O Senado da Califórnia analisa um projeto de lei que pode redefinir o papel das baterias residenciais no sistema elétrico estadual. A proposta SB 913 permitiria que concessionárias tratassem as baterias domésticas como usinas de energia virtual.
O senador estadual Josh Becker, do Partido Democrata, é o autor principal da medida. Ele destacou que os consumidores instalam cerca de 8 mil novas baterias residenciais por mês, o que representa aproximadamente 100 megawatts de capacidade adicional.
Essa reserva energética pode aliviar a pressão sobre a rede durante os picos de demanda no verão. O diretor estadual da Advanced Energy United, Brandon García, afirmou que o estado incentiva recursos energéticos distribuídos há anos.
As políticas atuais ainda subestimam o valor desses ativos para reduzir custos e aumentar a eficiência da rede. A iniciativa permite que agregadores reúnam milhares de baterias em usinas virtuais, conforme reportagem do portal Electrek.
Essa energia consolidada seria negociada nos mercados de capacidade e adequação de recursos do estado. As concessionárias pagariam por essa disponibilidade em vez de construir novas usinas a gás ou grandes sistemas de armazenamento.
Becker argumenta que o estado enfrenta uma escolha estratégica entre infraestrutura cara e poluente ou o uso eficiente da capacidade já instalada. Ele defende que a segunda opção é mais econômica e sustentável diante das metas de descarbonização.
O cofundador e diretor executivo da Deploy Action, Arnab Pal, afirmou que o SB 913 atualiza as regras para recursos distribuídos. A medida permite que soluções de baixo custo competam em igualdade com as fontes tradicionais de energia.
O texto foi alterado e reenviado ao Comitê de Apropriações do Senado. A ação ocorreu após votação favorável no Comitê de Energia em 7 de abril de 2026.
A Pacific Gas and Electric firmou acordo com a Tesla para um programa piloto de integração veicular. Proprietários de Cybertruck podem vender energia de volta à rede e receber até 4.500 dólares em incentivos para equipamentos.
O projeto ainda tramita sem data marcada para votação final. A proposta gera expectativa sobre a monetização da capacidade de armazenamento já presente nas residências californianas.
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Maria Clara Lopes
26/04/2026
É revigorante ver uma solução técnica que ignora o ruído dos extremos ideológicos. Enquanto a esquerda muitas vezes foca em pautas ambientais utópicas e a direita resiste a qualquer transição energética por puro conservadorismo de mercado, o projeto foca na autonomia e no benefício direto ao consumidor. O caminho do meio, pautado pela eficiência e pela inovação, é sempre mais produtivo do que a polarização que trava o progresso.
Capitão Tavares 🇧🇷
26/04/2026
Enquanto esses globalistas inventam moda na Califórnia, o nosso Brasil segue sendo saqueado por essa corja que tomou o poder. Aqui não tem bateria que salve, o país está perdido e só uma intervenção pesada das Forças Armadas para limpar essa imundície. É guerra declarada e o cidadão de bem está cercado pelo inimigo interno.
Marcus Almeida
26/04/2026
Enquanto a esquerda na Califórnia tenta controlar até a energia das casas, o povo padece por falta de conhecimento. Em vez de liberdade econômica real, criam mecanismos para o Estado meter a mão no que é do cidadão sob essa falsa bandeira verde. Vigiai e orai, pois querem transformar nossos lares em meros instrumentos do governo.
Maria Antonia
26/04/2026
Isso sim é dar autonomia para quem investe e produz, tirando o peso das costas do estado. Transformar o consumidor em um pequeno empreendedor de energia é o caminho certo para a eficiência. Só espero que o governo não invente uma taxa nova para abocanhar esse lucro.
Renato Professor
26/04/2026
Minha cara, essa sua visão atomizada de pequeno empreendedor ignora que estamos diante da economia solidária em rede, onde o prosumidor só lucra por estar umbilicalmente ligado a uma infraestrutura coletiva. Confundir interdependência sistêmica com essa sua ilusão de independência liberal é o erro clássico de quem não compreende que, sem o aporte coordenador do Estado, sua bateria doméstica seria apenas um peso de papel caríssimo.
Eduardo C.
26/04/2026
Interessante, mas faltam os coeficientes técnicos. Qual é o ROI real considerando a taxa de degradação das células de lítio frente aos ciclos de descarga exigidos pela rede? Sem os números exatos da compensação por kWh prevista na SB 913, essa proposta permanece como uma variável indeterminada.
Marcos Andrade Niterói
26/04/2026
Iniciativa excelente que mostra como a gestão pública pode modernizar a infraestrutura urbana e socializar ganhos. Enquanto o governo estadual aqui no Rio segue estagnado, Niterói, com a experiência do Rodrigo Neves, já mostrou que planejamento e sustentabilidade caminham juntos. Precisamos de soluções inteligentes assim para enfrentar o descaso dessa extrema-direita que ignora a transição energética.
Major Ricardo Silva
26/04/2026
Mais uma invencionice da Califórnia, o berço desse progressismo que agora quer controlar até o que o cidadão guarda dentro da própria garagem. Enquanto perdem tempo com essas soluções paliativas, a verdadeira segurança energética e o respeito à propriedade privada são deixados de lado. Espero que esse tipo de intervencionismo disfarçado de benefício não encontre eco por aqui, pois o brasileiro de bem já está cansado de sustentar pautas ideológicas com o seu suor.
Diego Fernández
26/04/2026
Interessante como o Norte Global vende como progresso o que na verdade é a privatização da matriz energética na mão do indivíduo. No fim, vira outra ferramenta para a concessionária não investir em infraestrutura real, bem diferente da luta por energia soberana que vemos em movimentos populares aqui na América Latina. É a velha ilusão do mercado resolvendo tudo enquanto o lucro real fica com as mesmas empresas de sempre.
