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Benin envia delegação à África do Sul para pedir extradição do ativista Kemi Seba

0 Comentários🗣️🔥 Ilustração editorial sobre Benin envia delegação à África do Sul para pedir extradição do ativista Kemi Seba. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro) O governo do Benin enviou uma delegação oficial à África do Sul para tratar da extradição do ativista franco-beninense Kemi Seba, detido em território sul-africano em 13 de abril de 2026. […]

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Ilustração editorial sobre Benin envia delegação à África do Sul para pedir extradição do ativista Kemi Seba. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

O governo do Benin enviou uma delegação oficial à África do Sul para tratar da extradição do ativista franco-beninense Kemi Seba, detido em território sul-africano em 13 de abril de 2026. O influenciador, conhecido por seu discurso anti-ocidental e por liderar a ONG Urgences Panafricanistes, é alvo de dois mandados de prisão emitidos pela Justiça beninense, que o acusa de lavagem de dinheiro e apologia de crime.

Segundo reportagem da RFI com base na AFP, a delegação enviada a Pretória é composta pelos ministros das Relações Exteriores e da Justiça do Benin. Os dois buscam agilizar o processo junto às autoridades locais.

Kemi Seba, cujo nome real é Stellio Gilles Robert Capo Chichi, acumula cerca de 1,5 milhão de seguidores nas redes sociais. Ele é uma das vozes mais proeminentes do panafricanismo contemporâneo e responde no Benin também por incitação à rebelião e apologia de crimes contra a segurança do Estado.

Em 2024, o governo francês retirou sua nacionalidade francesa. A junta militar do Níger, conforme a RFI, lhe concedeu um passaporte diplomático — gesto amplamente interpretado como apoio político por parte dos governos sahelianos que romperam com Paris.

Seba foi detido junto de um de seus filhos, acusado de facilitar a travessia ilegal da fronteira entre a África do Sul e o Zimbábue pelo rio Limpopo. A polícia sul-africana confirmou a prisão em comunicado oficial, enquanto a ONG Urgences Panafricanistes denunciou o que chamou de tentativa de “execução política” por parte do governo beninense.

O grupo afirma que as acusações têm motivação política e que o ativista é alvo de perseguição por sua defesa da soberania africana. Desde 2023, Seba vinha intensificando críticas públicas ao presidente do Benin, Patrice Talon, a quem acusa de subserviência a interesses externos — e em maio de 2024 chegou a afirmar possuir provas da presença de legionários franceses no norte do país.

O contexto político interno do Benin adiciona uma camada de complexidade ao caso. Talon, no poder desde 2016, prepara-se para deixar o cargo, que será assumido por Romuald Wadagni, vencedor da eleição presidencial realizada em 12 de abril de 2026, poucos dias antes da prisão de Seba.

Uma audiência sobre o pedido de extradição deve ocorrer na África do Sul, embora ainda não haja confirmação oficial sobre a data. Apoiadores do ativista organizam campanhas nas redes sociais pedindo sua libertação, enquanto o governo beninense pressiona por uma decisão célere das autoridades sul-africanas.


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