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A exportação de carnes congeladas pelo Porto de Paranaguá registrou um aumento de 14% no ano de 2015. Ao todo, foram movimentadas 1,91 milhão de toneladas ao longo dos doze meses do ano, enquanto em 2014 tinham sido exportadas 1,67 milhão de toneladas dos produtos. Paranaguá, 12/02/2016. Foto: Divulgação APPA

Notas anti-apocalípticas: Indústria puxa crescimento das exportações em fevereiro

Por Redação

02 de março de 2016 : 12h03

Foto: APPA

Exportações crescem 4,6% em fevereiro, puxadas pela indústria

no Ministério de Desenvolvimento

As exportações cresceram 4,6% em fevereiro, em comparação com o mesmo mês de 2015, interrompendo uma série de 17 meses de resultados negativos – o último crescimento das exportações havia sido no comparativo agosto de 2014 / agosto de 2013. No mês, a balança comercial registrou superávit de US$ 3 bilhões, melhor resultado para meses de fevereiro de toda a série histórica iniciada em 1989. Com esse resultado, a balança acumula saldo positivo de US$ 3,965 bilhões no ano, revertendo o déficit de US$ 6,010 bilhões registrado no primeiro bimestre de 2015.

As vendas de bens industrializados foram determinantes para o resultado. As exportações somadas de manufaturados e semimanufaturados cresceram 9,6% em relação a fevereiro do ano passado. Um destaque foram as vendas externas de veículos – que incluem ônibus, caminhões, automóveis e comerciais leves – que aumentaram 52,1%. Em fevereiro de 2016, o setor foi responsável por exportações de US$ 604 milhões, enquanto no mesmo mês do ano passado as vendas alcançaram US$ 397 milhões. Também em unidades exportadas, o crescimento foi expressivo: 85,5%, com a evolução de 27,5 mil unidades para 51 mil (sempre comparando fevereiro de 2016 com o mesmo mês de 2015).  Segundo o diretor do Departamento de Estatística e Apoio à Exportação (Deaex) da Secex, Herlon Brandão, os principais destinos foram Argentina e México. “Esse desempenho é resultado dos acordos fechados pelo Brasil e também do atual patamar do câmbio, que favorece as exportações”, ressaltou.

Na mesma comparação, as exportações de básicos registraram queda de 0,5%. Para Brandão, houve impacto da diminuição dos preços internacionais, principalmente de commodities minerais, como minério de ferro e petróleo. Por outro lado, ele destacou o crescimento do volume das exportações de commodities agrícolas, como milho e soja, cujos embarques aumentaram 386% e 134,5%, respectivamente.

No geral, o índice quantum, que mede o volume de exportações, cresceu 30,7% no mês, enquanto os preços dos produtos exportados por empresas brasileiras caíram em média 19%.

No mês passado, as exportações totalizaram US$ 13,348 bilhões e as importações, US$ 10,305 bilhões. A corrente de comércio foi de US$ 23,652 bilhões. Os dados foram divulgados em coletiva de imprensa, realizada na sede da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

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