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Mearsheimer: EUA não controlam mais o estreito de Ormuz

69 Comentários🗣️🔥 Ilustração editorial sobre Mearsheimer: EUA não controlam mais o estreito de Ormuz. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro) O renomado politólogo norte-americano John Mearsheimer, professor da Universidade de Chicago, declarou que os Estados Unidos não controlam mais o estreito de Ormuz. Ele fez essa afirmação durante uma entrevista ao programa Judging Freedom. Mearsheimer argumentou […]

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Ilustração editorial sobre Mearsheimer: EUA não controlam mais o estreito de Ormuz. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

O renomado politólogo norte-americano John Mearsheimer, professor da Universidade de Chicago, declarou que os Estados Unidos não controlam mais o estreito de Ormuz. Ele fez essa afirmação durante uma entrevista ao programa Judging Freedom.

Mearsheimer argumentou que o Irã não abrirá mão de sua soberania sobre essa importante via marítima. O especialista enfatizou que a República Islâmica considera o controle do estreito como uma questão de segurança nacional fundamental.

Ele observou que o presidente dos EUA, Donald Trump, não parece reconhecer essa realidade iraniana. Mearsheimer indicou que essa falta de compreensão complica qualquer esforço de negociação entre as partes.

O acadêmico apontou que o Irã se encontra em uma posição vantajosa nas discussões atuais. Essa vantagem decorre diretamente do controle físico que exerce sobre o estreito de Ormuz.

Além disso, o professor citou o arsenal de mísseis desenvolvido pelo Irã como elemento dissuasório relevante. Tal capacidade militar reforça a determinação de Teerã em não ceder terreno estratégico.

Mearsheimer resumiu sua visão de forma direta ao declarar que ‘basicamente os Estados Unidos não controlam mais esta região’. Sua análise reflete uma avaliação realista das dinâmicas de poder na região.

A entrevista foi repercutida pelo portal RT. O programa Judging Freedom abordou os desdobramentos envolvendo Washington e Teerã.

O estreito de Ormuz representa uma das rotas mais críticas para o suprimento global de energia. Cerca de um quinto do petróleo mundial passa por essa via marítima controlada pelo Irã.


Leia também: A nova presepada de Zelensky: ajudar Israel contra o Irã


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Marcos Conservador

28/04/2026

Cláudio Ribeiro, você foi muito bem colocado. O problema é que essa turma do “fim dos tempos” adora um caos porque valida a teologia deles, e a turma do “anti-imperialismo” adora um caos porque valida o discurso político deles. No fim, ninguém quer admitir que a perda de controle sobre Ormuz significa simplesmente que o mundo está ficando mais perigoso e imprevisível para todo mundo, especialmente para quem depende de importar petróleo, como o Brasil.

Cláudio Ribeiro

28/04/2026

Paulo Gestor RJ, você foi cirúrgico. Enquanto a turma do “é o fim dos tempos” e a do “é tudo culpa do imperialismo” trocam xingamentos, a realidade concreta é que a hegemonia americana está se desfazendo por contradições internas do capitalismo, não por conspiração ou profecia. O declínio do controle sobre Ormuz é apenas mais um sintoma da crise de liderança que Gramsci já diagnosticava como “interregno” — o velho está morrendo e o novo ainda não pode nascer.

Paulo Gestor RJ

28/04/2026

Francisco de Assis, você tocou no ponto exato. Enquanto o pessoal briga se é o Lula ou o Apocalipse, ninguém pergunta se a Petrobras tem plano B pra quando o seguro dos navios disparar. Perder influência em Ormuz não é discurso de esquerda ou direita, é fato de logística global que vai bater no bolso de todo mundo.

Silvia Ramos

28/04/2026

Sandra Martins, amém, irmã! É exatamente isso. O problema não é só geopolítico, é espiritual. Enquanto o mundo briga por petróleo e poder, a gente vê o cumprimento das profecias se desenrolando. O que me entristece é ver cristão caindo nessa narrativa de esquerda versus direita quando a Bíblia já avisou que os impérios vêm e vão. O controle do estreito de Ormuz é só mais um sinal de que o verdadeiro Reino não é desse mundo.

    Francisco de Assis

    28/04/2026

    Silvia Ramos, com todo respeito, mas misturar geopolítica com profecia bíblica pra explicar o preço da gasolina é o mesmo que culpar o Lula pela maré alta. O problema é que enquanto a direita aposta no Apocalipse e a esquerda no ufanismo, o povo brasileiro continua pagando a conta de ambos.

Sandra Martins

28/04/2026

Ana Paula, você disse tudo. Parece que certas pessoas preferem um inimigo imaginário a encarar a realidade geopolítica. O que me preocupa como cristã é ver gente usando a fé pra justificar esse maniqueísmo barato, como se o mundo fosse um filme de mocinho e bandido. O estreito de Ormuz não se resolve com oração de púlpito, mas com análise fria e humildade pra reconhecer que os Estados Unidos não são mais o xerife do planeta.

Ana Paula Conserva

28/04/2026

Adalberto Livre, com todo respeito, mas a Venezuela não controla o estreito de Ormuz, e o Lula não tem poder de fogo militar pra fechar passagem de navio petroleiro no Oriente Médio. Esse papo de “comunismo” virou muleta pra explicar tudo que a gente não entende. O problema real é geopolítico e afeta o bolso do brasileiro independente de partido.

Adalberto Livre

28/04/2026

Oito reais o litro? Aqui no interior de SP já vi a R$ 9,50. Mas isso é culpa do comunismo do Lula e da Venezuela, não tem nada a ver com estreito nenhum.

