Análise da reunião ministerial de Bolsonaro

Sobre o veto de Dilma à auditoria da dívida. Por César Locatelli

Por Redação

19 de janeiro de 2016 : 17h35

por César Locatelli, especial para o Jornalistas Livres

“DILMA RENEGA UMA DAS BANDEIRAS MAIS CARAS ÀS ESQUERDAS: VETOU A REALIZAÇÃO DE UMA AUDITORIA DA DÍVIDA PÚBLICA COM A PARTICIPAÇÃO DE ENTIDADES DA SOCIEDADE CIVIL.”

Dessa forma reagiram diversas pessoas e setores da sociedade. Não estou certo de que essa história deva ser assim narrada.

Ouço falar de auditoria na dívida pública brasileira desde quando Delfim Netto era ministro,  nos anos 1970, muito antes de se pensar em redemocratização do país. Sempre fui ardoroso defensor de sua realização. No entanto, a proposta que agora volta às manchetes, por conta do veto da presidenta, me deixa extremamente reticente. A dúvida não advém somente da auditoria em si, mas do momento político e da composição atual do Congresso.

Das dificuldades para se apurar malfeitos no mercado financeiro

Vamos tentar um exemplo. No sábado (16/01/2016) às 11h, havia na feira livre da Rua Mourato Coelho, em Pinheiros, São Paulo, tomates sendo vendidos de R$ 8 até R$ 14 o quilo. Imagine que o funcionário federal decidiu comprar aquele de R$ 10, por considerar adequado seu custo benefício. Daqui a 20 anos, 16/01/2036, vem um deputado federal auditar a compra para saber se foi legítima, dentro dos padrões de mercado. Qual é a chance do resultado ser minimamente confiável? Da mesma forma que o preço do tomate na feira, as taxas de juros variam com o dia, com o horário, com o lugar e com a qualidade imaginada do tomador de recursos. É quase impossível concluir, depois de algum tempo, se a compra foi razoável ou não.

Claro que a dívida não é composta por tomates. Mas imaginemos julgar a legitimidade e a aderência aos preços de mercado de uma venda, que ocorreu em16/01/1986 às 11hs00, com deságio de 5,5% de Obrigações Reajustáveis do Tesouro Nacional, com rendimento nominal de correção monetária mais juros de 6% ao ano. Cabe novamente a pergunta: qual é a chance do resultado da auditoria ser minimamente confiável? Mesmo que o auditor saiba o que é deságio e como o calcula, saiba o que era uma Obrigação Reajustável do Tesouro Nacional e como se calculava, saiba o que é a taxa nominal e a correção monetária e seu cálculo, ele precisará saber como estava o mercado naquela data e naquele horário. Precisará saber, também, como o crédito ao governo estava sendo avaliado naquele momento. Só então poderá avaliar se a venda foi feita a preço justo.

Gustavo Henrique de Barroso Franco foi presidente do Banco Central do Brasil de 20/08/1997 a 04/03/1999, na gestão de Fernando Henrique Cardoso, do PSDB. Sob comando de Franco, em 31/10/1997, o BC dobrou a taxa Selic de 20,69% para 41,20. Hoje, quase vinte anos depois, tentaremos avaliar se o aumento foi legítimo, benéfico ou danoso à economia ou se privilegiou bancos ou outros grupos privados e, especialmente, se alguém tinha a informação privilegiada de que a taxa subiria. O resultado de nossa avaliação será insuspeito?

Pedro Sampaio Malan foi o negociador da reestruturação da dívida externa brasileira, sob a presidência de Fernando Collor de Mello. Em julho de 1992, o Brasil e 19 bancos internacionais assinaram o acordo, chamado de plano Brady, para reescalonar a dívida externa brasileira, que era superior a 130 bilhões de dólares. Qual é a referência que se usará para saber se as taxas, os deságios, os prazos foram acordados no melhor interesse do Brasil?

É verdade que podemos pegar casos mais recentes, como os contratos de swap cambial. Espere um pouco, vamos ficar nos governos de Lula e Dilma? Como tem feito um ilustre juiz do Paraná?

Da falta de conhecimento sobre o mercado financeiro

Outra dificuldade para a realização de uma auditoria eficiente é que quase todas as pessoas que entendem com profundidade o funcionamento do mercado financeiro ou trabalham nele ou no Banco Central. Há muito pouco conhecimento fora do mercado financeiro. Como se audita algo que não se conhece?

Edmilson Rodrigues, o deputado do PSOL que propôs a emenda da auditoria da dívida, diz que “o endividamento tem crescido fortemente, devido a mecanismos obscuros como a incidência de juros sobre juros, […].” Todo mercado financeiro, em todo lugar do mundo trabalha com juros sobre juros, também conhecido como juros compostos. Desculpe, deputado, não há nada de obscuro nisso.

