Fundador do Instituto Ideia vê chance de Lula vencer no 1° turno

Dilma 11 X 4 Aécio

Por Miguel do Rosário

10 de julho de 2014 : 14h20

É preciso ficar de olho se as TVs e rádios, que auferem lucros bilionários através de concessões públicas, e recebem anualmente outros bilhões de reais de publicidade estatal, não irão infringir a lei eleitoral que as proíbe de privilegiar qualquer candidato. A esquerda partidária conquistou, através do sufrágio universal, um tempo maior para expor suas propostas e ideias. Isso é democracia. Esperemos que esse capital político importante consiga neutralizar, em parte ao menos, as campanhas midiáticas pesadas que a direita tem patrocinado nos últimos anos.

Não esqueçamos que Dilma terá 11 minutos. O Jornal Nacional tem 60 minutos de duração, todos os dias. A direita tem 24 horas de rádio e TV durante o ano inteiro.

O único momento em que a esquerda dispõe de um pouco mais de tempo para mostrar o que realizou são os minutos que a democracia, gentilmente, lhe oferece durante o horário eleitoral gratuito. Pesquisas já demonstraram que, enquanto o rico esnoba solenemente o horário eleitoral, os pobres o assistem com fome na alma.

O gráfico é do Cafezinho.

*

Dilma terá 11min e 48seg de TV; mais que o dobro de Aécio, com 4min e 31seg10

ScreenHunter_4197 Jul. 10 23.54 Por Fernando Rodrigues, em seu blog, 10/07/2014 às 19:15 O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) divulgou nesta 5ª feira (10.jul.2104) o tempo de rádio e TV de cada candidato a presidente da República nestas eleições.

A presidente Dilma Rousseff (PT) terá 11 minutos e 48 segundos em cada bloco da propaganda eleitoral gratuita, que dura 25 minutos no total.

O senador Aécio Neves (PSDB), 4 minutos e 31 segundos.

O tempo da petista é 161% maior que o do tucano. Eduardo Campos (PSB) terá 1 minutos e 49 segundos em cada bloco, e Pastor Everaldo (PSC), 1 minuto e 8 segundos.

Abaixo, trecho da resolução do TSE com o tempo de rádio e TV dos candidatos, expresso na coligação de cada um:

temporadioetv

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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17 comentários

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Gileno Brito Brito

17 de julho de 2014 às 01h56

Razoável para Dilma.

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Roney Dutra

11 de julho de 2014 às 19h22

E quando começarem a espernear:
-1994: Lula__03min45seg X FHC____08min12seg (+ 135%)
-1998: Lula__05min01seg X FHC____11min48seg (+ 129%)
-2002: Lula__05min19seg X Serra___10min23seg (+ 97%)
-2006: Lula__07min12seg X Alckmin_10min13seg (+ 42%)
-2010: Dilma_10min39seg X Serra___07min16seg (- 31%)

Responder

Mauro Coelho

11 de julho de 2014 às 14h27

Mas com a Globo de alienação em massa, jornalecos já conhecidos, e folhetos vagabundos como a veja, ele terá milhares de minutos a seu favor!

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Nancy Soares

11 de julho de 2014 às 12h19

telejornais,jornais,o esgoto da Veja,nao e pouco Marcio!

Responder

Nancy Soares

11 de julho de 2014 às 12h19

telejornais,jornais,o esgoto da Veja,nao e pouco Marcio!

Responder

Rafael Michelin Roman

11 de julho de 2014 às 12h15

umas das situações que o sistema politico é ruim aqui

Responder

Mauro

11 de julho de 2014 às 07h51

Olha aí Miguel, como está o governo de Minas!
Veja oquê o mesmo está fazendo com a cultura!
Abçs.

CARTA ABERTA
Belo Horizonte, 10 de julho de 2014.

Exmª. Srª.
Eliane Parreiras
Secretária de Estado de Cultura de Minas Gerais

C.c. Governador do Estado de Minas Gerais
Conselho Estadual de Cultura de Minas Gerais
Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa de Minas Gerais
Imprensa

Senhora Secretária,

O anúncio do esgotamento da renúncia fiscal da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais ainda no primeiro semestre deste ano, feito em tom de comemoração pela Secretaria de Estado de Cultura, deixa perplexos centenas de artistas e empreendedores culturais.

