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Lavrov denuncia que EUA buscam dominar todas as rotas energéticas do mundo

3 Comentários🗣️🔥 Bandeira dos Estados Unidos em uma refinaria de petróleo, simbolizando a indústria energética. (Foto: actualidad.rt.com) O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, afirmou que os Estados Unidos perseguem abertamente o objetivo de dominar os mercados energéticos mundiais e nem sequer escondem essa meta. Segundo o chanceler russo, esse propósito está expresso […]

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Bandeira dos Estados Unidos em uma refinaria de petróleo, simbolizando a indústria energética. (Foto: actualidad.rt.com)

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, afirmou que os Estados Unidos perseguem abertamente o objetivo de dominar os mercados energéticos mundiais e nem sequer escondem essa meta. Segundo o chanceler russo, esse propósito está expresso em documentos doutrinais oficiais de Washington, que proclamam diretamente a necessidade de controle sobre as artérias globais de fornecimento.

Em entrevista concedida ao portal RT, Lavrov detalhou que uma das metas centrais da estratégia norte-americana foi retirar as gigantes energéticas russas, como a Lukoil e a Rosneft, de todos os negócios internacionais. O chanceler citou ainda as operações de Washington na Venezuela e no Irã como peças da mesma engrenagem geopolítica.

‘Agora ninguém mais lembra que a operação realizada pelos EUA tinha como objetivo desmantelar o narcotráfico que supostamente era dirigido pelo presidente Maduro’, ironizou Lavrov. O ministro observou que, na prática, o que se vê hoje é uma cooperação aberta entre Caracas e Washington, com a empresa petrolífera nacional venezuelana organizando suas atividades futuras em coordenação com os norte-americanos.

O chefe da diplomacia russa também questionou duramente o pretexto utilizado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para promover a agressão contra o Irã. Segundo Lavrov, Trump justificou a ofensiva alegando que Teerã ‘aterrorizava o mundo há 47 anos’, narrativa que ignora completamente os fatos materiais do comércio energético global.

O chanceler lembrou que o estreito de Ormuz permanecia aberto a todos os navios e operava normalmente como artéria estratégica do petróleo mundial. Por essa passagem marítima escoa cerca de um quinto de todo o fornecimento de recursos energéticos aos mercados internacionais, segundo dados citados pelo ministro russo.

‘O estreito não estava fechado’, enfatizou Lavrov, ao rebater as exigências atuais de Washington para que o Irã reabra a importante via marítima. O diplomata acrescentou que ‘sempre é importante observar as causas iniciais’ dos acontecimentos, em referência clara à inversão narrativa promovida pela Casa Branca para justificar suas operações militares na região.

A análise de Lavrov se estende ainda ao teatro europeu do conflito, onde os interesses energéticos aparecem mascarados sob o verniz da guerra na Ucrânia. Segundo o ministro, os norte-americanos aspiram ‘tirar da Ucrânia o gasoduto de trânsito da Rússia para a Europa, para controlar também esses dutos’.

‘O objetivo dos EUA de se apoderar de todas as rotas energéticas que tenham a mínima importância fica totalmente claro’, concluiu o chanceler. A declaração sintetiza a leitura de Moscou sobre a arquitetura por trás dos conflitos contemporâneos, segundo a qual o controle das vias de escoamento de petróleo e gás constitui o eixo real das movimentações militares e diplomáticas norte-americanas.

A fala do ministro russo se inscreve num momento em que a multipolaridade energética avança como vetor estratégico do BRICS. A Rússia, segundo maior produtor mundial de petróleo, vem redirecionando seus fluxos comerciais para China, Índia e parceiros asiáticos, na esteira das sanções ocidentais que tentaram, sem sucesso, isolar economicamente Moscou.

A acusação de Lavrov expõe ainda um padrão recorrente da política externa de Washington, no qual operações vendidas ao público sob justificativas humanitárias, antinarcóticos ou antiterroristas terminam sistematicamente em rearranjos de propriedade e controle sobre recursos naturais estratégicos. A Venezuela, detentora das maiores reservas comprovadas de petróleo do planeta, e o Irã, peça central do mercado de hidrocarbonetos do Golfo Pérsico, são os exemplos mais nítidos dessa engenharia descrita pelo chanceler russo.