A questão é a taxa acordada, as formas de cálculo são padronizadas mundo afora. O problema é que o Brasil é, há muito tempo, o campeão mundial das taxas de juros reais. Real, nesse sentido, significa taxa acima da inflação. E esse mecanismo é o mais poderoso concentrador de renda do país: paga-se parcela enorme do orçamento federal para quem acumulou dinheiro de algum modo. É verdade.

Gostaria muito de ver especialistas em mercado financeiro que fossem independentes de bancos e do Banco Central, que soubessem e tivessem mandato para avaliar as taxas praticadas em todas as transações entre governo e mercado privado, seja na venda de títulos, seja nas recompras, seja em swaps cambiais, seja nas operações compromissadas. Especialistas em câmbio que nos dessem a certeza que o Banco Central opera estritamente a mercado, atuando com preços justos nas compras e vendas de moeda estrangeira. Especialistas também em mercado internacional para avaliar se nossas reservas estão sendo aplicadas no melhor interesse do país e que tomamos recursos externos, também em taxas e prazos compatíveis. Adoraria ver ex-diretores do Banco Central que não se tornassem funcionários dos bancos privados. Isso poderia significar que tornamos o Banco Central, de fato, independente do controle privado.

Gostaria muito de ver membros da Receita Federal, do Tribunal de Contas da União, da Polícia Federal, da Controladoria Geral da União e do Congresso especializados em mercado financeiro e em igualdade de condições para discutir esses temas com os próprios operadores dos bancos.

Dos interesses para que a taxa seja alta

Suspeita-se que a confluência de interesses dos banqueiros com os industriais e comerciantes deriva do fato que todos têm interesse nos juros altos, pois ganham mais em suas operações financeiras do que no seu negócio propriamente dito. É bom saber também que a classe média, que aplica em fundos de investimentos, é dona de parcela da dívida pública, é credora do governo: os fundos de investimento aplicam grande parte dos recursos que captam em títulos públicos. Até quem tem um pouquinho de dinheiro na poupança reclama quando a taxa cai. Sem perceber o quanto paga ao comprar a prazo e o quanto é “desviado” do orçamento federal para bolsos mais gorduchos.

As discussões sobre a dívida pública, certamente, deixarão de cabelos em pé a classe média, os banqueiros, os industriais, os comerciantes. Todos se voltarão contra a presidenta e a acusarão de querer mexer em contratos estabelecidos desde o império e assim por diante. As agências de avaliação de risco dirão que não tão seguro investir em títulos de um país que está questionando os contratos. Bem, já temos dois problemas que complicam seriamente a realização da auditoria: a dificuldade de se auditar o passado e o interesse que a elite e a classe média têm na dívida pública. Agreguemos um terceiro complicador.

Do apoio e ambiente político

Há, em curso, uma tentativa não desprezível de depor a presidenta. No exato momento em que ela parecia sintonizar a prioridade da economia com os interesses de quem a elegeu e que seu principal algoz parecia perder força por denúncias e mais denúncias, aparece essa aprovação de uma auditoria da dívida reunindo apoios conservadores e à esquerda. É muito difícil não imaginar que tal apoio visa simplesmente debilitar a presidenta ao limite. É muito plausível supor que quem apóia essa auditoria, não a queira de fato, mas a utilize para seus fins políticos.

Escrevi em outro artigo que: “A tentativa, que foi bem sucedida temporariamente, de colocar a taxa de juros brasileira num nível semelhante ao resto do mundo foi feita pelo governo Dilma. Pela primeira vez, na história recente, assistimos a taxa Selic ficar próxima de 7% ao ano no final de 2012 e início de 2013. Muitos, como eu, acreditam que todos os eventos políticos, para inviabilizar o governo, que se iniciaram em 2013 e perduram até hoje, tem origem na queda da taxa de juros.”

A auditoria transformada em circo, como uma CPI

A dificuldade de se apurar eventuais desvios do passado mais distante, o interesse de parte influente da sociedade em juros altos e o fraco apoio político da presidenta levam-me a concluir que existe grande chance da auditoria da dívida se revelar um palanque, como as CPIs, por onde desfilam todos os que querem fazer sangrar a presidenta, com todo o eco garantido pelos meios tradicionais de comunicação.

Há uma infinidade de temas na dívida pública que eu adoraria ver com toda a claridade, sob a luz do Sol. Não há, no entanto, qualquer garantia de que uma auditoria da dívida, nesse momento, chegará a resultados minimamente confiáveis. Há, sim, muitos interesses que contrariados minarão o parco apoio político da presidenta. Está em curso um golpe para depô-la. Por essas razões, não sou favorável à auditoria proposta. Fosse Dilma, eu também a vetaria. Com tristeza.