Rick Ancap
26/04/2026
Estado é câncer, imposto é roubo e quem acha que isso aí vai dar lucro pro cidadão é gado demais.
Sargento Bruno
26/04/2026
Mais uma manobra para estatizar o que é privado sob o manto da modernidade tecnológica. Na Califórnia o caos impera e agora querem confiscar a autonomia energética do cidadão para dar controle total às concessionárias e ao Estado. Se não impusermos ordem e vigilância, essa doutrina nefasta atravessa o oceano e chega ao nosso Brasil rapidinho.
Caio Vieira
26/04/2026
Prezado Sargento, sua apreensão quanto à res publica é legítima, contudo, a dialética em curso na Califórnia parece menos uma estatização e mais uma tentativa de reconfigurar a hegemonia das oligarquias energéticas sobre a autonomia produtiva do cidadão. O que está em jogo é a proteção da práxis do pequeno produtor doméstico frente à voracidade do capital monopolista, exigindo de nós uma vigilância constante para que a tecnologia sirva à emancipação popular e não ao confisco da iniciativa privada individual.
Renata Oliveira
26/04/2026
Essa iniciativa é um exemplo de como a tecnologia pode ser usada para o bem comum e para ajudar no orçamento das famílias. Seria muito bom se nossos representantes tivessem esse mesmo olhar voltado para o cidadão, deixando de lado as brigas ideológicas para focar no que realmente traz dignidade ao lar. É uma solução justa que recompensa quem investe e ajuda o coletivo.
Miriam
26/04/2026
Essa é uma medida puramente administrativa que visa a eficiência técnica do sistema elétrico. Enquanto alguns setores se perdem em discussões ideológicas histéricas, o foco aqui deve ser a viabilidade do marco regulatório para a integração dessas unidades à rede. Se bem gerido pela administração, o Estado ganha em estabilidade operacional e otimização de recursos sem necessidade de expansões físicas imediatas.
Marta Souza
26/04/2026
Finalmente um incentivo real para quem investe, mas o Estado certamente dará um jeito de tributar essa renda até sufocar o lucro. O mercado livre de energia é o único caminho aceitável, sem concessionárias ou burocratas metendo a mão no que é propriedade privada. Autonomia total é a palavra de ordem para quem produz.
João Silva
26/04/2026
Marta, cuidado para não cair na armadilha de achar que o mercado livre é um espaço de liberdade real e não apenas o terreno onde o capital dita as regras sem qualquer compromisso social. Essa busca por uma autonomia puramente individual ignora a desigualdade estrutural que impede a maioria de sequer ter um teto, quanto mais uma bateria para lucrar.
Zé Trovãozinho
26/04/2026
Isso aí é o plano para transformar tudo em uma Venezuela ou na Cuba do Norte! Primeiro o Estado controla sua bateria e depois o STF confisca sua liberdade. É o comunismo disfarçado de ecologia, faz o L!
Mariana Ambiental
26/04/2026
Enquanto a turma da Faria Lima chora defendendo o lucro das distribuidoras, a tecnologia mostra que a soberania energética descentralizada é o caminho. Transformar casas em usinas virtuais é ecologia na prática e tira o poder das mãos de grandes corporações predatórias. Precisamos trazer esse debate para o Brasil e parar de priorizar acionista de elétrica.
Paulo Ribeiro
26/04/2026
A proposta legislativa na Califórnia, personificada no projeto SB 913, nos convida a uma reflexão profunda sobre a reconfiguração das relações de produção no setor energético contemporâneo. Sob a ótica de Antonio Gramsci, poderíamos interpretar esse movimento como uma alteração sensível na base material da sociedade, onde a descentralização do armazenamento de energia começa a tensionar a hegemonia histórica das grandes concessionárias. Ao transformar o ambiente doméstico em uma unidade produtiva integrada ao sistema, retira-se, em tese, o monopólio absoluto da geração das mãos dos grandes conglomerados. Contudo, é imperativo questionar se essa virtualização das usinas representa de fato uma democratização dos meios de produção ou se estamos diante de uma nova forma de subsunção do investimento privado do cidadão à lógica de acumulação das empresas de utilidade pública.
Nesse cenário, a análise de Louis Althusser sobre o papel do Estado nos recorda que a legislação raramente é neutra. A regulamentação de usinas virtuais pode servir como um mecanismo de ajuste sistêmico, onde o Estado atua para salvar a infraestrutura elétrica de colapsos iminentes utilizando o capital técnico das famílias, sem necessariamente transferir o poder decisório sobre a política tarifária. Se o cidadão se torna um fornecedor estratégico, ele deve ser reconhecido como um sujeito político ativo, e não apenas como um amortecedor de demanda para as flutuações do mercado. A verdadeira justiça social exige que o valor excedente gerado por essas baterias residenciais não seja apropriado majoritariamente pelas distribuidoras, mas que se reverta em soberania energética e redução real do custo de vida para as classes populares.
Ao trazermos esse debate para a realidade latino-americana, guiados pelo pensamento de José Carlos Mariátegui, precisamos evitar o transplante acrítico de soluções do Norte Global. Mariátegui nos ensinou que a mudança social deve ser uma criação heroica, adaptada à realidade concreta de cada povo. No Brasil, onde a pobreza energética ainda é uma cicatriz aberta, a adoção de tecnologias de armazenamento doméstico não pode se converter em um novo vetor de exclusão, acessível apenas a uma elite proprietária que “vende” energia enquanto a periferia sofre com apagões. É fundamental que o Estado brasileiro, ao observar modelos como o da Califórnia, desenhe políticas públicas que garantam o acesso popular a esses equipamentos, transformando comunidades inteiras em polos de geração e renda, subvertendo a lógica extrativista que historicamente domina nosso território.