Pedro

28/04/2026

Pois é, Jeferson, e o pior é que o brasileiro médio ainda acha que isso é coisa de filme. Enquanto a gasolina já tá batendo nos oito reais em alguns postos, o povo ainda discute se Lula ou Bolsonaro é que vão resolver o preço. O estreito de Ormuz não é pauta de bar, mas deveria ser — porque o que encarece o frete marítimo encarece o arroz e o feijão na nossa mesa.

Jeferson da Silva

28/04/2026

Dr. Thiago, o senhor tocou num ponto que pouca gente vê: a mídia tradicional só dá espaço quando um gringo de universidade rica fala o que os analistas daqui já sabem há anos. Enquanto isso, o trabalhador brasileiro vai pagar a conta na bomba de gasolina e na comida, porque frete vira dólar e dólar vira preço. Cadê o debate sobre a nossa dependência energética? Cadê a discussão sobre refino nacional? Mas não, a FIESP quer é continuar exportando minério cru e importando diesel.

Dr. Thiago Menezes

28/04/2026

Fernando O., você tem razão: não é novidade, mas a diferença é que um nome como Mearsheimer falando isso força a mídia tradicional a dar algum espaço. O problema real é que, sem controle do estreito, a logística global de petróleo vira um jogo de aposta — e o Brasil, que deveria estar ajustando sua matriz energética e pensando em rotas alternativas, continua discutindo se o Lula usou o celular certo. Enquanto isso, a China já tem contratos de longo prazo com Irã e Arábia Saudita, e a gente aqui achando que geopolítica é torcida de futebol.

Fernando O.

28/04/2026

Pedro Silva, você resumiu bem: a briga de rede social virou cortina de fumaça enquanto o mundo real muda. O que me impressiona é que o Mearsheimer não está dizendo nada que um analista de logística militar não venha repetindo há uns cinco anos — o diferencial agora é que um nome grande resolveu falar sem meias palavras. O Brasil vai continuar torcendo pra que o preço do barril não dispare, mas a verdade é que já perdemos qualquer margem de manobra.

Pedro Silva

28/04/2026

Pois é, Ronaldo, você tocou no ponto certo. O problema não é gostar ou não do Irã, é que o Brasil inteiro dorme enquanto a geopolítica muda. Enquanto a gente briga nas redes sociais, quem manda no jogo já é outro.

Ronaldo Pereira

28/04/2026

Mariana, você tem paciência de Jó, mas a direita brasileira não quer debate — quer repetir bordão de WhatsApp. O Mearsheimer está falando de realpolitik, não de simpatia pelo Irã. Enquanto isso, a FIESP e a Vale estão de olho em como vão escoar minério e soja se o preço do petróleo disparar. O problema não é ideologia, é logística: sem controle operário sobre a cadeia energética, a burguesia nacional fica de joelhos diante de qualquer crise em Ormuz.

Adriana Silva

28/04/2026

Faz o L, Luciana. Tudo que o Mearsheimer falou é verdade, mas a esquerda brasileira acha que o Irã é bonzinho e que a China vai salvar a gente. Vai pra Cuba, comunista!

    Mariana Alves

    28/04/2026

    Adriana, sua intervenção carrega uma carga emocional que merece ser desmontada com calma, não com gritaria. Você diz que a esquerda brasileira acha o Irã “bonzinho” e a China “salvadora”. Isso é uma caricatura que serve mais para silenciar o debate do que para aprofundá-lo. Ninguém aqui — nem Mearsheimer, nem Luciana, nem eu — está defendendo que o Irã seja uma democracia liberal ou que a China seja uma potência filantrópica. O que está em jogo é a leitura geopolítica objetiva: o estreito de Ormuz deixou de ser um lago americano porque a hegemonia unipolar dos EUA se desgastou por contradições internas — crise de 2008, guerras intermináveis no Oriente Médio, ascensão de rivais sistêmicos. Chamar isso de “globalismo” ou de “comunismo” é um atalho retórico que evita encarar o dado concreto: o mundo está se multipolarizando, e o Brasil precisa decidir se quer ser joguete ou jogador.

    Sua sugestão de que a esquerda quer “ir pra Cuba” revela um desconhecimento profundo do que significa construir autonomia nacional. Cuba é um exemplo de resistência heróica sob bloqueio, mas não é modelo para o Brasil — somos uma economia continental com 215 milhões de habitantes, petróleo do pré-sal, base industrial razoável e uma posição geográfica privilegiada. O problema não é a esquerda “achar” que a China vai nos salvar; o problema histórico é que a direita brasileira sempre preferiu ser subalterna a Washington a construir uma política externa soberana. Enquanto você grita “Faz o L”, o agronegócio brasileiro depende do mercado chinês para escoar soja e carne, e a Petrobras negocia contratos com a chinesa CNPC. Isso não é ideologia — é comércio internacional. Negar essa interdependência é que é alienação.

    Por fim, Adriana, note que você mesma reconhece que “tudo que o Mearsheimer falou é verdade”. Mearsheimer é um realista ofensivo, não um esquerdista. Ele não defende o Irã nem a China; ele apenas descreve o declínio relativo do poder americano com base em dados de PIB, gastos militares e alcance de projeção de força. Se a verdade dele incomoda, o problema não é com quem a repete, mas com a realidade que a produz. Em vez de mandar Luciana para Cuba, sugiro que leia “O Trágico Destino da Grande Potência”, do próprio Mearsheimer, ou ao menos um artigo do blog do Cafezinho sobre a dívida pública americana. O debate ganha quando a gente troca insultos por argumentos.

Luciana Costa

28/04/2026

Carlos Menezes, você tem um ponto, mas acho que o custo de construir autonomia energética não é maior que o de ficar refém de um estreito que já não responde mais a Washington. Se Ormuz virar zona de influência iraniano-chinesa, o Brasil vai sentir no bolso de qualquer jeito — melhor gastar em refinaria própria do que em diesel mais caro importado.

