Representantes nucleares da República Islâmica do Irã e da Rússia avançaram em negociações para expandir a cooperação técnica no setor de energia atômica, reafirmando o compromisso com o desenvolvimento pacífico e a soberania energética.
O encontro ocorreu na Embaixada do Irã em Moscou e reuniu autoridades da Organização de Energia Atômica do Irã e da estatal russa Rosatom. As discussões, lideradas pelo embaixador iraniano Kazem Jalali e pelo vice-diretor-geral da Rosatom, Nikolai Spassky, focaram na consolidação de projetos existentes e no planejamento de novas iniciativas.
Entre os temas centrais, destacaram-se os intercâmbios científicos e tecnológicos, além do aprimoramento da Usina Nuclear de Bushehr, símbolo da colaboração bilateral. A parceria, classificada como modelo de cooperação técnica, reforça a autonomia energética e a segurança no abastecimento de ambos os países.
Segundo a agência iraniana Mehr News, as delegações ressaltaram que a energia nuclear, quando empregada para fins civis, contribui para a transição energética e a proteção ambiental. A cooperação também foi enquadrada como resposta às pressões externas sobre a soberania tecnológica dos países do Sul Global.
A Usina de Bushehr, operada em conjunto desde 2013, representa um marco na transferência de conhecimento e desenvolvimento industrial entre Teerã e Moscou. O projeto, resistente a sanções e ataques externos, demonstra a capacidade de ambos os países em manter a estabilidade energética mesmo sob condições adversas.
O diálogo em Moscou ocorre em um contexto de fortalecimento dos laços estratégicos entre Irã e Rússia, que têm ampliado a coordenação em áreas sensíveis, como energia, defesa e tecnologia. Essa articulação ganha ainda mais relevância diante das tentativas de isolamento impostas pelo eixo ocidental.
A Rosatom, principal estatal russa no setor nuclear, atua globalmente na construção de usinas e fornecimento de tecnologia atômica para geração de energia. Já a Organização de Energia Atômica do Irã desempenha papel central na política científica e energética da República Islâmica, garantindo autonomia no desenvolvimento tecnológico.
As autoridades reafirmaram o compromisso de aprofundar a cooperação técnica, visando expandir mecanismos institucionais que assegurem continuidade aos projetos em andamento e abram espaço para novas parcerias. A iniciativa reforça a convergência entre os dois países na defesa do uso pacífico da energia nuclear como ferramenta de desenvolvimento nacional.
Leia mais sobre o assunto na en.mehrnews.com.
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Maria Silva
02/05/2026
Essa Fernanda aí deve achar que soberania é igual a churrasco de boi magro: todo mundo fala, mas ninguém paga a conta. Irã e Rússia são dois pesos-pesados que só querem saber de encher o tanque deles, enquanto o Brasil fica de fora do jogo. Se fosse parceria de verdade, não era segredo em Moscou, era negócio aberto no mercado.
Luizinho 16
02/05/2026
Maria, vai tomar no cu, soberania não é churrasco e vocês que acham que o Brasil tem que ser quintal dos EUA que tão pagando a conta da fome do povo.
Carlos Oliveira
02/05/2026
Maria, você toca num ponto que eu vejo todo dia na minha sala de aula: o Brasil sempre fica olhando o trem passar. Enquanto Irã e Rússia sentam pra negociar tecnologia nuclear de forma estratégica, a nossa elite prefere vender soja e minério a preço de banana pra quem tem bomba atômica. Parceria de verdade não é a que acontece no mercado aberto, é a que fortalece o povo, e isso a nossa diplomacia nunca aprendeu.
Tiago Mendes
02/05/2026
Maria, você tem razão em desconfiar de negócios fechados a portas fechadas, mas o problema não é a parceria nuclear em si — é que o Brasil prefere continuar vendendo commodities a preço de banana enquanto países como Irã e Rússia investem em tecnologia que poderia gerar energia limpa e desenvolvimento pro nosso povo. Soberania não é churrasco, mas também não é submissão ao mercado que sempre nos empurra pra escanteio.
Sargento Bruno
02/05/2026
Mais um capítulo dessa aliança perigosa entre os xiitas do Irã e os comunistas russos. Enquanto o Ocidente dorme, eles avançam com tecnologia nuclear que, cedo ou tarde, será usada para fins bélicos. O Brasil precisa ficar atento e fortalecer suas parcerias com nações sérias, não com regimes que desprezam a liberdade.
Fernanda Oliveira
02/05/2026
Sargento Bruno, que discurso maniqueísta! Enquanto você repete essa narrativa de “Ocidente ameaçado”, o Irã e a Rússia estão apenas exercendo sua soberania energética — e o Brasil deveria aprender com quem resiste ao imperialismo, não com quem o pratica.
Marcos Andrade Niterói
02/05/2026
Sargento Bruno, você fala em “nações sérias” como se os EUA e Israel, que têm arsenais nucleares e desrespeitam resoluções da ONU, fossem exemplos de liberdade. Aqui em Niterói a gente aprendeu que parceria que funciona é a que traz resultado concreto para o povo, não discurso moralista de quem bombardeia criança no Oriente Médio.