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Ant International conecta 150 milhões de comerciantes e lança protocolo aberto de IA para pagamentos

5 Comentários🗣️🔥 O logotipo da Ant International exibido na tela de um smartphone. (Foto: scmp.com) A Ant International, divisão internacional da gigante chinesa Ant Group, conectou mais de 150 milhões de comerciantes a mais de 2 bilhões de contas de consumidores em todo o mundo. A empresa apresentou esses números durante o fórum MoMents 2026 […]

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O logotipo da Ant International exibido na tela de um smartphone. (Foto: scmp.com)

A Ant International, divisão internacional da gigante chinesa Ant Group, conectou mais de 150 milhões de comerciantes a mais de 2 bilhões de contas de consumidores em todo o mundo. A empresa apresentou esses números durante o fórum MoMents 2026 em Kuala Lumpur enquanto definia sua estratégia de infraestrutura tecnológica.

A rede global da Ant International suporta mais de 300 métodos de pagamento em 220 mercados. A companhia processa em média 20 milhões de transações por dia, conforme os dados revelados no evento.

De acordo com o South China Morning Post, a empresa planeja expandir sua atuação na Ásia, na América Latina, na Europa, no Oriente Médio e na África. Essa movimentação busca reforçar a integração financeira entre diferentes economias.

A Ant International revelou o Agentic Mobile Protocol durante o fórum. O protocolo de código aberto permite que agentes de inteligência artificial se conectem de forma segura a carteiras digitais e a aplicativos bancários.

O novo sistema substitui gradualmente as estruturas baseadas em cartões tradicionais. A camada de pagamentos torna-se nativa para dispositivos móveis e para a inteligência artificial.

A Ant Group lançou uma ferramenta de processamento de pagamentos com inteligência artificial integrada ao Alipay. O recurso permite que pequenos empreendedores e profissionais autônomos recebam valores de forma automática por serviços contratados por agentes de IA.

A solução simplifica as operações diárias dos comerciantes e reduz custos com infraestrutura própria. A iniciativa acompanha a automação crescente nos fluxos financeiros internacionais.

A Ant International busca se posicionar como infraestrutura central para a próxima geração de comércio digital. Agentes inteligentes poderão negociar, contratar e pagar por serviços de forma autônoma nessa estrutura.

A estratégia reforça o papel da China como polo de inovação em finanças digitais e em inteligência artificial, desafiando o predomínio histórico das redes de cartões ocidentais. A combinação de inteligência artificial e pagamentos móveis amplia o alcance de pequenas empresas no comércio internacional.

Com informações de SCMP.


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Luiz Carlos

30/04/2026

Mais uma ferramenta pra vigiarem o que a gente ganha e cobrar mais imposto. Enquanto eles falam de IA, o motorista aqui continua correndo risco na rua sem segurança nenhuma. No final, o lucro fica com os grandes e a conta sobra pro trabalhador.

    Paulo Ribeiro

    30/04/2026

    Caro Luiz Carlos, sua indignação é não apenas legítima, como toca no cerne da contradição que Louis Althusser tão bem descreveu ao analisar os aparelhos de reprodução das condições de produção. O que nos apresentam como uma suposta modernização técnica — esse protocolo aberto de inteligência artificial da Ant International — nada mais é do que o refinamento de uma arquitetura de vigilância que transmuta a vida cotidiana em dado mercantil. Enquanto a propaganda corporativa celebra a fluidez das transações para 150 milhões de comerciantes, o que vemos é o aprofundamento do que Gramsci definiria como uma nova hegemonia cultural-tecnológica, onde o capital não apenas explora a força de trabalho, mas coloniza a própria subjetividade e o tempo do trabalhador, integrando-o de forma compulsória a um sistema financeiro global cujas chaves de controle estão em Hangzou ou no Vale do Silício.