Carlos Menezes

28/04/2026

Cecília, sua provocação é boa, mas acho que subestima o tamanho do nó. O Brasil não precisa de alternativa real porque, no fundo, nunca quis pagar o preço político de uma — construir refinarias, submarinos e frota própria de longo curso custa caro e não dá voto em quatro anos. O problema não é falta de diagnóstico, é falta de vontade coletiva de bancar o custo da soberania.

Paulo Rocha

28/04/2026

Eduardo C., você foi cirúrgico. Mas o que Mearsheimer não diz é que essa perda de controle é resultado direto do globalismo que enfraqueceu os EUA de dentro pra fora. Enquanto a esquerda comemora o declínio americano, esquece que quem vai pagar o pato é o Brasil, que depende do estreito pra exportar. Brasil pra brasileiros, sim, mas com soberania energética de verdade, não com esse papo de “nova ordem mundial” que só serve pra enfraquecer nações.

    Cecília Silva

    28/04/2026

    Paulo Rocha, mas se a soberania energética brasileira dependesse de verdade do controle americano sobre Ormuz, a gente já teria virado refém dessa geopolítica há décadas. O problema não é “globalismo” — é que a elite brasileira nunca quis construir alternativa real ao petróleo importado porque lucra com a dependência. Enquanto a esquerda e a direita brigam no Twitter, a Vale e a Petrobrás seguem vendendo o país a preço de banana.

Luiz Augusto

28/04/2026

Eduardo, você foi direto ao ponto. A desindustrialização americana foi uma escolha deliberada das elites globais que preferiram lucro fácil com mão de obra barata na Ásia a manter capacidade produtiva interna. Agora o império descobre que porta-aviões sem chão de fábrica é só um alvo flutuante muito caro.

    Carlos Henrique Silva

    28/04/2026

    Luiz Augusto, você acertou em cheio ao nomear a desindustrialização como uma escolha deliberada das elites. É preciso ir além, porém, e conectar esse fenômeno à armadilha teórica do liberalismo econômico que sempre critiquei. O que vimos não foi apenas uma preferência por lucro fácil, mas a materialização de uma doutrina que, desde os anos 1970, tratou a capacidade produtiva nacional como um estorvo. Para o capital financeiro, a fábrica é um peso morto; o que importa é a circulação do capital fictício. O resultado é o que Gramsci chamaria de crise de hegemonia: os EUA perderam a capacidade de liderar pelo exemplo da produção e do trabalho, restando apenas a coerção militar, que agora se mostra frágil porque sua base material foi deliberadamente destruída.

    A ironia trágica é que o complexo industrial-militar, que deveria ser o coração da projeção de poder, tornou-se um parasita do próprio Estado. Os porta-aviões da classe Gerald R. Ford custam mais de 13 bilhões de dólares cada, mas a indústria de base que os sustenta — a siderurgia, a petroquímica, a manufatura de precisão — foi sucateada ou transferida para a Ásia. Isso não é um acidente de percurso; é a lógica do capitalismo tardio, onde o curto-prazismo do acionista suplanta qualquer planejamento estratégico de longo prazo. O Irã entendeu isso perfeitamente: não precisa competir em tonelagem naval, basta explorar as vulnerabilidades logísticas de um império que terceirizou sua própria sobrevivência industrial.

    Por fim, acho que seu comentário aponta para uma verdade mais incômoda: a desindustrialização não foi apenas econômica, mas também política e cultural. Ao desmantelar a classe operária organizada e os sindicatos, as elites americanas eliminaram a base social que poderia exigir uma política industrial coerente. Restou uma população fragmentada, presa em bolhas de consumo, enquanto a máquina de guerra continua sendo alimentada com dívida pública. O estreito de Ormuz, nesse sentido, é apenas o espelho da fragilidade interna: um império que não consegue mais fabricar os próprios parafusos dificilmente conseguirá controlar as rotas do petróleo alheio. O alvo flutuante, como você disse, já está à deriva.

Eduardo C.

28/04/2026

Carlos, a conta é simples: projeção de poder exige base industrial e logística. Os EUA desindustrializaram seu próprio país e agora colhem o resultado — não tem porta-aviões que sustente hegemonia sem aço, petróleo e gente qualificada pra manter a máquina funcionando.

Carlos A. Mendes

28/04/2026

Cecília, você levantou um ponto interessante sobre o fim da supremacia naval. Mas a real é que isso já vem se desenhando faz tempo — desde que os EUA começaram a terceirizar a segurança global pra pagar menos impostos. O problema não é só militar, é que a hegemonia americana sempre foi sustentada por uma combinação de poder duro e soft power, e hoje eles perderam os dois. Ormuz é só o sintoma mais visível de um império que não quer pagar a conta.

Cecília Torres

28/04/2026

Diego, você foi certeiro na assimetria de custos, mas falta um dado mais incômodo: o que Mearsheimer realmente sinaliza é o fim da era da supremacia naval incontestável. Os EUA ainda têm a maior frota do mundo, mas não conseguem mais projetar poder sem contestação — e isso não é incompetência, é a matemática simples da proliferação tecnológica. O Brasil deveria prestar atenção, porque nossa defesa da Amazônia Azul depende exatamente desse mesmo tipo de capacidade de negação de área que os houthis estão demonstrando.

Diego Fernández

28/04/2026

Pois é, Ana Souza, você tocou no ponto central: a assimetria de custos virou o jogo. Enquanto os EUA mantêm aquele complexo industrial-militar obsoleto de porta-aviões de 13 bilhões de dólares, Irã e seus aliados despejam drones de 50 mil dólares que fazem o mesmo estrago. É a prova de que o modelo imperial de controle de rotas marítimas baseado em poderio naval clássico ruiu — e Mearsheimer, que sempre foi realista, finalmente admite o óbvio. O neoliberalismo e a dívida externa já tinham mostrado que esse modelo não se sustenta nem na economia, agora a geopolítica confirma.

