Análise em vídeo das manifestações do 2 de outubro e as vaias a Ciro

Dalmo Dallari: não vai haver golpe

Por Liana Carvalho

23 de julho de 2015 : 20h24

Dalmo Dallari: não vai haver golpe nem impeachment

“Realmente estou tranquilo”, diz o jurista, um dos artífices da Constituição

Escrito por Isaías Dalle

“Aqui eu moro na roça”, diz Dalmo Dallari, ao nos receber em sua casa com jeito de morada no campo, encravada num bairro totalmente urbano na capital de São Paulo. Árvores frutíferas, pássaros, gatos e um lago artificial compõem o cenário bucólico, vez ou outra contrastado com o barulho dos jatos que passam a baixa altitude.

Não bastasse seu ar sereno, ele faz questão de afirmar: “Eu estou absolutamente tranquilo quanto à manutenção da ordem brasileira”. O jurista e professor, que entre 1986 e 1988 percorreu o Brasil articulando a participação popular na feitura da Constituição, continua com os pés e os olhos nas ruas e diz que Dilma seguirá em seu mandato até o final.

Sua segurança é tanta que sugere retirar a palavra impeachment da pauta.

Professor, como o senhor tem visto a conjuntura política: sequências como o comportamento do presidente da Câmara e essa mensagem constante na imprensa sobre a tese do impeachment, da derrubada iminente da presidenta? Qual sua avaliação? O sr. vê possibilidade de ruptura, de quebra do Estado de Direito?

Nesse ponto eu estou tranquilo. Não vejo possibilidade de ruptura, de quebra da ordem constitucional, entre outras coisas porque os que hoje atuam mais fortemente na política brasileira não têm o mínimo respeito pela Constituição. Então, para eles, ter ou não a Constituição, mudar as regras, isso não tem a mínima importância. Eles fazem pequenos ajustes, só para dar uma aparência de constitucionalidade, de legalidade, mas, esse é o ponto essencial, os que hoje fazem o jogo político, que dele tiram vantagem, não têm necessidade de suspensão da Constituição.

Esse é um paradoxo, uma contradição, mas ao mesmo tempo, um ponto tranquilizador. Como eles não respeitam a Constituição, eles não têm interesse em revogar a Constituição. Revogá-la daria muito trabalho, é muito arriscado, poderia gerar reações violentas, então não interessa.

A minha conclusão é que não existe risco porque não há interesse. Não há uma só força, uma corrente, interessada na suspensão da ordem constitucional formal. Eles na verdade desrespeitam, e o Eduardo Cunha é um exemplo evidente disso, como dias atrás, repetindo votações, isso é absolutamente inconstitucional.

É como tenho escrito no único espaço que me restou na imprensa, que é a versão eletrônica do JB, nós não temos parlamentares, temos “paralamentares”. E tanto a Câmara quanto o Senado têm dado demonstrações disso: são absolutamente lamentáveis. Não há nenhuma grande liderança, não há nenhum partido coeso, com posições definidas, e com fidelidade à programação partidária. Isso realmente desapareceu.

Mas esse é o grande paradoxo: isso tira o risco de um golpe. Porque ninguém tem interesse no golpe.

O sr. falava de desrespeito sistemático à Constituição. Para o sr. que foi um especialista e um militante que atuou intensamente na elaboração da atual Constituição, como se sente ao ver esse desrespeito ?

Na verdade é profundamente lamentável. De qualquer maneira eu fico feliz de que a Constituição continue em vigor, com conteúdo absolutamente humanista, democrático, e isso é uma conquista do povo brasileiro. Então é muito importante que ela seja preservada. Eu quero lembrar que participei efetivamente da Constituição, discursei em plenário, mas como um constituinte cidadão. Sem mandato. Porque eu fui convidado para participar formalmente, mas para isso eu teria de ter filiação partidária, e eu não queria. Não fui e não sou filiado a partido algum existente no Brasil. Isso para mim é fundamental, pois eu sou um jurista e um professor, então é muito importante a minha independência e autonomia, e quero que meus alunos acreditem nisso. Eu estou falando por convicção, meus valores têm como base a dignidade da pessoa humana. Em termos didáticos, em termos de ação política, os grandes valores são a Justiça e o Direito. É isso que me direciona. Quando faço análise, avaliação do comportamento do político, eu parto desses pressupostos: o quanto eles estão coerentes com a Justiça e o Direito.

