A primeira pesquisa eleitoral de 2026 na Bahia será divulgada na próxima semana pelo instituto Quaest, marcando o início de uma nova rodada de levantamentos estaduais que incluem São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco. O movimento inaugura a fase de aferição real do humor do eleitorado após o ciclo municipal de 2024, quando o campo progressista consolidou presença expressiva nos maiores colégios eleitorais do país, segundo dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Segundo o Jornal Correio, o levantamento baiano da Quaest será o primeiro a testar cenários para o governo estadual e para a sucessão presidencial em um estado onde o Partido dos Trabalhadores (PT) mantém hegemonia desde 2006. A pesquisa deve medir o grau de consolidação da base lulista e o desempenho de nomes ligados ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) frente a eventuais candidaturas da oposição, especialmente do União Brasil e do Partido Liberal (PL).
Na eleição de 2022, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva venceu na Bahia com 72% dos votos válidos no segundo turno, consolidando o estado como o segundo maior reduto petista do país, atrás apenas do Piauí. O PT também elegeu Jerônimo Rodrigues com 52,8% dos votos, superando o ex-prefeito ACM Neto (União Brasil), que liderava as pesquisas até a reta final, o que reforçou a força da coligação governista baiana na Câmara dos Deputados e no Senado.
O desafio agora é medir se essa força se manteve estável após dois anos de governo e diante da reorganização da direita baiana, que tenta reconstruir palanques regionais a partir de prefeituras conquistadas em 2024. A Quaest deve explorar essa transição, cruzando intenções de voto com índices de aprovação e rejeição do governo estadual e da administração federal.
O resultado das eleições municipais de 2024 é o ponto de partida para interpretar a nova pesquisa. O PT e aliados mantiveram o comando de cerca de 280 prefeituras baianas, incluindo cidades estratégicas como Feira de Santana, Vitória da Conquista e Juazeiro, que juntas somam mais de 1,5 milhão de eleitores, conforme dados do TSE. Essa base territorial garante ao campo progressista capilaridade e palanque em todas as regiões do estado, especialmente no semiárido e no litoral norte.
Já a oposição, concentrada em Salvador e parte do oeste agrícola, tenta nacionalizar o discurso econômico e associar-se à agenda liberal do PL e do Novo, mas enfrenta o desafio de fragmentação interna. A entrada de nomes bolsonaristas puros pode dividir o eleitorado conservador e dificultar a formação de uma frente única contra o PT, repetindo o padrão de dispersão observado em 2022.
O levantamento da Quaest também servirá como termômetro para negociações de alianças e federações partidárias. O PT, o PCdoB e o PV mantêm federação formal, o que garante tempo de TV e acesso conjunto ao Fundo Eleitoral, mas o PSB e o PSD tendem a ser decisivos na montagem da coligação majoritária. Em 2022, a aliança entre PT e PSD foi determinante para a virada de Jerônimo Rodrigues, e a tendência é que o mesmo arranjo se repita em 2026 com ajustes regionais.
Do lado oposto, o União Brasil e o PL disputam o protagonismo da direita baiana. O ex-prefeito ACM Neto ainda é o nome mais competitivo do campo conservador, mas sua relação com o bolsonarismo é ambígua e pode limitar apoios fora da capital. A pesquisa da Quaest deve indicar se há espaço para uma candidatura de centro-direita desvinculada do bolsonarismo ou se o eleitorado de oposição se mantém fiel à narrativa polarizada.
A Bahia é o quarto maior colégio eleitoral do Brasil, com mais de 10,8 milhões de eleitores, e costuma ser o termômetro do Nordeste para o desempenho nacional do PT. Um bom resultado nas pesquisas iniciais de 2026 pode consolidar o ambiente de estabilidade política para o presidente Lula e para o governador Jerônimo Rodrigues, fortalecendo o palanque progressista regional.
Além disso, a rodada da Quaest inaugura o calendário de pesquisas estaduais em um momento em que o governo federal busca ampliar sua base no Congresso e estabilizar a economia. A leitura dos dados baianos servirá como indicador da coesão do eleitorado lulista e da capacidade de renovação do campo progressista diante de uma direita ainda desorganizada e sem narrativa unificada.
📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho
Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.


Karina Libertária
24/04/2026
Pesquisa, pesquisa, pesquisa… mas o que adianta isso se o povo continua dependendo de bolsa pra viver? Aqui em Miami, o pessoal investe, faz o próprio futuro, não fica esperando milagre de político. O Brasil precisa aprender a ser mais self-responsible, não ficar preso nessas estatísticas.
Fernando O.
