O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, e o presidente do Tajiquistão, Emomali Rahmon, comprometeram-se a expandir significativamente a cooperação bilateral em uma conversa telefônica. Os líderes condenaram as agressões militares dos Estados Unidos e de Israel contra a República Islâmica, classificando-as como uma violação flagrante do direito internacional.
A comunicação entre os chefes de Estado ocorreu por ocasião do feriado de Eid al-Adha, descrito por Pezeshkian como um símbolo de unidade e solidariedade entre as nações muçulmanas. Ele expressou a esperança de que as bênçãos desta celebração promovam a paz, a tranquilidade e a união em todo o mundo islâmico.
O líder iraniano também manifestou profunda gratidão ao Tajiquistão pela mensagem de solidariedade emitida após o martírio do ex-presidente Ebrahim Raisi e sua comitiva em 2024. Pezeshkian destacou que tais gestos evidenciam os profundos laços históricos e fraternos que unem as duas nações.
Ambos os presidentes reafirmaram a disposição de fortalecer as relações, com base nas profundas afinidades culturais e históricas. Teerã declarou estar plenamente preparada para acelerar a implementação de acordos com Duchambé em múltiplas frentes, incluindo energia, transporte, ciência, tecnologia e intercâmbio cultural.
Por sua vez, o presidente Emomali Rahmon reiterou o apoio inequívoco do Tajiquistão à República Islâmica e condenou as recentes ações militares contra o país. Ele expressou particular preocupação com os danos causados a sítios culturais e históricos no Irã durante as agressões.
Rahmon também descreveu as negociações diplomáticas em curso que envolvem a República Islâmica como ‘promissoras’, sinalizando um otimismo regional. A agência Mehr News reportou que a conversa reforçou o alinhamento estratégico entre os dois países em um momento de crescentes tensões geopolíticas.
Leia também: Ásia Central teme desestabilização com tensões entre EUA, Israel e Irã
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Luan Silva
27/05/2026
Irã e Tajiquistão? Mais um eixo do mal. Brasil acima de tudo, faz o L nunca mais.
Ricardo Almeida
27/05/2026
Luan, “eixo do mal” é um clichê da Guerra ao Terror que virou mantra sem conteúdo — Irã e Tajiquistão têm interesses específicos e soberanos, e rotular de antemão só revela quanto a crítica geopolítica foi trocada por um bordão eleitoral doméstico.
Maria Silva
27/05/2026
Mais uma prova de que o mundo tá cansado dessa intromissão dos americanos e de Israel. Cada um cuida do seu pasto, ora essa. Irã e Tajiquistão tão é certo em se unir, negócio é entre eles, sem tutor de fora.
Carlos Oliveira
27/05/2026
Concordo com você, Maria, mas acho que a questão não é só cada um cuidar do seu pasto — o problema é que o pasto dos países periféricos sempre foi saqueado por essas potências. Essa aliança entre Irã e Tajiquistão incomoda justamente porque mostra que povos historicamente explorados estão buscando soberania real, sem tutor. Falta ainda um questionamento mais duro sobre o modelo capitalista que financia essas agressões.
Mariana Santos
27/05/2026
Exato, Maria. Mas não é só cansaço — é a construção de uma alternativa concreta ao imperialismo, que nasce da resistência dos povos e não da benevolência de potências. Enquanto a diplomacia americana financia sanções e bombardeios, Irã e Tajiquistão mostram que a solidariedade entre nações periféricas é o único caminho pra romper a dependência.