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Jornalistas contra o Golpe: ‘ABI não pode se curvar diante dos donos do poder’

Por Redação

23 de março de 2016 : 11h22

José Louzeiro na Bienal do Livro, em 2012 (Foto: Júnior Aragão/Revista Cult)

por José Louzeiro, no Tribuna da Imprensa

A Associação Brasileira de Imprensa Não é de um dono. A ABI é uma instituição de tradição no jornalismo brasileiro. Quando se fala em jornalismo, está incluída ABI. A ABI não é de um dono. É uma instituição cultural e plural.

Houve um tempo em que a ABI atuava fortemente no jornalismo brasileiro e por isso ela tinha marca, expressão. Era um tempo em que o Rio de Janeiro tinha grandes jornais, um deles, o Correio da Manhã, sob o comando da Guiomar Moniz Sodré, uma mulher valente. É por isso que, pela primeira vez, a ABI deve se expressar assumindo o seu papel: o papel da imprensa livre na defesa da nossa Constituição e da soberania nacional.

A ABI tem que participar ativamente em defesa dos jornalistas que lutam contra o golpe, restabelecendo o papel de Barbosa Lima Sobrinho e de Maurício Azêdo, que sempre foram sérios defensores da imprensa. É preciso que acima de tudo a ABI e os jornalistas estejam compromissados com os ditames da verdade. 

Felizmente sempre aparecem mulheres valentes, dignas do maior respeito, uma delas agora, é a Presidenta Dilma Rousseff, que pela valentia, está causando incômodo entre os velhos oligarcas. Dilma é uma mulher digna de admiração e respeito. O projeto de governo da Dilma, especial como é, causa incômodo entre os reacionários. A ABI é uma instituição democrática que não pode se curvar diante dos donos do poder.

*José Louzeiro é jornalista e autor de 40 livros. Criador, no Brasil, do gênero intitulado romance-reportagem. Os livros mais conhecidos de José Louzeiro, são: Infância dos Mortos, argumento do filme Pixote; Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia (título homônimo no cinema); Aracelli, Meu Amor; Em Carne Viva, lembrando o drama de Zuzu Angel e de seu filho Stuart Angel, morto na tortura, na década de 60. Entre os infanto-juvenis: A Gang do Beijo, Praça das Dores (um remember dos meninos assassinados na Candelária, em 1993), A Hora do Morcego (Ritinha Temporal) e Gugu Mania. No cinema já assinou, como roteirista, dez longas-metragens, dos quais pelo menos quatro se tornaram populares: Lúcio Flávio, o Passsageiro da Agonia, Pixote, O Caso Cláudia e O Homem da Capa Preta.

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