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73 comentários

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Manoel Camargo

18 de dezembro de 2019 às 10h23

Muito boa a matéria
Mas de todos os comentários ninguém conseguiu observar onde está a fraude em tudo isso! Vou revelar …aprendam que uma fraude nessa magnitude é feita por gente inteligente e influente ok…A fraude não está nos contratos ,juros,dealers,etc…A fraude é o lastro !
Você compra títulos e fica em depósito ok o Banco agora pode criar 9x daquele depósito ok ele pega esse 9x artificial e ao invés de injetar na economia em créditos e tal ..o que ele faz? Retorna esse 9x más não tudo é óbvio digamos uns 6x ..ele retorna no mecanismo compra mais títulos! E assim vai tendo lucros exponenciais com um dinheiro artificial! Compreenderam? Transforma 10% em 100 e assim vai …ou seja os bancos vcs podem ver desde digamos 10 anos para k…o lucro aumenta ano a ano sem interrupção! E o que vc ve no noticiário? Brasil em crise! Ou seja eureca! Como uma economia em crise gera receita extraordinária aos bancos que estão diretamente ligado? Não precisa fazer auditoria e sim atacar a fonte do mecanismo , acabar com a sobra de caixa dos bancos! E mediante lei obrigar esse crédito oriundo desses depósitos serem em sua totalidade usados na economia!

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João Coimbra

07 de maio de 2019 às 13h53

Se a presidenta tivesse assumido a auditoria e se empenhasse na sua realização poderia em vez de temer, auferir ganhos políticos por seu engajamento numa questão fundamental.

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guilherme machado

11 de fevereiro de 2017 às 14h22

E que tal uma coisa mais fácil, tangível e clara de ser fazer como uma auditoria sobre enriquecimento ilícito. Não vejo tantas temeridades como no exemplo acima. Qual a dificuldade? Eu entendo que só se faz um abatimento da dívida pública ou mesmo auditoria quando a coisa está a beira de um colapso que não interessaria a ninguém. Agora, legislação contra o enriquecimento ilícito e lavagem de dinheiro, combate a corrupção e caixa dois não é necessário estar a beira de um colapso e bem fácil de se realizar. Ou não?

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Alessandro Percivalli de Souza

24 de abril de 2016 às 01h14

Bem, certamente que os elementos levantados no texto trazem um grau de incerteza muito grande para se fazer uma auditoria da dívida de maneira justa e transparente. O cenário macroeconômico da época da emissão dos títulos, a questão dos juros compostos, se a taxa de juros aplicada na época atendia aos interesses nacionais aos quais deveria estar conectada… ok. Contudo, o autor do texto, sr César Locatelli, se esqueceu de mencionar alguns pontos que são muito mais fáceis de arguir e julgar e algumas irregularidades que saltam aos olhos. Citemos algumas: é algo no mínimo suspeito que apenas 12 bancos possam adquirir os títulos públicos direto da fonte (refiro-me aos chamados “Dealers”) e que o Banco Central insista em tomar a mesma posição de 2010 ao manter em sigilo os nomes destes bancos. Temos uma dívida que consome metade do nosso PIB e não sabemos a quem devemos? Isto porventura não seria passível de esclarecimento a população? Segundo exemplo: ainda que seja bastante discutível se o governo teria ou não que atualizar o saldo da dívida a juros compostos, não é absolutamente objeto de dúvida ou discussão o fato de que o governo, por definição legal, não pode emitir novos títulos para pagar os juros dos anteriores. Isto é manifestadamente proibido pela nossa constituição, e, há fortes indícios de que isto ocorreu. O terceiro ponto que por si só já valeria a realização de uma auditoria, é o fato de o governo federal ter aceitado seus próprios títulos de volta como parte do pagamento de empresas púbicas na década de 90 em meio ao movimento privatista do governo Tucano. Por último, mas não menos importante, deixo para os senhores refletirem se o aumento da taxa de juros é, de fato, um bom mecanismo de controle da inflação? Num primeiro momento, isto parece correto, uma vez que, em um cenário de taxas de juros mais altas, haverá uma parcela significativa do setor produtivo e da própria população comum que irá evitar tomar crédito a juros mais altos e preferirá adiar compras deixando seu dinheiro aplicado com rendimentos melhores. De fato, esta operação de elevação da taxa de juros para conter a inflação seria um atitude legítima por parte dos administradores da nossa política econômica, se não fosse por um detalhe: foi na própria emissão dos títulos que se deu de maneira absolutamente descontrolada que a inflação se formou e, por isso, elevar as taxas de uma dívida que o próprio sistema econômico gerou para conter a inflação, diminuindo assim um efeito que este mesmo sistema gerou é uma operação que, tecnicamente não apresenta nada de estranha mas, do ponto de vista dos cidadãos (e não “do mercado”) é uma abominação!!! Ora, se levarmos em conta o sistema monetário em voga no mundo todo, inclusive no Brasil, no qual o governo federal emite títulos públicos de dívida para banqueiros chegaremos a uma constatação arrebatadora. Os tais títulos do governo servirão apenas como uma garantia mínima de 10% no Banco Central, para que cada um dos bancos que empresta dinheiro possam criar (absolutamente do nada) até 90% de cada valor emprestado. E este mecanismo, abalizado pelo Banco Central, de criação de moeda nova e sem lastro a partir das operações de crédito, foi o que gerou uma enxurrada de moda nova circulante no mercado, num volume muitas vezes maior do que a capacidade de gerar novos bens e serviços, redundando num fenômeno muito conhecido por todos os brasileiros: A INFLAÇÃO. Agora, levando em conta, como o dinheiro novo é emitido, e o que essa emissão causa (inflação) parece razoável e legítimo que se adote como medida de contenção da moeda em excesso a elevação da taxa de juros? Quem em sã consciência aumentaria os juros do próprio empréstimo que terá que pagar? Chegamos assim, a conclusão de que, a despeito das imensas dificuldades técnicas que deverão naturalmente advir de um processo de auditoria da dívida pública, esta auditoria deverá ainda assim ser realizada para que possamos modificar este sistema falido de política econômica que sempre redunda em inflação, endividamento e crise.

