Mais de 70% dos eleitores já estão decididos sobre o voto presidencial, diz DataFolha

Ministro do STF defende legalização de todas as drogas

Por Miguel do Rosário

14 de setembro de 2015 : 22h40

Luís Roberto Barroso, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), deu entrevista à BBC Brasil em que defendeu a legalização de todas as drogas.

O Cafezinho também defende, porque entende que, apesar da droga ser um problema terrível de saúde, maior problema é o tráfico e as consequências sociais, prisionais, jurídicas derivadas da sua criminalização.

Confira um trecho:

Barroso: (…) O ideal, hipoteticamente, é descriminalizar todas as drogas e vender elas sobre regulação econômica e administrativa do Estado.

BBC Brasil – Seria a legalização nesse caso?

Barroso – A melhor solução seria a legalização, em tese. O principal objetivo de uma política de drogas no Brasil deve ser acabar com o poder do tráfico. O maior problema brasileiro não é o consumidor, é o poder opressivo que tráfico tem sobre as comunidades pobres, ditando a lei local e cooptando a juventude.

Portanto, a minha visão de médio e longo prazo em matéria de drogas é legalizar todas para quebrar o poder do tráfico, que advém da ilegalidade.

***

Ministro do STF diz que Brasil deve ‘legalizar a maconha e ver como isso funciona na vida real’

Por Mariana Schreiber, da BBC Brasil em Brasília

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso acredita que a descriminalização do consumo da maconha é “um primeiro passo” que pode levar “a uma política de legalização (das drogas) e eliminação do poder do tráfico”.
Em entrevista exclusiva à BBC Brasil, ele explicou por que decidiu neste momento defender apenas a liberação do consumo de maconha, adotando uma posição divergente da do ministro Gilmar Mendes, relator do caso que avalia a descriminalização do uso de drogas. Mendes votou por descriminalizar todos os entorpecentes.

Barroso disse que adotou uma posição “um pouco menos avançada” porque acredita que assim “teria mais chance de conquistar a maioria” do tribunal.

“Tem que avançar aos poucos. Legalizar a maconha e ver como isso funciona na vida real. E em seguida, se der certo, fazer o mesmo teste com outras drogas”, afirmou.

Como hoje ainda há muita resistência contra a liberação das drogas, o ministro considera que, se o STF decidir por descriminalizar tudo, “existe o risco de haver uma reação da sociedade contra a decisão, o que os americanos chamam de backlash”.

“A minha ideia de não descriminalizar tudo não é uma posição conservadora. É uma posição de quem quer produzir um avanço consistente”, afirmou.

A decisão de Barroso de limitar seu voto à maconha surpreendeu os defensores da liberação das drogas porque ele é considerado um dos ministros mais progressistas do tribunal.

Por outro lado, ele teve uma posição considerada mais ousada que Gilmar Mendes ao propor que seja usado como parâmetro objetivo para distinguir usuários de traficantes o limite de porte de 25 gramas. Mendes também considera importante ter um parâmetro, mas diz que é função do Congresso decidir.

O objetivo de criar esse critério é reduzir a prisão de usuários, principalmente no caso dos mais pobres, pois hoje a diferenciação entre os dois tipos de porte (de usuários e traficantes) depende muito da avaliação subjetiva de policiais.

Até agora, apenas três ministros votaram – Edson Fachin também defendeu liberar apenas o consumo da maconha. Após o voto de Barroso, o julgamento foi novamente suspenso na última quinta-feira por um pedido de vista do ministro Teori Zavascki.

Os 11 ministros estão analisando um Recurso Extraordinário que questiona se o artigo 28 da Lei de Drogas é inconstitucional. Esse artigo prevê que é crime adquirir, guardar ou transportar droga para consumo pessoal, assim como cultivar plantas com essa finalidade. O julgamento não analisa a questão da venda das drogas, que continuará ilegal qualquer que seja o resultado.

O recurso foi movido pela Defensoria Pública de São Paulo em favor de um réu pego com 3 gramas de maconha na prisão. A Defensoria argumenta que a lei fere o direito à liberdade, à privacidade, e à autolesão (direito do indivíduo de tomar atitudes que prejudiquem apenas si mesmo), garantidos na Constituição Federal.