É fato que a Lei de Incentivo à Cultura apresentou-se, por longos anos, como o principal instrumento de política pública para a área cultural do Estado. Tratava-se de uma fonte de financiamento de alcance limitado, como tantos outros mecanismos similares existentes no país, mas, bem ou mal, cumpria a função de prover a cultura de Minas com recursos mínimos.

Entretanto, nos últimos anos, algumas decisões tomadas por esta Secretaria acabaram por decretar o colapso do instrumento, deixando a descoberto inúmeros artistas, grupos, entidades e projetos culturais que tinham essa via como alternativa primeira de sobrevivência. O resultado pode ser aferido nas dezenas de inciativas relevantes que hoje se encontram em situação precária ou ameaçadas de descontinuidade, e que não conseguem mais captar recursos por intermédio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura.

Em primeiro lugar, é preciso destacar a decisão equivocada pela redução da contrapartida para as empresas incentivadoras sem o aumento do percentual do teto da renúncia fiscal. Acreditamos que tal alteração, além de abrir mão do montante de recursos próprios que era investido pelas empresas nos projetos culturais, acirrou ainda mais a disputa por patrocínios, prejudicando, sobretudo, os pequenos empreendedores do Estado.

Entretanto, o procedimento que consideramos mais grave é a aprovação indiscriminada dos projetos apresentados, sem nenhum critério de política pública. Com essa prática, nos últimos anos a Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais vem abrindo mão de estabelecer prioridades, obrigação precípua do Poder Público, e entregando totalmente ao mercado o poder de decisão sobre o que será financiado ou não. Coloca lado a lado na disputa por patrocínios projetos relevantes de empreendedores comprometidos com a cultura do Estado e iniciativas de empresas focadas unicamente em ganhos financeiros. Assim, não nos surpreende a situação de penúria e risco em que vivem inúmeros artistas, grupos e entidades culturais de Minas. Intuímos que boa parte da renúncia fiscal venha sendo utilizada para financiamento de projetos que pouco acrescentam à cultura de Minas.

Nesse quadro dramático, figuram ainda situações delicadas de empreendedores cujas negociações de captação se encontravam em estágio avançado e também de projetos que haviam sido beneficiados por editais de seleção pública, como o da V&M do Brasil e o da Petrobras. Vale lembrar que este último foi fruto de uma celebrada parceria firmada entre a empresa e o Governo do Estado, e previa aportes significativos para iniciativas culturais relevantes, a partir de critérios bem definidos.

Não há, portanto, motivo para comemoração do esgotamento da renúncia fiscal. Afinal, a situação tende a se tornar ainda mais grave, pois, no ritmo em que se encontra a utilização dos recursos, grande parte da verba prevista para 2015 terá sido consumida já no primeiro trimestre, como resultado do “efeito bola de neve” criado na atual gestão da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais.

Acreditamos que algo precisa ser feito com urgência para colocar de volta aos trilhos o financiamento à cultura em Minas. E para municiar de informações fundamentais o debate pelas mudanças necessárias, solicitamos a esta Secretaria, com a máxima urgência possível, repostas objetivas aos seguintes questionamentos:

1. Quais projetos captaram os R$ 79 milhões de renúncia fiscal, que valores cada um recebeu e quais são as empresas patrocinadoras, em cada caso?
2. Qual parcela da renúncia fiscal de 2014 foi consumida pelos projetos de 2013?
3. Qual parcela da renúncia fiscal de 2014 foi direcionada para projetos que tenham originalmente ou eventualmente ligações como carnaval e a Copa do Mundo?
4. Qual parcela da renúncia fiscal de 2014 contemplou equipamentos culturais do próprio Estado de Minas Gerais ou de instituições a ele ligadas direta ou indiretamente?

Certos do pronto atendimento de V. Exª e como grandes interessados nos debates e nas tomadas de decisões relativas à construção de políticas mais justas e efetivas para a cultura de Minas Gerais, assinamos abaixo:
1,2 na Dança – Jacqueline de Castro
2. Agentz Produções – Fernanda Vidigal

Alexandre de Sena
Ana Amélia Arantes
Associação Afinal Cultura e Educação – Val Soares
Associação Cultural Mimulus – Baby Mesquita
Associação Curta Minas/ABD-MG Presidente Marco Aurélio Ribeiro
Associação de Fotógrafos Fototech – Tiberio Franca
Associação Mucury Cultural
Associação No Ato Cultura, Educação e Meio Ambiente- Bárbara Bof
Babaya Morais
Bete Arenque
Camaleão Grupo de Dança- Marjorie Ann Quast
14. Casa do Beco – Nil Cesar