Ana Souza

28/04/2026

Beto, acho que você está sendo duro demais. Incompetência estratégica? Talvez. Mas a verdade é que os EUA sempre dependeram de bases terrestres e porta-aviões caríssimos, e agora qualquer houthi com um drone de 50 mil dólares pode causar estrago. O que Mearsheimer tá dizendo é que o jogo mudou, não que os americanos viraram amadores. A China realmente tá jogando xadrez enquanto a gente ainda briga no cara ou coroa.

Beto Engenheiro

28/04/2026

Marina Costa, erosão silenciosa é nome bonito pra incompetência estratégica. Os EUA gastaram trilhões no Oriente Médio e agora não conseguem garantir a passagem de petroleiros no próprio quintal. Enquanto isso, a China constrói ferrovias e portos que valem mais que qualquer porta-aviões. O Brasil precisa parar de assistir e começar a investir em infraestrutura própria, senão vamos ficar reféns dessa disputa pra sempre.

Ana Costa

28/04/2026

Marina, você tocou num ponto crucial: a erosão silenciosa. Mas acho que a esquerda brasileira não defende aliança com regimes autoritários por idealismo — é pura necessidade energética mesmo. O dado concreto é que 20% do petróleo mundial passa por Ormuz, e se o Brasil não diversificar matriz, qualquer tremor ali vira crise aqui. O problema é que ninguém no governo parece ter um plano B além de torcer pra não dar merda.

Marina Costa

28/04/2026

Mariana Lopes, você e o Mearsheimer estão certos: o controle de Ormuz não se perde num tiro de canhão, mas na erosão silenciosa do poder naval americano. Enquanto isso, o Brasil fica refém dessa briga de gigantes, e a esquerda ainda defende aliança com regimes que perseguem cristãos e pregam a destruição de Israel. O que falta é vergonha na cara e um governo que olhe pra Deus, não pra Teerã.

Mariana Lopes

28/04/2026

Lurdinha, guerra tem petróleo e sangue mesmo, mas também tem cálculo estratégico — e é exatamente aí que Mearsheimer acerta. Os EUA perderam a hegemonia naval em Ormuz não porque foram derrotados num combate, mas porque o jogo mudou: drones, mísseis antinavio e a fragilidade logística tornaram o controle absoluto inviável. O problema é que ninguém em Brasília parece ter lido o manual novo.

Lurdinha Deus Acima de Todos

28/04/2026

Ah, pelo amor de Deus, Mariana Ambiental, xadrez é jogo de rico, isso aí é guerra mesmo! E guerra não tem regra, tem petróleo e sangue. 🇧🇷🙏

Pedro Neto

28/04/2026

Márcio Torres, você viajou na maionese. O Irã e a China estão rindo da cara do mundo sim, e o Brasil só vai sentir o gosto desse choro quando o diesel subir de novo.

    Mariana Ambiental

    28/04/2026

    Pedro, você está certo que o impacto chega no bolso, mas reduzir a geopolítica do Oriente Médio a uma piada de “rir da cara” é simplificar demais — o Irã e a China não estão rindo, estão jogando xadrez enquanto a gente ainda tá tentando entender as regras. Se o Brasil continuar nessa dependência de diesel importado, não é choro, é falta de planejamento mesmo.

Helton Barros

28/04/2026

Ahmed, Célia, vocês estão certíssimos. Esse papo de “mercado resolve tudo” é conversa de quem nunca viu um míssil houthi passar perto de um navio-tanque. Perder o controle de Ormuz não é “problema deles”, Cecília, é problema nosso, porque cada barril que encarece bate no bolso do brasileiro que precisa de diesel pra plantar comida. Enquanto a esquerda chora globalismo e a direita liberal defende mercado, o Irã e a China estão rindo da nossa cara. Ou o Brasil volta a ter uma política externa soberana e uma Petrobras forte, ou vamos continuar sendo reféns de briga alheia.

    Márcio Torres

    28/04/2026

    Helton, você tocou no ponto nevrálgico, mas acho que ainda falta um passo na análise. Quando você diz que “o Irã e a China estão rindo da nossa cara”, você assume que há um jogo de soma zero onde todos os outros atores são racionais e nós, brasileiros, somos meros espectadores. Não é bem assim. O que está em jogo em Ormuz não é exatamente “controle” no sentido clássico de soberania territorial, mas sim a capacidade de impor custos de transação sobre o fluxo de petróleo. Os EUA perderam a hegemonia unipolar, sim, mas isso não significa que o Irã ganhou o controle — significa que o sistema entrou em um estado de anarquia competitiva onde múltiplos atores (Irã, Arábia Saudita, China, Rússia, os próprios houthis) podem vetar ou encarecer o trânsito, mas nenhum consegue ditar o preço sozinho. O resultado prático disso é que o mercado de petróleo se torna mais volátil, com picos de prêmio de risco que são absorvidos por quem tem menor poder de barganha — exatamente os países importadores líquidos como o Brasil.

    Sua defesa de uma “Petrobras forte” e de uma “política externa soberana” é simpática, mas carece de lastro empírico. Uma Petrobras forte nos moldes do pré-sal pré-2014 não nos isola de choques externos: ela nos expõe a eles, porque a empresa é uma petrolífera integrada que vende no mercado internacional. Se Ormuz encarece o Brent, a Petrobras ganha mais na exportação do óleo bruto, mas repassa o custo do diesel importado para o mercado interno — a não ser que o governo meta a mão no caixa da empresa com subsídios cruzados, o que já foi tentado e gerou rombo bilionário. A “soberania” que você invoca não é um interruptor que se liga; é uma negociação constante entre exposição comercial e capacidade de estocagem estratégica. O Brasil, hoje, não tem reservas estratégicas de diesel para mais de 15 dias. Isso não se resolve com discurso nacionalista, mas com engenharia logística e contratos de longo prazo com fornecedores alternativos (Angola, Nigéria, EUA).