Agora o sr. vê uma situação melhor ou pior que em outros momentos do período pós-redemocratização?

Nós já tivemos momentos muito ruins, muito negativos, por causa justamente desses desvios partidários, desses desvios políticos. Pode ser que hoje isso tenha adquirido uma visibilidade maior. Acho que há inclusive uma grande responsabilidade da imprensa. A imprensa valoriza demais os pormenores de corrupção e de desvio. Há uma evidente obsessão anti-Lula, anti-PT, que contribui bastante para esse desvirtuamento. Quando a imprensa percebe ou suspeita que alguma acusação pode atingir o Lula, isso vira manchete. Isso está inclusive na base da supervalorização, excessiva valorização, da delação premiada. A delação premiada acabou tornando delinquentes, criminosos confessos, em grandes personagens. Porque eles fazem delações que poderão atingir o Lula, o PT, as esquerdas.

A delação, em tese, o sr. vê como um instrumento legítimo, mas supervalorizado neste momento, ou não, a deleção não é um bom instrumento?

A delação, da maneira como foi constituída, é mais negativa que positiva. Ela, de certo modo, é a aplicação de uma criação italiana. Quando a Itália estava num momento difícil, combatendo a Máfia, foi criada a figura do arrependido. Era o mafioso que, sendo preso, aceitava fazer denúncias para ser beneficiado no processo, às vezes até perdoado. Isso fez surgir a figura do delator premiado, que na verdade não é um arrependido, é alguém que está negociando para sair melhor de uma acusação ou de um processo. Mas é altamente duvidosa a espontaneidade desse indivíduo, pois o delator ou está sofrendo ameaça ou está sofrendo uma oferta muito conveniente para ele. Então, isso também é uma forma de coação. Não há coação física, mas há coação psicológica. Por essa razão, tenho sérias restrições à delação premiada.

Delação premiada nos remete de pronto à Operação Lava Jato. Economistas e mesmo dirigentes sindicais relatam que há setores de atividade que estão desacelerando, em virtude das investigações. O sr. acredita que um processo como esse de investigação possa conviver com o funcionamento normal da economia? Já houve algum processo semelhante, em outro país, que não tenha paralisado a economia?

Lembro que há outros países que passaram por momentos de maior investigação. O que acontece que nós estamos colocando isso na linha de frente, há uma teatralização, estamos explorando o espetáculo. Existe, sim, uma consequência econômica, pois muitos investimentos eram feitos graças ao recebimento de dinheiro público, ou de instituições como a Petrobrás. Esses investimentos deixaram de ser feitos, mas as empresas continuam existindo. Eu tenho amizade e conhecimento com muitos empresários, e não conheço nenhum caso em que um deles tenha ficado pobre. Na verdade há uma choradeira porque houve redução de ganho. Mas isso está longe de significar que essa classe socialmente privilegiada está em dificuldades. Por isso não acredito no risco de graves e gravíssimas consequências econômicas. Há sim, um período de diminuição dos investimentos, inclusive porque eles têm recebido menos dinheiro público. Mas eles têm interesse na manutenção dos negócios. Então, haverá uma diminuição do ritmo, mas depois de um tempo deve se ajustar e passar, não tenho dúvida nenhuma.

No início de nossa conversa, o senhor dizia que não vê risco de uma ruptura institucional. Eu gostaria de perguntar sobre aquela modalidade de golpe conhecida como golpe paraguaio, em referência à derrubada do presidente Fernando Lugo. Derruba-se um mandatário, sem necessariamente ter provas. O sr. acredita nessa possibilidade aqui no Brasil?

Eu não vejo essa possibilidade pois nenhum partido, seja de direita ou de esquerda, situacionista ou oposicionista, nenhum deles tem unidade. Todos estão bastante divididos. Os partidos estão muito fracos. Então não existe a possibilidade de formação de uma força política coesa, uniforme, que tomasse uma posição desse tipo, a de destituir a presidente. Eu não vejo nenhuma possibilidade de isso ocorrer no Brasil. Realmente, estou tranquilo.

Muitos estão preocupados com a manifestação anti-Dilma convocada para o próximo dia 16 de agosto. O sr. acredita que esse tipo de manifestação possa crescer e frutificar?

