O relatório global da Agência Internacional de Energia (IEA) revela um marco histórico no setor energético mundial: pela primeira vez, a energia solar fotovoltaica liderou o crescimento do suprimento de energia no planeta.
A fonte solar respondeu por mais de 25% do aumento total da oferta. Esse avanço superou o gás natural e sinaliza o início da era da eletricidade.
O diretor executivo da IEA, Fatih Birol, enfatizou a tendência irreversível de eletrificação das economias globais. Birol apontou que o consumo de eletricidade cresce em velocidade superior à da demanda geral de energia.
As energias renováveis e a nuclear atenderam a quase 60% de todo o crescimento da demanda energética em 2025. A geração limpa superou o aumento da demanda global e permitiu crescimento sem elevar as emissões de carbono.
A energia solar adicionou cerca de 600 terawatts-hora de geração no período. Esse foi o maior salto já registrado para qualquer tecnologia de geração de eletricidade.
O armazenamento em baterias se consolidou como o segmento de crescimento mais rápido do setor. Foram instalados 110 gigawatts de nova capacidade, superando pela primeira vez os acréscimos anuais do gás natural.
Os sistemas de armazenamento de energia em baterias de grande escala (BESS) registraram crescimento de 40% em relação a 2024. A capacidade atual é dez vezes superior à instalada cinco anos atrás.
Essa combinação entre energia solar de baixo custo e armazenamento eficiente reduz a necessidade de usinas térmicas a combustíveis fósseis. O processo reforça a segurança energética e a estabilidade das redes elétricas em vários países.
As tecnologias limpas instaladas desde 2019 já substituíram cerca de 7% do uso total de combustíveis fósseis. Esse deslocamento evitou emissões equivalentes a 8% do total projetado — volume similar ao carvão consumido pela Índia em 2025.
Um relatório paralelo da organização Ember confirmou as conclusões da IEA e apontou para uma transição estrutural no sistema energético global. A Ember observou que a dependência de combustíveis fósseis expõe as economias a choques de preços e a riscos geopolíticos.
Conforme detalhou o portal CleanTechnica, a expansão da energia solar apoiada por baterias cada vez mais baratas permite o conceito de solar a qualquer hora. Em 2025, os custos das baterias caíram 45% e a capacidade global instalada atingiu 250 gigawatts-hora.
Essa capacidade é suficiente para deslocar 14% da nova geração solar do meio-dia para outros horários. A medida reduz significativamente a dependência de combustíveis fósseis para equilibrar a rede.
O mundo está deixando para trás a era do crescimento baseado em combustíveis fósseis. A transformação abre caminho para uma fase de crescimento limpo e sustentável.
A transição energética também responde às vulnerabilidades reveladas por crises recentes. Ela reforça a importância da produção doméstica de energia renovável para aumentar a soberania dos países.
A energia solar — frequentemente descrita como o reator de fusão localizado a 150 milhões de quilômetros de distância — oferece uma alternativa segura e abundante. Países que investirem em geração local e armazenamento avançado podem conquistar maior independência energética.
Os relatórios da IEA e da Ember convergem para a mesma conclusão fundamental. A eletricidade limpa se tornou a base de uma nova era energética mundial.
Leia também: Energia solar supera todas as outras fontes pela primeira vez na história
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Beto Engenheiro
23/04/2026
Bonito ver o avanço da energia solar, mas quero ver isso virar infraestrutura de verdade: linhas de transmissão, usinas, integração com o sistema elétrico. Enquanto ficar no relatório, é só discurso. Quando tiver obra, aí sim é mudança concreta.
Renato Professor
23/04/2026
Enfim, a realidade científica atropela o negacionismo energético. A energia solar não é “utopia de hippie”, como dizem os desinformados — é o motor econômico do século XXI. Quando a ignorância parar de zombar dos painéis fotovoltaicos e começar a estudá-los, talvez compreenda o que é eficiência sistêmica.
Fernando O.
23/04/2026
Finalmente um número que mostra avanço real e não discurso vazio. A solar ultrapassando outras fontes é um sinal claro de que a transição energética está acontecendo, mesmo que alguns ainda insistam em negar a realidade. Dados concretos, não delírios ideológicos.
Karina Libertária
23/04/2026
Ah pronto, agora todo mundo vai achar que o sol vai pagar a conta de luz sozinho! Quero ver quando faltar energia e o pessoal correr chorando pro governo. Aqui em Miami, a gente investe no que dá retorno de verdade, não nessas modinhas “green”, sabe?
Augusto Silva
23/04/2026
Karina, em Miami talvez o sol cobre aluguel, mas aqui ele é parceiro de negócio: gera energia limpa, reduz custo e ainda atrai investimento pesado. Modinha é achar que petróleo infinito vai bancar o século XXI.