O Japão acelera a implantação de mísseis de defesa costeira e o desenvolvimento de armamentos hipersônicos com meta para 2032, marcando uma ruptura com a tradicional postura de autodefesa limitada do país.
O Ministério da Defesa do Japão estrutura uma rede de múltiplas camadas que inclui o novo míssil Type 25 Surface-to-Ship (Type 25 SSM), veículos planadores de alta velocidade e tecnologias hipersônicas. O objetivo é criar um sistema de dissuasão capaz de neutralizar ameaças antes que alcancem o território nacional, com ênfase nas ilhas do sudoeste.
A Força Terrestre de Autodefesa do Japão implantou o Type 25 SSM em março de 2026 no Camp Kengun, na província de Kumamoto, em Kyushu. O sistema, anteriormente chamado de Upgraded Type 12, possui alcance estimado em cerca de 1.000 quilômetros — cinco vezes superior ao Type 12 atual.
O míssil adota design furtivo e capacidade de redirecionamento em voo por meio de comunicação via satélite. Essa funcionalidade permite ajustes dinâmicos contra alvos móveis em operações reais.
Versões do Type 25 SSM para lançamento por navios e aeronaves entrarão em serviço no ano fiscal de 2028. A variante naval equipará inicialmente o destróier Teruzuki, baseado em Yokosuka, enquanto a versão aérea será integrada aos caças F-2 modernizados na base de Hyakuri, província de Ibaraki.
O conceito de defesa de longo alcance surgiu nas Diretrizes do Programa Nacional de Defesa de 2018, em resposta ao aumento das tensões regionais. As políticas evoluíram com a aprovação de novos sistemas de mísseis em 2020 e a consolidação nos Três Documentos de Segurança em 2022.
Na segunda fase do plano, até 2032, o Japão desenvolverá um novo míssil de precisão superfície-superfície e superfície-navio. O projeto, iniciado em 2025 pela Agência de Aquisição, Tecnologia e Logística do Japão, visa maior precisão e capacidade de penetração contra bases e centros de comando.
O novo míssil oferecerá guiagem superior à do Type 25 e identificará vulnerabilidades específicas em embarcações inimigas. A tecnologia fortalece a indústria de defesa nacional japonesa e se inspira em sistemas de última geração já em operação no mundo.
O Ministério da Defesa do Japão também desenvolve um míssil guiado hipersônico capaz de escapar de sistemas de interceptação adversários. O artefato emprega um motor de duplo modo scramjet que atinge velocidades superiores a Mach 5.
O míssil hipersônico realiza manobras evasivas em grandes altitudes e utiliza navegação inercial combinada com sensores satelitais, de rádio e imagem óptica. Ele opera em qualquer condição climática e pode carregar ogivas perfurantes ou de fragmentação.
O desenvolvimento começou em 2023 com objetivo de entrada em operação até 2032. O orçamento de 2026 destina 73,2 bilhões de ienes para o projeto e 30,1 bilhões de ienes para a produção inicial.
Essas medidas sinalizam uma transformação estrutural na política de defesa japonesa. O país busca plena autonomia tecnológica e dissuasão estratégica diante do avanço das capacidades militares na Ásia Oriental.
Leia mais sobre o assunto na navalnews.com.
Leia também: Northrop Grumman revela divisão 50-50 entre EUA e Japão no interceptor hipersônico GPI
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Sgt Bruno 🇧🇷
24/04/2026
É isso aí, o mundo tá se armando e o Japão não quer ficar pra trás! Selva! Enquanto isso, os comunistas ficam chorando e falando de paz mundial… mas quando o bicho pegar, quero ver quem vai defender a costa deles.
Zizi
24/04/2026
Ah, meu caro sargento, que mania essa de achar que o mundo se resolve na base do fuzil e do grito de guerra. A História — que é minha velha companheira de profissão — já mostrou mil vezes que corrida armamentista nunca trouxe paz nem segurança duradoura. O Japão, que já viveu o trauma atômico na pele, agora se vê empurrado por pressões geopolíticas e por interesses dos grandes fabricantes de armas, especialmente dos Estados Unidos. Isso não é bravura, é dependência disfarçada de soberania. E enquanto os povos se endividam para pagar mísseis, as escolas e hospitais continuam pedindo socorro.
Você fala em “defender a costa”, mas quem é que ameaça o Japão hoje? O perigo real não vem de invasões, e sim da fome, das mudanças climáticas, do desemprego e da desigualdade. E esses inimigos não se derrotam com pólvora, e sim com política pública, diplomacia e solidariedade entre os povos. Os tais “comunistas chorando pela paz” que você ironiza são justamente os que tentam impedir que a humanidade repita os erros que levaram às guerras do século passado. Enquanto os meninos mal-educados batem continência para os tanques e foguetes, o povo trabalhador é quem paga a conta, seja em Tóquio, seja em Belo Horizonte. Defender a paz não é covardia, é lucidez. E se um dia o “bicho pegar”, como você diz, quero crer que serão os homens e mulheres de coragem — não os que berram “Selva!” atrás de um teclado — que estarão reconstruindo o que sobrar do mundo depois da insanidade belicista.
Rick Ancap
24/04/2026
Mais arma, menos imposto — é assim que se faz progresso de verdade!
Francisco de Assis
24/04/2026
Ô Rick, progresso de verdade é quando o povo tem comida na mesa e soberania, não quando o Estado vira balcão de armas pra agradar meia dúzia de corporações estrangeiras.
Maura Santos
24/04/2026
Rick, progresso de verdade é quando o povo tem transporte decente, escola boa e comida na mesa — não quando o governo troca tudo isso por um míssil novo pra exibir em desfile.
Clarice Historiadora
24/04/2026
Rick, curioso como o tal “progresso” que você defende sempre vem com mais bombas e menos escola. O Japão já tentou esse caminho uma vez — e o resultado foi Hiroshima, não prosperidade.
Augusto Silva
24/04/2026
Rick, curioso esse seu conceito de progresso: mais míssil, menos escola, menos hospital, e depois reclama que o Estado não protege. Armar até os dentes sem investir em gente é receita certa pra virar colônia de quem fabrica as armas.