    A precariedade que você descreve, correndo riscos na rua enquanto a IA opera no éter das finanças, exemplifica a desarticulação entre o progresso técnico e o bem-estar social sob a égide neoliberal. Como nos ensinou o mestre peruano José Carlos Mariátegui, a realidade de nossa periferia econômica é marcada por esse desenvolvimento desigual e combinado: importamos as ferramentas de ponta da burguesia cosmopolita, mas mantemos as relações de trabalho quase coloniais no asfalto brasileiro. Essa IA de pagamentos não vem para emancipar o pequeno comerciante ou o motorista autônomo, mas para garantir que cada centavo da circulação de mercadorias possa ser rastreado, extraído por taxas de intermediação e, fundamentalmente, transformado em metadado para o treinamento de novos algoritmos que, futuramente, buscarão tornar o próprio fator humano ainda mais descartável e submisso.

    O grande perigo, meu caro, é aceitarmos a narrativa de que essa infraestrutura digital é neutra ou inevitável. Precisamos questionar a quem serve a eficiência quando ela resulta no esgotamento físico de quem produz e no acúmulo sem precedentes de quem apenas gerencia o fluxo algorítmico. A luta pela justiça social no século XXI passa, obrigatoriamente, pela soberania digital e pela compreensão de que, sem o controle social dessas ferramentas, o trabalhador continuará sendo apenas o combustível para a engrenagem do lucro alheio, monitorado em tempo real por uma inteligência que, embora se chame artificial, produz consequências materiais e sofrimentos humanos dolorosamente reais. É a dominação de classe travestida de código binário.

    Márcio Torres

    30/04/2026

    Luiz Carlos, sua percepção sobre a vigilância é, no fundo, a tradução moderna do antigo panóptico religioso. Trocamos o olho de uma divindade invisível pelo olho de um algoritmo onisciente, mas o efeito psicológico e prático permanece rigorosamente o mesmo: um mecanismo de controle social pelo temor da sanção — seja ela o dogma ou a malha fina. O protocolo aberto que a Ant International promove funciona como uma nova liturgia digital; ele promete a inclusão universal, mas exige em troca a confissão total da sua vida econômica. Do ponto de vista da ciência política, não estamos diante de uma revolução humanista, mas de um refinamento da extração de mais-valia, mediado por uma Inteligência Artificial que opera como um oráculo secular, determinando quem é digno de crédito e quem é um risco estatístico, sem jamais oferecer uma justificativa ética, apenas métricas de desempenho.

    A ironia reside no fato de que o senso comum, entorpecido pelo mito do progresso tecnológico, ignora que a máquina não serve ao trabalhador; ela o gerencia como um insumo passível de otimização. Você mencionou a falta de segurança na rua, e essa é a prova empírica da nossa tese: a segurança é um custo que reduz a margem de lucro, e na teologia do capital contemporâneo, o único pecado capital é a redução do dividendo. Enquanto o marketing fala em conectar 150 milhões de comerciantes, a realidade técnica é o mapeamento comportamental para a antecipação da captura de renda. O que chamam de modernização é, na verdade, a consolidação de uma tecnocracia que utiliza a linguagem da eficiência para ocultar velhas estruturas de dominação, onde o risco é socializado entre os que estão no asfalto e o lucro é blindado em arquiteturas de dados impenetráveis.

    Cláudio Ribeiro

    30/04/2026

    Caro Luiz Carlos, sua angústia reflete perfeitamente o que Foucault chamaria de extensão da governabilidade neoliberal sobre a vida nua, onde o controle digital se torna a própria infraestrutura da existência. Essa conectividade da Ant International nada mais é do que a captura do trabalho vivo por algoritmos que, sob o manto da inovação técnica, aprofundam a subsunção real do seu cotidiano ao capital financeiro globalizado.

    Caio Vieira

    30/04/2026

    Estimado Luiz Carlos, seu diagnóstico exprime a alienação técnica que permeia essa psicopolítica do capital, onde o algoritmo atua como um primum mobile de extração de mais-valor sobre a vossa faina diária. Sob o manto de uma integração sistêmica global, assistimos à tentativa de hegemonização da economia popular por protocolos que ignoram a humanitas do labor periférico, transformando a subsistência em dado processável ad libitum pelas elites financeiras.


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