Responder

    Chen Po Hsun

    21 de outubro de 2016 às 08h29

    Cara seu texto tá muito errado não se gera títulos da divida para pagar banqueiros.
    E vc mistura pagamento de divida com o sistema de reservas fracionadas. Duas coisas completamente diferentes.
    A emissão de títulos da divida publica é antiga, vem desde o surgimento das monarquias quando o rei de tanto gastar secava o tesouro nacional e pedia empréstimo as pessoas que tinham dinheiro, não necessariamente banqueiros dai gerava os títulos se não fizesse isso o país quebrava e o governo deixava de pagar os funcionários publicos etc.
    O sistema de reserva fracionada não é ruim, é usado no mundo todo para movimentar a economia e o sistema brasileiro é muito mais contido que o americano. Pelo que lembro a taxa é de 1 para 4 no Brasil , nos EUA que é 1 para 10 e como pode ver o governo dos EUA pagava até bem pouco tempo juros de 0.25% AO ANO.
    Algo discutivel é ter vendido as estatais e serem pagas com titulos, é discutivel mas não é errado não. É como vc querer comprar um apartamento e oferecer um carro ao dono do imovel como parte do pagamento e ele aceitar.
    A existência dos dealers, também é discutivel mas em termos técnicos é eficiente a venda direta para eles e não há nada errado deles comprarem e repassarem ao mercado lucrando com isso, porque eles comprar bilhões de uma vez , ao invés de montar uma logística cara para a venda para todos pode ser que hoje em dia isso possa ser mudado sem grandes gastos mas na época era o caminho a ser feito.
    Quanto a auditoria, concordo que tenha que ser feita, mas eu não sei se dará muito jeito na divida pois a bolada principal é divida nova feita no governo PT.

    Responder

Christiane Miranda

01 de fevereiro de 2016 às 10h28

Sinceramente, dizer que o problema da auditoria estaria nas desconsiderações das peculiaridades do mercado em datas pretéritas é pressupor que a auditoria cidadã seria realizada por pessoas ignorantes. Obviamente, qualquer auditoria séria leva em consideração os fatores e contexto que vigiam à época dos contratos firmados pelo Poder Público. Falácias, falácias….

Responder

Replicante Seletivo

21 de janeiro de 2016 às 11h06

Um Banco Central que reza pela cartilha rentista, que credita ao mercado a decisão pelo controle financeiro da economia e que joga contra o futuro do país. Ninguém merece!

Responder

Alfonso Tarallo

20 de janeiro de 2016 às 17h43

Claro que do ponto de vista do mercado pode ser errado ou pode dar prejuízo ao País. Mas permitir uma auditoria, chamamos ela popular, para renegociar e mostrar que a dívida já foi já paga! Juros sobre juros … é legal? Não pelas leis do mercado, mas pelas leis.

Responder

Raquel Maia de Toledo

20 de janeiro de 2016 às 14h30

Nesse artigo ha muito economes. Nao e assim, ja me informei por outros meios. Concordo plenamente com Maycon Coelho e me informei exatamente por uma entrevista com Lucia Fatorelli. Ninguem tem que vestir camisa do PT ou ser perenptoriamente contra ele. Temos que exercer nossa capacidade de analise e critica.