24/04/2026
Boa hora pra começar a olhar os números friamente. A Bahia costuma antecipar tendências nacionais, então vale prestar atenção. Só espero que o debate continue baseado em dados e não em delírios de torcida.
Mariana Ambiental
24/04/2026
Interessante ver a Bahia no centro da análise política, mas espero que essas pesquisas não virem só munição para o mercado especular sobre candidaturas. O que realmente importa é entender como as pautas populares e ambientais estão sendo percebidas, não o humor dos investidores da Faria Lima.
Jeferson da Silva
24/04/2026
Pesquisa é importante, mas o que o povo quer mesmo é emprego decente e salário digno. Enquanto isso, tem muito trabalhador baiano ralando sem direito garantido, com patrão empurrando “empreendedorismo” goela abaixo. Que as urnas de 2026 mostrem quem realmente defende o chão de fábrica e não quem vive de discurso vazio.
Vanessa Silva
24/04/2026
Interessante ver a Quaest começando pela Bahia. O estado tem peso enorme no equilíbrio político do país, então faz sentido esse foco inicial. Tomara que as pesquisas tragam dados sólidos, sem ruído nem alarmismo — informação confiável é essencial para planejar políticas públicas de verdade.
Luciana
24/04/2026
Pesquisa é importante, mas pra quem tá ralando todo dia, o que pesa mesmo é o preço do gás e dos juros no cartão. Que adianta saber quem tá na frente em 2026 se o povo mal consegue fechar o mês? Política boa é a que ajuda a encher o prato, não a que só aparece em pesquisa.
Marcos Conservador
24/04/2026
Lá vem mais uma dessas pesquisas “científicas” pra tentar moldar a opinião do povo. Aposto que vão usar esses números pra empurrar o mesmo discurso esquerdista de sempre. Até pesquisa eleitoral virou ferramenta de doutrinação disfarçada.
Miriam
24/04/2026
Pesquisas são importantes para entender o humor do eleitorado, mas o que realmente importa é a gestão do dia a dia. Que venham os números, mas sem histeria — o foco deveria ser nos serviços funcionando e nas contas em ordem.
Silvia D.
24/04/2026
Interessante ver a Quaest começando pela Bahia. Espero que as pesquisas tragam um retrato fiel da realidade, com metodologia séria e transparente. Num país onde a desinformação ainda ameaça a democracia, dados bem feitos ajudam a manter o debate público saudável.
Eduardo C.
24/04/2026
Antes de qualquer análise política, quero ver os números completos: amostra, margem de erro e metodologia. Sem isso, é só especulação. Pesquisa séria se discute com dados na mesa.
Evelyn Olavo
24/04/2026
Interessante ver a Quaest começar pela Bahia — o estado tem peso simbólico e eleitoral enorme. Vai ser bom acompanhar se os números ali antecipam tendências nacionais ou se refletem apenas o cenário local.
Sgt Bruno 🇧🇷
24/04/2026
Pesquisa pra quê, pô? O povo quer é ação, não esses números de instituto que só servem pra enganar trouxa! Selva! Quero ver é quem vai botar os comunistas na lata de lixo e levantar esse país de novo!
Tadeu
24/04/2026
Pesquisa eleitoral agora? Falta tanto tempo pra 2026… Enquanto isso, a inflação não dá trégua e o dólar sobe e desce feito montanha-russa. Preferia ver pesquisa sobre o custo do arroz e da gasolina, sinceramente.
Rick Ancap
24/04/2026
Mais uma pesquisa que vai torrar dinheiro público pra dizer o óbvio, parabéns aos pagadores de imposto otários.
Beto Engenheiro
24/04/2026
Pesquisa é bom pra medir humor do povo, mas o que muda mesmo é obra no chão. Quero ver investimento pesado em ferrovia ligando o interior da Bahia ao porto, duplicação de rodovia e energia pra indústria. Sem isso, pesquisa nenhuma resolve nada.
Lurdinha Deus Acima de Todos
24/04/2026
Ih minha gente, pesquisa pra 2026 já? 😳 Nem acabou a confusão de 2022 ainda! 🇧🇷🙏
Augusto Silva
24/04/2026
Pois é, Lurdinha, a política não para nem pra tomar um cafezinho! Enquanto uns ainda discutem 2022, o Brasil real já pensa em 2026 — porque quem dorme no ponto, perde o bonde da história.
Adalberto Livre
24/04/2026
LÁ VEM ESSA TAL DE PESQUISA DE NOVO, TUDO MANIPULAÇÃO PRA ENGANAR O POVO, ACORDA BRASIL!