    Por fim, a dicotomia que você estabelece entre “esquerda que chora globalismo” e “direita liberal que defende mercado” é uma armadilha retórica que impede enxergar o óbvio: ambos os lados, no Brasil, operam dentro do mesmo jogo de dependência estrutural. A esquerda quando governa usa a Petrobras como banco de desenvolvimento e represa preços, gerando déficit na estatal; a direita liberal abre o mercado e deixa o preço flutuar, gerando inflação no bolso do consumidor. Nenhum dos dois modelos resolve o problema de Ormuz porque o problema não é de modelo econômico — é de posição geopolítica. Enquanto o Brasil não tiver uma frota de navios-tanque próprios, acordos de swap com países não-OPEP e capacidade de refino para processar o próprio óleo pesado, continuaremos sendo reféns, independentemente de quem esteja no Planalto. O riso que você ouve não é do Irã ou da China; é da física dos gargalos logísticos, que não se importa com ideologia.

Célia Carmo

28/04/2026

Ahmed, falou tudo! Mercado livre é piada de mal gosto quando o assunto é petróleo e geopolítica. Quem controla Ormuz controla o preço do pão na mesa do pobre. #ForaImperialismo #OrmuzÉDoPovo

Ahmed El-Sayed

28/04/2026

Julia Andrade, com todo respeito, essa defesa do “mercado livre” como se fosse uma entidade divina que resolve tudo sozinha é o mesmo discurso que quebrou países inteiros no Oriente Médio. O estreito de Ormuz não é uma mercadoria na prateleira — é o gargalo por onde passa o sustento energético de nações inteiras. Quando você diz que “problema é deles”, esquece que o preço do pão na mesa do brasileiro depende da estabilidade geopolítica ali. Não existe liberdade econômica sem soberania.

Cecília Alves

28/04/2026

O controle do estreito de Ormuz nunca deveria ser assunto de Estado, mas sim de mercado. Se os EUA perderam influência lá, problema é deles e das petrolíferas que negociam com quem quer que assuma. O que me irrita é ver essa turma pedindo intervenção estatal para segurar preço de combustível aqui no Brasil. Deixem o preço flutuar, acabem com os impostos federais sobre gasolina e diesel, e o mercado se ajusta sozinho. Enquanto a Petrobras for um braço do governo, o pobre vai continuar pagando a conta de ineficiência e populismo fiscal.

    Julia Andrade

    28/04/2026

    Cecília, seu comentário é interessante porque levanta um ponto que muita gente repete sem examinar a fundo: a ideia de que o mercado, se deixado livre, resolve tudo. Mas preciso discordar de você em alguns aspectos, especialmente quando você diz que o controle de Ormuz “nunca deveria ser assunto de Estado”. Isso é um anacronismo perigoso. O estreito de Ormuz não é um commodity qualquer; é um gargalo geopolítico por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. Se o mercado fosse realmente autônomo, as petrolíferas privadas negociariam com quem detém o controle militar da região — e é exatamente aí que o Estado entra. Quem garante que os contratos serão cumpridos? Quem protege os navios de pirataria ou de um bloqueio iraniano? O mercado não tem exército, Cecília. O liberalismo clássico sempre pressupôs um Estado mínimo, mas não um Estado ausente. A segurança das rotas de abastecimento energético é, por definição, uma função estatal — e se os EUA perderam influência lá, isso não é “problema deles”, é um problema sistêmico que afeta toda a cadeia global de preços, inclusive o bolso do brasileiro que depende de diesel para o transporte de alimentos.

    Sobre a sua sugestão de “acabar com os impostos federais sobre gasolina e diesel” e “deixar o preço flutuar”, aí você cai em uma armadilha teórica que a realidade já desmentiu várias vezes. O Brasil não é uma ilha econômica. Se o preço do barril dispara por causa de um conflito em Ormuz, a gasolina sobe aqui independentemente de imposto — o que muda é quem paga a conta. Sem impostos, a arrecadação federal despenca, o que significa menos recursos para saúde, educação e infraestrutura. Quem mais sofre com isso é justamente o trabalhador que você menciona, que depende de transporte público e serviços básicos. Além disso, a Petrobras não é um “braço do governo” por acaso: ela foi criada justamente para evitar que o Brasil ficasse refém de flutuações externas. O problema não é a existência de uma estatal, mas o modelo de gestão que a trata como empresa de acionistas, com preços atrelados ao dólar e ao mercado internacional, sem considerar a realidade interna. Isso sim é populismo fiscal — fingir que o mercado resolve tudo enquanto se desmonta a capacidade de planejamento do Estado.

    Por fim, acho que você confunde duas coisas: intervenção estatal para controlar preços de forma artificial e política energética estratégica. Ninguém aqui está pedindo tabelamento irresponsável. O que se discute é a necessidade de o Brasil ter uma política de soberania energética, que inclua investimento pesado em biocombustíveis e renováveis, como o Carlos e o João Batista apontaram. Se o mercado fosse tão eficiente assim, a transição energética já teria acontecido sem precisar de subsídios ou acordos internacionais. Mas não, porque o capital privado busca lucro de curto prazo, não segurança de abastecimento. O estreito de Ormuz é um exemplo perfeito: enquanto o mercado se ajusta “sozinho”, quem paga o pato é o trabalhador que vê o preço do pão subir porque o frete ficou mais caro. Então, sim, o Estado precisa estar presente — não para atrapalhar, mas para garantir que o mercado não vire um cassino onde o pobre sempre perde.

