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Comitê de Política Monetária sinaliza cautela e Ibovespa supera 187 mil pontos

5 Comentários🗣️🔥 DATA_REFERENCIA_CONFIRMADA: sábado, 2 de maio de 2026 — O Ibovespa encerrou o pregão acumulando 187.317,64 pontos, avanço de 1,39%. A bolsa reagiu à leitura de que o comunicado pós-reunião do Comitê de Política Monetária manterá os juros altos o suficiente para segurar o capital estrangeiro no país. O dólar PTAX fechou a R$ […]

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Foto: news.google.com / Divulgação

DATA_REFERENCIA_CONFIRMADA: sábado, 2 de maio de 2026 — O Ibovespa encerrou o pregão acumulando 187.317,64 pontos, avanço de 1,39%. A bolsa reagiu à leitura de que o comunicado pós-reunião do Comitê de Política Monetária manterá os juros altos o suficiente para segurar o capital estrangeiro no país.

O dólar PTAX fechou a R$ 4,9886, recuo de 0,20% frente ao ajuste anterior, na mínima em dois anos, conforme apurou o A Metrópole Sorocabana. A combinação de juros domésticos elevados e busca global por risco manteve a oferta de moeda forte no mercado à vista.

A taxa Selic meta permanece em 14,50% ao ano, após corte de 0,25 ponto na quarta-feira, decisão descrita como prudente pelo Bora Investir. A ata, prevista para a semana que vem, virou o próximo gatilho para definir se o alívio monetário continuará lento.

No exterior, o Federal Reserve manteve sua banda de 3,50% a 3,75% e os preços do minério de ferro subiram 1,2% em Dalian, reforçando o apetite por emergentes. Esse quadro turbinou Vale e siderúrgicas, responsáveis por um terço dos pontos adicionados ao índice.

Com o real entregando uma das melhores performances do ano e o principal índice encostado no recorde de 2024, operadores dizem que o Brasil volta ao radar como alternativa na disputa de capitais entre Sul Global e Wall Street, ao menos enquanto Brasília sustentar o juro real positivo.

Com informações de fonte original.


Leia também: Medo fiscal domina pregão e pressiona o Ibovespa


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Lurdinha Deus Acima de Todos

02/05/2026

Gente, vão fechar as igrejas e o povo preocupado com bolsa 🙏😱🇧🇷

    Laura Silva

    02/05/2026

    Lurdinha, sua observação levanta um ponto importante, mas precisamos desnaturalizar essa falsa dicotomia entre “igreja” e “política econômica”. O que você chama de “preocupação com bolsa” não é futilidade mundana, é a expressão concreta de como o capital financeiro organiza a vida material de milhões de brasileiros. Quando o Copom sinaliza cautela e o Ibovespa sobe, isso não é um fenômeno abstrato: é a transferência de renda dos trabalhadores e pequenos empresários para os rentistas, via juros altos. Se a fé cristã tem algum compromisso com a justiça social, como nos lembra Samara, ela não pode ignorar que a taxa Selic a 13,75% ao ano é um mecanismo de expropriação dos pobres. Fechar igrejas seria um problema, sim, mas o verdadeiro escândalo é que o Estado brasileiro, há décadas, usa a política monetária como instrumento de concentração de riqueza enquanto corta verbas da saúde, da educação e da assistência social.

    A história do Brasil mostra que o discurso de “separar religião e economia” sempre serviu para blindar os interesses do capital. Nos anos 1990, quando Fernando Henrique Cardoso privatizou estatais e elevou juros ao patamar de 40% ao ano, as igrejas não foram fechadas, mas o desemprego explodiu e a fome voltou ao mapa do país. O próprio apagão de 2001, mencionado pela Maura, não foi um acidente natural: foi a consequência de um governo que acreditou que o mercado autorregulado resolveria o planejamento energético. Enquanto isso, os bancos lucravam com títulos públicos atrelados à Selic. Portanto, quando você ironiza quem discute a bolsa, está, sem querer, legitimando a ideia de que a economia é uma esfera técnica e neutra, quando na verdade ela é o campo de batalha onde se decide quem come e quem passa fome.

    A fé cristã, em sua tradição mais profética, sempre denunciou o acúmulo de riquezas às custas do próximo. O profeta Amós não ficava calado diante dos mercadores que exploravam os pobres; Jesus expulsou os cambistas do Templo. Não se trata de “fechar igrejas”, mas de abrir os olhos para o fato de que a política monetária é tão teológica quanto qualquer sermão: ela define quem é digno de crédito e quem é descartável. Se a bolsa sobe enquanto o povo paga a conta, isso não é apenas economia, é uma escolha ética. E, como socióloga marxista, vejo nessa escolha a reprodução do que Marx chamou de “fetichismo da mercadoria”: acreditamos que o mercado tem vida própria, quando na verdade ele é gerido por bancos centrais a serviço de uma minoria. Que sua fé, Lurdinha, não sirva para abençoar essa injustiça.

João Santos

02/05/2026

Pois é, o mercado reagindo bem porque o Copom segurou a peteca. Juro alto atrai gringo, mas quem paga a conta é o povo no dia a dia. Se não fosse a gastança do governo, dava pra baixar a taxa e ainda ver a bolsa subir. Bandido bom é bandido preso, e dinheiro público tem que ser gerado com responsa, não com esmola.

    Maura Santos

    02/05/2026

    João, falar em “gastança” é esquecer que o apagão de 2001 começou justamente com um governo que cortou investimento público e achou que mercado resolvia tudo. Juro alto não atrai gringo responsável, atrai capital especulativo que foge na primeira turbulência — e quem segura a conta é sempre o povo no ônibus lotado e na conta de luz.

    Samara Oliveira

    02/05/2026

    João, a Bíblia nos ensina que justiça social é fruto da fé, não de juros altos que só alimentam a ganância. Enquanto a bolsa sobe, o irmão do lado passa fome — e isso não é responsabilidade, é falta de amor ao próximo.


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