Responder

Pedro Penido dos Anjos

20 de janeiro de 2016 às 08h51

Desculpe,

Neo blablabla pra boi dormir.

Responder

Daniel Torres

20 de janeiro de 2016 às 02h12

Por este post parei de seguir o cafezinho :(

Responder

Rodrigo Uchôa

19 de janeiro de 2016 às 23h01

Puta merda, muito ruim o texto

Responder

Eduardo Londero

20 de janeiro de 2016 às 00h36

PSOL precisa dizer (a) no que a auditoria dele é melhor ou mais cidadã do que as duas que já existem, que não ocorrem sob holofotes de circo, mas são permanentes, no que os relatórios da STN são insuficientes para as informações que deseja e (c) mostrar como faria sua auditoria, que geralmente auditoria é algo sistematizado, colocado em manuais. Já que o PSOL é tão bacana e cidadão, deve decerto publicar no seu site o roteiro técnico de verificação. Só que não, o PSOL joga para a torcida. Embora se possa apontar episódios de dívidas ruins que foram consolidadas em 99 ou antes, não existe sistemática, nem fato extraordinário que justifique alguma ação, como por exemplo denúncias para iniciar a Zelotes.

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José Ciríaco Pinheiro

19 de janeiro de 2016 às 22h41

Quem é essa figura que usa todo esse arrodeio para defender interesse da casa grande?

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Raimundo Freitas Freitas

19 de janeiro de 2016 às 22h32

Ou o Brasil acaba com a quadrilha, ou eles acabam com o Brasil!

Responder

Bruno Bevilacqua

19 de janeiro de 2016 às 22h28

Miguel, tá difícil demais debater auditoria da dívida com o tomate da feira… tudo envolvendo o assunto está inacreditável: que o PSOL tenha conseguido aprovar a lei nesse congresso aí, que a Presidenta trabalhista tenha vetado e, agora, os contorcionismos retóricos de gente que se diz de esquerda pra demonizar a auditoria e até mesmo a nossa “auditora internacional” Maria Lúcia Fatorelli.
A dívida tem que ser auditada porque se acredita que ao longo das décadas foi incrementada de forma ilegítima.
Lula reduziu porque pagou. Isso é transferência direta de recurso público pro privado.
Pra ficar divertido, vou usar uma referência cinematográfica: o documentário do Pino Solanas “Memoria del Saqueo” (ótima pedida pra dias de Macri) dá uma noção de como esse processo da dívida se deu, historicamente. Um processo a que foram submetidos os países sul-americanos, não só a Argentina.
Tem que auditar.
Como assim, tomate da feira? Porra, que palhaco! E vc ainda não quer eu fique nervoso? Tô tremendo aqui, querendo esganar um!

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Ricardo Carelli

19 de janeiro de 2016 às 22h05

Excelente texto!!!

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Ivo Vanda Reis

19 de janeiro de 2016 às 21h58

Oh Cafezim, FHC não tem nada a ver com dívida deste governo. Se quer ter credibilidade , tem que haver auditoria da dívida sim!! Se o governo não admite a auditoria, me leva crer que tem coisa errada aí. A propósito, FHC e o culpado pelo rompimento da barragem de Mariana. De dívida da Dilma, não. Vc se revela parcial. Defensor do Pt!!!!!!

Responder

    O Cafezinho

    19 de janeiro de 2016 às 22h07

    eu não falei em FHC em momento nenhum. Nem estou defendendo nada aqui. Publiquei um artigo. tenham calma!

    Responder

Bruno Bevilacqua

19 de janeiro de 2016 às 21h41

Há muito tempo eu não lia tanta peleguice junta num só artigo. Pqp.

Responder

    O Cafezinho

    19 de janeiro de 2016 às 21h52

    Calma cara. Tem que debater, convencer. Se não consegue fazer isso, como espera lidar com um assunto tão delicado e perigoso como uma auditoria da dívida pública?

    Responder

    Bruno Bevilacqua

    19 de janeiro de 2016 às 21h53

    Surreal!

    Responder

    O Cafezinho

    19 de janeiro de 2016 às 22h06

    bruno, eu não entendo nada de auditoria de dívida pública. o que eu sei é que o govenro lula conseguiu reduzir de 60% para 30% a dívida líquida. quando a dilma deu um pau para baixo nos juros, então fiquei mais tranquilo. os juros seriam cada vez menores. hoje a coisa voltou a ficar preocupante. mas eu estou confuso. tente xingar menos e debater.

