Ativistas antiguerra interromperam um fórum de segurança organizado pela Politico em Washington, denunciando o patrocínio da Lockheed Martin e o papel da maior empreiteira militar do mundo no fornecimento de armas para guerras no Oriente Médio. O chamado ‘Security Summit’ reunia autoridades dos Estados Unidos, parlamentares, executivos do setor de defesa e figuras estrangeiras para debater prioridades militares, o Irã, cibersegurança e o uso de inteligência artificial em conflitos armados.
Segundo a organização, o objetivo do encontro era ‘dissecar a postura em transformação do governo’ em relação à defesa e às armas do futuro. Críticos definiram o evento como um espaço de articulação direta entre Pentágono e indústria bélica, denúncia reforçada pela presença ostensiva da indústria armamentista no palco e nos bastidores.
Integrantes do grupo pacifista Code Pink protagonizaram uma série de protestos durante os painéis ao vivo, interrompendo discursos e acusando a Lockheed Martin e autoridades governamentais de lucrar e alimentar as guerras na região. Os manifestantes denunciaram o fórum como ‘lucro de guerra embrulhado em política pública’, afirmando que as empresas de defesa e tecnologia presentes têm responsabilidade direta sobre vítimas civis.
De acordo com a RT, ao menos quatro ativistas foram retirados do evento à força, conforme registros em vídeo divulgados pelo próprio Code Pink nas redes sociais. As cenas mostram militantes confrontando diretamente parlamentares e executivos sobre o apoio dos Estados Unidos às ações militares conjuntas com Israel contra o Irã.
Um dos momentos mais tensos ocorreu durante a fala do deputado Adam Smith, membro graduado do Comitê de Serviços Armados da Câmara dos Estados Unidos. A ativista Olivia DiNucci interrompeu o painel com a frase que viralizou nas redes: ‘Isto não é sobre segurança. Isto é sobre morte e destruição. Isto é sobre lucro.’
Em seguida, uma manifestante palestina questionou os participantes em tom direto, citando declarações feitas no próprio evento sobre a guerra contra o Irã. ‘Como ousam usar o massacre do meu povo como uma oportunidade de ouro? Como ousam, todos vocês, criminosos de guerra aqui dentro!’, bradou a ativista antes de ser conduzida para fora do salão.
Em outro momento, uma ativista iraniana-americana confrontou Reza Pahlavi, filho exilado do último xá do Irã, por seu apoio à guerra conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra a República Islâmica. ‘Onde você estava quando nosso povo estava retirando seus filhos dos escombros das bombas que você convidou para entrar em nosso país? Que vergonha!’, bradou a manifestante, dirigindo-se a Pahlavi, que vive exilado em território americano.
Os ativistas também pediram o fim da guerra em Gaza e denunciaram o que chamaram de ‘genocídio na Palestina’, com cartazes onde se lia ‘Lockheed ama a guerra’. A escolha do alvo não é casual: a Lockheed Martin é a maior empreiteira militar do mundo e recebe mais de 60 bilhões de dólares por ano em contratos com o Pentágono, sendo alvo recorrente de manifestações pacifistas.
A companhia fornece os caças F-35, mísseis Hellfire e bombas antibunker utilizadas por Israel nos bombardeios contra Gaza e o Líbano, armamentos diretamente associados ao elevado número de vítimas civis nesses territórios. A empresa também figura entre as maiores beneficiárias do conflito entre Rússia e Ucrânia, com suas linhas de produção operando em ritmo acelerado para repor os arsenais ocidentais transferidos a Kiev.
Entre os sistemas da Lockheed enviados ao governo ucraniano estão as baterias antiaéreas Patriot, os lançadores HIMARS, os mísseis de longo alcance ATACMS e mísseis antitanque Javelin. O episódio em Washington escancara o crescimento da oposição interna nos Estados Unidos ao complexo industrial-militar que sustenta as operações bélicas no Oriente Médio e no Leste Europeu, em meio à escalada das tensões com o Irã.
A reportagem original pode ser consultada em RT.
Com informações de RT.
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Karina Libertária
13/05/2026
Esses protestos são puro *showzinho* de gente que nunca fez um *investment* na vida e acha que o mundo funciona com discurso bonitinho da Greta. Aqui em Miami a gente sabe que sem a Lockheed Martin os países que vivem de bolsa família já tinham virado *dictatorship* há muito tempo. Vão trabalhar, *losers*.
Tiago Mendes
13/05/2026
Karina, reduzir tudo a “investment” e chamar quem protesta de “losers” é a cara do deus Mercado que Jesus expulsou do templo. Enquanto você mede dignidade pelo saldo bancário, há profetas lembrando que “não se pode servir a Deus e a Mamom” – e que bombas nunca fabricaram justiça, só ampliaram o sofrimento dos pobres que você despreza.
Carlos Mendes
13/05/2026
Protesto contra empresa que gera empregos e paga impostos nos EUA é puro exibicionismo moral. Quem grita contra a Lockheed Martin deveria primeiro abrir mão da proteção militar que impede que suas casas sejam bombardeadas. O complexo industrial-militar é alvo fácil, mas sem ele a esquerda caviar nem teria segurança para fazer barraco em fórum de elite.
Mariana Ambiental
13/05/2026
Sua lógica é a mesma do agronegócio: “sem veneno vocês morrem de fome”. Sem a Lockheed Martin o mundo não entra em colapso, só perde o murro na mesa que os EUA usam pra garantir acesso a petróleo e minério alheio. E chamar de esquerda caviar quem protesta contra a máquina de morte é o refúgio clássico de quem nunca pisou num acampamento do MST.
Luisa Teens
13/05/2026
Imagina achar que segurança é bomba e não justiça climática, seu vendido #GretaThunberg