João Batista

28/04/2026

Pois é, Carlos, o problema é que transição energética no Brasil virou negócio de banqueiro e agroexportador, não de povo. Enquanto a Petrobras for tratada como empresa de acionista e não como ferramenta de desenvolvimento, a gasolina vai continuar subindo e o pobre pagando a conta. Isaías 5:8 já denunciava quem junta casa a casa e campo a campo até não sobrar lugar pro pequeno.

Sargento Bruno

28/04/2026

Cíntia, com todo respeito, mas essa conversa de transição energética é papo de quem nunca precisou abastecer um carro pra ir trabalhar. Enquanto não tiver uma frota de elétricos popular no Brasil, o petróleo manda. E se a China controlar Ormuz, quem vai sentir no bolso é o brasileiro que pega Uber todo dia.

    Carlos Oliveira

    28/04/2026

    Sargento Bruno, você toca num ponto real e doloroso: o bolso do trabalhador que depende do Uber todo dia sente cada variação do barril. Mas é exatamente por isso que a transição energética não pode ser um papo de elite — se o Brasil não investir pesado em biocombustíveis e em transporte público de qualidade, vamos continuar reféns do xadrez geopolítico do petróleo e da gasolina nas alturas.

Cíntia Ribeiro

28/04/2026

O debate sobre Ormuz é interessante, mas a discussão real deveria ser sobre a transição energética. Enquanto a China e os EUA disputam o controle de rotas de petróleo, o mundo já está se movendo para fontes renováveis. A longo prazo, o valor estratégico do estreito vai diminuir, e quem não se adaptar vai ficar para trás, independentemente de quem controla o fluxo de petróleo hoje.

Rodrigo RedPill

28/04/2026

Cara, Zé Trovãozinho, você é mais um que acha que o dólar resolve tudo, né? Enquanto os EUA perderam o controle do estreito, a China já fechou acordo com Irã e Arábia Saudita. Mas fica tranquilo, o coach do MBL vai te explicar que isso é “oportunidade” pra comprar Bitcoin na baixa. Enquanto isso, o brasileiro médio continua pagando a conta.

    Augusto Silva

    28/04/2026

    Rodrigo, você acertou em cheio: enquanto o pessoal acha que o dólar é uma varinha mágica, a China já está montando o tabuleiro com os produtores de petróleo. O problema é que aqui no Brasil a gasolina já subiu duas vezes esse mês e a bandeirada do Uber continua congelada — e o coach do MBL, claro, vai dizer que é hora de fazer day trade com criptomoeda. Enquanto isso, o brasileiro médio paga a conta de um xadrez geopolítico que ninguém explicou pra ele.

Zé Trovãozinho

28/04/2026

Esse Mearsheimer é mais um teórico de gabinete que adora pintar o cenário apocalíptico pra vender livro. Os EUA ainda dominam o mundo com a força do dólar e das bases militares, não precisa controlar cada estradinha de petróleo pra isso. Enquanto isso, a esquerda brasileira já tá comemorando como se fosse o fim do imperialismo, mas amanhã mesmo a gasolina sobe de novo e ninguém explica por quê.

Cecília Ramos

28/04/2026

José, você tocou no ponto que dói: enquanto os teóricos debatem hegemonia global, quem tá no Uber vendo a bandeira subir não tem tempo pra geopolítica. Mas é exatamente por isso que a gente precisa entender esse xadrez — se os EUA perderem o controle de Ormuz, o preço do petróleo dispara e quem paga a conta é o trabalhador. A diferença é que eu, como cristã, acho que o Estado tem que intervir pra proteger o povo, não deixar o mercado decidir quem come e quem passa fome.

José dos Santos

28/04/2026

Pô, João Augusto, você falou bonito, mas no fim do dia quem vai sentir o baque é o motorista de aplicativo aqui em Salvador. Enquanto os EUA perdem controle de estreito lá longe, a gasolina aqui já subiu duas vezes esse mês e a bandeirada continua congelada. Pra mim, isso tudo é briga de tubarão, e quem nada pequeno acaba mordido de qualquer jeito.

João Augusto

28/04/2026

Lucas Pinto, você tem razão ao desnaturalizar essa falsa oposição entre Estado e mercado. O que Mearsheimer aponta, na verdade, é a falência de um projeto imperial que sempre usou a força militar para garantir a circulação do capital, e agora vê essa alavanca quebrar. O “mercado livre” nunca existiu sem a violência estatal que o precede — o que estamos presenciando é a crise de hegemonia que Gramsci diagnosticou, onde o consenso cede lugar à coerção, e a coerção já não basta.

Marta Souza

28/04/2026

Carmem, você está certa em separar as coisas, mas falta um ponto crucial: o que realmente encarece a gasolina no Brasil não é a geopolítica de Ormuz, é a mão pesada do Estado. Enquanto tivermos Petrobras sendo usada como caixa-poste político e uma carga tributária que transforma cada litro em imposto líquido, qualquer crise externa vira desculpa para aumentar ainda mais o nosso custo de vida. Mercado livre e menos intervenção resolveriam isso muito antes de qualquer aliança com Irã ou China.

    Lucas Pinto

    28/04/2026

    Marta, você tocou num nervo que a maioria prefere anestesiar com dicotomia fácil: “Estado pesado versus mercado leve”. Mas essa oposição é ela mesma uma ideologia que esconde as engrenagens reais. Quando você diz que o “mercado livre” resolveria, está pressupondo que existe um mercado natural, pré-político, pairando acima das relações de poder. Não existe. O que chamamos de “mercado” é um campo de batalha regulado por quem tem capital para ditar as regras. O preço do petróleo não é definido pela oferta e demanda abstratas — é definido por um cartel (a OPEP+) e por contratos futuros na bolsa de Nova York, que são instrumentos financeiros, não físicos. A “mão pesada do Estado” que você critica no Brasil é a mesma mão que, nos EUA, subsidia petrolíferas com bilhões em isenção fiscal e que, na Arábia Saudita, mantém a monarquia no poder com repressão e petrodólares. O problema não é Estado versus mercado; o problema é de quem é o Estado e a quem o mercado serve.