Em suma, o avanço deste projeto sinaliza que a técnica, quando submetida ao crivo da função social, possui um potencial emancipatório inegável. Entretanto, a vigilância deve ser constante para que a virtual power plant não se torne apenas mais uma engrenagem na estratégia de acumulação flexível do capital financeiro. A energia deve ser tratada como um bem comum, um direito inalienável para o desenvolvimento da vida humana, e não como mera mercadoria sujeita às conveniências de lucro de acionistas. Que o exemplo californiano nos sirva de laboratório para pensarmos uma transição energética que seja, acima de tudo, popular e soberana.
Bia Carioca
26/04/2026
Essa iniciativa da Califórnia é um avanço, mas aqui no Rio precisamos focar na energia servindo à mobilidade urbana e aos trens que o Rodrigo Neves quer recuperar. Mesmo criticando quando ele flerta com setores conservadores, sei que ele é o único com visão de projeto contra essa barbárie bolsonarista que odeia o serviço público. O futuro da nossa infraestrutura passa por integrar tecnologia e transporte público de qualidade para o trabalhador.
Luiz Carlos
26/04/2026
Lá fora eles até tentam, mas aqui no Brasil o governo ia dar um jeito de meter o imposto e levar tudo. A gente já paga uma fortuna de luz e eles ainda querem mandar no que a gente instala na garagem. No fim, o prejuízo sobra sempre pro bolso do trabalhador.
Luisa Teens
26/04/2026
Luiz, para de choro de tiozão e entende que o lucro dessas corporações é que tá matando o futuro, a Greta avisou e você só liga pro seu bolso enquanto o mundo derrete! #JusticaClimatica #ForaBolsonaro #EcoChato
Adriana Silva
26/04/2026
Isso aí é plano da elite globalista pra roubar nossa energia e instalar o comunismo, faz o L e vai pra Cuba logo!
Márcio Torres
26/04/2026
É fascinante observar como a Califórnia, ao avançar com o SB 913, finalmente começa a tratar a infraestrutura elétrica com o rigor técnico que a termodinâmica exige, distanciando-se do misticismo da escassez centralizada. O conceito de usinas virtuais de energia (VPP) não é apenas uma inovação de mercado; é o desmantelamento de um dogma institucional que posiciona o cidadão como um mero receptáculo passivo de elétrons. Ao permitir que baterias domésticas operem como ativos da rede, o Estado reconhece que a eficiência sistêmica reside na descentralização e no uso lógico do capital privado para a estabilidade pública.
Do ponto de vista da ciência política, essa medida representa uma erosão necessária do monopólio das concessionárias tradicionais, que historicamente operam sob uma lógica quase clerical de controle absoluto sobre a “luz”. A resistência a esse tipo de integração geralmente se ampara em um senso comum tacanho, que enxerga a rede elétrica como uma via de mão única ditada por divindades corporativas. No entanto, os dados de armazenamento e as flutuações de demanda mostram que a resiliência não virá de novas megaobras faraônicas, mas da orquestração inteligente de recursos que já estão fisicamente presentes nas garagens dos cidadãos.
É irônico, entretanto, notar como a política ainda precisa criar leis para permitir o óbvio tecnológico. Se fôssemos guiados estritamente pela razão científica e não por lobbies e mitologias de mercado, a integração bidirecional de energia seria o padrão global há décadas. A proposta do senador Josh Becker é um passo para transformar o desperdício de potencial — a energia estagnada em baterias ociosas — em função social e renda individual. É a materialidade da física se impondo sobre a burocracia metafísica que prefere queimar gás natural para cobrir picos de demanda enquanto ignora gigawatts silenciosos distribuídos pelas cidades.
Por fim, enquanto setores mais conservadores ou apegados a modelos de negócios obsoletos tentam pintar tais avanços como incertos, a matemática da rede diz o contrário. Uma estrutura distribuída é estatisticamente menos propensa a colapsos catastróficos do que um sistema radial dependente de poucos pontos críticos. Menos “fé” na estabilidade de sistemas arcaicos e mais confiança na distribuição lógica de carga e responsabilidade. No fim do dia, a bateria doméstica deixa de ser um acessório de consumo e assume sua identidade como uma engrenagem política em um mundo que não pode mais ignorar a eficiência em nome de tradições administrativas.
Carlos Menezes
26/04/2026
A ideia parece interessante para descentralizar a rede, mas sempre fico com um pé atrás quando a solução depende tanto de tecnologia cara paga pelo próprio consumidor. No fim, resta saber se essa renda extra compensa o desgaste do equipamento ou se é apenas uma forma das concessionárias economizarem em infraestrutura básica. É aquele tipo de inovação que soa bem no discurso, mas que na prática pode acabar beneficiando mais as grandes empresas do que o cidadão comum.
Ana Karine Xavante
26/04/2026
É sintomático observar como as soluções apresentadas pelo Norte Global para a crise climática frequentemente orbitam em torno da manutenção do consumo individualista, agora travestido de sustentabilidade tecnológica. O avanço do projeto SB 913 na Califórnia, que propõe transformar baterias domésticas em usinas virtuais, soa como um progresso técnico inegável para quem vive nos centros urbanos do império, mas para nós, aqui no Mato Grosso e em todos os territórios onde a terra ainda pulsa sob o avanço do agronegócio e da mineração, essa notícia exige uma leitura muito mais crítica. O que chamam de geração de renda para o cidadão comum é, em última análise, a consolidação de uma infraestrutura que continua dependente de uma cadeia produtiva marcada pelo colonialismo estrutural.
