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Verão é a janela mais provável para ataque dos EUA a Cuba, diz empresa chinesa de tecnologia de defesa

0 Comentários🗣️🔥 Uma empresa chinesa de tecnologia de defesa avaliou que qualquer ataque militar dos Estados Unidos contra Cuba provavelmente ocorreria neste verão. A Jingan Technology, startup civil fundada em 2021 na cidade de Hangzhou, província de Zhejiang, acompanha de perto os movimentos militares norte-americanos ao redor da ilha. A empresa utiliza inteligência artificial e […]

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Verão é a janela mais provável para ataque dos EUA a Cuba, diz empresa chinesa de tecnologia de defesa
Verão é a janela mais provável para ataque dos EUA a Cuba, diz empresa chinesa de tecnologia de defesa

Uma empresa chinesa de tecnologia de defesa avaliou que qualquer ataque militar dos Estados Unidos contra Cuba provavelmente ocorreria neste verão.

A Jingan Technology, startup civil fundada em 2021 na cidade de Hangzhou, província de Zhejiang, acompanha de perto os movimentos militares norte-americanos ao redor da ilha. A empresa utiliza inteligência artificial e análise de dados para examinar desafios de segurança nacional e defesa.

Segundo a análise, caso os Estados Unidos usem força contra Cuba, a operação provavelmente assumiria a forma de uma ação rápida de “decapitação e paralisia” voltada para mudança de regime, em vez de uma invasão em larga escala.

A avaliação se baseia no ritmo dos desdobramentos militares norte-americanos ao redor de Cuba, que se intensificaram nos últimos meses, e em ciclos políticos. A empresa publicou a análise em sua conta de mídia social na quinta-feira.

O calendário das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos em novembro também foi citado como possível fator, com a sugestão de que o presidente Donald Trump poderia buscar uma vitória rápida para aumentar apoio político.

A janela potencial de verão, porém, está limitada pela alta incerteza na guerra entre Estados Unidos e Irã, que poderia desviar recursos militares norte-americanos para o Oriente Médio e determinar se qualquer operação contra Cuba seria viável.

Trump ameaçou ação militar contra Cuba desde a derrubada do líder venezuelano Nicolas Maduro em janeiro. O secretário de Estado Marco Rubio afirmou que uma solução diplomática permanece preferível.

Na quinta-feira em Washington, Trump disse que lidaria com Cuba assim que seu governo avançasse do conflito com o Irã, que se arrasta há mais de três meses.

A Jingan Technology relatou que atividades militares norte-americanas ao redor de Cuba se intensificaram nos últimos meses, citando dados de sua própria plataforma de consciência situacional chamada Jingqi.

Desde meados de abril, a atividade de reconhecimento na área, incluindo aeronaves P-8A e MQ-4C operando mais próximas da ilha, aumentou.

A empresa também indicou que os Estados Unidos desdobraram múltiplos ativos navais na região para exercer pressão militar. Entre essas embarcações estava o grupo de ataque do porta-aviões USS Nimitz, que chegou a Kingston, Jamaica, na segunda-feira.

No geral, os preparativos norte-americanos atingiram um nível de viabilidade tática, embora indicadores claros de combate iminente ainda não tenham surgido.

Devido à proximidade geográfica entre Estados Unidos e Cuba e à capacidade de operar a partir de bases norte-americanas existentes, os Estados Unidos já possuem capacidade de ataque inicial rápido, tornando padrões de mobilização pré-guerra em larga escala mais difíceis de detectar em comparação com movimentos em outros teatros como o Irã.

A probabilidade de ação militar seria reduzida se negociações por canais informais entre Estados Unidos e Cuba levassem a um avanço diplomático significativo, embora a empresa avalie esse resultado como improvável.

Caso ocorra ação militar, seria provavelmente rápida, começando com operações cibernéticas e de guerra eletrônica, seguidas por operação de decapitação ou pressão contra a liderança cubana.

A análise faz parte de uma tendência mais ampla de empresas civis chinesas monitorando atividade militar norte-americana no exterior usando inteligência de código aberto e plataformas de dados nos últimos meses, particularmente em relação ao conflito com o Irã.

Em maio, o Departamento de Estado dos Estados Unidos sancionou três empresas baseadas na China por fornecer imagens de satélite que, segundo alegou, permitiram ao Irã atacar forças norte-americanas no Oriente Médio.

Material de referencia publicado por SCMP.

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