Barroso concordou com esses argumentos, mas como o caso concreto trata do porte de maconha, considerou que não era o momento de incluir no seu voto outras drogas.

Leia abaixo os principais trechos da entrevista concedida por telefone dos Estados Unidos, onde ele participa de um evento com ministros de cortes supremas de diversos países na Universidade Yale.

BBC Brasil – Por que o senhor considera que neste momento só se deve descriminalizar a maconha?

Luís Roberto Barroso – Por três razões principais. A primeira delas, técnica, é que o caso concreto envolve o consumo de maconha. É mais típico no Supremo, nos casos em que se quer dar repercussão geral (quando uma decisão sobre um caso concreto passa a valer para todo mundo), que você se atenha a formular a tese jurídica em relação à situação concreta que está sendo discutida. Eu não disse que é constitucional criminalizar as outras drogas. Apenas disse que, como o caso era maconha, eu não me manifestaria sobre as outras.

A segunda razão, um pouco decorrente da primeira, é que a maior parte das informações que os ministros receberam ou pesquisaram eram referentes à maconha – os memoriais dos amici curiae (instituições que se inscrevem para opinar no julgamento), as experiências dos outros países que foram examinadas. Portanto, não tínhamos estudado especificamente a situação do crack, por exemplo.

A terceira razão, possivelmente uma das mais importantes, é que eu não sei bem qual é a posição do Tribunal. Nós temos um estilo de deliberação em que as pessoas não conversam internamente. Eu achei que uma posição um pouco menos avançada teria mais chance de conquistar a maioria.

Também tive a preocupação de nós não perdermos a interlocução com a sociedade, que não apoia majoritariamente a descriminalização das drogas. Mas eu acho que em relação à maconha é possível conquistar, nesse momento, com explicações racionais, essa adesão da sociedade. Ao passo que, em relação às drogas mais pesadas, isso seria mais difícil.
Minha posição é que a descriminalização em relação a outras drogas deve ser feita mediante um debate consistente, entre pessoas esclarecidas e informadas, de modo a conquistar a adesão da sociedade, em lugar de funcionar como uma imposição arbitrária do tribunal. Racionalidade, seriedade no debate e consistência nos argumentos produzem melhores resultados que palavras de ordem.

BBC Brasil – Mas apesar de o fato concreto ser sobre maconha, na prática está se questionando a constitucionalidade de um artigo que trata de todas as drogas. Não seria uma oportunidade de tratar o tema de forma mais ampla?

Barroso – Essa não é uma ação direta de inconstitucionalidade, é um recurso extraordinário (uma ação direta questiona se uma lei desrespeita a Constituição Federal em tese, enquanto um recurso extraordinário parte de um caso concreto para analisar a constitucionalidade de uma lei; apenas poucas instituições específicas podem mover uma ação direta de inconstitucionalidade).

É certo que, incidentalmente, para resolver o caso concreto, a gente está declarando a inconstitucionalidade do artigo 28 (da Lei de Drogas). Mas esta não foi uma ação voltada para discutir a constitucionalidade do artigo 28. Talvez fosse até menos técnico a gente avançar na discussão de outras drogas quando o caso concreto era um caso de maconha.

A maconha é uma droga que está aí há muito tempo, cujo efeito de médio e longo prazo já é relativamente testado. Ao passo que o crack, por exemplo, é um fenômeno relativamente novo.

BBC Brasil – No caso do crack, alguns estudos no exterior, como as pesquisas do neurocientista americano Carl Hart, apontam que não é uma droga que vicia mais que maconha. O senhor estaria disposto em pesquisar mais sobre o assunto e talvez ampliar o seu voto na volta do julgamento?

Barroso – No sistema de deliberação do Supremo, nunca é descartável você poder reavaliar (seu voto até o final do julgamento). Agora, eu acho que seria mais próprio isso ser discutido num processo específico. Até eventualmente com a realização de uma audiência pública, em que viessem especialistas exporem ao tribunal a lógica do crack e ver até que ponto ela é comparável à da maconha.

BBC Brasil – Nesse caso, teria que haver um julgamento para cada tipo de droga ou poderia então haver uma ação direta de inconstitucionalidade que questionasse o artigo 28 e pudesse ter um resultado abrangente?