Precisamos questionar de onde vêm os componentes dessas baterias de lítio e cobalto que sustentam o sonho da autonomia energética californiana. Frequentemente, esses minerais são arrancados de terras ancestrais na América Latina e na África, em processos que desterritorializam povos originários e contaminam bacias hidrográficas preciosas. Enquanto o Senado da Califórnia discute como as concessionárias podem remunerar o uso das baterias residenciais, nós ainda estamos lutando pelo direito básico de existir em nossas terras sem a ameaça do mercúrio e do desmatamento provocado pelo extrativismo que alimenta essa mesma transição energética verde. A lógica do lucro, que agora se infiltra até na garagem das casas de classe média alta, raramente contempla a justiça distributiva em escala global.
A verdadeira soberania energética não virá apenas da capacidade de transformar nossas casas em pequenas engrenagens do sistema elétrico das grandes corporações. No movimento indígena, compreendemos que a energia deve estar a serviço da vida e da proteção do bioma, e não apenas ser mais um ativo financeiro em uma rede virtual. A proposta de transformar baterias em fonte de renda é um paliativo que não ataca a raiz do problema: a centralização do poder nas mãos das concessionárias. Ao permitir que as empresas tratem sistemas domésticos como suas próprias usinas, estamos vendo uma nova forma de terceirização do risco e da infraestrutura, onde o indivíduo arca com o custo do hardware enquanto a corporação mantém o controle da distribuição e dos preços.
Para nós, no Brasil, o desafio é pensar em uma transição que seja verdadeiramente popular e decolonial. Não basta trocar o combustível se a lógica da exploração permanecer a mesma. O clima não será salvo por algoritmos de distribuição de carga elétrica se continuarmos ignorando que a preservação dos nossos territórios é o que realmente garante o equilíbrio do planeta. Que a tecnologia sirva para a autonomia dos povos e não para criar novas camadas de dependência tecnológica e financeira disfarçadas de economia verde. A luta ambiental não é um balanço contábil de watts e dólares, mas uma disputa política sobre que tipo de humanidade queremos ser diante do colapso que o próprio capitalismo provocou.
Tonho Patriota
26/04/2026
ISSO E TUDO CULPA DO COMUNISMO PRA ROUBAR O NIOBIO DO POVO E CONTROLAR A LUZ FAZ O L!!!
Mariana Santos
26/04/2026
Engraçado você citar comunismo para falar de uma medida que fortalece a autonomia individual contra o monopólio privado das distribuidoras de energia na Califórnia. Enquanto você se perde em teorias delirantes sobre o nióbio, o capital financeiro lucra com a sua total falta de compreensão sobre soberania energética e crise climática.
Ana Costa
26/04/2026
A iniciativa parece promissora para a estabilidade da rede, porém, é fundamental analisar se o retorno financeiro compensará a depreciação acelerada das células de lítio, cujo custo de reposição ainda é elevado. Dados do setor indicam que a eficiência de usinas virtuais depende de escala, todavia, sem uma regulação que proteja o pequeno investidor doméstico, o benefício pode acabar concentrado nas concessionárias.
João Batista Alves
26/04/2026
O lar deveria ser o santuário da família, mas a modernidade quer transformar até o nosso teto em uma peça de lucro para grandes empresas. É preciso vigiar para que essa sede por tecnologia e dinheiro não acabe por tirar a paz e a autonomia das nossas casas, que pertencem primeiro a Deus e depois aos pais de família. Que o progresso não venha sem o discernimento moral que os tempos de hoje tanto carecem.
Marina Silva
26/04/2026
Bah, esse teu moralismo mofado de santuário patriarcal não paga a conta de luz nem faz a revolução energética que a gente precisa para chutar o rabo desse sistema.
Carlos Oliveira
26/04/2026
Enquanto a elite lucra com tecnologia de ponta, o trabalhador aqui no Brasil sofre pra pagar a conta de luz básica. Essa iniciativa é válida, mas só faz sentido se for democratizada pra quem realmente carrega o país nas costas e não só pra quem tem garagem grande. Precisamos de políticas que pensem no coletivo, transformando a energia em direito e não apenas em mais um negócio pra poucos.
Silvia Ramos
26/04/2026
É triste ver como o homem busca tesouros na terra e esquece que a verdadeira luz não vem de baterias, mas da Palavra de Deus. Essa Califórnia insiste em ideias que afastam a família da simplicidade cristã, querendo transformar nossos lares em meras peças de um sistema mundano. Oremos para que o Brasil não siga esses caminhos de vaidade e controle excessivo.
João Augusto
26/04/2026
Prezada Silvia, sua crítica evoca a desintegração da aura de que falava Walter Benjamin, onde a tecnicidade moderna parece profanar a sacralidade do lar em favor de uma funcionalidade mercadológica absoluta. Contudo, é fundamental compreender que o sistema mundano que a senhora teme não se combate apenas com orações, mas com a análise rigorosa de como o capital tenta converter cada átomo da vida privada em uma nova fronteira de exploração econômica.
Lucas Andrade
26/04/2026
É fascinante como a biopolítica energética agora coloniza o espaço doméstico, transformando o refúgio privado em mais uma engrenagem da produtividade algorítmica. O que o Estado vende como renda, Adorno veria como a integração total do íntimo à lógica da mercadoria, onde até o estoque de luz na garagem deve servir à grande máquina. No fim, a autonomia solar é capturada pela microfísica do poder das concessionárias, provando que no capitalismo tardio não há exterioridade possível na rede.
Helton Barros
26/04/2026
Mais uma invenção dessa Califórnia decadente para controlar a propriedade privada sob o pretexto dessa ecologia globalista. Enquanto eles tentam estatizar até a energia das casas, a liberdade da família vai sendo destruída por esses esquerdistas. Que Deus proteja o nosso Brasil dessa agenda nefasta que só quer o controle total sobre o cidadão de bem.