Eu acredito que não. O que aconteceu em 2013 acabou nos revelando o verdadeiro alcance dessas mobilizações. Elas são momentâneas, e todas, sem exceção, recebem infiltrações, não têm uma unidade, e por isso elas não têm grande força. Sempre existem o falso protestador e o falso manifestante. Aqueles que apenas querem tirar algum proveito ou aquele que só quer participar do espetáculo. Em 2013, ficou no subterrâneo, ninguém revelou quem financiava os grandes grupos manifestantes. Grupos que se mobilizavam, viajavam de outras cidades para São Paulo, e não vinham a pé, e todos bem vestidos e bem alimentados. É porque eram pagos, em grande parte. Então, elas não têm autenticidade, elas são só uma aparência, um espetáculo. E o que se está anunciando agora é só a repetição do espetáculo. Não passará disso. Por isso, eu estou absolutamente tranquilo quanto à manutenção da ordem brasileira.

Alguma ideia sobre quem seriam os financiadores?

Evidentemente só pode financiar quem tem dinheiro. São empresários, setores econômicos envolvidos nisso. São setores que têm interesse nesse clima de temor para obter maior proveito. Então, redução da tributação. Isso já tem sido referido muito ostensivamente, descaradamente: eles serão a favor do governo se os impostos diminuírem. Então, qual a verdadeira intenção, o verdadeiro interesse? O interesse não é do povo, é dos empresários.

Voltando um pouco. O sr. falava, no início, que vivemos um momento de sistemático desrespeito à Constituição. Como saímos desse estado de esgarçamento e voltamos – se é que já estivemos um dia – a um momento de respeito, implementação e desenvolvimento da Constituição?

Não há dúvida alguma que a Constituição de 88 foi responsável pela correção de muitas injustiças sociais no Brasil. No caso do Nordeste, por exemplo, a prática do coronelismo perdeu muita força. Ainda existem casos, como o do Collor e do Renan Calheiros, mas com muito menos força que antes. Eu viajo o Brasil inteiro e sei que houve muitas melhorias, e isso em grande parte graças à Constituição de 88. Há um longo caminho ainda a ser percorrido. O que é necessário é reacender, é redespertar a consciência do povo. Eu falo isso porque fui uma espécie de caixeiro viajante da Constituinte, percorri o País apresentando propostas, debatendo, e recebendo contribuições. Grupos pequenos, de lugares distantes dos grandes centros, elaboravam ideias e encaminhavam para a Constituinte. Houve sim uma grande participação popular. O que temos é que reacordar a consciência do povo.

E como podemos fazer isso?

É falando, escrevendo, pregando. Insistindo nesse ponto: deixar as intrigas, as diferenças, parar de falar que estamos correndo risco de golpe – isso só alimenta o temor, a espetacularização. O que temos é, por meio de todos os instrumentos possíveis, na imprensa, na escola, nas reuniões, onde for possível, dar o grito de alerta: “Acorda povo”. É dizer que esses corruptos, esses que estão nas manchetes fazendo papel de moralistas, e que todos sabem que são corruptos, todos eles foram eleitos pelo povo. E o povo elege e reelege. Há casos mais do que conhecidos. Apenas para ficar num exemplo, eu citaria Paulo Maluf em São Paulo. Paulo Maluf é notoriamente corrupto, confessadamente corrupto, e é um homem que levanta um milhão de votos com facilidade. Então, onde estão esses eleitores? Por isso eu tenho usado a expressão eleitor ficha limpa. Então, o grande tema que deveria estar sendo debatido pela imprensa, pelos movimentos sociais, é a conscientização do povo.

No seio dos movimentos sociais, existe uma preocupação que se houver desmobilização, pode vir o golpe. Mas o sr. diz que falar em golpe é alimentar o temor. O sr. sugere que se tire esse tema da pauta?

Exatamente. Retirar o tema da pauta. Assim, por exemplo, nunca mencionar a palavra impeachment. Porque isso é uma farsa. Não existe nenhuma possibilidade legal, jurídica e constitucional de impeachment da Dilma. De vez em quando volta, alguém fala nisso, o Aécio Neves fala, e o tema volta. E isso é uma farsa. Não há a mínima possibilidade. Então, não se mencione mais isso. Porque isso serve para alimentar o temor dos mal informados. Então, eu penso isso, a pauta tem de ser repensada. Não se deve dar espaço para essa onda de temor. Hoje mesmo pensei nisso, ao ver uma manchete de jornal mencionando o Lula. O jornalista, o editorialista desse veículo deve ser muito ignorante. Porque esqueceu um velho brocado que diz “fale bem mas fale de mim”. Então, sempre que falarem do Lula, ele estará na linha de frente. Do ponto de vista estratégico deles, é uma burrice monumental.

