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Brasil, México e Chile formalizam candidatura de Michelle Bachelet à liderança da ONU

Em movimento coordenado, os três países latino-americanos apresentam a ex-presidenta chilena como primeira candidata feminina ao cargo máximo das Nações Unidas em oito décadas de história Os governos do Brasil, México e Chile apresentaram formalmente nesta segunda-feira (2) a candidatura de Michelle Bachelet para o cargo de secretária-geral das Nações Unidas. A ex-presidenta do Chile […]

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Ricardo Stuckert/PR

Em movimento coordenado, os três países latino-americanos apresentam a ex-presidenta chilena como primeira candidata feminina ao cargo máximo das Nações Unidas em oito décadas de história

Os governos do Brasil, México e Chile apresentaram formalmente nesta segunda-feira (2) a candidatura de Michelle Bachelet para o cargo de secretária-geral das Nações Unidas.

A ex-presidenta do Chile busca suceder António Guterres, cujo mandato termina em 31 de dezembro de 2026.

No comunicado conjunto, os três países destacaram que a candidatura “reflete a vontade compartilhada de nossos países de contribuir ativamente para o fortalecimento do sistema multilateral”.

Os governos enfatizam a experiência comprovada na condução de processos políticos complexos, capacidade reconhecida de facilitar diálogos, compromisso histórico com os valores fundamentais da ONU, legitimidade internacional e vocação para serviço público.

Processo eleitoral histórico

Segundo o site da Organização das Nações Unidas, esta é a primeira eleição para o cargo, em 80 anos de história.

O processo formal foi iniciado com uma carta conjunta da presidente da Assembleia Geral e do presidente do Conselho de Segurança, convidando os 193 Estados-membros a apresentarem candidaturas.

Se eleita, Bachelet sucederá António Guterres, cujo mandato termina em 31 de dezembro de 2026, e se tornará a primeira secretária-geral mulher a ocupar o cargo máximo da organização.

A trajetória de Bachelet confere um peso singular à sua candidatura. Ela acumula experiência de alto nível dentro do próprio sistema das Nações Unidas, tendo servido como Alta Comissária para os Direitos Humanos entre 2018 e 2022 e como a primeira Diretora Executiva da ONU Mulheres, de 2010 a 2013.

Seu currículo político nacional é igualmente robusto: duas vezes presidenta do Chile (2006-2010 e 2014-2018), ela também comandou as pastas da Defesa e da Saúde em seu país, demonstrando versatilidade em áreas críticas.

Crescentes tensões geopolíticas

A candidatura emerge em um contexto geopolítico de reconfiguração do multilateralismo, marcado por eventos recentes como a retirada dos Estados Unidos da Organização Mundial da Saúde, crescentes tensões internacionais, desafios globais urgentes como a mudança climática e conflitos regionais, e pressões por uma representatividade mais equilibrada nas lideranças globais.

A América Latina não ocupa a secretaria-geral desde o peruano Javier Pérez de Cuéllar (1982-1991), e a última candidatura expressiva da região foi a de Christiana Figueres, da Costa Rica, em 2016.

Embora uma rotatividade regional informal sugira que a vez seria de um representante da Europa Oriental — uma região que nunca ocupou o cargo —, não há uma regra formal que impeça candidaturas de outras áreas, abrindo espaço para esta iniciativa latino-americana.

A eleição ocorrerá em meio a debates amplos sobre a necessidade de reforma do Conselho de Segurança e da própria estrutura das Nações Unidas, com apelos crescentes por maior transparência, eficácia e equidade de gênero na governança global.

A nomeação de Bachelet representa, portanto, não apenas uma proposta de liderança, mas um posicionamento estratégico da América Latina neste cenário em transformação.

Leia a nota conjunta:

“Os governos de Brasil, Chile e México formalizaram a defesa do nome de Michele Bachelet para assumir o cargo de secretária-geral da junto à Organização das Nações Unidas.

Em 2 de fevereiro de 2026, os governos do Chile, do Brasil e do México apresentaram formal­mente às Nações Unidas a candidatura da Sra. Michelle Bachelet Jeria ao cargo de Secretária-Geral da Organização das Nações Unidas. A ex-Presidenta do Chile exerceu funções de alto nível no sistema multilateral, como Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos e Diretora Executiva da ONU Mulheres.

Essa candidatura reflete a vontade compartilhada de nossos países de contribuir ativamente para o fortalecimento do sistema multilateral e de promover uma liderança capaz de responder aos desafios atuais. A ampla experiência da ex-Presidenta Bachelet na condução de processos políticos complexos, sua reconhecida capacidade de facilitar o diálogo e seu compromisso com os valores fundamentais das Nações Unidas constituem uma contribuição substantiva para avançar em direção a uma Organização mais eficaz, representativa e orientada para o bem-estar das pessoas.

A postulação de Michelle Bachelet representa uma oportunidade de dotar a ONU de uma liderança com comprovada experiência, legitimidade internacional e vocação para serviço público. Subscrevemos essa candidatura com a convicção de que sua liderança contribuirá para o pleno cumprimento dos propósitos e princípios consagrados na Carta das Nações Unidas.

Em um cenário internacional de grande complexidade, a Organização das Nações Unidas continua sendo o principal espaço para o diálogo e a construção de soluções coletivas em matéria de paz e segurança internacional, desenvolvimento sustentável, promoção e proteção dos direitos humanos e ação para reverter a mudança do clima. Reafirmamos nosso compromisso com o multilateralismo como pilar fundamental para uma governança global baseada na cooperação internacional e no respeito à autodeterminação dos povos.”

Com informações da Agência Gov em 02/02/2026le

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