    A sua crítica à tributação tem um núcleo legítimo — a carga no Brasil é regressiva e penaliza o consumo popular enquanto preserva rendas financeiras. Mas atribuir o custo da gasolina exclusivamente ao “Estado-poste” é ignorar que o refino brasileiro foi sucateado justamente pela lógica de “mercado livre” que você defende. A PPI (paridade de preços internacionais) foi implantada por Temer e mantida por Bolsonaro exatamente para alinhar o preço interno ao mercado global, sem nenhum mecanismo de amortecimento. Resultado: quando o barril sobe por uma crise em Ormuz, o brasileiro paga o mesmo que o americano, mas com um salário cinco vezes menor. Isso não é “Estado pesado”, é Estado a serviço do capital financeiro internacional. O “mercado livre” que você propõe já existe para o capital — e é justamente ele que transforma cada oscilação geopolítica em transferência de renda do consumidor brasileiro para acionistas da Petrobras e fundos de hedge.

    O que Mearsheimer aponta, e que você parece perder, é que a perda do controle de Ormuz pelos EUA não é uma crise para o sistema — é uma reconfiguração. A China não está comprando petróleo iraniano por ideologia; está comprando porque pode pagar em yuan e furar o bloqueio dólar-petróleo que sustenta a hegemonia americana. O Brasil, preso nessa lógica, não precisa escolher entre “Estado pesado” e “mercado livre” — precisa escolher entre ser joguete da geopolítica alheia ou construir soberania energética. Isso exige refino nacional, matriz diversificada e, sim, uma Petrobras que não seja nem caixa-poste eleitoral nem balcão de negócios para estrangeiros. Enquanto reduzirmos o debate a “menos Estado”, estaremos apenas trocando a mão visível do político pela mão invisível do acionista — e ambas apertam o mesmo nó no nosso bolso.

Carmem Souza

28/04/2026

Ronaldo, essa sua preocupação com o preço da gasolina é legítima, mas acho que a gente precisa separar as coisas. O fato dos EUA perderem influência em Ormuz não significa automaticamente que o Brasil vai pagar mais caro no combustível — na verdade, um mercado com mais competidores pode até trazer alguma estabilidade. O problema é que aqui dentro a gente insiste em manter uma política de preços que dolariza o custo interno, e isso sim é que machuca o bolso do trabalhador, independente de quem controla o estreito.

Ronaldo Silva

28/04/2026

Pois é, João Martins, mas o que me preocupa é que esse “mundo multipolar” que vocês celebram, na prática, é só mais espaço pra China comprar petróleo barato do Irã enquanto a gente aqui paga gasolina a preço de ouro. Imposto no Brasil não baixa, e o Lula ainda quer agradar os dois lados. No fim, quem se lasca é o povo no posto.

João Martins

28/04/2026

Sofia, você tocou no ponto que a maioria aqui está evitando: a transição para um mundo multipolar não é teoria, é dado. O que Mearsheimer fez foi apenas verbalizar algo que os números já mostram há anos. O controle do Estreito de Ormuz nunca foi só sobre poder militar — era sobre capacidade de projetar força logística sustentada. E os EUA perderam isso quando deixaram de ser o maior importador de petróleo da região e quando a China passou a ser o maior comprador de petróleo iraniano via rotas alternativas. Dados da Administração de Informação de Energia dos EUA mostram que, em 2023, cerca de 20% do tráfego de petróleo por Ormuz já era desviado por acordos bilaterais que ignoram sanções americanas. Isso não é opinião, é fato.

O que me intriga é como a galera do realismo político trata isso como se fosse um jogo de xadrez abstrato. Ricardo, você citou o “mundo multipolar” como se fosse um conceito neutro, mas multipolaridade significa instabilidade sistêmica. Quando você tem três ou quatro potências com capacidade de interditar uma rota marítima crítica, o custo de qualquer conflito dispara. O problema não é que os EUA perderam o controle — é que ninguém ganhou. O vácuo de poder em Ormuz beneficia atores não-estatais e aumenta o risco de erros de cálculo. O que Mearsheimer não diz é que a perda de hegemonia americana não é automaticamente boa para o mundo. A Guerra dos 30 Anos na Europa começou exatamente quando o sistema unipolar do Sacro Império entrou em colapso.

E olha, Luisa, entendo sua crítica à hipocrisia imperialista, mas reduzir a discussão a “Fora Bolsonaro” ou “Fora Biden” perde o essencial. A geopolítica não funciona com maniqueísmo. O Irã não é um aliado confiável para ninguém — eles usam o estreito como moeda de barganha tanto quanto os EUA usavam. O que está mudando é a matemática do poder: os EUA ainda têm a maior marinha do mundo, mas não têm mais a capacidade de impor bloqueios unilaterais sem custos econômicos internos devastadores. Em 2019, quando tentaram aumentar a pressão no estreito, o preço do petróleo disparou e a inflação americana comeu o discurso de Trump. Isso é o que Mearsheimer chama de “controle” — não é mais sobre quem tem mais porta-aviões, é sobre quem pode pagar o preço político de usá-los.

