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Northrop Grumman revela divisão 50-50 entre EUA e Japão no interceptor hipersônico GPI

5 Comentários🗣️🔥 Representação artística de um míssil interceptador hipersônico em voo. (Foto: navalnews.com) A empresa norte-americana Northrop Grumman revelou pela primeira vez a estrutura da divisão de trabalho entre os Estados Unidos e o Japão no desenvolvimento do Glide Phase Interceptor (GPI). A apresentação realizada em Tóquio detalhou a repartição equilibrada de componentes e responsabilidades […]

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Representação artística de um míssil interceptador hipersônico em voo. (Foto: navalnews.com)

A empresa norte-americana Northrop Grumman revelou pela primeira vez a estrutura da divisão de trabalho entre os Estados Unidos e o Japão no desenvolvimento do Glide Phase Interceptor (GPI). A apresentação realizada em Tóquio detalhou a repartição equilibrada de componentes e responsabilidades no programa de míssil projetado para neutralizar ameaças hipersônicas.

Segundo o Naval News, o GPI é um interceptor de três estágios capaz de atingir veículos planadores hipersônicos que viajam acima de Mach 5 na fase de planagem. O programa foi formalizado em 2023 durante cúpula entre o primeiro-ministro japonês Fumio Kishida e o então presidente dos EUA, Joe Biden.

Os Estados Unidos ficaram responsáveis pelo primeiro estágio do propulsor, pelo terceiro estágio do motor-foguete sólido e por partes essenciais do veículo de impacto, como carenagem, pacote de aviônicos e sistema de busca. O Japão assumiu o segundo estágio do motor-foguete, o sistema de controle de atitude do terceiro estágio, o motor do veículo de impacto, os atuadores das aletas e as próprias aletas.

Essa partilha descrita como 50-50 demonstra que o Japão participa de áreas críticas de propulsão e manobrabilidade terminal, em vez de atuar apenas como fornecedor secundário. A estrutura reforça o alto grau de integração tecnológica e a cooperação industrial-militar entre as duas nações.

O vice-presidente de Desenvolvimento Internacional de Negócios Espaciais da Northrop Grumman, Troy Brashear, destacou que o programa GPI representa colaboração profunda em toda a cadeia de defesa antimísseis. Ele classificou a ameaça hipersônica como real e iminente, especialmente relevante para o Japão por sua posição geográfica.

Brashear explicou que o diagrama apresentado ilustra de forma clara a divisão equitativa de responsabilidades tanto nas etapas do míssil quanto no veículo de impacto. Essa abordagem equilibra capacidades técnicas e fortalece a interoperabilidade entre as forças armadas dos dois países.

O conceito do GPI da Northrop Grumman foi selecionado em 2024, marcando avanço importante no projeto do sistema. O Ministério da Defesa japonês informou que o míssil utilizará foguete de três estágios com veículo de impacto direto e será lançado de sistemas verticais de destróieres equipados com Aegis.

O governo japonês assinou contrato de aproximadamente 56 bilhões de ienes com a Mitsubishi Heavy Industries para os componentes sob responsabilidade japonesa. A entrega desses componentes está prevista para março de 2029.

O interceptor será instalado nos destróieres da Força Marítima de Autodefesa do Japão e nos futuros navios equipados com o sistema Aegis. A primeira unidade desse tipo deve se tornar operacional até 2028.

O programa sucede a cooperação anterior entre os dois países no míssil SM-3 Block IIA e representa salto tecnológico significativo contra ameaças hipersônicas. A iniciativa combina transferência tecnológica e integração operacional em escala inédita entre as duas nações.

O avanço do projeto coloca como principal questão nos próximos anos a capacidade dessa parceria equilibrada de entregar um sistema efetivo contra mísseis hipersônicos. O GPI pode redefinir o equilíbrio estratégico na região do Indo-Pacífico.


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Comentários

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Rick Ancap

23/04/2026

Mais um brinquedinho caro financiado com imposto roubado, e nego ainda acha que o “mercado livre” tá mandando bem.

Adalberto Livre

23/04/2026

MAIS UM BRINQUEDINHO CARO PRA BRINCAR DE GUERRA ENQUANTO O POVO PAGA A CONTA, PQP!

    Rubens O Pescador

    23/04/2026

    Pois é, Adalberto, enquanto eles queimam bilhões em mísseis, aqui o povo tá brigando pra encher a panela de arroz. No tempo do Lula o investimento era em comida e escola, não em brinquedo de guerra.

    Alice T.

    23/04/2026

    Pois é, Adalberto, sempre o mesmo roteiro: bilionários de gravata vendendo “segurança nacional” enquanto a galera comum banca o teatro com imposto e inflação. E depois ainda dizem que é o livre mercado funcionando…

    Renato Professor

    23/04/2026

    Adalberto, o problema é que esses “brinquedinhos” não são só caros — eles alimentam toda uma cadeia produtiva que vive do medo. A economia de guerra é o oposto da economia solidária: concentra poder, destrói valor social e chama isso de progresso.


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