Ao final do ano passado, acreditava-se na possibilidade de uma reforma do sistema político por intermédio de uma assembleia constituinte. O sr. ainda acha isso possível, apesar dos recentes acontecimentos?

Primeiro, eu acho que precisamos sim de uma reforma do sistema político. Precisamos repensar o financiamento dos partidos, rediscutir o sistema representativo. Mas não há nenhuma necessidade, assim como não há possibilidade, de convocar uma constituinte para isso. Tudo deve ser feito a partir da Constituição, pois ela mesma dá os caminhos, apontando possibilidade de mudança na legislação. A Constituição prevê a elaboração de emendas pela população, o povo como legislador. Isso já existe, mas só acontece com mobilização popular. Isso é até um caminho para a ação política.
Publicado no site da CUT

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58 comentários

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Messias Franca de Macedo

25 de julho de 2015 às 00h02

BOMBA! A [imunda] CASA GRANDE “COMEÇA A SER LAVADA A JATO!”

E O PIGolpista está [mais uma vez] DESMORALIZADO!
No entanto, criminosamente impune!
E “o republicanismo das nossas instituições” está num patamar tão elevado que se nivela à altura de um pé de coentro!
E MAIS: para o PIG “investigativo e criterioso” “o Relatório da Polícia Federal sobre o celular do executivo aponta que as referências a ‘Vaca’ poderiam ser ao ex-tesoureiro do PT, também preso na Lava Jato, João Vaccari Neto.”

[A advogada Dora Cavalcanti e demais advogados desmascaram as investigações midiáticas… VEJA O VÍDEO DA ENTREVISTA DOS ADVOGADOS DA ODEBRECHT:

FONTE: https://www.youtube.com/watch?v=RDXLS_URHeM ]

$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$

A defesa da Odebrecht contestou nesta sexta-feira, 24, o andamento da operação Lava Jato e explicou que algumas das anotações presentes no celular do executivo fazem referência a uma vaca adquirida pelo irmão de Marcelo no valor de R$ 2,2 milhões em um leilão em 2013. Além disso, segundo os defensores, a sigla “LJ” que aparece nas anotações de Marcelo é uma referência ao jornalista Lauro Jardim, da revista Veja.
(…)

FONTE: http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/vaca-no-celular-de-odebrecht-e-animal-de-r-22-milhoes-diz-defesa/

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Edson Junior

24 de julho de 2015 às 21h48

Não queremos golpe e nem impeachment, queremos intervenção! Dessa forma o EB investiga e prende todos os políticos corruptos, somente depois convoca novas eleições, até mesmo um plebiscito pra mudar esse regime falido, mas do jeito que está o Brasil, não vai sobrar muitos candidatos, por isso a maioria dos líderes manifestantes, patrocinados por políticos incentivam o impeachment e fazem terror com intervenção militar, acorda Brasil!!!

Responder

Edna Benedicto

24 de julho de 2015 às 19h17

Muito boa a avaliação de Dalmo Dallari

Responder

Edna Benedicto

24 de julho de 2015 às 19h17

Muito boa a avaliação de Dalmo Dallari

Responder

Vitor

24 de julho de 2015 às 11h18

Miguel, greve geral na Petro hj…
Pessoal da CUT/FUP tá achando a gestão Dilma muito neoliberal!

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Berenice Coutinho

24 de julho de 2015 às 13h31

O ministro do TCU Nardes foi visitar Cunha e Renan para seguir com o cronograma do golpe. Ainda não examinou as contas do Collor quando ele era presidente e já avisou que vai rejeitar as de Dilma. Estão rasgando a Constituição, aos poucos.

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Mauricio Gomes

24 de julho de 2015 às 10h10

“O TCU é uma das cortes mais independentes. O relatório é feito por técnicos. Não existe ilação política a ser feita em torno do TCU”, afirmou.

#########################################

Essa declaração (ou piada) foi feita pelo filhote da ditadura Augusto Nardes. Ele foi pressionar o Renan e o CÚnha para rejeitarem as contas do governo Dilma, não fazendo nem questão de disfarçar seu golpismo. Isso tá uma esculhambação, só a Dilma não parece se dar conta….