Barroso – Possivelmente se deveria ter, ainda que fosse um único processo, uma discussão informada sobre as outras drogas – como heroína, cocaína, crack. Acho que a descriminalização de outras drogas, de uma maneira responsável, não pode prescindir dessas informações e desse debate.

BBC Brasil – Algumas pessoas que discordaram do seu voto consideram que descriminalizar só a maconha poderia ser elitista. Como vê esse argumento?

Barroso – Em grande parte é um argumento de quem não conhece a realidade da quantidade enorme de pessoas pobres presa por tráfico de maconha. O fato de uma decisão não alcançar todas as pessoas que são discriminadas não significa que ela seja irrelevante para aquelas que efetivamente o são.

Entendo a crítica dos especialistas, mas eles precisam considerar que uma decisão da Suprema Corte considerando inconstitucional uma criminalização feita pelo legislador tem que ser uma decisão com algum grau de sintonia com o sentimento social.

Tomar uma medida dessa importância sem a capacidade de trazer a sociedade junto pode acarretar um risco que os autores americanos chamam de backlash, que é uma certa reação generalizada que dificulte o respeito e o cumprimento da decisão.

BBC Brasil – Por exemplo, se o Congresso criar novas leis dificultando a implementação da decisão?

Barroso – Exatamente isso. Por exemplo, vem o Congresso e cria uma lei esvaziando a decisão do Supremo, dentro dos limites razoáveis de atuação do Congresso. Ou problemas de cumprimento da decisão.

A decisão sobre aborto nos Estados Unidos teve um backlash enorme. Na Alemanha, uma decisão da corte constitucional federal que determinou a retirada dos crucifixos das escolas na Baviera também. Quando você está lidando com sentimento social, tem que acertar a dose, sob pena de não trazer a sociedade junto.

BBC Brasil – Outro ponto no qual o senhor e o ministro Gilmar Mendes divergem é na questão da criação de critérios objetivos pelo Supremo para distinguir porte para consumo e para tráfico. Sem esses critérios, os efeitos práticos de uma eventual descriminalização ficam limitados?

Barroso – Considero esta fixação de critérios até mais importante que a descriminalização.

Como no Brasil hoje o porte e o consumo já não são punidos com prisão, mas com medidas alternativas mais brandas, na prática o grande problema é a falta de critério, porque isso cria um impacto extremamente discriminatório sobre as pessoas pobres.
Aí sim a descriminalização seria elitista, se nós não fixarmos um critério, porque no mundo real, pelas mesmas quantidades de maconha, os jovens da Zona Sul (do Rio de Janeiro) são tratados como consumidores e os jovens das áreas mais modestas são tratados como traficantes.

Portanto, o abismo social brasileiro se manifesta de uma maneira muito visível e dramática nesta questão da quantidade que caracteriza o consumo ou tráfico.

O ideal, hipoteticamente, é descriminalizar todas as drogas e vender elas sobre regulação econômica e administrativa do Estado.

BBC Brasil – Seria a legalização nesse caso?

Barroso – A melhor solução seria a legalização, em tese. O principal objetivo de uma política de drogas no Brasil deve ser acabar com o poder do tráfico. O maior problema brasileiro não é o consumidor, é o poder opressivo que tráfico tem sobre as comunidades pobres, ditando a lei local e cooptando a juventude.

Portanto, a minha visão de médio e longo prazo em matéria de drogas é legalizar todas para quebrar o poder do tráfico, que advém da ilegalidade.

Agora acho que você não pode começar com uma medida assim radical. Tem que avançar aos poucos. Legalizar a maconha e ver como isso funciona na vida real. E em seguida, se der certo, fazer o mesmo teste com outras drogas.
Insisto que a minha ideia de não descriminalizar tudo não é uma posição conservadora. É uma posição de quem quer produzir um avanço consistente, sem retrocesso, não um avanço sem base.

BBC Brasil -Pessoas contrárias à liberação das drogas dizem que a descriminalização elevaria o consumo. Argumentam que não há recursos suficientes para o governo investir mais na prevenção e tratamento. Por que o senhor discorda?

