A nova rodada da pesquisa Quaest/Genial, divulgada na quarta-feira (10), mostra o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, crescendo exatamente onde a eleição de 2026 será decidida. Entre os eleitores independentes, a aprovação do governo saltou de 32% em abril para 41% em junho.
A Quaest estima que os independentes reúnem cerca de 32% do eleitorado, o equivalente a 50 milhões de pessoas em um universo de 158 milhões de eleitores. O avanço de 9 pontos em dois meses representa cerca de 4,5 milhões de brasileiros desse grupo que passaram a aprovar o governo.

A desaprovação entre os independentes caiu de 58% para 47% no mesmo período. A distância entre quem desaprova e quem aprova, que era de 26 pontos em abril, encolheu para 6.
O movimento aparece também na pergunta espontânea, feita sem lista de candidatos. Lula subiu de 7% para 12% entre os independentes desde abril, enquanto o senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, marca 5% e 78% do grupo segue indeciso.
É a primeira pesquisa da Quaest realizada depois da revelação dos diálogos entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, no caso Master. Também é a primeira após o anúncio das novas tarifas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra produtos brasileiros.
No conjunto do eleitorado, a aprovação do governo subiu de 43% em abril para 47% em junho, enquanto a desaprovação caiu de 52% para 48%. A diferença de apenas 1 ponto é a menor desde dezembro de 2025.

Em números absolutos, a alta de 4 pontos equivale a cerca de 6,3 milhões de eleitores que mudaram de avaliação em dois meses. O governo chega ao meio do ano eleitoral em empate técnico entre aprovação e desaprovação.
Entre os evangélicos, a aprovação saiu de 28% em abril, o pior momento da série, para 35% em junho. A desaprovação recuou de 68% para 60% no mesmo intervalo.

Entre os católicos, o governo mantém saldo positivo, com 51% de aprovação contra 44% de desaprovação. Em maio, a aprovação nesse grupo havia chegado a 55%.
Entre quem ganha até 2 salários mínimos, a aprovação atingiu 59%, o maior patamar da série iniciada em fevereiro. A desaprovação é de 36%, uma vantagem de 23 pontos para o governo.

Na faixa de 2 a 5 salários mínimos, o quadro virou empate técnico, com 46% de aprovação e 48% de desaprovação. Em abril, a desaprovação vencia por 19 pontos nesse grupo.

Acima de 5 salários mínimos, o governo segue mal avaliado, com 35% de aprovação e 60% de desaprovação. É o único recorte de renda sem melhora relevante na série.
Na intenção de voto estimulada para o primeiro turno, Lula marca 39% e Flávio Bolsonaro, 29%. Projetados sobre o eleitorado, são cerca de 62 milhões de votos contra 46 milhões, uma diferença de 16 milhões de eleitores.

Renan Santos e Ronaldo Caiado têm 3% cada, enquanto Aécio Neves e Romeu Zema marcam 2%. Augusto Cury, Joaquim Barbosa e Samara Martins aparecem com 1%.
Os indecisos somam 10% e os votos em branco, nulos ou abstenções declaradas, 9%. Juntos, representam cerca de 30 milhões de eleitores ainda fora da disputa.
O recorte de renda na intenção de voto repete o padrão da aprovação. Lula tem 50% a 23% entre quem ganha até 2 salários mínimos, e Flávio vence por 37% a 28% acima de 5 salários.

Lula vence no Nordeste por 54% a 25% e lidera no Sudeste por 37% a 28%. Flávio só está à frente no Sul, por 38% a 27%, e há empate técnico no Centro-Oeste e Norte, com 32% a 30% para o presidente.

Entre as mulheres, Lula tem 41% contra 24% de Flávio, uma vantagem de 17 pontos. Entre os homens a disputa é apertada, com 37% a 34% para o presidente.

Por idade, Lula lidera em todas as faixas, com vantagem maior entre quem tem 60 anos ou mais, 41% a 29%. Entre os jovens de 16 a 34 anos, a diferença cai para 6 pontos, 36% a 30%.

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas em entrevistas presenciais e domiciliares entre 5 e 8 de junho. A margem de erro é de 2 pontos percentuais e o registro no TSE é o BR-07661/2026.


Nenhum comentário ainda, seja o primeiro!