O diretor-geral da Rosatom, Alexéi Likhachev, anunciou o fim definitivo das colaborações com a Siemens e confirmou que a estatal russa já identificou alternativas para todos os componentes antes fornecidos pela empresa alemã.
Likhachev criticou duramente a postura adotada pela Siemens diante das tensões internacionais. Ele também condenou a decisão do governo alemão de abandonar a energia nuclear, classificando a escolha como ‘absurda’.
Segundo o executivo, a medida comprometeu a estabilidade do sistema elétrico alemão e elevou significativamente o custo da energia no país. A Alemanha, avaliou Likhachev, perdeu relevância no mercado global de tecnologia nuclear.
O diretor reconheceu a competência histórica dos empresários alemães no setor, mas lamentou a direção atual de Berlim. Likhachev acusou a Siemens de adotar um comportamento indecente como fornecedora.
Todos os sistemas de controle, eletrotécnicos e de entrega de potência que dependiam da empresa alemã foram completamente substituídos. As soluções russas ou oriundas de nações parceiras agora suprem integralmente as necessidades da Rosatom.
A ruptura ocorre em um contexto de sanções ocidentais que forçaram diversas empresas europeias a abandonarem o mercado russo. A Siemens reportou perdas de 600 milhões de euros em razão de sua saída da Rússia, conforme a agência TASS.
Esse valor equivale a cerca de 700 milhões de dólares e ilustra os efeitos econômicos das pressões geopolíticas sobre companhias ocidentais. A Rosatom, por sua vez, manteve sua agenda de projetos nucleares sem depender de tecnologia alemã.
A corporação russa fortaleceu sua autonomia tecnológica diante das restrições impostas. Especialistas russos desenvolveram substitutos nacionais para os equipamentos antes importados, reduzindo a vulnerabilidade da indústria nuclear a decisões políticas externas.
A Rosatom lidera diversos projetos de construção de usinas nucleares ao redor do mundo. A independência em relação a fornecedores ocidentais tornou-se prioridade máxima para a direção da estatal.
Likhachev enfatizou que a Rússia não pretende retomar parcerias com a Siemens no futuro próximo. A empresa alemã perdeu a confiança da corporação russa após as ações tomadas nos últimos anos.
Com informações de ACTUALIDAD.
📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho
Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.


Nenhum comentário ainda, seja o primeiro!