Donald Trump anunciou um cessar-fogo de 10 dias entre Israel e o Líbano após seis semanas de intensos combates que deixaram mais de 2 mil mortos e mais de um milhão de deslocados no território libanês.
A trégua entrou em vigor às 21h GMT para abrir espaço a negociações de um acordo de segurança e paz mais duradouro. Conforme reportagem do Al Jazeera, o acordo permite ações de autodefesa de Israel, mas proíbe operações ofensivas.
Trump classificou o anúncio como um «dia histórico» e disse esperar que o Hezbollah aja bem durante o período da trégua. Ele indicou que o momento representava uma oportunidade de paz para o Líbano.
O grupo Hezbollah não participou diretamente das negociações conduzidas em Washington. O parlamentar libanês Ali Fayyad declarou que o movimento encara o cessar-fogo com cautela e vigilância, e que qualquer ataque israelense seria visto como violação do acordo.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o país via na trégua uma oportunidade para um «acordo histórico» com Beirute. Ele insistiu que as forças israelenses permaneceriam no sul do Líbano em uma zona de segurança até a fronteira com a Síria e exigiu o desarmamento do Hezbollah.
A decisão gerou divisões políticas internas em Israel. O ex-diplomata Alon Pinkas afirmou que Netanyahu foi coagido por Trump a aceitar o cessar-fogo, enquanto o líder da oposição israelense Yair Lapid criticou o acordo por não garantir a segurança das comunidades do norte.
No Líbano, o anúncio foi recebido com alívio, mas também com desconfiança. Moradores deslocados hesitam em retornar às suas casas, e o Exército libanês relatou ataques e bombardeios israelenses em vilarejos do sul, incluindo disparos contra uma equipe médica na região de Nabatieh.
Do lado israelense, moradores do norte manifestaram frustração com o cessar-fogo. Eles consideram que o acordo não oferece as garantias necessárias e que o governo não cumpriu a promessa de vitória total contra o Hezbollah.
Analistas ouvidos pelo Al Jazeera avaliam que o cessar-fogo pode facilitar um rearranjo diplomático mais amplo na região. O cientista político Chris Featherstone, da Universidade de York, e o especialista libanês Sami Nader destacaram o papel potencial do acordo como base para futuras conversas entre Washington e Teerã.
O primeiro-ministro libanês Nawaf Salam celebrou a trégua como uma demanda central do Líbano desde o início da guerra. O presidente libanês Joseph Aoun expressou cautela, e Trump manifestou a intenção de reunir Netanyahu e Aoun em Washington nas próximas semanas para avançar em um acordo abrangente.
Com informações de Al Jazeera.
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Ronaldo Silva
30/04/2026
Essa conversa de Miami e guerra longe não enche o tanque de ninguém, meu amigo. A gente fica aqui batendo boca enquanto a inflação e esse monte de imposto continuam sufocando quem realmente trabalha nesse país. Dez dias de trégua lá fora não paga meu IPVA nem resolve a roubalheira que a gente vê todo dia por aqui.
Pedro Silva
30/04/2026
Dez dias de paz não resolvem nada, é só pra dar um respiro antes da próxima confusão começar tudo de novo. O pessoal aqui brigando por causa de político de fora enquanto a gente segue no sufoco pra pagar o combustível e as contas. No fim das contas é tudo a mesma coisa, muito barulho e pouco resultado real pra quem tá no meio do fogo cruzado.
Karina Libertária
30/04/2026
Trump é o real deal mesmo, resolve a guerra em um segundo enquanto vocês aí ficam esperando a esmola do Bolsa Família cair. Se tivessem mindset de investir no out side como eu aqui em Miami, não seriam esses perdedores. É muita strongness do meu presidente, aceitem.
Mateus Silva
30/04/2026
Karina, sua análise reduz a complexidade da hegemonia geopolítica a um voluntarismo empresarial, ignorando que tréguas superficiais servem apenas para reorganizar as forças do capital na região. É a velha face do imperialismo travestida de espetáculo para quem prefere o fetiche da mercadoria política à compreensão das desigualdades estruturais e do status quo sobre os quais Gramsci nos alertava.
Maura Santos
30/04/2026
Amada, esse seu papo de mindset de Miami não esconde que a galera do seu lado já deixou o Brasil literalmente no escuro com o apagão de 2001 por pura incompetência de gestão. Enquanto você chama de esmola o que coloca comida na mesa, a gente lembra que o strongness de vocês só serve pra privatizar lucro e socializar o prejuízo de quem realmente trabalha.