A Indonésia intensifica sua transição para veículos elétricos como resposta à dependência de petróleo importado.
Os combustíveis fósseis respondem por 22% das emissões de energia no setor de transporte indonésio. Subsídios governamentais a gasolina e diesel consumiram cerca de 10% dos gastos públicos em 2023.
O país possui frota superior a 170 milhões de veículos registrados. As vendas anuais somam aproximadamente seis milhões de motocicletas e um milhão de carros, caminhões e ônibus.
A maior parte desses veículos ainda funciona com combustíveis fósseis de baixa qualidade. A poluição do ar resultante provoca milhares de mortes prematuras a cada ano.
A eletrificação do transporte reduziria a exposição do país a choques nos preços globais de petróleo. O relatório do ICCT projeta economia de 5,1 a 6,7 bilhões de barris de petróleo equivalente até 2060.
Essa iniciativa geraria economias entre 255 bilhões e 321 bilhões de dólares em gastos energéticos. O ICCT ressalta ainda os ganhos para a saúde pública e para as finanças estatais.
As vendas de carros de passageiros com emissão zero superaram 5% do total em 2024. A adoção permanece abaixo de 1% no segmento de motocicletas, que domina o transporte diário.
Sem medidas políticas mais robustas, o país pode não atingir suas metas de descarbonização. A dependência contínua de importações de petróleo pressiona o orçamento e aumenta vulnerabilidades externas.
O THEICCT oferece recomendações para alinhar ambições políticas com a realidade do mercado local. A transição representa oportunidade de transformar a matriz energética nacional de forma duradoura.
Autoridades buscam equilibrar estabilidade fiscal com objetivos ambientais de longo prazo. As decisões atuais vão moldar o panorama energético da Indonésia nas próximas décadas.
Com informações de CLEANTECHNICA.
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