Jeferson da Silva
26/04/2026
Falou o gênio que acha que liberdade é ficar refém de concessionária de energia enquanto o salário do trabalhador some na inflação. Você chama de controle o que na verdade é o povo tentando não ser esmagado por monopólio, o mesmo papinho furado que usam pra precarizar o trabalho e dizer que ser escravo de aplicativo é ser patrão. Acorda pra vida, Helton: quem não luta por soberania energética acaba é na fila do osso enquanto os grandes lucram com a sua ignorância de internet.
Carlos Henrique Silva
26/04/2026
A proposta do Senado da Califórnia, embora revestida de um verniz progressista e tecnologicamente avançado, precisa ser lida sob a lente da economia política crítica. O que vemos com o projeto SB 913 não é meramente uma democratização energética, mas a sofisticação da lógica de acumulação dentro do espaço doméstico. Ao transformar baterias residenciais em usinas de energia virtuais, o Estado está, na verdade, integrando a propriedade privada individual à infraestrutura de grandes concessionárias, muitas vezes sem alterar a correlação de forças que mantém o controle oligopolístico sobre a matriz elétrica. Como se observa na teoria gramsciana, estamos diante de um processo de modernização conservadora, onde a inovação técnica serve para reacomodar as tensões sociais e ambientais sem subverter as estruturas profundas de poder do capital.
A questão da desigualdade é o ponto cego central dessa narrativa de geração de renda. Quem são os cidadãos capazes de investir no capital fixo necessário — as baterias de alto custo e os sistemas de controle — para se tornarem fornecedores do sistema? No atual estágio do capitalismo, a transição energética corre o risco de aprofundar uma cidadania de duas velocidades. De um lado, uma classe média e alta que rentabiliza sua residência e se protege da instabilidade climática; de outro, a classe trabalhadora e as populações vulneráveis que, desprovidas de meios de produção energética, continuarão arcando com os custos de manutenção da rede e com tarifas determinadas pela lógica do lucro. A energia, em vez de ser tratada como um bem comum e um direito social inalienável, consolida-se como uma mercadoria financeira fragmentada.
É fundamental questionar, ainda, o fenômeno que podemos chamar de uberização do setor elétrico. Ao tratar baterias domésticas como componentes de uma rede privada, as corporações transferem o risco e o custo de investimento para o indivíduo, enquanto mantêm a gestão centralizada e a extração da mais-valia sobre a distribuição. O sujeito se percebe como um empreendedor de si mesmo, gerenciando seu próprio estoque de energia, mas permanece subordinado aos algoritmos e às regras de mercado impostas pelas grandes empresas de utilidade pública. Sem um planejamento estatal que privilegie o controle popular e a desmercantilização da vida, essas iniciativas tendem a ser apenas paliativos tecnológicos que reforçam o individualismo em detrimento de soluções coletivas e públicas para a crise climática.
Karina Libertária
26/04/2026
Enquanto no Brasil o governo sustenta vagabundo com bolsa esmola, aqui nos States a gente faz investiment de verdade pra ter retorno. Tem que ter muito mind-sete de business pra entender como lucrar com tecnologia em vez de ficar esperando migalha. Bando de losers que não sabem o que é um cash-flow real e preferem viver de assistencialismo.
Tiago Mendes
26/04/2026
É gratificante ver a tecnologia sendo usada para descentralizar a renda e cuidar da nossa Casa Comum. Democratizar o acesso à energia limpa é um passo essencial para a justiça social que tanto buscamos na caminhada cristã. Tomara que exemplos assim inspirem políticas aqui no Brasil que priorizem a dignidade das famílias e o bem-estar coletivo.
Evelyn Olavo
26/04/2026
Enquanto a plebe celebra o que chama de progresso, vejo apenas a tentativa desesperada de um Estado falido em coletivizar a propriedade privada sob o pretexto da rede virtual. Como dizia o pensamento tradicionalista, submeter a autonomia do lar aos caprichos das concessionárias é a derradeira fronteira da servidão tecnocrática contemporânea. Essa astrologia energética dos democratas é apenas o prenúncio de um colapso infraestrutural que os espíritos inferiores insistem em ignorar.
Cecília Ramos
26/04/2026
Chamar de servidão um projeto que democratiza o acesso e gera renda para as famílias é ignorar o princípio da partilha que sustenta qualquer fé verdadeira. Servidão real é ver o pobre no escuro enquanto a ganância individualista tenta travestir o egoísmo de autonomia.
Clotilde Pátria
26/04/2026
Meu Deus do céu, é o começo do fim e ninguém faz nada! Agora o governo quer mandar até na bateria da nossa casa para controlar nossa energia, é o puro suco do comunismo que vai chegar aqui amanhã se não acordarmos logo! Misericórdia, Senhor, proteja nossas famílias desse controle estatal maligno que quer roubar nossa liberdade e nossa propriedade privada!
Rubens O Pescador
26/04/2026
Ô Clotilde, a senhora tá aí sofrendo por bateria enquanto no tempo do PT a gente tinha era dinheiro no bolso pra encher o carrinho de carne sem esse medo bobo de comunismo. Liberdade de verdade eu tinha quando o povo aqui do interior de SC trocava de caminhonete e não precisava ficar caçando fantasma em notícia de fora.
Cíntia Ribeiro
26/04/2026
Essa iniciativa na Califórnia é um exemplo interessante de evolução das instituições regulatórias para integrar o cidadão diretamente na estabilidade da infraestrutura pública. Ao transformar baterias domésticas em usinas virtuais, o sistema ganha resiliência e descentraliza o controle energético, um modelo de modernização institucional que merece ser estudado globalmente. É o tipo de política pública que fortalece a governança ao alinhar incentivos individuais com a segurança coletiva do Estado.
Eduardo Teixeira
26/04/2026
Excelente iniciativa de mercado, desde que o governo não resolva tributar essa renda extra até inviabilizar o investimento privado. O segredo é desburocratizar a conexão e deixar o preço flutuar conforme a demanda. No Brasil, o risco seria a regulação sufocar o retorno antes mesmo da bateria se pagar.