Rubens O Pescador
24/04/2026
Adalberto, manipulação era quando o povo acreditava que inflação alta e panela vazia eram culpa do pobre. Pesquisa não enche barriga, mas mostra que o povo não esqueceu quem botou comida na mesa.
Zé Trovãozinho
24/04/2026
Mais uma pesquisa pra preparar o terreno da narrativa, né? Aposto que já vem com o script pronto pra transformar a Bahia na nova Cuba do Nordeste. Enquanto isso, o STF segue fingindo que tá tudo normal.
Maura Santos
24/04/2026
Zé, narrativa era o apagão que a turma de vocês deixou quando governou — sem luz, sem investimento, sem futuro. A Bahia tá é virando referência em cultura e políticas públicas, e isso incomoda quem só sabe operar no escuro.
Pedro
24/04/2026
Enquanto o pessoal fala de pesquisa pra 2026, eu tô aqui fazendo conta pra ver se dá pra encher o tanque amanhã. Política vai e vem, mas o preço da gasolina continua pesando no bolso de quem roda o dia inteiro.
Francisco de Assis
24/04/2026
Pesquisa é importante, mas o que o povo quer ver é resultado concreto, e isso o governo Lula tem mostrado. A Bahia segue firme como bastião da consciência popular, enquanto a turma alienada da cabeça só reclama. No fim das contas, o Brasil soberano vai continuar avançando, com ou sem barulho da extrema direita.
Carlos A. Mendes
24/04/2026
Interessante ver a Quaest começando pela Bahia. O estado costuma dar o tom político do Nordeste, então faz sentido esse foco. Tomara que tragam dados claros e sem manipulação, porque pesquisa boa ajuda a gente a entender o cenário real, não o que cada lado quer vender.
Alice T.
24/04/2026
Bahia no centro do jogo político é tudo! Enquanto os bilionários fingem que o país se resume a SP e RJ, é o Nordeste que dita o ritmo real das eleições. Quero ver se a Quaest vai captar essa virada de consciência popular ou continuar medindo bolha de elite.
Tonho Patriota
24/04/2026
ESSA PESQUISA AÍ É TUDO MANIPULAÇÃO DO L, QUEREM ENFIAR COMUNISMO NA BAHIA!
Zizi
24/04/2026
Ô Tonho, meu filho, antes de sair gritando “comunismo” pra todo lado, vale a pena abrir um livro de história — pode ser aquele que ficou esquecido no fundo do armário desde o ensino médio. Pesquisas de opinião não são feitiçaria nem doutrinação, são instrumentos científicos, com metodologia, margem de erro e amostragem. A Quaest, por exemplo, é um instituto reconhecido até por quem não gosta do resultado. Mas eu entendo: quando o povo começa a se expressar e o resultado não agrada aos poderosos, sempre aparece alguém dizendo que é manipulação. É o velho medo de ver o povo se reconhecendo como sujeito político. E quanto a esse “comunismo na Bahia”, Tonho, tenha paciência. A Bahia é o berço da resistência popular desde os tempos de Zumbi e dos Malês. O que existe lá não é comunismo, é consciência. O povo baiano tem história, tem cultura e sabe muito bem quem é que esteve ao lado do trabalhador e quem só aparece em época de eleição prometendo o céu e entregando o inferno. Chamar de comunismo qualquer política que olhe para o pobre é coisa de menino mal-educado que nunca precisou dividir o pão. Lula, meu caro, não está “enfiando” nada em ninguém. Está reconstruindo o que foi destruído por gente que confundiu o Estado com o quintal particular. E se há gente na Bahia apoiando esse projeto, é porque sente diferença no prato, no emprego, na dignidade. Então, em vez de repetir palavras que aprendeu nos grupos de zap, experimente ouvir o povo de verdade — aquele que pega ônibus lotado, que luta todo dia pra sobreviver e que sabe muito bem quem está do lado dele.
Renato Professor
24/04/2026
Tonho, antes de gritar “comunismo”, vale entender o que é uma pesquisa amostral e como ela funciona — não é feitiçaria, é estatística. A ignorância sobre isso é justamente o que permite que te vendam medo no lugar de informação.
Celio Fazendeiro
24/04/2026
Mais uma pesquisa pra gastar dinheiro e encher manchete. O que devia ter foco estratégico é a produção no campo, não esse papo de eleição antecipada. Pesquisa não põe comida na mesa nem trator no pasto.
Clarice Historiadora
24/04/2026
Celio, pesquisa não ara a terra, mas explica por que tanta gente ainda acredita que o campo vive isolado da política. Sem voto consciente, meu caro, nem o trator sai do lugar.