    Responder

Marcos Portela

19 de janeiro de 2016 às 21h08

FIM DE JOGO, bem que os FASCISTAS tentaram DESTRUIR o PAÍS, mas com a FORÇA do POVO nas RUAS e com o RESULTADO que confirmou a vitória da DEMOCRACIA, mostrou ao POVO que nem todos os Ministros do STF são CORRUPTOS e que o “Ministro” GILMAR falhou na NEGOCIAÇÃO com seus colegas, na REDE GLOBO já davam a VITÓRIA do GOLPE como CERTA, anunciada com antecedência pelo MERVAL que seria um MASSACRE a VOTAÇÃO no STF, prepararam um SHOW de prêmios na DEMÔNIOS FEST do FAUSTÃO, com distribuição de troféus de MELHORES GOLPISTAS 2015, como a VEJA, que MODIFICOU a sua capa com o “Juiz” MORO sendo a PERSONALIDADE do ANO para ser o que SALVOU o ANO dos que NÃO foram PRESOS do DEM, PSDB e PMDB e ainda tiveram seus PROCESSOS ENGAVETADOS, uma grande CONSPIRAÇÃO e TRAIÇÃO denominada de “PATRIOTAS” para esconder os HIPÓCRITAS, também premiariam os aliados da IMPRENSA MONOPOLIZADA do PAÍS, o AÉCIO, o CUNHA, o GILMAR e o traíra TEMER, mesmo ESTANDO ENVOLVIDOS na INSTALAÇÃO do CAOS que ATACOU EMPRESAS que operavam e geravam EMPREGOS com várias OBRAS de INFRAESTRUTURA no PAÍS, clonaram e veicularam repetitivamente palavras de ordem na MÍDIA, como AMIGOS do LULA, CRISE, IMPEACHMENT, INFLAÇÃO… e também envolvidos em CRIMES de EXTORSÃO, TRÁFICO de COCAÍNA, SONEGAÇÃO, VENDA de SENTENÇAS e HABEAS CORPUS JUDICIAIS, que não vem ao caso para a SOCIEDADE ALIENADA pela MÍDIA, portanto se pretendem INICIAR um novo ATAQUE ao PAÍS, serão mais uma vez combatidos pelo POVÃO e em última instância pela intervenção MILITAR que tanto DESEJARAM.

Responder

Ibo Morales

19 de janeiro de 2016 às 18h58

auditoria da dívida / reforma agrária / regulação da mídia – PT SAUDAÇÕES
“ah….mas o momento político é adverso”
“ah….forças reacionárias querem derrubar a presidente”
“ah….mercado financeiro é complicado”
“ah…o agronegócio bate recorde de safra”
então o melhor a fazer é rasgar velhas bandeiras, entregar o poder e continuar no poder mamando na teta federal.
Gilma, Lula & cia, quem cavou a própria cova foram vcs!

Responder

Gustavo Almeida

19 de janeiro de 2016 às 20h55

Porra Cafezinho, aí é foda. O artigo da voltas e voltas. E conclui que é o certo a fazer, mas que não da… A Dilma tem chances de acertar, e ainda assim erra em praticamente tudo. Como assim a dívida pública tem que ficar fechada a sete chaves? Acham que o momento político impede a população de saber como o governo se endividou? Porra, de novo, ela esta tendo chance. Oportunidade é um bicho sem rabo: ou ela toma atitudes maduras, ou realmente vamos desistir (confessemos: está cada vez mais difícil. Desde o corte no seguro-desemprego – pra ser bonzinho – que o nó dá na garganta).

Cenário político? Dar armas aos golpistas? Amigos, isso já acontece. Não é uma Auditoria da Dívida Pública que vai piorar a situação política da Dilma, concordam?

Cafezinho, sobre as análises retroativas e históricas, qualquer grupo de estudos em universidades fazem essa auditoria ou planejam uma, com o pé nas costas. “é difícil” não pode ser um argumento.

Vocês têm defendido coisas enstranhas que o governo faz. Não percamos nosso senso crítico. A Dilma merece muito mais crítica das mídias de esquerda do que recebe. E isso não é fogo-amigo, é ser maduro e lúcido.

Responder

    O Cafezinho

    19 de janeiro de 2016 às 21h51

    Concordo 100%. Mas o artigo sobre dívida não é meu. Iniciei um debate.

    Responder

    Nelson Ribeiro

    20 de janeiro de 2016 às 00h08

    Nem é a oposição, mas a mídia. Creio que dá para 2017.

    Responder

Adriano França Fernandes

19 de janeiro de 2016 às 20h50

Minha formação é mais na área de ciência política, portanto não conheço a força dos argumentos de forma satisfatória. Mas agradeço ao O Cafezinho por ao menos me apresentar uma análise. enquanto as pseudo-esquerdas-sonháticas apenas vomitaram seu moralismo histérico.

