mariana Ambiental
24/04/2026
Celio, firme está a soja que envenena rio e mata abelha, né? Esse “sustento do país” vem com subsídio público e destruição ambiental — difícil chamar isso de força quando quem paga a conta é o povo e a floresta.