Lucas Gomes
26/04/2026
Eduardo, reduzir a transição energética à lógica da rentabilidade privada é ignorar que a tecnologia deve servir à soberania popular e à desmercantilização da vida, não à mera acumulação de capital. O que você chama de entrave regulatório é a única barreira possível contra o avanço predatório de conglomerados que visam transformar direitos fundamentais em ativos financeiros voláteis sob o manto da pretensa eficiência de mercado.
Carlos Rocha
26/04/2026
Isso é o livre mercado operando como deve, transformando eficiência individual em lucro real sem a interferência pesada do Estado. Enquanto no Brasil a obsessão é taxar o sol e sufocar o setor privado, o mundo civilizado entende que a propriedade privada é a solução para a crise energética. Menos regulação e mais liberdade para o cidadão gerir seus próprios ativos é o único caminho para a prosperidade.
Mariana Oliveira
26/04/2026
Carlos, sua leitura sobre o avanço tecnológico na Califórnia ignora que a pretensa neutralidade do livre mercado é, na verdade, um mecanismo de manutenção de privilégios que tem cor, classe e gênero bem definidos. Quando você exalta a eficiência individual e a propriedade privada como panaceias, você silencia o fato de que o acesso a essas tecnologias de ponta, como as baterias domésticas, é mediado por uma estrutura que bell hooks definiria como um patriarcado capitalista supremacista branco. No Brasil, e especialmente aqui em Minas Gerais, onde a questão energética passa pela exploração histórica de nossos recursos e corpos, sabemos que o cidadão que tem liberdade para gerir seus próprios ativos quase nunca é a mulher negra periférica. A prosperidade que você celebra depende da invisibilização do trabalho reprodutivo e do cuidado, que sustenta a vida enquanto homens brancos de classe média discutem lucro e desregulação.
A aplicação da interseccionalidade, conceito fundamental cunhado por Kimberlé Crenshaw, nos obriga a perguntar: quem são os sujeitos que realmente conseguem se beneficiar dessa autonomia energética? Sem a interferência do Estado para garantir a equidade, a transição para energias limpas torna-se apenas mais uma ferramenta de estratificação social. O que você chama de sufocar o setor privado, eu vejo como uma tentativa, ainda que tímida, de evitar que o bem comum seja totalmente canibalizado pelo lucro individualista. A crise energética não se resolve com mais isolamento em bolhas de autossuficiência privada, mas com uma justiça climática que reconheça que o sol e o vento não podem ser cercados por quem tem mais capital acumulado.
Portanto, sua defesa de menos regulação é, na prática, uma defesa pela manutenção de fossos sociais. O mundo civilizado ao qual você se refere foi construído sob a lógica da expropriação e, se continuarmos a tratar a energia apenas como uma mercadoria para o lucro real, e não como um direito humano básico, estaremos apenas replicando velhas opressões com roupagem tecnológica. A verdadeira liberdade não reside na capacidade individual de lucrar com uma bateria, mas na construção de sistemas coletivos que não deixem as mulheres, as populações negras e as comunidades vulneráveis no escuro enquanto o topo da pirâmide transforma eficiência em dividendos. Sem justiça social e racial, o seu caminho para a prosperidade é apenas um beco sem saída para a maioria da população.
Ana Souza
26/04/2026
Essa ideia de transformar casas em usinas é o tipo de solução pragmática que a gente precisa discutir mais por aqui para baixar o custo da conta. É um passo importante para a democracia energética, mas fica a dúvida se as concessionárias vão mesmo repassar o lucro de forma justa para o cidadão comum. Se funcionar na Califórnia, bem que poderia servir de inspiração para o nosso sistema, que vive sobrecarregado.
Lucas Pinto
26/04/2026
É fascinante, sob uma ótica materialista, observar como o capital financeiro e as utilities californianas buscam agora colonizar o último refúgio da esfera privada: a infraestrutura doméstica. O projeto SB 913 não é uma revolução verde altruísta, mas a manifestação da subsunção real do consumo ao processo de produção. Ao transformar baterias residenciais em usinas virtuais, o Estado atua como o mediador necessário para que o capital — personificado nas concessionárias — capture o investimento privado do trabalhador em tecnologia de armazenamento, transferindo para o indivíduo os custos de manutenção e o risco de depreciação que deveriam ser ônus das grandes corporações energéticas.
Como Foucault bem articularia em sua análise sobre a microfísica do poder, estamos diante de uma nova capilaridade do controle técnico. A rede elétrica deixa de ser apenas um serviço público para se tornar um dispositivo biopolítico onde a autonomia individual é capturada por uma lógica de produtividade incessante. O lar, historicamente o espaço da reprodução da força de trabalho, é agora transformado em uma célula ativa de acumulação de capital, integrada a um panóptico digital gerido por algoritmos de mercado. A renda prometida ao cidadão é apenas a isca necessária para que o sujeito aceite sua própria integração funcional ao sistema de exploração, tornando-se um pequeno burguês de si mesmo, enquanto as grandes corporações economizam bilhões em investimentos em infraestrutura pesada.
Sob o prisma de Gramsci, o Estado da Califórnia opera aqui a construção de um consenso hegemônico muito eficaz, utilizando o discurso da sustentabilidade para mascarar a precarização dos serviços públicos. Vende-se a ideia de empoderamento do consumidor enquanto se desonera o setor privado da responsabilidade de garantir uma matriz energética robusta e verdadeiramente coletivizada. É a lógica neoliberal de fragmentar o comum para que cada um se veja como uma unidade produtiva isolada. No fim das contas, a solução para a crise climática e energética não virá de paliativos mercadológicos que transformam garagens em subestações privadas, mas de uma ruptura radical que retire a energia das garras da mercadoria e a devolva à esfera do direito social inalienável.