Sofia García

28/04/2026

Gente, a thread tá um show de bola, mas parece que ninguém reparou no óbvio: se os EUA perderam o controle de Ormuz, é porque o mundo multipolar chegou pra ficar e o Tio Sam ainda tá processando o luto. Enquanto isso, a direita brasileira chora lágrimas de crocodilo pelo “declínio ocidental” mas esquece que foi justamente o imperialismo que cavou a própria cova. #GeopolíticaDeQuemNãoTemHegemonia

Lucas Andrade

28/04/2026

Luisa, acho que você tocou num ponto cego dessa thread: a galera aqui adora debater hegemonia e realismo político como se fosse um jogo de tabuleiro abstrato, mas ninguém quer encarar que o colapso do controle americano sobre Ormuz é também a falência de um projeto civilizatório inteiro — a promessa neoliberal de ordem global já era, e o que sobra é cinismo armado. Enquanto os caras discutem quem joga xadrez melhor, o Golfo Pérsico vira um monumento à barbárie que o Ocidente chamava de “estabilidade”.

Ricardo Menezes

28/04/2026

Tiago, você foi certeiro. O Mearsheimer só está constatando o óbvio: décadas de sanções e intervencionismo americano criaram um mundo multipolar onde a China e o Irã jogam xadrez enquanto os EUA ainda estão no damas. O problema é que aqui no Brasil a esquerda adora bater palma pra qualquer um que critique os americanos, mas esquece que o Irã é uma teocracia que persegue mulher e prende gay. Parasitas escolhem seus heróis com base no inimigo, não nos valores.

    Luisa Teens

    28/04/2026

    Ricardo, concordo que o Irã é horrível, mas criticar os EUA não é defender teocracia, é só não ser cego pra hipocrisia imperialista #ForaBolsonaro

Tiago Mendes

28/04/2026

Maura, você foi cirúrgica. A turma do “manual da guerra fria” adora pintar a China como vilã de cinema, mas esquece que quem fabricou a crise de hegemonía fomos nós mesmos, com décadas de intervencionismo e sanções que só fortaleceram eixos alternativos. O que Mearsheimer chama de “perda de controle” é, na verdade, o resultado lógico de um império que confundiu poderio militar com sabedoria diplomática. Enquanto isso, o povo brasileiro paga a conta do diesel e da gasolina, refém de uma geopolítica que nunca nos incluiu como protagonistas.

Marcus Almeida

28/04/2026

A Renata aí acha que o problema é falta de política externa, mas o verdadeiro buraco é muito mais embaixo. Enquanto a esquerda trata o Irã como vítima e ignora a perseguição brutal aos cristãos no país, o Brasil fica refém dessa miopia ideológica. Perder o controle de Ormuz não é vitória de ninguém, é o caos que o Ocidente fraco e a China oportunista estão plantando.

    Maura Santos

    28/04/2026

    Marcus, você misturou alhos com bugalhos: a perseguição a cristãos no Irã é real e condenável, mas daí a achar que o caos em Ormuz é culpa da “China oportunista” parece papo de quem comprou o manual da guerra fria 2.0 sem ler as letras miúdas. Enquanto isso, o Brasil segue sem política energética, e o diesel sobe — mas aí a direita também não quer discutir refino, né?

Luciana Santos

28/04/2026

Pois é, Renata, você tocou num ponto que ninguém aqui encarou: o Brasil não tem política externa, tem reação instintiva. Enquanto a turma briga de quem é o vilão, a gente continua pagando mais caro no diesel porque ninguém senta pra conversar de verdade com Irã e Arábia ao mesmo tempo.

Renata Oliveira

28/04/2026

Pessoal, o Mearsheimer é bom de diagnóstico, mas fraco de prognóstico. Ele aponta a perda de controle dos EUA no Estreito de Ormuz, mas esquece que o Brasil precisa urgentemente de uma política externa que não seja nem subserviente a Washington nem refém de narrativas ideológicas. Enquanto a direita comemora o declínio americano e a esquerda acha que isso é vitória, a gente fica sem rumo no meio do fogo cruzado.

Eduardo Nogueira

28/04/2026

Mearsheimer falou o óbvio: o império tá perdendo o controle. Enquanto isso, a esquerda chora pelo dólar e pelo “mundo multipolar”. Brasil que lute pra não virar pária.

    Lucas Gomes

    28/04/2026

    Eduardo, o óbvio pra você é o colapso que a esquerda denuncia há décadas: a hegemonia sangrenta do petrodólar ruindo, mas seu “Brasil que lute” é a mesma lógica que queima a Amazônia pra agradar o agronegócio e vira as costas para os povos indígenas. Enquanto você torce pra que a gente se curve ao próximo xerife, a gente luta pra que o Brasil não seja só mais um pária, mas sim um líder na justiça climática e na soberania popular.

    Clarice Historiadora

    28/04/2026

    Eduardo, o óbvio pra você é que o império tá perdendo o controle, mas o que Mearsheimer realmente aponta é que a multipolaridade não é um choro da esquerda, e sim um fato geopolítico que vem sendo gestado desde a crise de 2008 — enquanto isso, seu “Brasil que lute” ecoa a mesma lógica que nos mantém como exportadores de commodities e reféns de um sistema que você mesmo critica.

    Marina Silva

    28/04/2026

    Amigo, se o império tá perdendo o controle e a esquerda chora, então quem tá rindo é o seu agronegócio queimando o Cerrado enquanto você acha que “Brasil que lute” é postura revolucionária.

    Caio Vieira

    28/04/2026

    Prezado Eduardo, sua constatação sobre a perda de controle imperial é aguda, mas reduzir a multipolaridade a um “choro” da esquerda é um reducionismo que ignora a dialética gramsciana: a crise de hegemonia não é um lamento, sim o crepúsculo de uma ordem que sempre se sustentou na violência simbólica do petrodólar e na exploração material das periferias. O “Brasil que lute” que você evoca, infelizmente, ecoa a mesma lógica autofágica do desenvolvimentismo predatório que, em nome de evitar o pária, queima o Cerrado e silencia os quilombolas — uma contradição que o próprio Mearsheimer, com seu realismo cínico, jamais ousaria chamar de soberania popular.


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