Barroso – Não há recursos porque eles estão sendo gastos na política errada. Cada vaga no sistema penitenciário custa R$ 44 mil, e que cada preso custa R$ 2 mil por mês, se você multiplica isso por cerca de 150 mil presos por tráfico, veja a quantidade de recursos que produz.

A segunda razão, que é um argumento que deveria convencer até mesmo quem filosoficamente seja contrário à descriminalização das drogas, é a seguinte: você prendeu mais de uma centena de milhares de pessoas por drogas sem que isso produzisse nenhum impacto sobre consumo.

Você prende esses aviões, esse pequeno traficante que faz a distribuição, e imediatamente ele é reposto por um exército de reserva que existe nas comunidades carentes. Você está entupindo as prisões, destruindo a vida desses jovens, sem produzir nenhum impacto relevante na realidade, porque o nível do tráfico continua igual.

Há um outro argumento que eu usei, que me impressionou muito quando estudei a matéria, que foi o depoimento do secretário de Segurança do Rio de Janeiro, (José Mariano) Beltrame, que disse essa “é uma guerra inútil, uma guerra perdida”. Quem fez essa declaração não foi um juiz em seu gabinete, ou um professor na sala de aula, foi o comandante da guerra às drogas no Rio de Janeiro.

Quanto ao argumento do aumento do consumo, reconheço que esse risco existe num primeiro momento. Mas li matérias que relataram pesquisas dizendo que, em curto espaço de tempo, os índices ficavam inalterados. E, em Portugal, as pesquisas comprovaram que em relação aos jovens o consumo caiu (após a descriminalização).

BBC Brasil – Qual a importância desse julgamento? Que consequências concretas a descriminalização da maconha traria ao país?

Barroso – Pode ser o marco inicial de uma nova política pública em matéria de drogas. Um primeiro passo que possa levar a uma política de legalização e eliminação do poder do tráfico. Para usar um lugar comum: Roma não se fez em um dia. A gente na vida tem que respeitar o ciclo de amadurecimento da sociedade.

Em segundo lugar, acho que ela pode produzir o impacto relevante de diminuir o encarceramento de pessoas pobres no país e, portanto, diminuir a pressão sobre o sistema carcerário, destruindo a vida desses jovens que, na maioria das vezes, são réus primários.

BBC Brasil – Isso no caso de serem criados critérios objetivos para diferenciar usuário e traficante?

Barroso – Sim, no caso de serem aprovados os critérios. Em terceiro lugar, acho que é uma decisão que liberta um grande contingente de pessoas de bem da ilegalidade, que permite com que as pessoas vivam as suas próprias vidas sem ingerência estatal direta.

O meu medo em relação ao crack, e por isso eu preciso estudar mais, é que eu acho que uma pessoa pode fumar maconha e viver feliz e produtivamente a sua vida, e aparentemente isso é impossível de acontecer com alguém viciado em crack. Por esta razão, eu acho que uma coisa não é rigorosamente igual à outra e, portanto, elas precisam ser estudadas separadamente.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

Apoie O Cafezinho

Crowdfunding

Ajude o Cafezinho a continuar forte e independente, faça uma assinatura! Você pode contribuir mensalmente ou fazer uma doação de qualquer valor.

Veja como nos apoiar »

55 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site O CAFEZINHO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie.

Escrever comentário »

Giselli Nichols

16 de setembro de 2015 às 13h11

Vai mudar o site para ochazinhodecogumelo?

Responder

Cicero Severo

16 de setembro de 2015 às 06h44

legalizando ou não, muitos já se drogam há seculos.Eu quero ver é acabar com a violência e a roubalheira.

Responder

Getulio Mendes

16 de setembro de 2015 às 04h48

Em tempo: um pais que esta no fundo do poco,faltando saude,educacao,seguranca e tudo o mais ai liberam essa merda o pais ta de vez perdido

Responder

Getulio Mendes

16 de setembro de 2015 às 04h46

Estao todos se engando segundo parecer medico entendido em drogas o viciado comeca pela maconha e dai e um pulinho para as mais pesedas quem acha que fica so na maconha sao poucos e como .Agora esses bundas mole ficam nos gabinetes como disse um desses imbecis que o problema de saude e do usuario.e que ele nao sabe da missa a metade como qualquer abestado que da palpite sem ter nocao.Outra coisa porque fazem tanta propaganda contra o cigarro fazem uma palhacada sobre o local para o fumante ai vem esses otario libera essa merda que nao se aguenta o fedor em via publica .
Esse governo e uma praga tal a maconha uns fedorentos???????