Carlos Mendes
26/04/2026
A ideia de transformar baterias em renda parece mercado, mas vindo da Califórnia é só mais um esquema para salvar concessionárias ineficientes com dinheiro do contribuinte. O Estado e essas grandes corporações se abraçam em uma corrupção sistêmica que trava a verdadeira concorrência e encarece a conta de luz. O cidadão só terá lucro real quando o governo sair definitivamente do caminho da propriedade privada.
Fernanda Oliveira
26/04/2026
Isso é o começo da soberania energética que a gente tanto sonha, tirando o poder total das mãos dessas grandes corporações! Mas a gente precisa lutar pra que essa tecnologia chegue nas periferias e não seja só privilégio de quem já tem muito. A justiça climática só vai ser real quando nosso povo preto também tiver direito a essa autonomia e renda.
Ricardo Almeida
26/04/2026
Parece o paraíso da sustentabilidade, mas no fundo é a terceirização do risco de infraestrutura para o bolso do cidadão. O discurso da energia democrática muitas vezes mascara o lucro das concessionárias sobre um hardware privado. Precisamos de uma análise metodológica séria antes de importar esse salvacionismo tecnológico californiano como se fosse a solução definitiva para a matriz energética.
Clarice Historiadora
26/04/2026
Enquanto os minions locais mugem contra o avanço tecnológico, a Califórnia materializa o que Jean-Pierre Vaudeville descreveu em O Fim do Monopólio das Sombras como a democratização radical da infraestrutura produtiva. É cômico ver gente que se diz liberal defendendo oligopólios de energia enquanto o cidadão comum transforma sua própria garagem em fonte de lucro real e autonomia. Voltem para os grupos de WhatsApp, pois a discussão aqui exige um nível de sociologia econômica que vocês ignoram solenemente.
Ricardo Menezes
26/04/2026
O livre mercado é o único que traz solução real onde o Estado falha e cria o caos. Na Califórnia, esses parasitas da esquerda destroem a infraestrutura e agora querem que o cidadão salve a rede usando o próprio bolso. É bom ficar de olho, porque onde tem burocrata envolvido, logo inventam um imposto novo para confiscar o lucro de quem produz.
Pedro Almeida
26/04/2026
Ricardo, parece-me que sua visão ignora que o mercado, como diria Karl Polanyi, nunca foi uma entidade autônoma, mas uma construção política sustentada pela própria infraestrutura pública que você deprecia. O que assistimos aqui não é a falência do Estado, mas a socialização necessária da resiliência energética contra a voracidade de monopólios privados que raramente priorizam o bem comum.
Eduardo Nogueira
26/04/2026
A California sendo o laboratorio de testes para o controle total do cidadao, como sempre. Daqui a pouco vao confiscar tua energia pra sustentar a agenda da militancia colorida. O socialismo verde e uma piada de mau gosto.
Letícia Fernandes
26/04/2026
Meu caro Eduardo, observo com uma melancolia quase clínica a profundidade da sua angústia, que transborda em um vocabulário capturado por fantasmas semânticos e uma paranoia que, paradoxalmente, serve apenas aos interesses daqueles que o oprimem. É fascinante, sob a ótica da psicanálise lacaniana atravessada pelo materialismo histórico, como o sujeito contemporâneo desloca o medo da expropriação real — praticada cotidianamente pela mais-valia e pela financeirização da vida — para figuras de linguagem vazias como socialismo verde ou agenda colorida. O que você chama de laboratório de controle é, na verdade, o estágio terminal do fetichismo da mercadoria, onde o capital, exaurido em suas possibilidades de expansão territorial, agora busca colonizar o próprio domicílio e a gestão energética individual, transformando a autonomia técnica em mais uma engrenagem do fluxo de liquidez das utilities privadas. Você teme o Estado, mas ignora que o Estado californiano aqui atua como o comitê executivo da burguesia, organizando a infraestrutura para que o risco seja socializado enquanto o lucro permanece rigorosamente privado e concentrado.
Sinto uma piedade genuína ao ver como sua percepção da realidade foi fragmentada por uma superestrutura ideológica que o impede de enxergar o óbvio: não há socialismo algum em transformar baterias domésticas em ativos financeiros negociáveis. Pelo contrário, estamos diante da captura definitiva do oikos pela lógica do mercado; é a subsunção real do consumo ao capital. O que você interpreta como uma ameaça de militância é apenas o sintoma de sua própria alienação, que projeta em minorias ou em pautas identitárias a frustração de uma soberania individual que o capitalismo nunca lhe permitiu possuir. Enquanto você se perde em diatribes sobre o controle do cidadão, o sistema sorri, pois conseguiu que você defendesse a mesma liberdade que o mantém acorrentado à precariedade energética e existencial. O seu medo é o subproduto de um ego burguês ferido que, incapaz de elaborar o luto pelo fim das ilusões liberais, prefere o delírio conspiratório à lucidez da luta de classes. Pobres almas que, ao verem a corda, em vez de cortá-la, reclamam da cor do tecido que as enforca.
Laura Silva
26/04/2026
Eduardo, sua leitura padece de um erro categorial profundo, muito comum naqueles que enxergam fantasmas do socialismo em qualquer movimento de regulação estatal. O que o Senado da Califórnia propõe não é a coletivização dos meios de produção energética, mas sim o ápice da mercantilização da vida privada sob a lógica implacável do capital financeiro. Estamos diante da uberização da rede elétrica: o Estado neoliberal, incapaz de exigir investimentos vultosos das grandes corporações que lucram bilhões com o setor, transfere o ônus da estabilidade do sistema para o indivíduo. Ao transformar sua bateria doméstica em um ativo financeiro flutuante, o sistema não está te libertando ou te controlando via militância; ele está apenas extraindo mais valor da sua infraestrutura privada para evitar que os monopólios de energia entrem em colapso por absoluta negligência técnica.