Com informações de ACTUALIDAD.


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Pedro Neto

13/05/2026

Faz o L, Lavrov!

    Paulo Ribeiro

    13/05/2026

    Caro Pedro Neto, seu comentário, embora econômico em palavras, é sintoma de uma indigência teórica que nos aflige. Reduzir a denúncia de Serguei Lavrov — de que os Estados Unidos buscam controlar todas as rotas energéticas do mundo — a um jogo de sinais manuais, a um gesto que supostamente alinharia o chanceler russo a um campo político brasileiro, é operar dentro do mais rasteiro senso comum fabricado pela indústria cultural do capitalismo tardio. Essa postura não é mera piada inconsequente: ela revela como os aparelhos ideológicos de Estado, no sentido althusseriano, conseguem interpelar indivíduos a tal ponto que qualquer crítica à ordem imperialista é imediatamente deslocada para o terreno da paródia vazia. Você não está apenas se esquivando do debate; está reproduzindo, sem perceber, um mecanismo de defesa do próprio sistema que mantém a hegemonia estadunidense sobre o planeta.

    Quando Lavrov aponta a voracidade de Washington sobre as rotas energéticas, ele desnuda uma engrenagem central da dominação contemporânea. Não se trata de preferências partidárias ou de clubismos nacionais, mas da própria arquitetura do poder mundial. Gramsci nos ensinou que a hegemonia não se sustenta apenas pela força bruta, mas pela capacidade de fazer um interesse particular parecer universal. Ora, controlar dutos, gasodutos, estreitos marítimos e bacias de extração é impor ao mundo inteiro os interesses energéticos das corporações e do complexo militar-industrial norte-americano. É transformar a necessidade vital de energia de cada país em moeda de chantagem geopolítica, em instrumento de desestabilização de governos soberanos que ousem não se submeter. Reduzir isso a um “Faz o L” é, no fundo, aceitar como natural que os EUA atuem como xerife global — uma naturalização que serve perfeitamente à manutenção do status quo imperial.

    Aprofundemos um pouco mais, recorrendo a Mariátegui, que nos falou da condição do “mito” e da “realidade” na luta dos povos. O que está em jogo na denúncia de Lavrov não é uma abstração distante; para nós, latino-americanos, é uma ferida aberta. Lembre-se de como as ingerências energéticas definiram o destino de nações inteiras: desde o estrangulamento econômico de Cuba até as tentativas de sabotagem da soberania venezuelana sobre seu petróleo, passando pela instrumentalização de hidrelétricas em processos de privatização que entregaram recursos estratégicos a consórcios estrangeiros. O “mito” que você mobiliza — o do gesto político reduzido a meme — serve para escamotear a realidade concreta de que a luta por justiça social está diretamente vinculada à luta por soberania energética. Não há emancipação possível se as rotas por onde flui o sangue do metabolismo industrial planetário permanecem sob o controle de uma única potência que não hesita em usá-las como arma.

    Portanto, se o seu “Faz o L” pretende ironizar uma suposta cumplicidade entre críticas ao imperialismo e o campo progressista brasileiro, saiba que essa provocação, no fundo, acerta um ponto que você mesmo não compreendeu. Fazer o “L” — no sentido de defendermos um projeto de soberania nacional, integração regional e emancipação das correntes do domínio imperial — é exatamente o que a denúncia de Lavrov nos convida a refletir. Mas fazer o “L” não como coreografia vazia para redes sociais, e sim como práxis política informada, que entende a energia não como mercadoria subjugada aos mercados de futuros de Nova York, mas como bem comum da humanidade, cujas rotas devem ser decididas democraticamente pelos povos. Até lá, o que resta do seu comentário é apenas o eco risível de quem se contenta em rir dos próprios grilhões.

    Francisco de Assis

    13/05/2026

    Pedro, tua obsessão com “faz o L” só mostra que tu não consegue enxergar além da polarização de zap que te enfiaram goela abaixo — Lavrov tá denunciando o domínio imperialista dos EUA sobre as rotas energéticas, e se tem alguém que freia essa sanha por soberania é o governo Lula com essa política externa altiva que recuperou o protagonismo do Brasil no sul global. Vai estudar um pouco de geopolítica que essa tua muleta verbal cai por terra rapidinho.


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