Responder

Alder Oliveira E Silva

19 de janeiro de 2016 às 20h35

Injustificável

Responder

Carlos Valério

19 de janeiro de 2016 às 20h32

Pra cima deles presidenta aperta os coxinhas q eles devem muito dinheiro aos cofres do governo.

Responder

Nelson Gomes

19 de janeiro de 2016 às 20h24

Muito boa análise. Inteligente, abrangente e esclarecedora. Concordo plenamente.

Responder

Leo Stancioli

19 de janeiro de 2016 às 20h18

Já perdeu a graça, sou contra o golpe mas a Dilma, não dá mais pra ter fé!

Responder

Julio B. Hildebrand

19 de janeiro de 2016 às 20h15

Como sempre nesses blogs petistas, interpretação distorcida da realidade, com espantalhês fluente. Com qualquer curso walita de economia se sabe que juros são altos porque é a única forma que sobra a um governo incompetente de controlar a inflação. Pra baixar juros e fazer o dinheiro que está aplicado em títulos voltar a ser usado em capital produtivo – que significam empregos e renda – tem que se ter, entre outras coisas, infraestrutura e segurança jurídica.

Responder

Maycon Coelho

19 de janeiro de 2016 às 20h14

Pessoal, a auditoria da dívida pública seria bom para o país! Não confiem em qualquer artigo de internet. Quem quiser começar a pesquisar sobre o tema, recomendo assistir aos vídeos no youtube da auditora aposentada da Receita Federal Maria Lucia Fattorelli.

Responder

    O Cafezinho

    19 de janeiro de 2016 às 20h41

    maycon, o artigo aí concorda com você. ele defende a auditoria. mas tem de ponderar o momento político, senão pode virar armadilha. podem até aumentar a dívida.

    Responder

    Maycon Coelho

    19 de janeiro de 2016 às 21h13

    Desculpa, mas tenho que discordar. O artigo leva a entender que não há ninguém competente para fazer a auditoria e que seria “golpe da oposição”. Detalhe: eu sou de esquerda e justamente por isso defendo a auditoria da dívida pública. Quem pesquisar minimamente vai ver que os impostos que nós pagamos estão enriquecendo banqueiros (não é à toa que os bancos têm registrado lucros exorbitantes) em vez de serem revertidos para educação, saúde, etc. E não apenas isso: existem ilegalidades no endividamento, grande parte da dívida é fictícia. Não tem como explicar aqui em detalhes, mas insisto que procurem vídeos da Maria Lucia Fattorelli que, inclusive, participou da auditoria da dívida pública no Equador e reduziu a dívida externa em títulos daquele país em 70%. Os juros não pagos foram destinados a investimentos em escolas e hospitais, fato reconhecido pela revista The Economist em 2009. E desculpa, mas ponderar momento político não me parece razoável. Se isso não for feito por um governo supostamente de esquerda, nunca será por um governo de direita.

    Responder

    José Renato Mei

    19 de janeiro de 2016 às 21h15

    Um bom momento teria sido há 10 anos, por que não fizeram?

    Responder

    Julio B. Hildebrand

    19 de janeiro de 2016 às 21h22

    Eu defendo debater a fundo a ideia, com as devidas ponderações e sem radicalismo ideológico (de direita ou esquerda). Nessa aí o país pode tomar uma decisão errada e correr o risco de tomar na cabeça com o pouco que ainda resta de sua credibilidade, se afundando ainda mais, como já ocorreu nos nossos vizinhos. O interesse desse blog é inventar uma estória pra cada decisão da Dilma, o cara no artigo coloca a culpa até na classe média jovem (???????).

    Responder

    Waldemir Tavares

    19 de janeiro de 2016 às 21h32

    O Cafezinho “A auditoria é uma boa ideia mas o momento não é oportuno”. Isso tem nome e sobrenome: oportunismo político.

    Responder

    O Cafezinho

    19 de janeiro de 2016 às 21h49

    Sim, mas querer uma auditoria nesse momento, com o congresso cheio de raposas e a presidente debilitada, é abrir espaço para novas jogatinas. mas não tenho opinião formada, talvez você esteja certo. só estou muito desconfiado.

    Responder

    Maycon Coelho

    19 de janeiro de 2016 às 21h59

    Sim, mas pensa o seguinte… no processo de auditoria eles vão reunir informações, analisar, investigar, etc. e chegar numa conclusão, ou seja, a auditoria em si é apenas isso, um procedimento investigatório. Se ficar constatada fraude no endividamento, aí sim uma decisão teria que ser tomada. No caso do Equador, o presidente Rafael Correa decidiu não pagar os juros de dívidas que eram ilegais e, com os recursos, fez investimentos em saúde e educação. Acho que seria bom para todos nós, pelo menos, saber se há ilegalidade ou não no endividamento e o assunto se encerraria.