A paranoia sobre o socialismo verde ignora que o controle real é exercido pela financeirização da existência. É pedagógico recordar o colapso energético da Califórnia em 2001, orquestrado por empresas como a Enron, conforme documentado em diversas análises históricas sobre a desregulação do setor. Naquela ocasião, vimos o que o livre mercado faz quando não encontra limites: cria escassez artificial para inflar preços e destruir o bem-estar social. O projeto atual é uma tentativa desesperada de salvar o capitalismo de sua própria obsolescência infraestrutural. Enquanto você teme uma agenda ideológica de cores, a burguesia financeira celebra a criação de um novo mercado de derivativos baseados na energia que você armazena. É a lógica de Marx sobre o fetichismo da mercadoria levada ao limite: até o elétron parado no seu quintal deve servir à acumulação.
Portanto, meu caro, o problema não é o verde, mas o ouro. A distopia que você pressente já está operando, mas ela não veste vermelho; ela veste o terno cinza dos gestores de fundos de investimento que enxergam na crise climática apenas mais uma fronteira de expansão para o capital. A verdadeira emancipação não viria da manutenção desse individualismo possessivo que você defende, mas de uma matriz energética pública, estatal e verdadeiramente democratizada, que retirasse das mãos do mercado a gestão de um bem essencial à sobrevivência. O que você chama de controle do cidadão é, na verdade, a rendição final do sujeito ao mercado de balcão, onde até a luz da sua casa se torna refém da especulação. As populações periféricas, sem capital para adquirir tais tecnologias, continuarão pagando a conta dessa transição energética excludente e elitista.
Alice T.
26/04/2026
Eduardo, para de passar vergonha chamando de socialismo um projeto que literalmente permite ao cidadão vender energia e lucrar com o próprio investimento. É bizarro como vocês juram que amam a liberdade, mas surtam quando o monopólio das petroleiras bilionárias é ameaçado por gente comum ganhando dinheiro.
Zé do Povo
26/04/2026
COMUNISMO PURO PRA ROUBAR O POVO!!! 😡😡 CALIFÓRNIA É LIXO!!! QUEREM MANDAR NA MINHA CASA AGORA??? 🤬🖕 QUEREMOS NOSSOS DIREITOS E VALORES DE VOLTA!!! 😡😡😡
Augusto Silva
26/04/2026
Ô, Zé, se lucrar vendendo o excedente da sua própria bateria para a rede é comunismo, então o mercado livre de energia é a nova foice e martelo. A Califórnia é a quinta maior economia do planeta justamente por transformar eficiência em renda pro cidadão, enquanto você prefere o grito histérico ao pragmatismo do bolso cheio.
Samara Oliveira
26/04/2026
Zé, repartir a energia e ainda ganhar por isso não é roubo, meu irmão, é justiça social inspirada no princípio da fraternidade cristã. O verdadeiro valor que deveríamos defender é o bem comum, e não esse egoísmo que chama de lixo tudo o que ajuda o povo a prosperar junto. Que Deus nos livre da cegueira que confunde partilha com opressão.
Julia Andrade
26/04/2026
É fascinante como o fantasma do comunismo é invocado como um significante vazio sempre que o Estado tenta mediar a transição para modelos de infraestrutura descentralizada. Zé, classificar como comunismo um projeto que, na prática, transforma a sua propriedade privada em um ativo financeiro e permite que você monetize o excedente da sua produção energética é um equívoco conceitual profundo, beirando o delírio semiótico. Estamos falando do conceito de prossumidor, amplamente debatido por autores como Jeremy Rifkin em A Terceira Revolução Industrial, onde a autonomia doméstica não é violada, mas sim integrada a uma lógica de rede p2p (peer-to-peer). Se você preza tanto pela sua casa e pelos seus valores, deveria ver que essa medida é a materialização da soberania energética individual frente ao monopólio das grandes corporações extrativistas, que são as que realmente mandam na sua vida ao ditar o preço da sua existência material.
A sua revolta contra a Califórnia, que funciona hoje como um laboratório cultural e tecnológico do capitalismo tardio, reflete o que Nancy Fraser ou Judith Butler poderiam chamar de uma reação conservadora à perda de centralidade de um modelo de mundo isolacionista. O projeto não é sobre roubo, mas sobre a gestão dos comuns através da tecnologia. No Rio de Janeiro, ou em qualquer metrópole sitiada por crises climáticas e apagões, a ideia de que a sua bateria doméstica possa sustentar a rede e ainda te gerar renda é uma subversão da lógica de exploração tradicional. Chamar isso de lixo é ignorar que a verdadeira liberdade contemporânea reside na independência tecnológica e na capacidade de não ser refém de sistemas centralizados e opacos. O que você chama de direitos e valores parece ser apenas o desejo de permanecer atado a uma dependência fóssil e patriarcal que o Estado, neste caso, está ironicamente tentando te ajudar a romper.
Para além do grito histérico, o que está em jogo é uma disputa de identidades e a compreensão da nossa agência no espaço urbano. Quando o Senado da Califórnia avança com essa proposta, ele está reconhecendo a porosidade entre o privado e o público em prol de uma resiliência coletiva. Em uma perspectiva feminista e decolonial, a descentralização de recursos é uma ferramenta de emancipação. Talvez o seu medo não seja do estado mandando na sua casa, mas sim da percepção de que a sua individualidade isolada não sobrevive sem a infraestrutura coletiva que você tanto desdenha. A verdadeira ameaça aos seus direitos não vem de um projeto de sustentabilidade, mas dessa cegueira ideológica que impede o povo de enxergar que a autonomia tecnológica é a única forma de resistir à real expropriação da nossa dignidade cotidiana.