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Alexandre Rosses

24 de julho de 2015 às 12h17

Este é o material que deve ser lido, relido, comentado, compartilhado,repassado, impreso e distribuido. Colocado em todos os lares, escolas, enfim… em todos os locais destem país.

Responder

Paulo Faustino

24 de julho de 2015 às 08h03

Alô, é da pizzaria? – Sim, que deseja? Uma pizza, super, hiper, gigante, com mussarela, alho, atum, bacon, calabresa, catupiry, cheddar, frango, lombo, presunto, vegetais, doces, e tudo mais que puder ser colocado.
– Senhor, esta pizza custa cara, quem vai pagar a conta? Não vai ter problema para pagar, a conta será dividida por 204.568.776 pessoas.
– Sendo assim, tudo bem. Ela vai levar alguns dias para chegar a sua casa, algum problema? Não, o que estas pessoas mais sabem fazer é esperar.
– Então, bom apetite, passar bem.

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João Mendoza Gallego

24 de julho de 2015 às 03h49

” Tudo deve ser feito a partir da Constituição, pois ela mesma dá os caminhos, apontando possibilidade de mudança na legislação. A Constituição prevê a elaboração de emendas pela população, o povo como legislador. Isso já existe, mas só acontece com mobilização popular. Isso é até um caminho para a ação política.” PERFEITO!

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Hugo Junqueira

24 de julho de 2015 às 03h35

QUE GOLPE deu o Regime MIlitar, COM TODO APOIO DA SOCIEDADE? FOI A S-A-L-V-A-Ç-Ã-O do VERDADEIRO GOLPE COMUNISTA….ponto.

Responder

    Regina Lian

    24 de julho de 2015 às 04h43

    Ponto é ótimo!

    Responder

    Jose Orlando Simões de Macedo

    24 de julho de 2015 às 12h04

    Você é um tapado.
    Tenha vergonha nessa cara lisa e estude sobre o assunto. Imbecil! !!!!

    Responder

Flávia Bolognani

24 de julho de 2015 às 02h55

Excelente entrevista!

Responder

Flávia Bolognani

24 de julho de 2015 às 02h55

Excelente entrevista!

Responder

Marcio Luiz Curci Nardy

24 de julho de 2015 às 02h42

QUANDO O PRESIDENTE COMENTE CRIME DE RESPONSABILIDADE NO EXERCÍCIO DAS FUNÇÕES OU FORA DELA ENSEJA O IMPEACHMENT SIM. PORTANTO, TENDO A SRA, DILMA JÁ PRATICADO VÁRIOS DELES PLENAMENTE CABÍVEL O PEDIDO DE IMPEACHMENT, JÁ QUE PRATICOU CONDUTAS BEM PIORES QUE COLLOR POR OCASIÃO DE SUA CASSAÇÃO. PORTANTO, É LEGITIMO O PEDIDO FORA DILMA

Responder

    Luis

    24 de julho de 2015 às 09h59

    Você está querendo discutir com o ele? Sobre legislação? Você sabe mais que ele ou é leitor de “certas” revistas e acredita/credita nelas imparcialidade/verdade/isenção?

    Responder

Marcio Luiz Curci Nardy

24 de julho de 2015 às 02h42

QUANDO O PRESIDENTE COMENTE CRIME DE RESPONSABILIDADE NO EXERCÍCIO DAS FUNÇÕES OU FORA DELA ENSEJA O IMPEACHMENT SIM. PORTANTO, TENDO A SRA, DILMA JÁ PRATICADO VÁRIOS DELES PLENAMENTE CABÍVEL O PEDIDO DE IMPEACHMENT, JÁ QUE PRATICOU CONDUTAS BEM PIORES QUE COLLOR POR OCASIÃO DE SUA CASSAÇÃO. PORTANTO, É LEGITIMO O PEDIDO FORA DILMA

Responder

    Anônimo

    24 de julho de 2015 às 11h15

    Você sabia que escrever em caixa alta é sinônimo de falar alto ou gritar? Isso não é educado numa roda de bate papo!

