Análise em vídeo das manifestações do 2 de outubro e as vaias a Ciro

Paulo Teixeira aciona Conselho Nacional do Ministério Público contra promotor que fez prejulgamento de Lula

Por Redação

16 de fevereiro de 2016 : 20h57

na página do PT na Câmara

O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) protocolou, nesta terça-feira (16), representação junto ao Conselho Nacional do Ministério Público contra o promotor Cássio Conserino, de São Paulo, que anunciou aos meios de comunicação que indiciaria o ex-presidente Lula e sua esposa Marisa Letícia – por lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio – antes mesmo de ouvi-los em depoimento.

Segundo o parlamentar, o promotor tem objetivos políticos no caso e extrapolou das suas prerrogativas funcionais. “O objetivo da representação é pedir a suspensão da ação promovida pelo promotor porque ela é ilegal. Ele não tem competência para fazer essa investigação. Por um lado, se está vinculada ao tema da Bancoop, a 1ª promotoria é a que possui a competência, e não a 2ª, onde ele está lotado. Além disso, ao tomar conhecimento de alguma irregularidade ele deveria distribuir a denúncia, mas não o fez. Então ele está usurpando da condição de promotor natural”, argumenta Teixeira, que pede na representação a distribuição do processo aberto por Conserino à 1ª Promotoria Criminal da Capital do Estado de São Paulo.

“O promotor fez um prejulgamento ao antecipar seu juízo antes mesmo de ouvir o ex-presidente Lula. Com isso ele comprova que agiu sem o equilíbrio requerido pela função de quem investiga. Além disso, o promotor tenta influenciar a sociedade ao vazar documentos, como ele fez, numa atitude política, ilegal, que fere a lei orgânica do Ministério Público”, acrescenta Teixeira.

Na opinião do deputado, é o promotor que deve ser alvo de investigação, e não o ex-presidente Lula, “contra o qual não pesa qualquer acusação ou suspeita que justifique a abertura de um procedimento investigatório”.

Cássio Conserino fez as declarações com base na cobertura midiática de um apartamento no Guarujá (SP) cuja propriedade alguns órgãos da imprensa tentaram atribuir ao ex-presidente. A intensa cobertura do episódio foi encerrada repentinamente, tão logo foi descoberto que vários apartamentos no edifício pertencem à Murray Holding, subsidiária da empresa panamenha Mossack Fonseca que tem vínculos com a Agropecuária Veine, que figura como proprietária da mansão da família Marinho – controladora da Rede Globo – construída ilegalmente em área de proteção ambiental em Paraty (RJ) e também é dona do helicóptero usado pelos herdeiros de Roberto Marinho.

CONFIRA A ÍNTEGRA DA REPRESENTAÇÃO

Rogério Tomaz Jr.

Apoie O Cafezinho

Crowdfunding

Ajude o Cafezinho a continuar forte e independente, faça uma assinatura! Você pode contribuir mensalmente ou fazer uma doação de qualquer valor.

Veja como nos apoiar »

3 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site O CAFEZINHO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie.

Escrever comentário »

Enio

17 de fevereiro de 2016 às 10h50

O promotor que fez préjulgamento vê a luz no fim do túnel, mas é a luz da locomotiva LULA2018. #LulaEuConfio

Responder

Messias Franca de Macedo

16 de fevereiro de 2016 às 21h33

… Não é possível que o [eterno] presidente Lula permita que ele e dona Marisa Letícia atendam a esse fdp ‘coxinha’ do ‘miniSTÉRIO’ Público!
Não é possível!

Responder

Mauricio Gomes

16 de fevereiro de 2016 às 21h15

O Lula não deve dar o gostinho da sua presença a este canalha safado do MP-PSDB. Manda um ofício pra ele com o conselho que o Boechat deu ao MALAfaia e tá de bom tamanho.

Responder

Deixe um comentário