Responder

Ana Da Conceição Vieira

16 de setembro de 2015 às 04h42

Boa

Responder

André Luiz

16 de setembro de 2015 às 02h28

Desde que eu não interfira na vida de terceiros, eu fumo quantos baseados eu quiser

Responder

Giulia Pietrangelo Bittencourt

15 de setembro de 2015 às 23h31

Vanessinha Vanessa Clemente

Responder

André Cabral Ribeiro

15 de setembro de 2015 às 22h12

O período mais violento dos EUA foi justamente na lei seca, onde se proibia a venda de bebidas alcoólicas e o tráfico de bebidas provocava a violência. Sou contra as drogas mas sou a favor da sua liberação.

Responder

Romero César Do Nascimento

15 de setembro de 2015 às 21h57

Sou a favor da liberação do consumo da MACONHA JA!

Responder

Hell Back

15 de setembro de 2015 às 15h40

Os advogados e os “agentes da lei”, entre outros, perderiam a clientela e poder, pois não teriam mais tanta procura, porque uma grande parcela dos casos envolvendo questão com a justiça, são requisitados esses dois operadores da justiça.

Responder

Jose Normam

15 de setembro de 2015 às 16h03

Qual a relação: problema terrível de saúde,tráfico de drogas consequência jurídicas da sua criminalização, consequência social liberação das drogas e a figura de Bob marley?

Responder

Wellyson Marlon Jr.

15 de setembro de 2015 às 13h58

Karol, veja o pensamento progressista do ministro.

Responder

    Karol Marley Boaventura

    15 de setembro de 2015 às 14h16

    Gostei muito da idéia e concordo em legalizar primeiramente o uso da maconha,e ao passo que for dando certo,as demais. Na minha visão,ao legalizar a maconha,o usuário poderá ter no quintal de sua casa um produtora 100% natural. O tráfico perderia uma grande força nesse caso.
    Eu vi uma reportagem sobre a legalização no Uruguai,e tem dado super certo. Não vejo o poque de aqui não dar!
    Vamos esperar o próximo capítulo…

    Responder

    Wellyson Marlon Jr.

    15 de setembro de 2015 às 14h17

    Claro! Seu pensamento vai de encontro ao meu.

    Responder

Ricardo Carnauba

15 de setembro de 2015 às 13h12

A guerra às drogas já provou q não funciona, é um completo fracasso. Drogas são um problema de saúde pública, não de polícia.

Responder

Eduardo Albuquerque

15 de setembro de 2015 às 12h41

Em tese com a legalização seriam pagos impostos pelo consumo..Desse jeito traficante vai virar pastor afinal igreja nao paga imposto , só cobra a viagem pro céu….Legaliza que alivia!

Responder

Nelson Eduardo Oliveira

15 de setembro de 2015 às 12h36

Respondi a um post aqui, mas resolvi compartilhar minha resposta. Espero, humildemente, que adicione novos elementos para discussão.
As drogas continuam a fazer mal para a saúde. Malgrado seja legalizado, ninguém em sã consciência incentiva o uso indiscriminado de bebida alcoólica ou cigarro.
A intenção é acabar com o crime organizado que gira em tormo do tráfico de drogas. Bastar lembrar dos tempos da Lei Seca nos EUA, quando a máfia assumiu a venda clandestina de bebidas alcoólicas. Isso gerou guerras de quadrilhas, assassinato de pessoas, corrupção policial etc.
Tanto a experiência com a Lei Seca não foi boa que ela foi revogada nos EUA como forma de diminuir o poder da máfia.
Enfim, os problemas sociais do tráfico decorrentes da proibição do álcool se tornaram piores do que o decorrentes do consumo em si. Entretanto, isso não significa incentivar o consumo de bebidas alcoólicas. Reiterando: o abuso delas continua a fazer mal para saúde, assim como o abuso de outras drogas.