    Responder

    Regina Xixa da Gloria

    26 de julho de 2015 às 00h31

    SEU ,CHEFE TAMBÉM FEZ A MESMA COISA E FEZ MUITO PIOR QUANDO PAGOU 200MIL PARA CADA DEPUTADO DO PSDB , PMDB, DEM , PP PPS VOCÊ NA EPOCA FALOU ALGUMA COISA? COIXINHA? VCS QUERIAM MAIS NÃO TEM QUEM A TIRE ,POIS NOSSO PAÍS NA LUTA PROMO-SE DEMOCRATICO . INFELIZMENTE VCS DO PSDB PREFEREM A DITADURA DO QUE ACEITA QUE PERERAM E EM 2018 VÃO PERDE DE NOVO. NÃO NUNCA VOTEI ,NO PT MAIS AGORA EU VOTAREI ATÉ PARA VEREADOR. BEIJINHO NO OMBRO .BJ.BJ.BJ.

    Responder

    Marcio Luiz Curci Nardy

    26 de julho de 2015 às 00h52

    PELO SEU ESTILO E FORMA ERRADA DE ESCREVER NAO ME SURPREENDE QUE VOCE SEJA PETISTA. SAIBA QUERIDA COMEDORA DE PAO COM MORTADELA QUE É O LULA E SUA QUADRILHA DE LADROES QUE ASSALTOU O PAÍS E AJUDOU ELEGER UMA ANTA COMO PRESIDENTE EM ELEIÇÃO DE DUVIDOSA LISURA E ESTÃO ACABANDO E DESTRUINDO COM O PAÍS !!!

    Responder

Ernesto Brasileiro

23 de julho de 2015 às 23h24

Ah!… Nada a ver uma coisa com a outra.

Responder

Fabio J Trindade

24 de julho de 2015 às 01h58

AS JÁ BATIDAS ACUSAÇÕES DA DIREITA: CORRUPÇÃO DA ESQUERDA, COMO SE A DIREITA GOVERNASSE DE MANEIRA HONESTA. SEMPRE UMA TORMENTA JORNALESCO-MIDIÁTICA SEM PROVAS, AMPARADA EM MÉTODOS ANTI REPUBLICANOS DO APARELHO ESTATAL ALINHADO COM OS GOLPES DE ESTADO.

Responder

Fabio J Trindade

24 de julho de 2015 às 01h58

AS JÁ BATIDAS ACUSAÇÕES DA DIREITA: CORRUPÇÃO DA ESQUERDA, COMO SE A DIREITA GOVERNASSE DE MANEIRA HONESTA. SEMPRE UMA TORMENTA JORNALESCO-MIDIÁTICA SEM PROVAS, AMPARADA EM MÉTODOS ANTI REPUBLICANOS DO APARELHO ESTATAL ALINHADO COM OS GOLPES DE ESTADO.

Responder

    Mônica Murta Menezes

    25 de julho de 2015 às 07h08

    Muito bem colocado Fábio Trindade, existe um pré julgamento no Brasil esquecendo todo o passado sujo da direita Brasileira!

    Responder

Rose Andrade

24 de julho de 2015 às 01h52

DIA. 20/08 PC DO B ………VAI FAZER MOBILIZAÇÃO…ANTI GOLPE……

Responder

Rose Andrade

24 de julho de 2015 às 01h52

DIA. 20/08 PC DO B ………VAI FAZER MOBILIZAÇÃO…ANTI GOLPE……

Responder

Regina Xixa da Gloria

24 de julho de 2015 às 01h38

O jurista e professor, que entre 1986 e 1988 percorreu o Brasil articulando a participação popular na feitura da Constituição,

UM JURISTA QUE TAMBÉM , FEZ A CONSTITUIÇÃO .
QUANDO ELE DIZ:

O povo como legislador. Isso já existe, mas só acontece com mobilização popular. Isso é até um caminho para a ação de:
DOS POLITICOS,DEPUTADOS E SENADORES . RESPEITAREM A CONSTITUIÇÃO.

Responder

Regina Xixa da Gloria

24 de julho de 2015 às 01h38

O jurista e professor, que entre 1986 e 1988 percorreu o Brasil articulando a participação popular na feitura da Constituição,

UM JURISTA QUE TAMBÉM , FEZ A CONSTITUIÇÃO .
QUANDO ELE DIZ:

O povo como legislador. Isso já existe, mas só acontece com mobilização popular. Isso é até um caminho para a ação de:
DOS POLITICOS,DEPUTADOS E SENADORES . RESPEITAREM A CONSTITUIÇÃO.

Responder

Joelson Mendonça

24 de julho de 2015 às 01h34

Ele é ministro do STF, do TSE? É presidente do Senado ou da Câmara para garantir isso?!

