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Vídeos exclusivos de Lula e mais uma bomba contra Joaquim Barbosa!

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Em entrevista para uma TV portuguesa, o ex-presidente Lula tratou o tema mensalão ainda com mais desenvoltura do que o fez na entrevista com blogueiros.

É o momento, portanto, de falar um pouco do mensalão. Mas primeiro, vejamos o que disse Lula aos blogueiros. Repare que ao final, ela ironiza a sonegação milionária da Rede Globo, que seria mais de dez vezes superior ao que se supõe ser o mensalão:

E agora, em edição exclusiva no blog do Cafezinho, vejamos o que Lula falou sobre o mesmo tema, na TV portuguesa:

Eu só discordo de uma coisa de Lula. O julgamento do mensalão não foi 80% político. Foi 100% mesmo. E como o ex-presidente está dizendo que essa história ainda será recontada, vamos ajudá-lo a fazer isso, trazendo alguns documentos inéditos na internet.

O blogueiro Alexandre Teixeira, do blog Megacidadania, cavou no site do Ministério Público Federal, um documento de conteúdo explosivo. Teixeira revela que o Ministério Público Federal e, principalmente, o então responsável pelos processos junto ao STF, Joaquim Barbosa, sabiam que o Inquérito 2474 continha documentos essenciais para os réus e a sociedade entenderem o que aconteceu no mensalão.

O documento obtido por Teixeira é um voto do sub-procurador geral da República, José Bonifácio Borges de Andrada, em relação a um jogo de empurra entre procuradores de Minas e do Distrito Federal. Nenhum deles queria tratar de um processo envolvendo Marcos Valério. Andrada, então, decide que que o processo deveria ficar sob responsabilidade do MP de Minas Gerais. Até aí, nada demais. O negócio é que, ao fazer a análise de seu voto, o procurador federal lista o conteúdo do inquérito 2474 e daí, bum! É a primeira vez em que, em documento oficial, o Ministério Público afirma, com todas as letras, que o inquérito 2474 era uma extensão das investigações sobre o mensalão, desmentindo o que Joaquim Barbosa dirá em plenário, tempos depois, de que este inquérito “não tinha nada a ver” com a Ação Penal 470.

Também é a primeira vez que, oficialmente, o MP declara que a Polícia Federal descobriu que as empresas de Daniel Dantas irrigaram o valerioduto. E, sobretudo, menciona o Laudo 2828, que é um relatório da Polícia Federal sobre quem eram, no Banco do Brasil, os responsáveis pelo Fundo Visanet. O Laudo 2828 inocenta, por exemplo, o réu Henrique Pizzolato, o que derrubaria o pilar da Ação Penal 470, que seria a presença de um petista (núcleo financeiro) na área de marketing do BB para desviar recursos “públicos” (na verdade não são públicos, mas privados) da Visanet para pagar deputados.

Os documentos comprovam, portanto, que Joaquim Barbosa sempre soube que os documentos do Inquérito 2474 eram afeitos à Ação Penal 470 e que tinham de ser repassados aos réus desta última, para que estes pudessem se defender. Igualmente, eram documentos importantes para a opinião pública compreender a extensão do processo e provocar um debate político consequente. Joaquim Barbosa sonegou informações fundamentais à sociedade e à defesa. O Laudo 2828 foi escondido dos próprios ministros durante a aceitação da denúncia.

Por que Barbosa escondeu tantos documentos, mantendo-os sob sigilo? Simples, porque eles atrapalhavam o esforço de JB e seus cúmplices no MP e na mídia, para manter de pé a narrativa do mensalão. Se estes documentos tivessem vindo à público antes da aceitação da denúncia, talvez esta nem tivesse sido aceita, e a história teria sido outra. Estaríamos investigando a origem verdadeira dos recursos de Marcos Valério para pagar o caixa 2 de campanhas eleitorais desde os tempos de FHC. Esta origem nunca foi a Visanet, e sim, em sua maioria, contratos de publicidade com empresas controladas por Daniel Dantas.

Esta é uma parte da história do mensalão que ainda precisa ser recontada.

A imagem abaixo é uma parte do documento do MP que desmascara o golpe de Joaquim Barbosa. Confira os trechos sublinhados ou em destaque:

A prova do 2828 no 2474

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário

Editor em Cafezinho
Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.
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