Responder

Roberto Locatelli

15 de setembro de 2015 às 07h48

A sociedade é muito hipócrita. Senão vejamos:

– o álcool, a mais pesada de todas as drogas, é legalizado, apesar de causar mortes no trânsito, mortes por problemas de saúde e tragédias familiares;

– o cigarro é legalizado, apesar de sabidamente causar câncer;

– o café é legalizado — até para menores!! — apesar de a cafeína ser um alcalóide fortíssimo, assim como o LSD;

– o chocolate é legalizado — até para menores!! — apesar de a teobromina ser uma droga fortíssima, causando alterações no funcionamento do cérebro;

– o açúcar (sacarose) é legalizado — até para menores!! — apesar de causar dependência e provocar alterações cognitivas. Em livros antigos de medicina judaica, seu uso era recomendado para casos graves de depressão, mas com um alerta: que o médico tomasse cuidado para não fazer de seu paciente um dependente químico (lógico que as palavras usadas eram outras).

Enquanto isso, criminaliza-se o lança-perfume, a maconha, a cocaína. É ridículo.

Sou contra o uso de drogas (excetuando-se o chocolate e o café e o açúcar, em doses BEM moderadas) mas, ao mesmo tempo, sou contra a criminalização das drogas.

Quem são os interessados em manter a ilegalidade das drogas?

– juízes corruptos, que complementam sua renda com propinas de traficantes;

– policiais corruptos, que complementam sua renda com propinas de traficantes;

– as pessoas da classe média otária (incluindo juízes honestos e policiais honestos) que repetem feito papagaios a lavagem / enxaguagem cerebral que foi feita neles;

– os traficantes, lógico, pois se as drogas fosse legalizadas, as quadrilhas de traficantes se desmantelariam. Além disso, essas quadrilhas usam dinheiro das drogas para o tráfico de armas. Sem dinheiro, eles também perderiam esse outro “negócio”;

– os EUA, que usam a desculpa da tal “guerra às drogas” para manter bases militares em países da América Latina. Eles estão, aos poucos, legalizando as drogas em seu território, mas interessa a eles mantê-las ilegais na América Latina, justamente para usar como argumento para manter tropas estrategicamente posicionadas por aqui.

Responder

Meg Concurseira

15 de setembro de 2015 às 09h29

Se fosse legalizada, não existiria tráfico… Simples assim

Responder

Elo Nunes

15 de setembro de 2015 às 05h01

Não acredito que a legalização seja a solução. O álcool é legalizado e só beneficia quem produz, tornou-se um grave problema social. Qualquer droga psicoativa que possa alterar o estado de consciência pode ser perigosa, estão aí os acidentes de trânsito para comprovar. E quantas famílias destruídas pela droga mesmo não estando legalizada. Já bastam os zumbis da cracolândia. Precisamos é combater isso e não abençoar.

Responder

    Nelson Eduardo Oliveira

    15 de setembro de 2015 às 12h29

    As drogas continuam a fazer mal para a saúde. Malgrado seja legalizado, ninguém em sã consciência incentiva o uso indiscriminado de bebida alcoólica ou cigarro.
    A intenção é acabar com o crime organizado que gira em tormo do tráfico de drogas. Bastar lembrar dos tempos da Lei Seca nos EUA, quando a máfia assumiu a venda clandestina de bebidas alcoólicas. Isso gerou guerras de quadrilhas, assassinato de pessoas, corrupção policial etc.
    Tanto a experiência com a Lei Seca não foi boa que ela foi revogada nos EUA como forma de diminuir o poder da máfia.
    Enfim, os problemas sociais do tráfico decorrentes da proibição do álcool se tornaram piores do que o decorrentes do consumo em si. Entretanto, isso não significa incentivar o consumo de bebidas alcoólicas. Reiterando: o abuso delas continua a fazer mal para saúde, assim como o abuso de outras drogas.

    Responder

Andrea Medina

15 de setembro de 2015 às 03h04

Eu não sei se TODAS as drogas…Deveríamos, talvez, ir aos poucos e ver como as coisas rolam socialmente…soltamos a maconha e o álcool deveria ser muito, muito caro, pq faz um estrago absurdo nos lares, nas vidas…sei lá, eu acho que se as pessoas fumassem maconha ao invés de beber, as coisas ficariam melhores…Eu sou pelas liberdades individuais, proibir eu acho muito ruim… Mas é preciso a gente se educar como sociedade

Responder

João Fernando Figueira Paim

15 de setembro de 2015 às 02h51

A legalização das drogas seria o mais duro golpe nos barões do tráfico. Legalizar e educar para os efeitos maléficos que a droga pode causar, que nem é feito com os cigarros e o álcool,usa quem quer!