Responder

Joelson Mendonça

24 de julho de 2015 às 01h34

Ele é ministro do STF, do TSE? É presidente do Senado ou da Câmara para garantir isso?!

Responder

Rose Andrade

24 de julho de 2015 às 01h26

Não com certeza…..porque os golpistas são mais sujo que chiqueiro de porco …..com respeito aos porcos…

Responder

Rose Andrade

24 de julho de 2015 às 01h26

Não com certeza…..porque os golpistas são mais sujo que chiqueiro de porco …..com respeito aos porcos…

Responder

Rosa Marya Alvez

24 de julho de 2015 às 01h15

Aecio pare de viajar kkkkkkk

Responder

Rosa Marya Alvez

24 de julho de 2015 às 01h15

Aecio pare de viajar kkkkkkk

Responder

Francisco Rêgo Monteiro Rocha

24 de julho de 2015 às 00h53

Pobre Aécio, perde mais uma!

Responder

João Carlos Pontes

24 de julho de 2015 às 00h53

O golpe Já foi aplicado.

Responder

Elliel G Barros

24 de julho de 2015 às 00h30

Alguem vê um nariz e uma boca nas costas desse soldado?

Responder

Messias Franca de Macedo

23 de julho de 2015 às 20h58

Não haverá golpe, ainda que “o republicanismo petista” flerte com os golpistas!
Entenda mais um “ato republicano” – e sobre figuras “impolutas”!
‘Augusto (N)ardes nos Infernos’; o presidente do TCÚÚÚÚÚ do mensalão da UTC; o [eduardo] ‘CU(nha)’ “do DEMoTucano ‘Aécio Furnas Forever’; &$ o Renan Calheiros!
Tuttti buona gente!
Pausa para rir!

#####################

Por que Nardes tem pressa?

23 de Julho de 2015

A primeira providência do ministro-relator das contas da presidente Dilma no TCU, Augusto Nardes, após receber as explicações do governo sobre as irregularidades que apontou, foi visitar os presidentes da Câmara e do Senado, nesta quinta-feira 23; a Renan Calheiros e a Eduardo Cunha pediu pressa na votação das 15 contas de outros governos que nunca foram apreciadas pelo Congresso, lembra Tereza Cruvinel, colunista do 247; para ela, “a pressa de Nardes com as contas de Dilma tem a ver com o cronograma político dos planejadores do impeachment e com a situação política de Eduardo Cunha”; “É com ele na presidência, tocando a pauta com seu estilo trator e cobrando lealdade de sua leal bancada suprapartidária, que as contas de Dilma podem ser votadas e rejeitadas, abrindo caminho para a votação de um pedido de abertura de processo de impeachment. Então, é preciso correr com isso para que tudo ocorra sob a batuta de Cunha”, afirma a jornalista;
(…)

FONTE: http://www.brasil247.com/pt/blog/terezacruvinel/190151/Por-que-Nardes-tem-pressa.htm

Responder

Lucão Renata

23 de julho de 2015 às 23h58

#DILMAESTAMOSCOMVOCE

Responder

Claudinei Divino Flavio

23 de julho de 2015 às 23h56

É melhor aqueles que foram eleitos com o voto do povo respeitar a constituição….

Responder

Flávio Lemos Vilela

23 de julho de 2015 às 23h54

Nao vai haver golpe

Responder

Tida Andrade Tida

23 de julho de 2015 às 23h52

Responder

Mardete Sampaio

23 de julho de 2015 às 23h51

Professor Dallari, sempre muito lúcido.

Responder

Marcos Portela

23 de julho de 2015 às 23h51

Enquanto isso, GOLPISTAS da imprensa, monopolizados pela GLOBO e FEDERAIS do Paraná, escondem denúncias de corrupção contra PSDB e DEM, panelinha que virou PANELAÇO, a própria imprensa ressuscitando a CENSURA, quem diria!

A FOLHA, DIÁRIO/PE e NE10, bloquearam meus comentários como forma de CENSURA, viva a liberdade de expressão!

Responder

Simone Reis

23 de julho de 2015 às 23h38

Raquel!!!

Responder

Marcelo Escobar

23 de julho de 2015 às 23h35

A coisa tá muito feia… por muito menos teve 64…

Responder

    Ernesto Brasileiro

    23 de julho de 2015 às 23h22

    Ah!… Nada a ver uma coisa com a outra.

    Responder

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