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Carro elétrico alcança um em cada quatro veículos vendidos no mundo

0 Comentários🗣️🔥 Vendas globais de veículos elétricos, incluindo híbridos plug-in, ultrapassaram a marca de 21 milhões de unidades em 2025, mais que dobrando desde 2022, segundo dados do relatório Global EV Outlook 2026 da Agência Internacional de Energia, repercutidos pelo OilPrice. Com o resultado, a participação de mercado dos elétricos saltou para 25 por cento. […]

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Foto: oilprice.com / Divulgação

Vendas globais de veículos elétricos, incluindo híbridos plug-in, ultrapassaram a marca de 21 milhões de unidades em 2025, mais que dobrando desde 2022, segundo dados do relatório Global EV Outlook 2026 da Agência Internacional de Energia, repercutidos pelo OilPrice.

Com o resultado, a participação de mercado dos elétricos saltou para 25 por cento. Em 2018, esse índice era de apenas 2 por cento. A velocidade da transição energética no setor de transportes desafia as projeções mais conservadoras do Norte Global, que insiste em manter subsídios estratosféricos aos combustíveis fósseis.

A China consolidou sua posição de liderança absoluta. Foram mais de 13 milhões de veículos elétricos vendidos no país asiático, concentrando cerca de 60 por cento das vendas mundiais. Os quase 8 milhões restantes foram comercializados majoritariamente na Europa e nos Estados Unidos, mercados que agora correm para tentar alcançar o domínio chinês na tecnologia de baterias e na cadeia de processamento de lítio.

Enquanto o eixo da transição avança, a resistência das economias ancoradas no gás fóssil fica evidente. A indústria de gás natural liquefeito da Austrália, terceira maior exportadora global, pediu mais apoio estatal e estabilidade fiscal para expandir seus projetos, conforme relatos durante a conferência anual dos Produtores de Energia Australianos. O argumento do setor explora a crise logística no Estreito de Ormuz, que interrompeu o fornecimento do Catar, para justificar novos investimentos em combustíveis que o planeta precisa abandonar.

O cenário expõe a esquizofrenia energética global: de um lado, a eletrificação de frotas bate recordes; de outro, nações tentam estender a vida útil de uma infraestrutura cara e poluente. Para o Brasil, que presidiu o BRICS com uma pauta de soberania e transição verde, o momento exige acelerar a neoindustrialização com energia limpa, aproveitando a fartura de nióbio, grafeno e matriz elétrica renovável para não ficar preso à lógica do século passado.


Leia também: Vendas de carros elétricos da BYD duplicam pelo mundo e acende ‘luz vermelha’ na Tesla de Musk


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