Responder

    Pedro Gabriel Miranda da Silva

    15 de setembro de 2015 às 14h34

    Usa quem quer?? Cara, uma criança começa a beber não porque ela quis, mas sim pq o álcool estava ali presente de forma direta na sua vida em sua casa, em seus amigos e até mesmo nos pais. Agora querem legalizar todas as drogas, ou seja, facilitar o seu acesso, iai?? Educar as crianças sobre os efeitos nocivos?? Vc acha que isso é maior do que a curiosidade do ser humano em experimentar o novo? Reveja seus conceitos!

    Responder

Maurilio Costa

15 de setembro de 2015 às 02h46

Eu também defendo, desde que as drogas seja distribuídas aos usuários pelo SUS, e estes devem ser cadastrados, sendo lhes oferecido o tratamento para todos que queiram, e qualquer venda de drogas fora deste sistema, pena de morte. Se legalizar as drogas na forma que está hoje será um caus, tendo em vista as cracolândias da vida e ruas do bairro que eu moro onde não se conseguem nem andar..

Responder

Luciano Thomaz

15 de setembro de 2015 às 02h23

desculpe o cafezinho eu sou contra

Responder

Antenor Nicolau

15 de setembro de 2015 às 02h21

A legalização acaba com a necessidade de policia na jogada e aumenta a participação da vigilância sanitária, acaba a violência e aumenta a arrecadação. Mas kd coragem? Mais fácil tirar direitos sociais.

Responder

John Jahnes

15 de setembro de 2015 às 02h14

Enquanto o PT construiu UNIVERSIDADES FEDERAIS pelo BRASIL afora, para instruir, educar e melhorar a vida do povo brasileiro, o PSDB do ALCKMIN, FHC, AÉCIO, SERRA, SAMPAIO, CÁSSIO, RICHA, ALOYSIO, CONSTRUIU 53 PENITENCIÁRIAS NO ESTADO DE SÃO PAULO PARA EDUCAR SEUS NOVOS ALIADOS.
https://fbcdn-sphotos-d-a.akamaihd.net/hphotos-ak-xft1/v/t1.0-9/q82/s720x720/11268977_839425669477143_1234105756632803632_n.jpg?oh=809e9a580fc7f669e32b7e8597ae383c&oe=566667F9&__gda__=1450201510_7e8952c30159e2a54b5fc22540149248
https://www.youtube.com/watch?v=hjpTDst-z1w

Responder

Marcelo Indelli

15 de setembro de 2015 às 02h08

Ia acabar com essa matança do tráfico de drogas! E a questão deveria ser regulamentada! Tipo: Usuários e os que não usam! Diferenciando os!

Responder

Douglas Benício

15 de setembro de 2015 às 02h07

eu também defendo, que liberem logo essa porra de uma vez

Responder

Laercio Medeiros Epaminondas Epaminondas

15 de setembro de 2015 às 02h06

Sobre a aprovação da legalização das drogas, em particular a maconha, caso isso aconteça, vai por certo desmantelar o esquema dos traficantes, em consequência se poderá cobrar impostos, equivalentes ou maiores aos cobrados com relação ao cigarro. Uma excelente geração de receita, além de afastar a figura criminosa do traficante.

Responder

Orlando Pinheiro

15 de setembro de 2015 às 01h57

Gente, na boa. Desculpem minha ignorância, mas é que realmente não tenho opinião formada sobre isso ainda. Poderiam os que são contra e os que são a favor, explicar, respectivamente, o porquê de sua posição?

Responder

    Simone Dos Santos

    15 de setembro de 2015 às 02h02

    Não posso te ajudar muito, não uso drogas…mas a legalização seria um grande golpe para o tráfico…Talvez seja uma ótima forma de combater o traficante

    Responder

    Orlando Pinheiro

    15 de setembro de 2015 às 02h06

    Não imaginei que quem seja a favor é porque usa, não. Você fala em grande golpe para o tráfico e esse é o exato cerne da minha pergunta: porquê?

