O novo governo da Síria autorizou cerca de 150 mil curdos apátridas a solicitarem a cidadania síria, encerrando uma exclusão que se arrasta desde o recenseamento controverso de 1962.
O processo de regularização começou recentemente e provoca longas filas nas repartições civis de Damasco. A RFI reportou que famílias inteiras podem finalmente apresentar documentos para obter o registro oficial.
Um dos beneficiários relatou que não possuía documento de identidade até o momento. A falta de cidadania impedia o acesso a linha telefônica, ao registro de casamentos e à emissão de diplomas para os filhos.
O funcionário público Abdelhamid Daboul explicou que o ex-presidente sírio Bashar al-Assad utilizava a negação da nacionalidade como instrumento de pressão política. Muitos cidadãos pagavam até 20 mil dólares para obter documentos de forma ilegal nas repartições.
Mahmoud, um homem de 48 anos que nasceu e cresceu na Síria, entregou sua documentação. Ele relatou que antes se sentia invisível em seu próprio país e que a medida lhe devolve o reconhecimento civil.
O recenseamento de 1962 retirou a nacionalidade de dezenas de milhares de curdos sob pretexto de segurança nacional. Essa ação criou uma geração de apátridas sem acesso a serviços públicos ou direitos civis básicos.
A nova política busca corrigir uma injustiça histórica cometida contra a comunidade curda. O processo inclui entrevistas e verificação rigorosa de documentos antes da emissão dos registros.
Muitos aguardam o desfecho da regularização nas repartições de Damasco. O reconhecimento como cidadãos sírios representa o acesso a direitos negados por mais de seis décadas.
Leia mais sobre o assunto na RFI.
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Karina Libertária
26/04/2026
Enquanto essa gente fica perdendo tempo pedindo papel pro governo, eu estou aqui em Miami fazendo meu bizness plant e lucrando alto. Esse pessoal quer virar cidadão só pra ganhar o bolsa família deles lá, deviam era aprender a investir em estóquis e ter um maindesete de quem realmente produz. No Brasil é a mesma palhaçada, bando de gente querendo fre lanche do Estado em vez de aplicar dinheiro no exterior.
Célia Carmo
26/04/2026
Cala essa boca, burguesa cafona de Miami, seu mindset de exploradora não esconde que você é só uma parasita herdeira que lucra com o sangue do povo! #CapitalismoMata #JustiçaJá #ForaElite
Mariana Ambiental
26/04/2026
Cidadania não é esmola, Karina, é o direito básico de pertencer à terra que o capital financeiro — esse que você tanto celebra em Miami — ajuda a desestruturar com guerras e agronegócio predatório. É fácil falar em mindset de produção quando sua única ferramenta de trabalho é a herança e o teclado para digitar groselha sobre a realidade de quem foi despojado de tudo.
Clarice Historiadora
26/04/2026
Karina, seu bizness plant em Miami parece ter atrofiado sua capacidade de análise histórica, já que confundir a reparação de uma exclusão étnica iniciada no censo de 1962 com assistencialismo é de uma indigência intelectual atroz. Recomendo que saia um pouco dos estóquis e leia The Financialization of Statelessness, do professor grego Yannis Papatheodorou, para entender que o capital que você idolatra só existe sob a proteção jurídica que esses 150 mil curdos lutaram décadas para obter. É hilário ver alguém com maindesete de herdeira deslumbrada tentar dar lição de moral em quem sobreviveu ao apagamento civil enquanto você só produz vergonha alheia em dólar.