    Responder

    O Cafezinho

    19 de janeiro de 2016 às 22h04

    está me convencendo, maycon

    Responder

    Bruno Bevilacqua

    19 de janeiro de 2016 às 22h38

    Obrigado pela explicação, Maycon! Eu não tô conseguindo. Tô em choque, perplexo com o desconhecimento geral sobre isso. Acompanho esse assunto – como espectador, nunca me imaginei entrando num debate desses e ainda pra explicar o assunto – há tanto tempo que acho que caí na armadilha de pensar que tinha virado um assunto comum a todos que estão de alguma forma militando politicamente.

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    Eliel Lage

    19 de janeiro de 2016 às 23h22

    Acredito que uma auditoria ia abrir a o obscuro de todo mundo.

    Responder

    Nelson Ribeiro

    20 de janeiro de 2016 às 00h07

    O Cafezinho Concordo. Acho excelente mas também pondero para onde pode ser tomado o assunto tendo uma mídia vergonhosa como a nossa.

    Responder

    Eduardo Londero

    20 de janeiro de 2016 às 00h38

    Ela mesma no vídeo que ela fala do sucesso obtido no Equador, afirma que dívida rolada diariamente perde o vínculo com a sua origem e praticamente não pode se recuperar nada. Portanto tecnicamente ela nos informa que Autoria-show não tem utilidade, mas a auditoria permanente do CGU e TCU, essa ela poderia informar o que são falhas.

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    Darcio Antonio

    20 de janeiro de 2016 às 01h31

    Como Marx suspeitava e está no livro 3 do capital, o capitalista caminha para transformar dinheiro em dinheiro sem a necessidade da mediação da produção, da exploração do trabalho e da extração de mais-valor….parece que já estamos vivendo essa realidade…assim sendo para a máquina continuar funcionando nenhum)governo vai colocar esse mecanismo essencial sob suspeita…aqui PT e PSDB dão as mãos, toda a direita e esquerda do mundo se irmanam

    Responder

    Pedro Lúcio Góis

    20 de janeiro de 2016 às 02h16

    O Cafezinho não é como se quiséssemos a revolução socialista do dia pra noite não. É apenas o cumprimento da Constituição Federal, um direito de soberania e democracia, um basta na exploração do capital financeiro sobre o país, uma Auditoria Cidadã sobre uma conta que todos nós pagamos, mas que ninguém tem a certeza de sua origem. Grécia fez, Equador fez, entre vários outros.

    O Governo escolheu lutas muito maiores do que essas pro ano de 2016, mas acredito que esse erro político pode custar caro demais.

    Pra saber mais, acompanhe no site http://www.auditoriacidada.org.br/

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    Diogo Scobee Marra

    20 de janeiro de 2016 às 10h13

    Esse ano temos eleições. Não pode ter notícia negativa.

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    Emerson Lins

    20 de janeiro de 2016 às 10h29

    O momento já passou, hoje seria apenas um motivo a mais para crises.

    Responder

    Seiji Okamoto

    20 de janeiro de 2016 às 12h24

    Maycon Coelho Também acho. Auditoria não é nenhum bicho de 7 cabeças, pelo menos não deveria ser. Uma radiografia da dívida colocaria muita coisa sobre a mesa, para que toda a sociedade possa tomar consciência e tire suas próprias conclusões.

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    Maycon Coelho

    20 de janeiro de 2016 às 13h29

    É o que penso também, Seiji Okamoto! Não custa nada fazer logo a auditoria e esclarecer tudo de uma vez. A campanha da Dilma (assim como de outros candidatos) foi financiada por banqueiros. Provavelmente, esse é um dos motivos do veto, além, é claro, da coragem que o Presidente precisa ter para enfrentar e contrariar os interesses da oligarquia financeira já que, como sabemos, eles controlam tudo e são os principais credores dessa dívida astronômica. De qualquer forma, pegou mal para a Dilma e deixou muitas pessoas decepcionadas.

    Responder

Waldemir Tavares

19 de janeiro de 2016 às 20h09

Então o PT e a esquerda foram inconsequentes durante esse tempo todo em que defenderam essa proposta?

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Paulo Costa

19 de janeiro de 2016 às 20h05

Faz sentido.

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Valdir Dantas

19 de janeiro de 2016 às 20h02

É ISSO QUE OS GOLPISTAS QUEREM..KKKKK

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Cecilia Corrêa

19 de janeiro de 2016 às 19h58

Perfeito!

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