    Responder

    Simone Dos Santos

    15 de setembro de 2015 às 02h08

    Deixariam de existir! ?

    Responder

    Orlando Pinheiro

    15 de setembro de 2015 às 02h10

    Será?

    Responder

    Celso Lungershausen

    15 de setembro de 2015 às 02h36

    Deixaria de existir sim ! Tirando a componente financeira da operação do tráfico de drogas, ele perde o sentido econômico que o grande traficante almeja, assim o castelo desmorona.

    Responder

    Marta Ambrosini

    15 de setembro de 2015 às 02h38

    Legalizacao nao é golpe para o trafico , vao comprar de quem ?Maconha se planta mas e cocaina , crack?

    Responder

    Celso Lungershausen

    15 de setembro de 2015 às 02h42

    Só para exemplificar………Vc já viu catador de lixo levar coisas que não tem valor ???? Saco plástico por exemplo…..!

    Responder

    Mosé Be Bahia

    15 de setembro de 2015 às 02h45

    Orlando Pinheiro pq? simples….. PQ SE DEIXAR DE SER CRIME VOU PODER PLANTAR. FIM DO CICLO DO TRÁFICO. VAI ACABAR ? NÃO. MAS TRAFICANTE NÃO VAI TER DINHEIRO MAIS PRA COMPRAR ARMAMENTO PESADO. AINDA, SE VC USA WINDOWS PIRATA TAMBÉM ESTÁ CONTRIBUINDO PRO NARCOTRÁFICO….. que não vive só da droga não.

    Responder

    Alexandre Abreu

    15 de setembro de 2015 às 14h05

    Não acho que deixariam de existir… Passariam a contrabandear drogas, como já acontece com o cigarro…

    Responder

    Sérgio Mendeus

    15 de setembro de 2015 às 16h36

    Mas o contrabandista de cigarro não tem mercado e lucro suficiente pra montar grandes empresas do crime, com todo seu poder e ações..

    Responder

    Joel PinGuim

    15 de setembro de 2015 às 22h49

    Orlando Pinheiro A ignorância, neste assunto, não é só tua, é de todos. Dão opinião, de um lado ou do outro, de abelhudos que são. kkkkkkk

    Responder

    Celso Lungershausen

    16 de setembro de 2015 às 01h04

    Marta Ambrosini Acho que num primeiro momento somente a maconha, que é a droga menos potente e mais traficada que deveria ser descriminalizada e regulamentada sua produção e venda . Este processo reduz drasticamente o preço final da droga desmotivando tráfico, como já aconteceu em relação ao álcool. Num segundo momento outras drogas poderiam entrar neste esquema. Segundo estudos internacionais, caso um laboratório químico oficial fosse produzir por exemplo a cocaina, o seu preço para o consumidor final seria uma fração mínima do que vale hoje. Perto do preço de uma aspirina infantil.Daí que ninguém precisaria assaltar e matar alguém para ter a sua dose.

    Responder

    Orlando Pinheiro

    16 de setembro de 2015 às 15h22

    Celso Lungershausen, seu raciocínio faz sentido. Agora pude entender porque o tráfico ficaria sem sentido, mas o consumo, sem dúvida aumentaria muito. Passaríamos a ter um grave problema de saúde pública, mas talvez a violência diminua, mesmo. Contudo, por outro lado, vejamos o caso do crack. É uma droga tão barata que qualquer um pode adquirir, sendo geralmente consumida entre os mais pobres e o estrago é enorme. Então, voltamos à estaca zero, pois para bancar esse consumo as pessoas matam, roubam e a violência torna a aumentar. Difícil.

    Responder

Raul Maia Andrade Neves

15 de setembro de 2015 às 01h52

As pessoas já consomem livremente mesmo. Então, legaliza. Só espero que a turma da família do comercial de margarina não venha incomodar.

Responder

Rosa Nunes

15 de setembro de 2015 às 01h52

Pois o meu sonho é colocar Aécio FHC e cia na ilegalidade kkkklkk

Responder

Deixe um comentário

Por que devemos confiar nas Urnas Eletrônicas? Viaje no Universo Profundo com o Telescópio James Webb O Xadrez para Governador do Ceará