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Israel declara direito de atacar o Líbano mesmo durante trégua firmada com Beirute

0 Comentários🗣️🔥 Ilustração editorial sobre Israel declara direito de atacar o Líbano mesmo durante trégua firmada com Beirute. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro) As Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciaram que manteriam o direito de realizar operações militares no Líbano mesmo após a assinatura de uma trégua temporária de dez dias entre Tel Aviv […]

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Ilustração editorial sobre Israel declara direito de atacar o Líbano mesmo durante trégua firmada com Beirute. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

As Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciaram que manteriam o direito de realizar operações militares no Líbano mesmo após a assinatura de uma trégua temporária de dez dias entre Tel Aviv e Beirute. Em coletiva de imprensa, altos comandantes israelenses afirmaram que suas tropas continuavam autorizadas a destruir o que classificavam como infraestruturas do Hezbollah na região, independentemente do cessar-fogo em vigor.

Conforme reportagem da RT, os militares detalharam que seria imposto no território libanês um cordão de segurança denominado ‘linha amarela’. Essa barreira impediria o retorno de civis às áreas então ocupadas pelo Exército israelense.

A estratégia seguia o modelo aplicado na Faixa de Gaza, onde zonas inteiras foram isoladas após ofensivas militares. De acordo com os porta-vozes das FDI, a ‘linha amarela’ abrangia 55 aldeias cujos moradores não poderiam regressar por tempo indeterminado.

A medida ampliou o controle territorial israelense e consolidou uma presença militar em áreas devastadas pelos combates. O acordo de cessar-fogo foi alcançado em Washington após confrontos intensos em solo libanês iniciados em setembro de 2024.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o entendimento entre Israel e o Líbano como um passo para reduzir as hostilidades na fronteira norte israelense. A própria liderança de Tel Aviv, porém, reconheceu desde o início que o cessar-fogo tinha caráter provisório.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou que o alto-fogo não era permanente e que as forças armadas continuariam controlando todas as posições conquistadas no território libanês. Katz ressaltou que a operação contra o Hezbollah ainda não havia atingido todos os seus objetivos estratégicos, justificando a manutenção da presença militar além da fronteira reconhecida internacionalmente.

Durante os bombardeios que antecederam a trégua, milhares de casas no sul do Líbano foram destruídas, provocando deslocamentos em massa de civis libaneses. Imagens amplamente divulgadas nas redes sociais mostraram soldados israelenses demolindo residências, gerando denúncias formais de violações do direito internacional humanitário por parte de organizações como a Cruz Vermelha e a ONU.

A insistência de Tel Aviv em manter operações ofensivas mesmo durante a vigência da trégua levantou questionamentos sobre o compromisso israelense com os termos do acordo e com as normas do direito internacional. O Líbano enfrentou, naquele período, uma grave crise de deslocamento interno, com infraestrutura civil — pontes, estradas e redes de abastecimento — seriamente comprometida pelos ataques aéreos e terrestres.

A postura das FDI de declarar publicamente que o cessar-fogo não suspendia suas operações expôs a fragilidade do mecanismo de monitoramento do acordo mediado por Washington. Analistas ouvidos por agências internacionais apontaram que a criação da ‘linha amarela’ configurava, na prática, uma ocupação territorial de fato no sul do Líbano, repetindo o padrão de zonas de exclusão já consolidado em Gaza.

Com informações de ACTUALIDAD.


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