15. Cia Afeta – Ludmilla Ramalho Dias Ferreira e Fernando Rosa Motta

Cia do Desassossego – Michelle Barreto dos Santos
17. Cia Dormentes – Jimena Castiglioni

Cia. Bárbara e FIMPRO – Ana Regis
19. Cia. de Teatro Luna Lunera – Isabela dos Santos Paes

20. CIA. LUNÁTICA – Agueda Gomes

Cinear Produções Cinematográficas e Zenólia Filmes – Inácio Neves
22. Circovolante /Encontro Internacional de Palhaços – Xisto Jose Pinto Costa

23. CLUBE OSQUINDÔ – Associação Cultural da Passagem – Josélia Alves

Coletivo Bambata – Rubens Luciano de Paula
Companhia Candongas e Outras Firulas – Guilherme Théo Abrahão Martins
Companhia Suspensa
27. Con-Fluências – Isabel Jimenez

Dança Minas – Andrea Anhaia
Família de Rua – Thiago Antônio Costa de Almeida
Fora do Eixo – Gabriel Murilo
Fórum da Dança – Tuca Pinheiro
Forum Mineiro de Fotografia Autoral
Fundação de Educação Artística – Berenice Menegale
Grupo Armatrux – Raquel Pedras
Grupo Atrás do Pano – Myriam Nacif
36. Grupo de Dança Primeiro Ato – Suely Machado

Grupo de Teatro Trupe de Truões – Ricardo de Oliveira
Grupo Espanca!
39. Grupo Galpão/Galpão Cine Horto – Chico Pelúcio

40. Grupo Maria Cutia

Grupo Teatro Invertido – Leonardo Lessa
Grupo Trama de Teatro
43. Grupo Trampulim – Tiago Mafra

Grupontapé – Rubem Reis
Horizontes Urbanos – Wagner Tameirão
Instituto Cidades Criativas – João Santos
47. INSTITUTO CULTURAL ALETRIA – Juliana Flores

Instituto HAHAHA – Eliseu Custódio Vilasboas
JACA – Jardim Canadá Centro de Arte e Tecnologia
Lira Cultura – Marcela de Queiroz Bertelli
Marise Diniz
Meia Ponta Cia. de Dança – Keyla Monadjemi
Michelle Barreto dos Santos
Núcleo de Criação Rosa Antuña – Rosa Antuña Martins
Núcleo Imagem Latente
Palco Hip Hop – Victor Luciano Magalhães
57. Pigmalião Escultura que Mexe – Eduardo Felix

58. PROJETO SARAVÁ – Paulo Geraldo Rocha

Quik Cia de Dança
Ravel Cultural – Romulo Avelar
61. SAPOS E AFOGADOS – Juliana Barreto

Semana da Fotografia de Belo Horizonte
SIM- Sociedade Independente da Música – Israel do Vale
64. Tirana Cia. de Teatro – Ju Lellis

Vilmar Oliveira

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Márcio Delgado

11 de julho de 2014 às 03h06

Os telejornais irão compensar pro Aécio.

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Zara Sampaio

11 de julho de 2014 às 02h58

Uai..Netin está em campanha no PIG há mais de dois anos..

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Ines Linden

11 de julho de 2014 às 02h38

Nem 2 horas compensam a lama que a imprensa jogou no governo.Democratizar a midia, ja!

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Miguel F Gouveia

11 de julho de 2014 às 01h18

pra quem não tem nada a dizer, aécio tem muito tempo

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Zoe Silva

11 de julho de 2014 às 00h23

Mas o JN já anunciou que dará o MESMO tempo para os 4 primeiros colocados durante seu noticiário. Entendeu ou precisa desenhar?!

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Sebastião Oliveira Júnior

11 de julho de 2014 às 00h08

O gráfico ta errado. Mostra os 1’8″ do PSC maior que o 1’49” de Campos.

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    Miguel do Rosário

    10 de julho de 2014 às 23h55

    Consertei. O PSC tem 1,08. Valeu.

    Responder

Vitor

10 de julho de 2014 às 20h59

Você tá me dizendo que Pastor Everaldo tem quase o mesmo tempo que Eduardo Campos? Rsrsrsrs… Capaz de passar até outubro!

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Ana Maria Milosky

10 de julho de 2014 às 23h51

pelo menos serão só quatro minutos e pouco de besterol mentiroso !

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